2006

Janeiro

De acordo com Relatório Reservado, Palocci entregou minucioso estudo para Lula, onde apresenta preocupação com oferta de energia frente ao crescimento do PIB. O estudo trabalha com crescimento do PIB de 5%, contra a previsão de 4% formulada pela EPE. Esta diferença poderia gerar escassez de energia elétrica provocando alta nas tarifas e exigindo ação rápida para ampliar a oferta e evitar desequilíbrio maior. O governo poderia estimular a construção de termoelétricas a gás, financiadas pelo BNDES, certamente usando a capacidade de investimento e de conhecimento da Petrobras.A Além disto se as projeções do MF se confirmarem o impacto das tarifas sobre a inflação seriam maiores, comprometendo as metas do Banco Central e da redução das taxas de juros. (02.01.2006)

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou ontem que o governo pretende licitar em maio as usinas hidrelétricas de Mauá (PR), Dardanelos (MT), Barra do Pomba e Cambuci (ambas no RJ). Os projetos devem acrescentar 752 MW ao sistema elétrico nacional e deveriam ter ido a leilão em dezembro, junto com outros sete empreendimentos. No entanto, o governo não conseguiu cumprir todas as exigências ambientais e as hidrelétricas não foram à leilão. A expectativa de Dilma é que o leilão dos quatro projetos aconteça junto com a licitação das duas usinas - Jirau e Santo Antônio - que compõem o complexo hidrelétrico do rio Madeira, em Rondônia, também em maio. Esse empreendimento terá capacidade de 6,6 mil MW e só será menor do que Itaipu. A potência instalada de Mauá será de 361,1 MW; Dardanelos agregará 261 MW ao sistema; Barra do Pomba, 80 MW; e Cambuci, 50 MW. O objetivo é assegurar oferta de energia para atender a demanda no país a partir de 2010. (04.01.2006)

O secretário-executivo e ministro interino do Meio Ambiente, Cláudio Langoni, avisa que o Ibama não tem prazo nem pode garantir que o licenciamento das hidrelétricas do Rio Madeira será aprovado até maio. Nenhuma hidrelétrica por ser licitada sem o licenciamento. "Essas hidrelétricas do Rio Madeira têm enorme complexidade. O Ibama não tem previsão de quando concluirá a análise técnica de viabilidade. O compromisso é de avaliar com agilidade, mas não vinculado à aprovação. Não podemos antecipar nem se vai aprovar, nem se conclui a análise antes de maio", disse Langoni. (05.01.2006)

O programa Luz Para Todos levará energia para mais três milhões de pessoas neste ano. A região Norte receberá atenção especial. No ano passado foram beneficiados 2,15 milhões de pessoas. A informação é do diretor nacional do programa, José Ribamar Santana. Ele destacou que, por conta das dificuldades de acesso, de distribuição da população e de questões climáticas, o Luz Para Todos demorou um pouco mais para chegar à região Norte. "Mas criamos todas as condições, todos os contratos estão praticamente feitos e acreditamos que 2006 será um ano bastante proveitoso para a região amazônica", explicou. (05.01.2006)

Em 2005, o programa Luz Para Todos atendeu 2,15 milhões de pessoas, a maioria na região Nordeste, onde mais de um milhão teve o acesso à energia ampliado. De acordo com o diretor nacional do programa, José Ribamar Santana, ao todo foram instalados 700 mil postes, o equivalente a duas voltas em torno da Terra em cabos de energia. A operação gerou mais de 80 mil empregos diretos. Ele destacou que no início do programa, em 2004, existiam mais de 10 milhões de pessoas sem energia no país. A expectativa até o final do programa, em 2008, é zerar esse índice. Para isso, o número de ligações mensais feitas aumentou: nos três primeiros meses de 2005 eram 20 mil, hoje, são 50 mil. (05.01.2006)

Está quase tudo pronto para a festa de inauguração da usina hidrelétrica de Corumbá 4, prevista para fevereiro. As duas turbinas estão em fase de teste e a usina deverá entrar em operação comercial no mês que vem. Os cem funcionários que estão trabalham na obra fazem a vigilância, a plantação de grama para evitar erosões nas encostas, o recolhimento de animais do lago com o auxílio de 10 barcos e os últimos acabamentos. Depois que o Ibama concedeu a licença de operação, a ordem é colocar a usina em pleno funcionamento o mais rápido possível, já que o contrato com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) previa a ligação de uma turbina em dezembro de 2004 e a outra em março do ano passado, um atraso de quase um ano. A construção de 40 quilômetros da linha de transmissão que ligará Corumbá 4 à subestação de Santa Maria também foi concluída. (05.01.2006)

A primeira usina de geração de energia eólica da Paraíba começará a ser construída ainda neste mês. O valor total do empreendimento será de R$ 45,5 milhões, sendo R$ 32,7 milhões financiados pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O projeto do BNB conta com uma parceria da Millennium Central Geradora Eólica. Marataca, o local na Paraíba onde será construída a usina, foi escolhida por ter ventos fortes e infra-estrutura de estradas e rede elétrica capaz de escoar a produção de energia, afirmou Everaldo Feitosa, vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica. Com previsão de início de funcionamento para dezembro de 2006, a construção da usina vai gerar cerca de 200 empregos diretos e produzir 10,2 MWh de energia, suficientes para abastecer 10 mil residências populares. (05.01.2006)

Com críticas ao Ibama - assim como aos organismos estaduais que, segundo ele, estão dificultando a construção de novas usinas hidrelétricas - o presidente da Eletrobrás, Aloisio Vasconcelos, diz que os argumentos usados para impedir as obras de empreendimentos de geração são, na maioria da vezes, ideológicos, quando deveriam ser técnicos. O presidente da Eletrobrás não esconde a indignação ao comentar que, no primeiro leilão de energia nova, realizado no dia 16 de dezembro, o governo federal não conseguiu oferecer dez novas usinas hidrelétricas, por não ter conseguido a tempo as licenças ambientais. Vasconcelos afirma que é necessário compatibilizar meio ambiente com desenvolvimento sustentável. "Nós entramos nesse processo com realismo. O país precisa de energia, e eles estão entrando nesse processo com radicalismo", frisou o presidente da Eletrobrás. (09.01.2006)

O RS está se preparando para erguer o maior empreendimento de energia eólica da América Latina e o segundo do mundo. Até o final deste mês será construída, em Osório, no litoral gaúcho, a primeira das 75 torres que serão distribuídas em três parques eólicos - Parque Osório, Parque Sangradouro e Parque Índios. Juntos, eles terão potencial para a geração de 150 MW de energia eólica. O projeto está orçado em R$ 670 milhões, as obras estarão totalmente concluídas até o fim do ano e a previsão é de que em janeiro de 2007 já esteja em operação.Os três parques, a serem construídos em Osório serão integrados. Cada um receberá 25 torres e terá potencial de geração de 50 MW de energia. O diretor da CIP-Brasil, Alberto Martins Costa Pinto, informou que até julho o primeiro parque deverá estar pronto, e a conclusão do segundo está prevista para até outubro e a do terceiro, para dezembro. A empresa gaúcha formou uma sociedade com a espanhola Enerfin Enervento e a alemã Wobben-Enercom. Juntas elas deram origem à Ventos do Sul que administra o projeto e está gerando 500 empregos durante as obras. (09.01.2006)

