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CONSUMO


A fábrica de motores da Volkswagen em São Carlos (SP) deixará de produzir cerca de 4.500 motores por mês devido ao racionamento de energia elétrica. A redução, confirmada no dia 19.06.2001 pela empresa, deverá ocorrer nos próximos dias. Os 4.500 motores eqüivalem a 13% da produção total da unidade. A queda na produção se dá porque outras duas unidades da montadora, as de São Bernardo do Campo e Taubaté, também deixarão de produzir carros três sábados por mês, como medidas para economizar energia elétrica. Cada sábado de produção eqüivale à montagem de 750 veículos em cada uma dessas fábricas. Como o período determinado é de três sábados, cada uma das fábricas deixará de produzir 2.250 veículos, totalizando 4.500 carros. (20.06.2001)

Pesquisa do sistema Federação do Comércio do Estado de Mato Grosso (Fecomércio) indica que 5% do empresariado das principais cidades do estado começam a reduzir o quadro funcional em função do racionamento de energia elétrica. A sondagem foi feita com 200 empresários de Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças, Cáceres, Rondonópolis e Sinop e tinha o objetivo de saber se a classe produtiva teria condições de se adequar às metas definidas pelo governo. Mais da metade das empresas ouvidas (51%) afirmou não ter como cumprir a meta de racionamento. (18.06.2001)

A Volkswagen decidiu cancelar a produção extra aos sábados para reduzir o consumo de energia elétrica nas fábricas de Taubaté e São Bernardo do Campo, em SP. A montadora havia programado três sábados de jornada extra até agosto de 2001. Com o cancelamento, só em Taubaté deixarão de ser produzidos cerca de 1,8 mil veículos Gol e Parati. A montadora já admite reduzir a produção em função do racionamento, e diz que o risco afeta principalmente as exportações, cujos maiores volumes saem da fábrica de Taubaté, que concentra a maior parte da produção do Gol, carro-chefe das exportações. As montadoras em geral previam para o ano 2001 um aumento da produção em torno de 15%. (18.06.2001)

A construção de usina termelétrica pela Telemar deverá ser definida em 90 dias. Nesse prazo, a companhia analisará a opção de investir US$ 60 mi, previstos para a implantação, sozinha ou em parceria. Após esse período, caso opte pela instalação da termelétrica, abrirá processo de licitação para início da construção da unidade produtora de energia. De acordo com a empresa de telefonia, a capacidade de produção prevista da usina, de 100 MW, será suficiente para garantir a operação de todos os terminais que a empresa prevê possuir até o final de 2001. (13.06.2001)

A Embraer deverá investir entre US$ 8 mi a US$ 9 mi em novos geradores próprios devido ao racionamento de energia. A previsão da empresa é otimista mesmo com a onda de pessimismo que assola o mercado causada pela crise no setor energético. O racionamento não deverá afetar a vinda de fornecedores para a região de São José dos Campos (97 km a nordeste de SP), no Vale do Paraíba. Segundo o presidente da Embraer, Maurício Novis Botelho "os novos geradores corresponderão por cerca de 50% do consumo de energia da empresa. Os equipamentos, que já foram adquiridos, substituirão os antigos devido ao baixo custo dos geradores à gás". A empresa possui um gerador à diesel instalado que representa cerca de 15% do consumo de energia. Outros dois equipamentos foram alugados e representarão em conjunto cerca de 45% do total consumido nos hangares e prédios da Embraer. (13.06.2001)

O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, defendeu que as empresas de telefonia invistam em geração própria para fugir da crise de energia. Segundo ele, o BNDES poderá financiar esses projetos, mas ressaltou que o impacto financeiro é pequeno dentro do montante de investimentos feitos pelas operadoras. Pimenta da Veiga garantiu que o cronograma de cumprimento das metas não será alterado. "Nós estamos criando condições para que o setor não seja atingido para que não haja prejuízo das metas. Não quero que o setor cresça menos ou deixe de crescer", disse. O ministro disse ainda que as operadoras devem apresentar alternativas ao racionamento, as quais o Governo poderá estudar. Não há prazo para definir a questão, mas Pimenta da Veiga disse que deverá ser o mais rápido possível e que necessariamente passará pela capacidade de geração. (13.06.2001)