O Ibama rebateu as críticas feitas pelo presidente da Eletrobrás, Aloisio Vasconcelos, aos órgãos ambientais que, segundo o dirigente, têm impedido a construção de diversas usinas hidrelétricas no país. O diretor de Licenciamento do Ibama, Luiz Felippe Kunz, disse que a visão de desenvolver a qualquer custo foi dos anos 70 e não se ajusta aos tempos atuais. O diretor do Ibama explicou porque o órgão não concedeu a licença ambiental para a construção da usina Ipueiras, no Tocantins, decisão criticada pelo presidente da Eletrobrás. Segundo Kunz, a usina alagaria 1.066 quilômetros quadrados de áreas de cerrado usadas para procriação de 218 espécies. Segundo ele, o projeto tem uma das piores relações entre área alagada e energia gerada. Segundo o diretor do Ibama, Ipueiras produziria 0,45 MW por cada quilômetro quadrado alagado, enquanto que outros projetos produzem 1,54 MW por quilômetro quadrado alagado. O dirigente pergunta por que não foram iniciadas as obras de outras usinas hidrelétricas, por exemplo, a de Foz do Chapecó, de 866 MW de capacidade, no Rio Uruguai, ou a de São Salvador, de 245 MW. O Ibama já concedeu as licenças ambientais e, no entanto, segundo ele, as obras não foram ainda iniciadas. (09.01.2006)

Cemar já eletrificou mais de 40 mil novas unidades consumidoras em 116 municípios maranhenses, beneficiando mais de 200.000 pessoas, por meio do Programa Luz para Todos. A companhia, que atua como agente executor do programa no estado, faz balanço positivo dos trabalhos que vem desenvolvendo no Maranhão. Gustavo Fehlberg, gerente-geral do Luz para Todos na Cemar, afirma que as metas contratuais do programa estão sendo cumpridas, e, com este resultado, o Maranhão é um dos quatro estados brasileiros com maior número de beneficiados. Em termos efetivos, a Cemar ocupa hoje a 1ª posição em relação ao percentual de obras executadas - quando comparado à meta estabelecida pela Eletrobrás e ao volume de domicílios ligados - dentre as empresas com o maior número de domicílios a serem ligados. "Contamos hoje com estrutura de 38 empresas, além de sete fábricas de postes e uma de transformadores, todas no Maranhão, fornecendo a infra-estrutura necessária para executarmos as obras e gerando mais de 2 mil empregos diretos e indiretos. Já concluímos mais de 473 obras em 116 municípios e estamos trabalhando com segurança para atingirmos a meta estipulada pela Eletrobrás", explicou Gustavo Fehlberg. (09.01.2006)

Depois de muita polêmica envolvendo a Justiça e os órgão ambientais que atrasaram a inauguração da hidrelétrica Corumbá IV, o empreendimento entra em operação no dia 4 de fevereiro, quando será inaugurada a primeira unidade geradora. Esta semana foram iniciados os testes de funcionamento das turbinas, para calibragem e ajustes das máquinas. Ainda este mês serão feitos os testes de geração na linha de transmissão, que liga a usina à subestação da Ceb em Santa Maria, um trecho de 40 quilômetros. A segunda unidade geradora está programada para entra em operação em março. A usina tem capacidade instalada de 127 MW, sendo 76 MW de energia assegurada, que serão disponibilizados para a distribuidora do Distrito Federal. (12.01.2006)

A política do estado do Paraná da utilização dos recursos hídricos para geração de energia é contestada por ambientalistas. O governador é acusado de ignorar a lei ao conceder licença para a construção de usinas hidrelétricas sem levar em conta o impacto - como por exemplo, em Salto Mauá, entre os municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba. De acordo com o ambientalista e biológo, Tom Grando, da Liga Ambiental, a prática política do governo é incoerente com o discurso. A juíza da 1.ª Vara Federal de Londrina, Soraia Tullio, concedeu a liminar após analisar o impacto ambiental e social que causaria aos índios caingangues, da aldeia Mococa. Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, a reclamação é infundada. "A política do estado é louvável e tem todas as preocupações ambientais, econômicas e sociais." Cheida argumenta que o governo Lula pediu ao estado do Paraná a construção de 15 hidrelétricas. "O governador descartou de início 12 delas. Admitiu construir apenas três: no Rio Chopin, no Rio Iguaçu e a no Tibagi. A hidrelétrica no Tibagi sou contra", explica. (12.01.2006)

O projeto de gerar energia através das ondas do mar começa a sair do papel até o fim deste mês. O governo do Ceará está finalizando o edital de licitação, que deve ser lançado até o fim do mês, segundo o professor Segen Estesen, do Programa de Engenharia Naval da Coppe/UFRJ. Serão construídos dois módulos pilotos, com capacidade de gerar 50 kW, no Porto de Pecém, em Fortaleza. O professor disse que as obras de instalação da usina devem durar seis meses. Os módulos serão operados por 24 meses para avaliação de desempenho, ajustes de carga e dos processos de controle da operação. De acordo com Estesen, a intenção é concluir os testes com um produto comercializável. O projeto começou a ser desenvolvido há dois anos através de um convênio assinado entre a Coppe, a Eletrobrás e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A Eletrobrás financiou as pesquisas e o desenvolvimento do protótipo em escala. O contrato de R$ 3,4 milhões será encerrado em meados de março, disse Estesen. (12.01.2006)

A Secretaria de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul promove, em março, três eventos que discutirão o futuro do setor energético no estado. Nos dias 13 e 14, acontecerá o Fórum Internacional do Gás Natural, no Tribunal de Conta do RS, em Porto Alegra. O segundo evento, o "Fórum sobre aproveitamento múltiplo do rio Uruguai e seus afluentes no trecho binacional", acontecerá nos dias 16 e 17 e terá na pauta discussões sobre as hidrelétricas Garabi, Passo São João e São José. O último fórum será realizado nos dias 23 e 24 de março, também em Porto Alegre, e debaterá ações para garantir energia elétrica abundante ao estado nos próximos anos. (18.01.2006)

Brasil e Argentina assinaram ontem(18) declaração conjunta reiterando a intenção de viabilizar, com a participação da iniciativa privada, o aproveitamento conjunto de energia hidrelétrica no Rio Uruguai. O documento, firmado em reunião entre os ministros de Minas e Energia do Brasil, Silas Rondeau, e do Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços da Argentina, Julio De Vido, determina a imediata realização de avaliações técnicas e ambientais necessárias ao projeto. Os dois países também reafirmam a intenção de convidar os demais membros do Mercosul e da América do Sul para participar do projeto de integração energética que prevê a construção de um gasoduto de mais de 8 mil quilômetros entre Venezuela, Argentina e Brasil. Por fim, a declaração assinada por Brasil e Argentina expressa a vontade de trabalhar de forma conjunta com o governo da Bolívia na promoção e concretização do gasoduto do Nordeste argentino, para fornecimento de gás boliviano e argentino para aquela região. (19.01.2006)

Recursos da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) favoreceram 598 municípios brasileiros com R$ 401,45 milhões em 2005. Comparado ao ano anterior, o crescimento foi de 28,74% com a distribuição de R$ 311,83 milhões a 583 prefeituras. A Compensação é um encargo pago por 141 usinas hidrelétricas pelo uso dos rios para a geração de energia em municípios com áreas alagadas pelos reservatórios desses empreendimentos. Além da Compensação Financeira, há o repasse de royalties pagos pela usina Itaipu Binacional. De janeiro a dezembro do ano passado, 341 prefeituras receberam R$ 195,06 milhões, igual montante destinado a seis estados. Em 2004, o total de royalties distribuído aos municípios foi de R$ 237,94 milhões. A redução no valor dos royalties de um ano para outro se deve à variação cambial, uma vez que o pagamento é feito em dólares. (19.01.2006)

No que diz respeito ao planejamento energético do País, a EPE publicará três estudos este ano. Para novembro, o órgão deve concluir o plano estratégico de longo prazo, que traçará um panorama da matriz energética dos próximos 30 anos. O estudo levará em conta fontes como urânio e hidrogênio em suas projeções e também o múltiplo uso das fontes, como no caso do gás natural. "A proposta é olhar a evolução da matriz energética de acordo com alguns fatores, como desenvolvimento tecnológico para o Brasil", explica Tolmasquim. Especificamente para energia elétrica, a EPE publicará dois estudos: os planos decenais 2006-2015 e 2007- 2016. A tendência é que os estudos apresentem o modelo hidrotérmico como predominante nos próximos anos. Em paralelo, a EPE iniciará o estudo de inventário de seis bacias hidrográficas - Juruena, Jari, Trombetas, Sucunduri, Aripuanã e Branco - para detectar novos aproveitamentos e fará a revisão dos inventários já existentes. O edital para a elaboração e revisão dos estudos sairá até março. (20.01.2006)