O Ministério de Minas e Energia vai liberar, até a primeira semana de agosto de 2001, pelo menos quatro grandes projetos para aumentar a oferta de energia, através de co-geração, em pelo menos 100 MW. "Esse é o plano mínimo de aprovação. Certamente aumentaremos essa lista de empresas a serem beneficiadas", disse, dia 12.06.2001, o chefe de gabinete do secretário de Minas e Energia, Fabiano de Rosa Carvalho. O plano do Ministério, conforme Carvalho, incluirá as empresas no PPT, garantindo o fornecimento de gás natural pelo preço de US$ 2,581 por milhão de BTUs - o benefício é dado pela Petrobras, que assegura às empresas a variação cambial pelo prazo de 12 meses. Além disso, o PPT garante o financiamento do BNDES para a construção das plantas co-geradoras. Já estão listadas para serem beneficiados os grupos Shopping Iguatemi, da Bahia, Copesul (central petroquímica da região Sul), Votorantim e Trombini Papel e Celulose. (13.06.2001)

Os maiores fabricantes de peças de vestuário da Bahia estão com um documento pronto para enviar à Coelba, solicitando cotas mais generosas para consumo de energia elétrica. A argumentação é que o racionamento prejudica muito mais o setor, em relação a outros segmentos, justamente porque a maioria dos empresários investiu em aquisição e modernização de equipamentos, além de aumentar a mão-de-obra contratada. As empresas W&A, Bananamaçã e Onda Sport, investiram juntas perto de R$ 1 mi e aumentaram a força de trabalho em torno de 50%. "Se pararmos máquinas, demitimos funcionários", declarou o proprietário da fábrica de uniformes W&A, Waldomiro Araújo. (12.06.2001)

Os oito mil empregados dos escritórios e fábricas da Siemens do Brasil já trabalham em ritmo de fim de semana prolongado. A empresa decidiu suspender a jornada de trabalho para todos os funcionários a partir das 14h30min das sextas-feiras. A medida vale para escritórios e fábricas nas unidades da empresa em Itapecerica da Serra, Jundiaí, Lapa, Anhangüera e São Gualter. As fábricas de Curitiba e Manaus, fora da região de racionamento estabelecidas pelo Governo, seguem o horário normal. Entretanto, a companhia informou que as medidas de redução de consumo também podem ser estendidas para essas unidades. O diretor da área industrial da empresa, Adilson Primo, acredita que as medidas "serão mais que suficientes" para alcançar a meta de 20% estabelecida pelo Governo. (12.06.2001)

A cota de racionamento da energia elétrica em 25% ameaça a produção de oxigênio, nitrogênio e ar comprimido que abastecem o pólo médico de Pernambuco e os hospitais do Nordeste. Na primeira semana de racionamento, a White Martins amargou uma queda de 50% da produção, o que fez a fábrica priorizar o fornecimento para o setor médico em detrimento dos demais clientes. "Para não faltar o produto, ativamos um parque industrial em Belém (PA), que tem um custo de produção cinco vezes maior, além de um gasto adicional com o frete", destaca o diretor executivo da White Martins, Jorge Reis . "Ao todo, os nossos custos subiram quase 40%", diz Reis, acrescentando que, para compensar a elevação dos custos, a empresa reajustou em 30% sua tabela de preços. A Aganor Gases e Equipamentos (AGA) também denuncia queda na produção em níveis iguais ao da concorrente. A empresa avalia a possibilidade de produzir durante apenas 15 dias no mês e manter os equipamentos desligados durante 15 dias. (12.06.2001)

Para discutir a co-geração de energia e geração distribuída, consideradas soluções eficientes, realiza-se na Firjan, nos dias 12 e 13 de junho de 2001, um seminário internacional com debates e exposição de produtos e serviços para o setor. Vão participar o presidente da Eletrobrás, Cláudio Ávila da Silva; o secretário estadual de Energia, Wagner Victer; o diretor de energia da Petrobras, Delcidio Gomez, o secretário de energia do MME, Affonso Henriques; e representantes da comissão de energia da Firjan, entre outros especialistas. (12.06.2001)

A Telemar estuda investir US$ 60 mi em uma usina termoelétrica movida a gás com capacidade para produzir 100 MW e assim gerar parte da energia que consome. A curto prazo, a empresa avalia alternativas como a compra de barcaças ou grupos motores geradores. O local da usina ainda não foi decidido, mas deve ficar em algum estado onde Telemar opere. A companhia consumirá parte da energia gerada e o restante será trocado ou vendido para que possa comprar energia em outros estados. O objetivo, além da economia, é que o governo declare o serviço como essencial e diminua de 20% para 10% o percentual a ser poupado. (12.06.2001)

As fábricas da Basf, que consomem em média 10 mil MW/h, têm uma capacidade de geração própria de 2,5 mil MW/h. Com a transferência de excedentes de uma fábrica para outra, a empresa tem plenas condições de cumprir sua cota de racionamento de 20% nos próximos meses e está em condições de reservar alguma energia, cerca de 5% de seu consumo. 'A produção não está ameaçada', afirma Christiano Burmeister, vice-presidente da Basf. 'Temos condições de cumprir nossas entregas e, inclusive, atender pedidos adicionais, se for o caso'. (11.06.2001)

Os administradores de shopping centers estão se organizando para a criação de uma câmara de compensação de consumo de energia elétrica entre os lojistas. A prerrogativa, incluída na Resolução N.º 13 editada na última semana de junho de 2001 pela CGCE, já está sendo estudada pelos empresários do setor para ser implantada rapidamente, informou Carlos Passos Filho, diretor do Administração de Empreendimentos Comerciais (Commaps). A Commaps é responsável pela gestão de dez shoppings no País. (08.06.2001)

Os projetos eletrointensivos da CVRD, localizados no Sudeste, não terão a mesma sorte que as atividades não intensivas em energia da empresa. Não escaparão de reduções de produção, decorrentes de corte compulsório de 25% de energia. Pelas estimativas de Jório Dauster, presidente da Vale, a produção de ferro-ligas da empresa, nos próximos seis meses, cairá de 220 mil toneladas para 174 mil toneladas. Isso, segundo ele, representará perda de receita de US$ 26 mi no período. No caso do alumínio, a situação parece mais complexa. E não está descartada a hipótese de paralisação temporária da Valesul, medida considerada viável tecnicamente. Mas a decisão depende de estudos que envolvem a relação custo-benefício de manter a indústria de alumínio do Rio de Janeiro funcionando com menor produção ou fechar a empresa e comercializar energia no mercado. (08.06.2001)

A Belgo-Mineira está reduzindo em 24,2% a produção de vergalhões projetada para 2001 em sua unidade de Juiz de Fora (MG). A empresa pretende encolher a produção total do ano entre 3% e 5%, para promover um corte médio de 20% no consumo de energia em suas quatro unidades siderúrgicas. Mas como a usina de Juiz de Fora é do tipo semi-integrada, isto é, trabalha com baixo forno elétrico, o corte de energia naquela unidade terá de chegar a 25%, conforme determinação da CGCE. O presidente da empresa, Antônio José Polanczyk, informou que o programa de racionamento envolvendo todas as unidades siderúrgicas e de trefilaria dá prioridade de funcionamento para as unidades que gastam menos energia elétrica por tonelada de aço. A empresa consome 140 MW e conta com geração própria de apenas 28,5 MW em duas hidrelétricas. (08.06.2001)

A CVRD receia que o início do racionamento no Norte tenha impactos sobre os negócios de alumínio da empresa, representados na região pelo projeto Albrás, alimentado pela energia da hidrelétrica de Tucuruí. Situado no Pará, o projeto Albrás, um dos maiores do País no setor, consome cerca de 30% da energia de Tucuruí. A oferta de energia é garantida mediante contratos de longo prazo, que vencem em 2004 e implicarão novas negociações. A Vale ainda está bastante cautelosa e prefere aguardar maior definição do governo sobre o racionamento de energia no Norte, mas é na região que está localizado, também, o coração da empresa, o projeto de Carajás, com vendas acima de 100 milhões de toneladas por ano. (08.06.2001)

O presidente da Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa), Boris Tabacof, acredita que a capacidade de resposta aos efeitos do racionamento será maior do que o esperado e que, na pior das hipóteses, haverá uma redução entre 300 mil a 350 mil toneladas na produção do setor, principalmente papel, em 2001. "Pode haver também redução na mão-de-obra empregada e o impacto nas exportações pode chegar a US$ 180 mi", afirmou. A Bracelpa encaminhou ao governo pedido de reclassificação da cota de redução do consumo de energia do setor para 15%. A CGCE determinou queda de 20% no consumo de energia para os fabricantes de celulose e de 25% para a indústria papeleira. (08.06.2001)