O MME assinou, no dia 21, no Acre, termo que autoriza a Eletrobrás a contratar a Eletroacre para a segunda etapa de obras do Programa Luz Para Todos no Estado. A autorização será assinada pelo Ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, pelo Governador do Estado do Acre, Jorge Viana, e pelo Diretor Presidente da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos. O valor do contrato, referente à segunda fase das obras, é de R$ 110 milhões, e vai beneficiar 15 mil famílias. Os empreendimentos já possuem Licença Ambiental de Instalação e a Autorização da Aneel. Também estão previstos investimentos de R$ 800 mil em unidades de conservação, conforme compromisso a ser firmado com o Instituto de Meio Ambiente do Estado do Acre - Imac. Já na sua fase de implantação, as obras deverão gerar cerca de 500 empregos diretos. (20.01.006)

O programa Luz para Todos já atendeu 2,294 milhões de pessoas em todo país até o momento, segundo o Ministério de Minas e Energia. Pelas obras em andamento, a estimativa é que mais 609.915 pessoas sejam beneficiadas. Entre regiões, o Nordeste possui o maior número de atendimentos, com 1,145 milhão de pessoas. Outras 270.225 devem ser atendidas pelo programa. No Sudeste, foram beneficiadas, até o momento, 463,3 mil pessoas e outras 151,4 mil serão universalizadas. Já no Norte, Centro-Oeste e Sul, o número de pessoas beneficiadas atinge 289.340, 191.310 e 205.840, respectivamente. Mais 188.200 pessoas devem ser beneficiadas nas três regiões. Nos estados do Nordeste, a Bahia já atendeu o maior número de pessoas: cerca de 320 mil. Em dezembro, por exemplo, foram atendidas mais de 41 mil pessoas e a estimativa é de beneficiar outras 123,4 mil pessoas. . (20.01.2006)

As principais obras do setor elétrico em andamento no Rio Grande do Sul foram inspecionadas sexta-feira (20) por representantes do MME. Os secretários Executivo, Nelson Hübner, de Energia Elétrica, Ronaldo Schuck, e o diretor de Engenharia da Eletrobrás, Valter Cardeal visitam pela manhã a subestação Nova Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre e, ao meio-dia, o parque eólico em Osório, no litoral Norte. Segundo o secretário de Energia, Minas e Comunicações do estado, Valdir Andres, que acompanha a vistoria, os dois empreendimentos somam juntos quase de R$ 824 milhões em investimentos e vão contribuir para garantir o abastecimento energético do estado. `A subestação Nova Santa Rita, que emprega cerca de mil pessoas, vai dobrar a capacidade de atendimento de energia à região metropolitana e aumentar em 30% a segurança do sistema elétrico gaúcho`, destaca Andres. Já o parque eólico de Osório, além de gerar 500 empregos diretos, vai acrescentar 150 MW de potência instalada à matriz energética nacional e colocar o país na vanguarda da energia do vento na América Latina. (20.01.2006)

A Eletronorte, empresa responsável pelo projeto, já iniciou a fase final de colocação da 22ª turbina geradora e planeja concluir a montagem da 23ª unidade em junho. A previsão é que esta segunda fase esteja concluída no final de setembro ou início de outubro deste ano. A segunda etapa engloba 11 unidades geradoras, de 375 MW cada uma, e um investimento total estimado em R$ 3,491 bilhões. Do total de investimentos, 40% são da Eletrobrás, 37% da Eletronorte e 23% do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Ao final da implantação da última unidade, a hidrelétrica de Tucuruí terá 8.370 MW de capacidade instalada. Da segunda etapa da usina, toda a energia a ser produzida já está contratada. De acordo com José Serafim, superintendente de comercialização da Eletronorte, essa energia será fornecida para grandes grupos industriais do submercado Norte - Companhia Vale do Rio Doce, CCM, Alcoa, Billiton, Alcan, Albrás e Alunorte. Além disso, a usina também fornecerá energia para distribuidoras através dos Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado, firmados nos leilões de energia. O período de fornecimento, diz ele, é variável, com duração entre oito a 20 anos. (20.01.2006)

Em ano de campanha eleitoral, o presidente aproveitou a cerimônia no Palácio do Planalto para garantir que seu governo está ampliando os investimentos em infra-estrutura. Segundo o presidente, o País estaria mudando e o investimento em infra-estrutura, crescendo. Lula destacou não apenas as ferrovias, mas a provável auto-suficiência em petróleo, que poderá vir em março, e o aumento dos investimentos em energia. "Do ponto de vista da energia, eu posso dizer para vocês que se alguém teve medo, em algum momento, de investir no Brasil por conta da falta de energia, o que foi feito na área de Minas e Energia nesses três anos é uma marca que deixa adversário com bronca e que deve deixar o povo feliz", afirmou. Lula ainda profetizou que, até agora dependente da importação de petróleo, num futuro próximo o País poderá exportar. (25.01.2006)

Os nove Estados da Região Nordeste abrigam quase metade dos beneficiados pelo Programa Luz para Todos até a primeira quinzena de janeiro de 2006. Em pouco mais de dois anos de vigência, o programa levou eletricidade a 1,14 milhão de pessoas na região, quase 50% do total de atendidos em todo o país (2,29 milhões). Depois dos nordestinos, a região mais beneficiada pelo programa foi o Centro-Oeste, onde ficam as residências de 20% (463 mil) das pessoas que receberam energia elétrica. Em terceiro lugar ficou o Norte, com 13% dos atendidos (290 mil). O Sul e Sudeste, mais urbanizados e com índices de eletrificação maiores, ficaram com as menores fatias: 9% (205 mil) e 8% (191 mil), respectivamente. As obras do programa em andamento, que atenderão 610 mil pessoas em todo o país, manterão a tendência atual do programa: 44% (270 mil) dos futuros beneficiados estão no Nordeste, 25% (151 mil) no Centro-Oeste e 20% (119 mil) no Norte. Sul e Sudeste ficarão com 6% (35 mil) cada. (25.01.2005)

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, o projeto de lei 6164/05 que mantém os investimentos em eficiência energética em 0,5% da receita líquida operacional até 2010. O Projeto tramita em caráter conclusivo, isto é, para entrar em vigor não necessita ser votado pelo plenário da Câmara. O PL apresentado pela deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), deve passar ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. (25.01.2006)

A Aneel autorizou a retomada das obras da hidrelétrica Rondon II, localizada no município de Pimenta Bueno, em Rondônia. A usina tem capacidade instalada de 73,5 MW, dividida por três unidades geradoras. A concretagem da casa de força deve começar até 1° de outubro deste ano. A operação das turbinas está prevista para começar até 1° de fevereiro de 2008, com a entrada da primeira unidade. As outras duas turbinas devem entrar em operação até os dias 1° de abril e 1° de maio de 2008, respectivamente. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 25 de janeiro. (25.01.2006)

A EPE planeja executar uma série de ações ambientais este ano, como parte da retomada do plano de expansão da geração hidrelétrica no país. Os investimentos estão estimados em R$ 133 milhões. Segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, estão programados estudos de inventário de seis rios e estudos de viabilidade de seis aproveitamentos, cujos editais estão previstos para o início de março. Também faz parte dos planos a execução de dez avaliações ambientais integradas de bacias hidrográficas. Para os estudos de viabilidade ambiental, estão previstos investimentos de R$ 60 milhões na análise de seis aproveitamentos hidrelétricos. Os estudos têm prazo de conclusão estimado em um ano, e o objetivo é que os aproveitamentos sejam disponibilizados para leilões a serem realizados a partir de 2008. As avaliações ambientais integradas, com investimento estimado em R$ 18 milhões, segundo Tolmasquim, terão duplo papel no processo de licenciamento: além de detectar as fragilidades ambientais, as análises permitirão identificar as potencialidades sociais e econômicas que poderão surgir com a construção das hidrelétricas. (26.01.2006)