Segundo o presidente da Anfavea, Célio de Freitas Batalha, o setor está fazendo todos os esforços para que o problema de crise energética não afete o desempenho do setor em 2001. ''Mas é claro que algum efeito o racionamento de energia trará para a nossa produção.'' Batalha, no entanto, disse que é cedo para alterar as previsões de crescimento da indústria automotiva para 2001. Para conciliar a meta de produção com o cumprimento da meta de racionamento de 15%, as indústrias devem registrar uma redução da sua rentabilidade. ''Não queremos penalizar nem o consumidor nem os empregados do setor. Os primeiros a sofrer os efeitos do racionamento são os próprios empresários, que devem ter perda de rentabilidade se é que ainda existe alguma neste momento.'' (06.06.2001)

A Usiminas, segunda maior fabricante de aços planos e principal fornecedora das indústrias automotiva e de eletrodomésticos de linha branca, não está disposta a perder seu espaço nos mercados dos quais é fornecedoras. 'Pretendemos manter nosso mercado abastecido, apesar da crise energética', diz Soares. Para isso, a Usiminas não descarta a hipótese de comprar energia no mercado e instalar geradores adicionais. Segundo Soares, a linha prioritária da Usiminas é exatamente a que mais consome energia, pois é a que tem mais tecnologia e valor agregados. Com a energia gasta para se produzir 8 toneladas de chapas grossas, produto mais simples e de menor preço, produz-se apenas uma tonelada de aço laminado a frio e galvanizado, principal produto fornecido às montadoras e autopeças. (06.06.2001)

A Usiminas foi surpreendida por forte pressão de demanda. A empresa bateu em maio de 2001 seus recordes de produção e de vendas ao mercado interno. 'E os pedidos para junho e começo de julho estão no mesmo ritmo. Pode ser para formação de estoques ou então estes clientes estão apostando que a economia não vai sofrer queda tão grande como se diz. O fato é que não temos qualquer sinal de desaquecimento', disse Rinaldo Campos Soares, presidente da Usiminas. 'Nossa programação para este ano é trabalharmos no ritmo de 4,6 milhões toneladas/ano de aço líquido. Mas em maio a usina trabalhou em ritmo de 4,8 milhões/ano', disse Soares.Soares se diz otimista quanto a cumprir a meta de fechar 2001 com a maior produção dos últimos anos, ainda que corte 20% em seu consumo de energia. (06.06.2001)

A produção industrial brasileira caiu 1,6% em abril de 2001 na comparação com março. Em relação a abril do ano anterior, houve alta de 6,1%, segundo divulgou, dia 06.06.2001, o IBGE. No primeiro quadrimestre do ano, o IBGE apurou um aumento de 6,9% na produção industrial, frente ao mesmo período do ano anterior. Dos 20 gêneros pesquisados, 12 apresentaram queda em relação a março, ficando a indústria têxtil com uma queda 6,3% no acumulado do ano. Entre as categorias de uso, os bens de consumo duráveis sofreram em abril, na comparação com março, uma queda de 5%. Os bens intermediários recuaram 1,9% e os bens semi-duráveis e não duráveis, 0,8%. A fabricação de equipamentos de geração para energia elétrica foi a que mais cresceu entre janeiro a abril na produção de bens de capital, com aumento de 34% na produção. Em seguida, estão as máquinas e equipamentos agrícolas, com 30,2%, e os equipamentos de transporte, com crescimento de 28,4%. A média para os bens de capital nos quatro primeiros meses do ano apresentou alta 20%. (06.06.2001)

A Alcan, empresa com fábricas em Minas, Bahia e São Paulo, está alugando geradores de energia para poder cumprir as metas de racionamento. As duas fundições de metal, em Ouro Preto (MG) e Aratu (BA), já paralisaram 158 fornos, com corte 16 mil toneladas de alumínio. Os geradores vão atender unidades de transformação, como folhas e embalagens nas unidades de Mauá e Utinga (Grande São Paulo). Em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, onde está seu complexo de laminação, a empresa está mudando até fim do ano a matriz energética: passará de eletricidade (60%), óleo combustível (20%) e gás natural (20%) para 50% de energia elétrica e 50% de gás. A reciclagem também faz a empresa economizar energia. Até agora, com 188 mil toneladas de alumínio (108 mil normais e 80 mil recicladas), consumia média de 8,8 MWh por tonelada. Com novo módulo de reciclagem baixa para 7,4 MWh. Ao reciclar, economiza 1.692 MWh. (06.06.2001)

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), a maior mineradora de ferro do mundo, apelou para o aluguel de geradores para tocar suas atividades sem ameaças de reduções na produção de minério. O contrato de aluguel, durante seis meses, de 40 geradores de 1,7 MW cada um custará à Vale cerca de US$ 40 mi. A operação está sendo colocada no mercado internacional e a expectativa é que os equipamentos sejam instalados ao longo de junho de 2001. (06.06.2001)

A CVRD enviou no dia 04.06.2001 um comunicado à Bovespa informando que investirá até US$ 2 bi em geração de energia ao longo dos próximos cinco anos. Isso, segundo a companhia, lhe possibilitará suprir parcela majoritária de suas necessidades a custos baixos, garantindo a competitividade de seus produtos no mercado global. A empresa lembrou que possui um extenso programa de investimento em energia, participando atualmente de sete projetos de geração. (05.06.2001)

O Conselho de Administração da Sadia disse que uma unidade em Duque de Caxias (RJ) e outra em Uberlândia (MG), não cumprirão a meta de redução de 15% de consumo pois as duas fábricas, que respondem por 15% do volume de vendas de produtos industrializados, tiveram expressivos aumentos na produção. A unidade de Duque de Caxias aumentou 35% e de Uberlândia 70%. Segundo o executivo, a Cemig se dispôs a não penalizar a empresa, mas a negociação com a Cerj, tem sido mais difícil, e a empresa já estuda a transferência de parte da produção de Duque de Caxias para outra fábrica em Santa Catarina. (06.06.2001)

Empresas do Pólo Petroquímico de Capuava, na região metropolitana de São Paulo, vão ter uma única meta de economia de energia. A PqU, fornecedora de matéria-prima para as indústrias da segunda e terceira gerações da cadeia plástica, vai intensificar a redução de consumo para que suas clientes mais diretas, da segunda geração, possam usar mais energia elétrica e, assim, manter a produção. O objetivo é que as empresas envolvidas na operação economizem, em conjunto, 20% de seu consumo. Das doze indústrias de resinas do Pólo, participam do grupo as seis que estão instaladas nos arredores da PqU. São elas: Polietilenos União, Oxiteno, Polibrasil, Unipar Química, Cabot e a própria PqU. As outras seis, mais distantes da central, terão metas próprias. (06.06.2001)

Segundo a União da Agroindústria Canavieira (Única), o setor sucroalcooleiro, se tiver acesso aos financiamentos do BNDES, teria condições de co-gerar de 3 mil a 4 mil MW já na safra 2002/03. Mas, segundo ele, todo o potencial do setor, incluindo o aproveitamento do bagaço, da palha e da ponta da cana, além da melhoria do processo industrial, seria de 12 mil MW. Além dos projetos do grupo José Pessoa, estão entre os grandes projetos listados no BNDES os das usinas São Francisco e Santo Antônio, de Sertãozinho, ambas pertencentes ao Grupo Balbo. O grupo investe R$ 17 mi para co-gerar 17 MW já em 2002. 'Já compramos, com recursos próprios, turbina e caldeira', diz Jairo Balbo, diretor do grupo. (06.06.2001)

O Grupo José Pessoa, com seis usinas sucroalcooleiras no Brasil e moagem superior a 5 milhões de toneladas de cana nesta safra, vai investir R$ 75 mi na co-geração de energia a partir do bagaço da cana. 'Estamos voltando as atenções e os investimentos para a co-geração', diz José Pessoa Queiroz Bisneto, presidente do grupo. Cada uma das usinas do grupo receberá, em média, investimento de R$ 15 mi, para gerar 15 MW cada. O grupo quer vender essa energia para as concessionárias, grandes consumidores e para o MAE. Além dos projetos do grupo José Pessoa, estão entre os projetos listados no BNDES os das usinas São Francisco e Santo Antônio, de Sertãozinho, pertencentes ao Grupo Balbo, com investimento de R$ 17 mi para co-gerar 17 MW já em 2002. (06.06.2001)