Segundo informou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, a empresa pretende divulgar o Plano Decenal 2006-2015 no início de março. De acordo com Tolmasquim, a equipe de meio ambiente da EPE elaborou análises prévias dos aproveitamentos que serão incluídos no plano, considerando o timing do estudo e a complexidade ambiental de cada projeto. Tolmasquim contou ainda que o país encontra-se em uma situação energética estável. (26.01.2006)

O Brasil se dedicará ao aumento da participação das "energias limpas" em sua matriz energética. Esse foi o recado que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deu a empresários alemães durante evento sobre oportunidades de investimentos em infra-estrutura no Brasil, realizado ontem, em Frankfurt, na Alemanha. Usinas hidrelétricas e de biomassa terão prioridade no planejamento do fornecimento de energia do País. Dilma anunciou a abertura de um processo internacional de licitação, a ser realizado em junho, para a construção de duas usinas hidrelétricas na Região Norte do País, com capacidade de geração de 6,5 mil MW. Segundo a ministra, além de mais limpa, a energia hidrelétrica é também viável economicamente para o Brasil. "Energia hidrelétrica é a nossa prioridade. É a forma mais barata de gerar energia no País. O bagaço de cana será a nossa segunda principal fonte, junto ao gás natural, que estamos buscando em nosso território", disse a ministra. (31.01.2006)

Dilma disse que o Brasil atingirá estabilidade energética até 2013. De acordo com a ministra, os projetos realizados pelo MME nos últimos anos mostram a preferência pelas matérias-primas renováveis. Usinas que dependem de materiais não-renováveis somaram apenas 12% dos projetos aprovados desde 2003, segundo o Ministério. Dilma ressaltou ainda que o Brasil está muito à frente do resto dos países em desenvolvimento no uso de energias renováveis: enquanto 43,6% da energia elétrica produzida no Brasil vem de fontes renováveis, a média mundial é de 14%. Entre os países-membros da OCDE, as fontes limpas representam somente 6% da produção de eletricidade. (31.01.2006)

O MME planeja lançar o Plano Decenal 2006/2015 após o dia 15 de fevereiro. Segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, o objetivo é concluir o plano para apresentá-lo na primeira reunião do Conselho Nacional de Política Energética, prevista para a primeira semana de fevereiro, antes de divulgá-lo publicamente. O ministro contou que esteve na última sexta-feira, dia 27 de janeiro, em reunião na EPE para tentar antecipar a apresentação do plano. Porém, os técnicos da EPE alegaram que tinham necessidade de mais tempo para concluir o estudo. (31.01.2006)

A primeira fase do programa Luz para Todos em Pernambuco deve ser concluída em março. O contrato com a Eletrobrás, no valor de R$ 138 milhões, prevê a realização de 38 mil ligações na área rural, beneficiando cerca de 190 mil pernambucanos. Até o final de dezembro de 2005 foram executadas 30.374 ligações, levando energia elétrica a 151,8 mil pessoas. O segundo contrato, já assinado, contempla 29 mil propriedades e gira em torno de R$ 162 milhões. O coordenador do programa no estado, Fernando José do Monte de Melo, reconhece que o cronograma está atrasado mas argumenta que o tempo de execução foi menor que o previsto. "O Luz para Todos em Pernambuco foi concebido com 38 mil ligações em dois anos. No final tivemos apenas um ano e meio porque o programa só foi lançado no Recife em junho de 2004", lembrou. Além disso, o braço executor do projeto, que é a Celpe, teve problemas na aquisição de material. Ele diz que março é o prazo limite estabelecido no contrato para execução das 38 mil ligações. (31.01.2006)

O Programa Luz para Todos, do governo federal, inaugura hoje obras de eletrificação que atenderam a 595 domicílios rurais dos municípios de Marabá, no Pará. O investimento no projeto foi de R$ 1,9 milhão. As obras foram realizadas pela Celpa, agente executor do Programa no Estado, e beneficiaram cerca de três mil pessoas da Comunidade Garimpo das Pedras. O governo federal já repassou R$ 104,4 milhões para obras dos contratos do Luz para Todos em andamento no Pará. Estão em andamento obras para levar energia elétrica para outras 56 mil pessoas residentes no meio rural. (31.01.2006)

Fevereiro

Na avaliação de um grupo de 30 especialistas do setor elétrico que estão reunidos nesta terça e quarta-feira no Rio de Janeiro, a solução das dificuldades de levar energia para as comunidades isoladas da Amazônia é fundamental para o sucesso do programa Luz para Todos. Os especialistas avaliam que, apesar de estar com as metas atrasadas, o Luz para Todos representa o maior passo já dado no sentido de levar a eletricidade a todos os brasileiros, e que portanto é preciso estudar maneiras de aproveitar esse momento propício. Entre as dificuldades que precisam ser superadas e que estão na pauta de discussões do seminário está o desafio de levar energia a comunidades isoladas da Amazônia. As discussões dos dois dias de seminário vão resultar em um documento que será distribuído para as organizações e instituições ligadas ao setor elétrico no Brasil. O evento é uma realização da COPPE/UFRJ, com o apoio do MME e da ONG norte-americana Instituto Internacional de Educação. (01.02.2006)

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o Vice-ministro do Comércio e da Indústria do Reino Unido, Ian Pearson, assinaram na última quarta-feira, 1° de fevereiro, memorando para formalização de acordo de cooperação energética entre os dois países. O objetivo é trocar informações, identificar áreas de interesse para cooperação e desenvolver fontes diversificadas e sustentáveis de energia. Demominado de Mecanismo de Consulta, o memorando prevê também o intercâmbio de tecnologias de eficiência energética e de energia renovável, como biodiesel e biomassa, pesquisa de combustíveis alternativos e modernização de sistemas energéticos, entre outros pontos. As reuniões, segundo o MME, terão periodicidade definida em função dos interesses e necessidades dos países. Ainda segundo o ministério, o tratado de cooperação energética não implicará em novas obrigações legais por parte do Brasil e do Reino Unido. (01.02.2006)

Depois de quatro anos e quatro meses do início da construção, a usina hidrelétrica de Corumbá IV começa a produzir energia. A transmissão para a subestação da CEB em Santa Maria, em um trecho de aproximadamente 40 quilômetros, será ligada no sábado (04). Desde a última sexta-feira (27) as turbinas estão ligadas para testes, mas a inauguração oficial da obra está programada para sábado. Em pleno funcionamento, a usina será capaz de gerar 127 MW de energia. Apesar do espelho d"água ainda não ter atingido o nível máximo, ele já está com capacidade suficiente para iniciar o funcionamento das turbinas. A usina de Corumbá IV está com 100% das obras concluídas. Ao todo, o empreendimento custou R$ 600 aos cofres públicos - R$ 270 milhões partiu do BNDES e R$ 330 milhões dos próprios dos acionistas. A energia produzida em Corumbá IV ainda não será repassada para a população da capital na fase inicial. A transmissão para a comunidade está prevista para ocorrer até o final de fevereiro, quando o DF atingirá 35% de autonomia energética. (02.02.2006)

Ontem (02), foi realizado, no Rio de Janeiro, o III Encontro de Integração de Eficiência Energética. Na parte da manhã, o prof. Reinaldo Castro, apresentou os resultados das pesquisas de campo das classes residencial, comercial e industrial de baixa tensão, realizada pelo consórcio PUC-Rio/Ecoluz com apoio do PNUD e recursos do GEF/BIRD. Segundo Castro, o objetivo da pesquisa é conhecer o potencial técnico e econômico do mercado de energia elétrica e nortear as ações do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, o PROCEL. Em seguida, apresentaram-se os resultados das classes industrial e comercial de alta tensão. A parte da tarde, coube a apresentação da Claude Cohen, da COPPE/UFRJ, sobre o Sistema Simulador de Potenciais de Eficiência Energética. O objetivo do modelo é avaliar o potencial de conservação de energia pelo lado da demanda. (02.02.2006)

Depois de quatro anos e quatro meses do início da obra, a Usina Hidrelétrica de Corumbá IV começa a produzir energia. A linha de transmissão para a subestação da CEB em Santa Maria, com extensão de 40km, será ligada sábado (04/02). Desde a última sexta-feira (27/01) as turbinas vêm funcionando para realização de testes, e a inauguração oficial está confirmada para este sábado. Quando estiver em pleno funcionamento, a usina será capaz de gerar 127 MW de energia, o suficiente para abastecer 15% de toda a energia consumida no Distrito Federal. As obras da Usina de Corumbá IV estão 100% concluídas. Ao todo, o empreendimento custou R$ 600 milhões aos cofres públicos - R$ 270 milhões do BNDES e R$ 330 milhões dos próprios dos acionistas da Corumbá Concessões, empresa que administra o complexo hidrelétrico. (02.02.2006)

As obras da hidrelétrica Peixe Angical (TO, 452 MW) já estão na reta final. Com 95% das obras concluídas, a Enerpeixe, consórcio composto pela Energias do Brasil (60%) e Furnas (40%) para a construção da usina, realizará no dia 31 de março a descida do rotor da terceira turbina Kaplan à área de operação. Segundo o diretor Administrativo e Financeiro da Enerpeixe, Maurício Diniz, a hidrelétrica está com o início da operação comercial programado para o dia 10 de maio, quando será acionada a primeira turbina. Na seqüência, a segunda máquina inicia operação comercial em 10 de julho, enquanto a terceira tem operação prevista para o dia 1° de outubro. A usina demandou R$ 1,6 bilhão em investimentos, gerando 11,5 mil empregos, entre diretos e indiretos, de acordo com o executivo. Deste valor, R$ 670 milhões são oriundos do financiamento do BNDES. (02.02.2006)

O desembargador Jirair Aram Megueriam, do TRF da 1ª Região, cassou, no dia 4 de janeiro, a liminar concedida pelo juiz da 6ª Vara Federal, Rubem Lima de Paula Filho, que havia suspendido a Licença de Operação para a Usina Hidrelétrica de Corumbá IV, concedida pelo Ibama à empresa Corumbá Concessões S/A. A medida judicial derrubada também cancelava a inauguração da usina. Com a derrubada da liminar, a Corumbá Concessões levou a cabo a inauguração da hidrelétrica. A cerimônia contou com a presença dos governadores do DF, Joaquim Roriz, e de Goiás, Marcone Perilo, e de representantes do GDF e do Governo de Goiás. Cerca de 5 mil pessoas assistiram ao início do funcionamento das duas turbinas, que vão gerar energia suficiente para uma cidade de 250 mil habitantes, ou 15% do atual consumo do DF. (02.02.2006)

Um dos principais benefícios prometidos pelo complexo hidrelétrico do rio Madeira é a interligação de parte da região Norte ao sistema elétrico nacional. Hoje, a energia na região amazônica do país - chamada de sistema isolado - é feita com geração termelétrica a óleo combustível, cara e poluidora. Somente para bancar o óleo consumido na geração térmica do sistema isolado, o Brasil gastará R$ 4,5 bilhões em 2006. Se esses sistemas fossem interligados por redes de transmissão ao resto do país, não haveria mais a necessidade desse subsídio, pago por todos os consumidores de energia do país diretamente nas contas de luz. O nome desse encargo é Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e está embutido nas tarifas de energia. Atualmente, os sistemas isolados de Manaus (AM) representam em torno de 44% da CCC; os de Porto Velho (RO) e de Rio Branco (AC), 23%; os da Ceam 10%; e o de Macapá (AP), 6 %. O restante da conta é distribuída nos sistemas isolados de outros estados. As hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio tirariam dessa conta Manaus, Porto Velho e Rio Branco - quase 70% do total. (06.02.2006)

O MME apresentou um balanço do programa Luz para Todos nos estados do Nordeste e Centro-Oeste do país na última quinta-feira, 2 de fevereiro. O investimento total do governo federal nas duas regiões será de R$ 1,428 bilhão para implementação do programa. Nos nove estados nordestinos, o governo federal prevê aplicação de R$ 1,213 bilhão. Já na região Centro-Oeste, o montante a ser aplicado pela União será de R$ 215,6 milhões. (03.02.2006)

O MME realizou em janeiro uma pesquisa de monitoramento e avaliação do programa Luz para Todos no município de Alcântara, Maranhão. O objetivo era avaliar o impacto da chegada da luz elétrica nas comunidades rurais atendidas. De acordo com o MME, 98,6% estão satisfeitos com a chegada da energia. A melhoria na qualidade de vida foi apontada pelos pesquisados como maior benefício do programa. Dos entrevistados, 56,6% observaram melhorias na saúde e 56,2% na educação. A pesquisa constatou que 39,7% dos atendidos pelo programa declararam ter tido aumento na renda. Entre as pessoas que não tinham acesso a energia elétrica, antes do Luz para Todos, 54,8% compraram aparelhos de televisão; 49,7%, som; 16%, geladeira; 8,3%, ventilador; 4,3%, freezer; e 4,3% compraram liqüidificador. Em todo o Maranhão o programa atendeu 220,9 mil pessoas. O estado tem obras em andamento para atender mais 6,7 mil pessoas. O governo federal vai investir R$ 259 milhões no Luz para Todos do Maranhão, sendo R$ 128 milhões que já foram investidos. (03.02.2006)

A integração energética da América do Sul "é algo que já está acontecendo", constata o ministro Silas Rondeau. Ele lembra que o processo começou em maio de 1974, com a criação da entidade binacional Itaipu pelo Brasil e pelo Paraguai, e tem vários novos lances acontecendo agora. O primeiro em processo de gestação é o gasoduto sul-americano. Na quarta-feira passada, um dos seis grupos de trabalho que o estudam, com técnicos de vários ministérios de três países (Argentina, Brasil e Venezuela), reuniu-se em Buenos Aires; nesta semana outro deles reúne-se em Brasília. A expectativa de Rondeau é que, em março próximo, a proposta formal de criação do gasoduto sul-americano seja assinada em Caracas pelos três proponentes iniciais: os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez; da Argentina, Néstor Kirchner; e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Outros países já mostraram interesse em aderir: Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. "O planejamento energético ficará muito mais seguro para a região como um todo, o que deve favorecer o desenvolvimento econômico", ressalta Rondeau. (06.02.2006)

O ministro Silas Rondeau lembra que a integração regional do sistema elétrico também está avançada, e com novos passos em andamento para acelerar o processo. No final do ano passado, Brasil e Argentina assinaram uma carta de intenções para explorar possibilidades hidroelétricas no rio Uruguai. E o Brasil já transaciona energia na fronteira norte com a Venezuela, além de comprar a maior parte da energia paraguaia gerada por Itaipu. "O Brasil já é um mercado do tamanho de 100 mil MW, quando se acrescenta o que adquire da hidroelétrica de Guri na Venezuela, as operações com o grupo Cien, da Argentina (que já existem há vinte anos), e a conta swap (troca) com o Uruguai", destaca Rondeau. Ele acrescenta que o MME identificou interesse da Argentina, Chile e Uruguai pela aquisição de energia interruptiva do Brasil. O desenvolvimento desse mercado abre perspectivas muito significativas para as geradoras brasileiras de eletricidade, porque acrescenta um considerável contingente de consumidores. Afinal, o Chile representa para o consumo de eletricidade um mercado do tamanho de Santa Catarina, e a Argentina, um mercado do tamanho do Paraná. "A nossa estratégia não é a de criar dependência, mas sim o de estimular a auto-suficiência dos diversos países da América do Sul que participam desse processo em curso". (06.02.2006)