Um eventual prolongamento da escassez energética no Brasil poderá retardar o começo de um novo ciclo de desenvolvimento para a indústria automotiva na América do Sul, trazendo prejuízos sobre toda economia da região. A conclusão faz parte de estudo inédito elaborado pela consultoria Roland Berger & Partners e que prevê para os países sul-americanos rodada extra de investimentos entre US$ 30 bi e US$ 40 bi até 2010, apenas das montadoras de veículos. Corrado Capellano, coordenador da pesquisa, informa que as projeções se relacionam a planos para aumento das escalas produtivas dos fabricantes instalados no continente, sobretudo no Brasil, responsável por 75% do mercado regional de automóveis. Esses investimentos, por sua vez, apoiam-se na perspectiva da demanda do setor triplicar até o fim da década. (05.06.2001)

A Embratel passará a utilizar geradores de energia movidos a óleo diesel nas estações localizadas em regiões sob racionamento para cumprir as metas de redução de consumo. A empresa já adotou outras medidas para racionar o consumo, como a redução do funcionamento do ar-condicionado, revezamento de elevadores e desligamento total dos escritórios às 22hs. (04.06.2001)

A General Motors poderá transferir parte de sua produção brasileira para a Argentina, se tiver de reduzir suas operações devido ao racionamento. Segundo o presidente da empresa, Walter Wieland, isso ocorreria apenas com os veículos destinados à exportação, pois, por causa do câmbio, os carros argentinos têm um custo superior ao de seus similares brasileiros. "É lógico que a Argentina representa uma solução emergencial para nós, mas acho que não precisaremos produzir nada por lá. Tenho confiança de que vamos cumprir nossa cota (15%) e manter o volume de produção, do qual não podemos abrir mão", ressaltou. (05.06.2001)

Obrigado pelo racionamento de energia a economizar 25% do que consome, Roberto Nicolau Jeha, diretor-presidente da Indústria de Papel e Papelão São Roberto, uma fábrica de produção contínua, tirou da tomada a sua principal máquina da fábrica de papelão ondulado. A medida, prevista para vigorar uma vez por semana, sempre aos domingos, tem como objetivo uma redução no consumo em torno de 13%. A diferença será coberta com o desligamento de outro equipamento, o coração da fábrica de papel miolo, previsto para parar no dia 10.06.2001 e ficar quieto também por um dia inteiro. Outras possibilidades, como férias coletivas, também são analisadas. O processo de reciclagem do papelão e fabricação de papel é responsável por 65% de toda a energia consumida pela empresa. (04.06.2001)

Na fábrica da cervejaria Kaiser, em Queimados, Rio de Janeiro, foi fixada a paralisação da produção de cerveja aos sábados e mantidas somente atividades essenciais para a produção contínua de cerveja, como o processo de fermentação. A unidade industrial reduzirá o consumo em cerca de 100 MW por mês com a medida. A unidade da Kaiser no Rio operava 24 horas em seis dias da semana, com a suspensão da produção da cerveja e do envazamento só aos domingos, quando era mantida a fermentação e realizados os serviços de limpeza de máquinas e equipamentos. (04.06.2001)

Segundo estimativa da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), com base em levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a queda da produção de alumínio nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte acarretará ao setor perda de US$ 600 mi em exportações em 2001. A produção terá de cair para cumprir a determinação do governo de redução de 25% no consumo de energia. A redução da produção nas regiões Sudeste e Nordeste acarretaria um prejuízo de US$ 250 mi às exportações de alumínio. (04.06.2001)

A Billiton, depois de desligar 25% da fundição de alumínio da Valesul, em Santa Cruz (RJ), informou que decidiu suspender investimento de US$ 700 mi no Norte do país. Em sociedade com Alcoa e Alcan, planejava dobar a refinaria de alumina (matéria prima do alumínio) da Alumar, no Maranhão, em alguns anos. "Se tivermos de fazer corte de 50% no consumo da Alumar, como já se fala, será um desastre", afirmou Sebastião Ribeiro, presidente da Billiton Metais. A Cia. Vale do Rio Doce, também sócia da Valesul, anunciou a paralisação de fornos de três empresas de ferroligas - consumidoras eletrointensivas -, além de alugar e adquirir geradores, unidades exportadoras e portos próprios. As perdas com o racionamento são avaliadas em US$ 75 mi. (04.06.2001)