A hidrelétrica Passo São João (RS, 77 MW) tem início de obras previsto para acontecer entre outubro e dezembro de 2006. Segundo o diretor técnico da Eletrosul, Ronaldo Custódio, a empresa iniciou entendimentos com o órgão ambiental de Santa Catarina para a execução dos estudos complementares de impacto ambiental para a obtenção da licença de instalação. A expectativa é que a licença esteja liberada até setembro. O objetivo da Eletrosul é antecipar em um ano o início da operação comercial da hidrelétrica, previsto inicialmente para 2010. Segundo o executivo, a Eletrosul ingressou na fase inicial do processo de obtenção do financiamento. A intenção é que os recursos sejam obtidos junto ao BNDES para o investimento de R$ 250 milhões previsto para a execução das obras. (06.02.2006)

A Eletronorte já está fazendo licitação para a implantação no Amapá do programa "Luz para Todos", que beneficiará 2.304 domicílios, com 12 municípios amapaenses já incluídos para que até o fim do ano tenham energia. A principal característica do programa é a extensão da luz elétrica para a zona rural, tendo como objetivo, além de dar conforto e melhorar a qualidade de vida das famílias interioranas, é também incentivar a economia local com a geração de emprego e renda. Para dar mais celeridade à implantação do programa no Amapá, o senador José Sarney conversou em seu gabinete, em Brasília, com o coordenador do programa no Amapá, ocasião em que destacou a importância dos prefeitos se auxiliarem à comissão estadual para que todas as providências sejam tomadas para a implantação imediata do programa. O Amapá era o único estado brasileiro que não contava com o benefício do programa, por causa de pendências financeiras existentes entre a CEA e a Eletronorte, mas a pedido do senador José Sarney, o presidente Lula da Silva determinou que todas as pendências fossem resolvidas e o programa implantado definitivamente no Estado. (07.02.2006)

O governador do Piauí, Wellington Dias, disse que até o final deste ano 100% das famílias de cem municípios do Estado estarão com energia elétrica em suas residências. Ele falou que a meta de seu governo é criar um conjunto de ações para garantir a qualidade de vida dos piauienses e gerar o desenvolvimento do Estado nas áreas de saúde, educação, economia e setor elétrico. (08.02.2006)

Três PCHs gaúchas selecionadas pelo Proinfa entrarão em operação até o final do primeiro semestre de 2006. As PCHs são empreendimentos de baixo impacto ambiental com capacidade para uma geração de energia de 1 MW a 30MW. Conforme o assessor técnico da secretaria estadual de Energia, Minas e Comunicações, Paulo Blessmann, as PCHs São Bernardo e Carlos Gonzato deverão gerar energia a partir de março. A PCH Esmeralda deve iniciar suas operações até junho. O Proinfa, que previa a entrada em operação dos empreendimentos até o final de 2006, estendeu o prazo para dezembro de 2007 com a possibilidade de uma nova prorrogação por mais seis meses. (07.02.2006)

A ministra Dilma Rousseff convocou ontem, de última hora, uma reunião ministerial para hoje de manhã no Palácio do Planalto, para discutir a construção de duas hidrelétricas no rio Madeira. Trata-se da maior obra na área de energia do governo. O investimento está avaliado em R$ 20 bilhões, e o governo quer realizar a licitação para dar início ao projeto em maio. Entre outros, foram convocados Antonio Palocci, Paulo Bernardo, Marina Silva e Guido Mantega. (09.02.2006)

O Uruguai e a Argentina apresentaram três propostas para importação de energia do Brasil este ano durante encontro realizado esta semana na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. As propostas permitem aos dois países dispor de energia interruptível do Brasil a partir das conversoras de freqüencia Garabi II e Uruguaiana. Um das propostas é sobre a possibilidade de suprimento do Brasil para Argentina, a partir de Garabi II, no período de abril a agosto deste ano até o limite de 700 MW. A segunda permite o suprimento para o Uruguai, também por Garabi II, nos meses de março e de setembro a dezembro até o limite de 700 MW. Pela última proposta, Ebisa (responsável pela interconexão a partir de Uruguaiana), Eletrobrás e Eletrosul avaliaram a possibiliddade de suprimento de energia interruptível para a Argentina a partir da conversora de Uruguaiana, que possui capacidade de 50 MW, o que deve equacionar as pendências contratuais entre as empresas. (10.02.2006)

A Celtins inaugura, no dia 11 de fevereiro, obras do Programa Luz Para Todos, no município de Pequizeiro, em Tocantins. O investimento no projeto foi de R$ 1,2 milhão, beneficiando 340 domicílios. O estado já recebeu R$ 36,8 milhões do governo federal através do Programa Luz Para Todos, atendendo a mais de 50 mil pessoas. Outros 15,2 mil moradores da área rural receberão energia elétrica com as obras em andamento. Dos recursos liberados pela União para as obras em andamento em Tocantins, R$ 31,1 milhões foram a fundo perdido. (10.02.2006)

O plano, que já foi aprovada pela diretoria da estatal e pelo Ministério de Minas e Energia, está, agora, em análise na Casa Civil e deve seguir para o Congresso já nos próximos dias. Aloisio Vasconcelos, presidente da holding, disse que ainda está em discussão a maneira como a proposta será encaminhada ao Congresso, na forma de Medida Provisória ou projeto de lei. A estatal já tem projeto para tocar no exterior após a aprovação no Congresso: a construção de uma usina de 560 MW entre a Namíbia e Angola. Os recursos nesse empreendimento chegam a US$ 600 milhões. Além da usina binacional, a holding deverá construir uma outra hidrelétrica, esta em El Salvador. O empreendimento, de 240 MW, será feito em parceria com a Andrade Gutierrez e prevê investimentos de aproximadamente US$ 300 milhões. Um outro projeto, este na Argentina, também está em análise pela Eletrobrás. Neste caso, a empresa teria participação em uma linha de transmissão. O executivo contou ainda que o ingresso dos American Depositary Receipts (ADRs) no nível II foi adiado para junho deste ano. Inicialmente, esse ingresso estava previsto para abril, mas precisou ser adiado para atender exigências da SEC. (10.02.2006)

A Eletrobrás desistiu de participar da hidrelétrica de Estreito (1.087 MW), Tocantins. Segundo Aloisio Vasconcelos, presidente da estatal, a holding chegou a avaliar a atratividade do negócio, mas parou após saber que os sócios manterão o investimento na usina, mesmo com a saída da BHP Billinton da sociedade. A Billinton colocou à venda sua participação, de 16,48%, no projeto. Além dela, a CVRD participa com 30%; Tractebel Energia, com outros 30%; Alcoa Alumínio, 19,08%; e Camargo Corrêa, 4,44%. (10.02.2006)

Aloisio Vasconcelos disse ainda que a Eletrobrás está aberta a negociações para uma possível participação na usina de Retiro Baixo (82 MW), em Minas Gerais, adquirida no leilão de energia nova, em dezembro passado, pela Orteng. Segundo ele, a empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, mas a Eletrobrás, por meio de suas subsidiárias, poderia participar no empreendimento com até 49%. Outras duas usinas que a holding olha com carinho são Serra do Facão (210 MW, GO) e Salto Pilão (181 MW, SC). O único obstáculo é com relação ao custo do uso do bem público (UBP). Os dois empreendimentos foram adquiridos ainda no modelo anterior, em que vencia o investidor que oferecesse o maior ágio pelo projeto. No caso de Serra do Facão, por exemplo, o empreendimento teve, até hoje, o terceiro maior ágio entre todas as hidrelétricas já leiloadas, de 3.000%. (10.02.2006)

A meta do programa Luz para Todos em 2006 é levar energia elétrica para 5 milhões de pessoas. A informação foi dada pelo diretor nacional do programa, José Ribamar Lobato Santana. De acordo com ele, 2,4 milhões de pessoas são beneficiadas atualmente. "Atendemos mais de uma família a cada minuto". Segundo José Ribamar Santana, a região que apresentou maior dificuldade para a implantação do programa foi a Norte. "Estamos caminhando em ritmo melhor a cada instante. É óbvio que não atendemos todos os anseios e vamos avançar significativamente este ano", afirmou. José Ribamar Santana lembrou que o atendimento é gratuito e que a instalação não fica só no poste, mas chega até as casas. O programa foi lançado em novembro de 2003. É coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e conta com a participação da Eletrobrás. O objetivo é levar energia elétrica para 10 milhões de pessoas do meio rural até 2008. (13.02.2006)

Líder na geração de energia eólica no Brasil, com geração de 174 megawatts (MW) vendidos, o Ceará vai receber o primeiro projeto de geração de energia através das ondas do mar até o fim do ano. O projeto foi desenvolvido pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com orçamento inicial da UFRJ e depois com financiamento da Eletrobrás e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A usina piloto utiliza a tecnologia desenvolvida no Rio e começa a ser construída em março, no porto de Pecém, perto de Fortaleza. Serão instalados dois módulos com capacidade de gerar 25 KW cada, financiados pelo governo do Ceará. (14.02.2006)

O diretor executivo da EPE, Maurício Tolmasquim, vislumbra o projeto da usina de ondas como um forte candidato ao programa de energia alternativa do governo federal, o Proinfa. "Nosso papel é analisar tudo o que é novo. Veja no que o álcool, até pouco tempo incipiente, se tornou", avalia o especialista. A primeira usina de ondas da América do Sul sairá do papel em março, quando o governo do Ceará promoverá licitação para as obras do empreendimento. Localizada no porto de Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza, a usina foi planejada para possuir 20 módulos, dos quais dois serão licitados no próximo mês. A expectativa é ter em operação um décimo da capacidade instalada da usina já em dezembro, com 50 KW. Na medida em que a demanda cresce, investidores interessados podem aumentar a capacidade também, sendo esta flexibilidade uma das vantagens apontadas pela Coppe. (13.02.2006)

A diretora da Coppe/UFRJ, Angela Uller, revelou nesta segunda-feira, 13 de fevereiro, que a instituição pretende iniciar um estudo chamado "Conjuntura Tecnológica" com o objetivo de estudar a realidade existente em diversos setores da infra-estrutura. Segundo ela, a primeira iniciativa ocorrerá na área de energia alternativa. De acordo com a professora, dos mais de 600 projetos da Coppe que foram contratados ano passado, num total de R$ 102 milhões, 38% eram ligados a área de energia. Esta fatia de projetos demandou metade dos recursos investidos ou contratados no ano passado. Angela Uller frisou que, atualmente, existe a necessidade de promover a tecnologia para o desenvolvimento do país. (13.02.2006)

O Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro promove cursos a distância na área econômica e financeira do setor de energia. Os cursos de Análise Financeira de Projetos, Fundamentos de Finanças e Economia Industrial começam em março, com duração de seis semanas e carga horária de 60 horas. As aulas serão transmitidas pela internet, adequando os trabalhos e estudos à disponibilidade do aluno. Maiores informações pelo site www.nuca.ie.ufrj.br/cursosead/ (14.02.2006)

O Banco Mundial pode analisar participação em grandes projetos hidrelétricos se houver interesse do governo brasileiro. A instituição colaboraria na estruturação dos projetos, na elaboração dos estudos de viabilidade econômica e ambiental e na formatação das propostas para captação de recursos financeiros. De acordo com Jennifer Sara, coordenadora de Operações Setoriais no Brasil do Bird, a injeção de recursos do organismo de fomento internacional seria muito pequena em relação ao investimento total. Segundo Jennifer, o governo não demonstrou interesse em usar a cota, que tem direito, em projetos do segmento. O Banco Mundial vêm liberando de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões por ano para o Brasil, contou. A coordenadora fez questão de frisar que o governo brasileiro não procurou o banco sobre possível participação na construção do Complexo do Rio Madeira. (14.02.2006)

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica distribui, nesse mês, a "Coletânea de Legislação do Setor Elétrico Brasileiro" a todos os seus agentes. Trata-se de uma publicação com as informações legais mais importantes do setor dos últimos anos até outubro de 2005. "Apesar da celeridade da produção legislativa do setor elétrico, o compêndio é uma ferramenta de apoio e pesquisa permanente, facilitando o acesso ao exame de regras e normas", afirma o presidente do conselho de administração da CCEE, Antônio Carlos Fraga Machado. (15.02.2006)

A Eletrobrás e a Aneel propuseram ao Governo de Roraima que a Eletronorte assuma de imediato a execução do programa Luz para Todos nos municípios do interior do Estado, em decorrência da impossibilidade da CER, que ainda não conseguiu sair do cadastro de inadimplência. Falta regularizar um débito de R$ 1,980 milhão com o FGTS. A proposta foi repassada à CER na quinta-feira passada e será apresentada ao governador Ottomar Pinto. O presidente Aécio Medeiros antecipou ontem que o Estado deve manter a decisão de coordenar a execução das obras. "As principais dificuldades foram superadas. Só falta resolver alguns entraves burocráticos para parcelar o FGTS", justificou. Medeiros disse recentemente que o problema estaria resolvido na semana passada, o que não aconteceu. O parcelamento depende de aprovação da Assembléia Legislativa ou do Conselho Deliberativo da CER, que ficaria apta a receber a primeira parcela do contrato com a Eletrobrás, no valor de R$ 7,5 milhões, para iniciar as ações do Luz para Todos. (15.02.2006)

O governo federal incluiu no Programa Nacional de Desestatização sete linhas de transmissão, com o objetivo de disponibilizar os ativos em licitação. Segundo o decreto 5.702/2006, publicado nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, no Diário Oficial da União, as linhas serão implantadas na região Sudeste, a título de reforços. As LTs também estão associadas à interligação Norte-Sul III. A licitação das linhas, de acordo com o decreto, ficará a cargo da Agência Nacional de Energia Elétrica. Os empreendimentos são os seguintes: LT São Simão (GO) - Marimbondo (MG), em 500 kV; LT Marimbondo (MG) - Ribeirão Preto (SP), em 500 kV; LT Ribeirão Preto (SP) - Poços de Caldas (MG), em 500 kV; LT Estreito (MG) - Ribeirão Preto (SP), em 500 kV, mais a subestação Ribeirão Preto, em 500/440 kV; LT Estreito - Jaguara (MG), em 500 kV; LT Neves 1 - Mesquita (MG); e LT Mascarenhas - Verona (ES), mais a subestação Verona, em 230/138 kV. (16.02.2006)

As transmissoras de energia elétrica terão até o dia 10 de março para recolher os valores relativos às quotas de custeio com o Proinfa para o mês de abril. A decisão foi publicada pela Aneel por meio de despacho nº 307 do Diário Oficial. O recolhimento será feito por transmissoras que atendam consumidor livre e autoprodutor com unidade de consumo conectada às instalações da rede básica do sistema interligado. No total, serão recolhidos R$ 3,51 milhões pelas companhias de transmissão. A Aneel aprovou ainda os valores das quotas do mês de dezembro de 2005 referentes aos encargos da Conta de Consumo de Combustíveis e da Conta de Desenvolvimento Energético, que serão recolhidos pelas transmissoras. Assim como será feito no recolhimento das quotas do Proinfa, a arrecadação atenderá os consumidores livres e autoprodutor com unidade de consumo conectada à rede básica. Para a CCC, serão recolhidos R$ 41,684 milhões. Já para CDE, os valores somam R$ 15,158 milhões. (16.02.2006)

Braço da Petrobras para distribuição de combustíveis e líder do mercado brasileiro, a BR Distribuidora vai participar do projeto de construção de 13 PCHs, que terão investimento total de R$ 1,3 bilhão. O investimento é considerado pelo presidente da companhia, Rodolfo Landim, como o maior projeto da história da empresa na área de energia. Juntas, as PCHs terão potência instalada de 292 MW. A estatal terá como sócias no projeto as empresas BSB Energética, Araguaia e Eletroriver. A BR e os sócios já receberam autorização da Aneel para o projeto, que terá uma modelagem financeira complexa. Será criada uma companhia para cada uma das usinas, que serão controladas por uma holding chamada Brasil PCH, da qual a estatal terá 49% das ações. A maior parte do financiamento (71%) será dado pelo BNDES. Também serão emitidas debêntures que vão representar 15% do capital da Brasil Holdings. Outros 11%, equivalentes a R$ 143 milhões, virão de capital próprio dos acionistas e o projeto contará ainda com um sócio financeiro que vai aportar 2% do investimento. A energia produzida pelas empresas será integralmente comprada pela Eletrobrás, por meio de contratos de compra garantida (PPA). (20.02.2006)

A BR Distribuidora explicou que, assim como a Petrobras, a BR caminha para se tornar uma empresa de energia. E por isso quer estar posicionada para, no futuro, oferecer soluções energéticas para os seus clientes. "Queremos estar preparados para sermos uma empresa de soluções de energia, e não apenas uma distribuidora. Nossa visão estratégica é que devemos oferecer, no futuro, não apenas combustíveis, mas calor ou energia para nossos clientes. E para alcançar o objetivo de ser uma empresa de soluções energéticas é que estamos investindo nesses novos ativos", explicou Rodolfo Landim. As treze usinas integram o Proinfa, do MME, que prevê a contratação de 3,3 mil MW de energia renovável para o Sistema Interligado Nacional (SIN), dos quais 1,1 mil MW oriundas de biomassa, e outros 1,1 mil cada de fontes eólica e PCHs. Segundo Landim, as PCHs produzem quantidade pequena de energia que poderá ser oferecida de forma pulverizada para consumidores livres no mercado quando acabar o contrato com a Eletrobrás. Por isso, segundo ele, esse investimento é mais característico do varejo do que os grandes empreendimentos da área de gás e energia da Petrobras. (20.02.2006)

A BR já é sócia de três empresas que operam oito termelétricas no Nordeste: Brasympe Energia S.A (20%), Breitener (30%) e Termoelétrica Potiguar (20%), que têm capacidade instalada de gerar 570 MW durante a fase de contratação de energia emergencial e cujos contratos estão acabando. Na maior delas, a Brasympe, tem como sócias, além da BR, a Montagem Projetos Especiais (MPE) e a Soenergy (do grupo Caterpillar) e controla seis térmicas a óleo no Espírito Santo, Sergipe e Alagoas com potência instalada total de 368 MW. Na Breitener Energética, que só opera uma usina no Ceará, a estatal é sócia da EIT, Enerconsult e da sueca Skanska. (20.02.2006)

O MME confirmou que o Brasil realizará novo suprimento de energia para o Uruguai este ano. A energia será exportada por meio do sistema argentino, a partir da conversora de freqüência de Garabi, limitada a quantidade de 700 MW. A previsão, segundo o MME, é que o primeiro despacho ocorra ainda em março. O contrato prevê também despachos de setembro a dezembro. A energia, de caráter interruptível, será gerada por usinas térmicas em montantes não despachados para o Brasil e por hidrelétricas somente em caso de existência de energia vertida turbinável nos reservatórios brasileiros. O Uruguai realizará licitação para definir o comercializador brasileiro que administrará os contratos e assumirá os intercâmbios de energia elétrica como agente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Os custos de energia, do transporte das redes básica e dedicada, das perdas e dos encargos de serviços de sistema serão repassados à estatal de energia uruguaia Administración Nacional de Usinas y Trasmisiones Eléctricas (UTE), além da taxa de comercialização definida no processo licitatório, cujo valor é que define o vencedor da licitação. (17.02.2006)

O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, informou em entrevista à Radiobrás que o governo federal já não pretende mais incluir eclusas no projeto de construção das hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira. "As eclusas não seriam muito úteis agora, porque para termos a hidrovia a gente necessitaria também da construção da hidrelétrica Guajará Mirim, binacional, que ainda está em negociação com a Bolívia". O presidente da EPE revelou também que a retirada das eclusas do projeto diminui seus custos em 5% a 10% do previsto. A construção do complexo do rio Madeira, incluindo as eclusas, custaria em torno de R$ 19 bilhões, segundo estimativas de Furnas e da construtora Odebrecht, proponentes do empreendimento. (21.02.2006)

A capacidade de geração das novas hidrelétricas do Rio Madeira será de 6,45 mil MW. A construção delas deve demorar de oito a dez anos. Segundo a assessoria de imprensa do MME, a intenção é que a concorrência pública do empreendimento aconteça no próximo leilão de energia, previsto para maio. Contudo, a assessoria de comunicação do Instituto Ibama informou que ainda não há data prevista para conclusão da análise do Estudo de EIA-Rima apresentados por Furnas e pela Odebrecht. (21.02.2006)

O parque eólico de Osório começará a produzir energia, em caráter experimental, entre o final de março e início de abril. A informação foi dada, extra-oficialmente, pelo diretor-geral da Enerfim Enervento, o espanhol Guillermo Planas Roca, durante visita da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ao canteiro de obras do empreendimento, no sábado (18/02). Roca explicou que quatro aerogeradores, com potência instalada de 8 MW, devem começar a gerar energia no final do próximo mês. A produção total, com 150 MW de potência entrará em operação comercial até o final do ano. Roca informou que até o final de março, no máximo até o início de abril, também começam a ser instaladas as LTs até a subestação da CEEE, no outro oposto da freeway, sentido Litoral-Porto Alegre, permitindo a conexão da energia gerada pelos ventos ao SIN. (20.02.2006)

As linhas de transmissão incluídas no Programa Nacional de Desestatização, se forem licitadas em futuros leilões, aumentarão a capacidade de transporte de energia elétrica no sistema Norte/Sul. Os empreendimentos, anunciados na semana passada pelo governo, estão localizados, principalmente, na região oeste do Sudeste/Centro-Oeste, atendendo às necessidades de implantação da terceira etapa da interligação Norte/Sul III. Segundo o ONS, essas linhas interligarão as bacias dos rios Grande e Paranaíba ao sistema de 440 kV de São Paulo, possibilitando o escoamento dessa energia aos principais centros de carga. (20.02.2006)

A usina Alcana entrará em operação em 2008. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 300 milhões. A capacidade de produção estimada é de 45 milhões de litros de álcool e 207 mil toneladas de açúcar por ano, além de 20 MW de energia elétrica por co-geração. A expectativa é que o empreendimento permita ao Rio retomar a posição de destaque no setor sucroalcooleiro. (22.02.2006)

As 2,8 mil famílias do interior de Roraima que deveriam ter sido beneficiadas pelo programa federal Luz para Todos até o ano passado continuam sem prazo para sair do escuro. O governo do estado adiou mais uma vez a resolução da dívida que impe a CER de receber os R$ 23,89 milhões disponibilizados pelo MME desde 2004. O coordenador estadual do Luz para Todos informou que o governo federal ainda não repassou as obras a outra empresa porque o governo de Roraima é parceiro do programa. A ele e à concessionária cabe a contrapartida de 20% dos investimentos totais na construção de pequenas usinas geradoras ou na extensão de redes de distribuição de energia elétrica. Do total de quatro mil famílias do interior do estado que deveriam ter sido beneficiadas em 2004 e no ano passado, 1,2 mil seriam atendidas com verba do governo estadual (R$ 5,97 milhões) e 2,8mil com recursos do governo federal (R$ 23,89 milhões). (22.02.2006)

Março

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