A Sadia informou no dia 31.05.2001 que manterá o nível de produção mesmo reduzindo entre 15% e 20% o consumo de energia de suas unidades industriais e comerciais localizadas nas áreas do racionamento. Segundo nota divulgada pela companhia, encontram-se nestas regiões quatro fábricas e oito estabelecimentos comerciais. Segundo seu Comitê de Racionalização de Energia, a Sadia inicialmente não pretende alterar a produção nem transferir linhas de uma fábrica para outra. Os integrantes do comitê decidiram que somente a administração do dia-a-dia da demanda interna e externa e a implementação das medidas de economia de energia determinarão se haverá necessidade de novas ações. (01.06.2001)

Enquanto a maior parte das empresas trata de engavetar seus projetos de expansão, a Bahia Sul Celulose não descarta o investimento de R$ 200 mi para ampliar em 12% a sua produção. A empresa tem um potencial de 90 MW gerados por uma termelétrica à base de biomassa mas consome apenas de 70 a 80 MW, o que lhe possibilita aumentar o consumo. A companhia também estuda uma estratégia para desenvolver a geração de calor, para compensar o aumento do consumo com o incremento da produção, já que as duas caldeiras, onde são processados a celulose e o papel, não produzem ainda vapor suficiente para explorar toda a força das três turbinas da termelétrica, que tem cerca de 20% do potencial energético ocioso. A Bahia Sul ainda não sabe se vai oferecer a energia excedente ao MAE. (01.06.2001)

O grupo Gerdau poderá ter uma queda de produção de até 300 mil toneladas de aço líquido em função do racionamento de energia elétrica nas regiões Sudeste e Nordeste, onde operam seis de suas nove usinas no país. Os cortes ocorrerão nas usinas da Cosigua (RJ), Açonorte (PE) e Cearense (CE), que terão fornos total ou parcialmente paralisados para cumprir a meta de 25% de economia no consumo de energia fixada para usinas de aço semi-integradas. A redução já considera as compensações que serão feitas com o aumento do nível de atividade no Sul, especialmente na usina Guairá, no Paraná. As unidades de Barão de Cocais e Divinópolis (usina Pains), em Minas Gerais, que operam movidas a carvão vegetal, também contribuirão para reduzir o impacto total do racionamento. (01.06.2001)

O racionamento de energia elétrica forçou indústrias do setor têxtil a reavaliar planos de investimento. A Lupo, maior fabricante brasileira de meias, receberá, em junho de 2001, 40 teares adquiridos em março e não sabe de onde vai tirar energia para colocá-los em funcionamento. A Quatro K, fabricante de fios e tecidos em algodão com sede em Santos (SP), vive situação semelhante. Tem uma unidade fabril no Rio Grande do Norte a espera de 4,5 mil kVAs para começar a funcionar. (31.05.2001)

A Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica acatou a proposta das empresas do setor de telecomunicações de unificar as contas de todas as centrais telefônicas de uma mesma operadora. A medida permitirá às concessionárias monitorar o consumo de cada unidade e o remanejamento do uso da energia. A informação foi dada no dia 29.05.2001 pelo ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, depois de uma reunião entre os integrantes da CGCE e representantes das operadoras. (30.05.2001)

O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) propôs à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) para que se crie um centro produtor de energia para atender às montadoras de automóveis e às fabricantes de autopeças. Segundo a entidade, as montadoras comprariam energia a mais e venderia o excedente às autopeças que não precisariam recorrer ao MAE pagando R$ 700,00 pelo KW/h. Assumiriam o custo de R$ 130,00 por KW/h. A Anfavea ainda não respondeu à proposta. (30.05.2001)

As 73 indústrias brasileiras de papelão ondulado, que empregam cerca de 13 mil pessoas em 87 unidades no país, já cogitam demissão de mão-de-obra caso sejam obrigadas a cortar 25% do consumo de energia. Segundo o presidente da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), Paulo Sérgio Peres, as empresas só têm condições de economizar entre 8% e 10%, sem comprometer o nível da produção, apenas com medidas de racionalização, como uso de luzes mais econômicas, ajustes técnicos em máquinas, redução da atividade em horários de pico. (30.05.2001)

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Paulo Ludmer, disse que se o racionamento de 25% imposto ao setor durar por seis meses os grandes consumidores de energia poderão cortar 20 mil postos de trabalho. Segundo ele, o setor emprega atualmente cerca de 380 mil funcionários e tem 53 complexos industriais espalhados por todo o país. (30.05.2001)

O grupo Gerdau decidiu que vai paralisar um dos dois fornos elétricos da Cosígua, usina que opera em Santa Cruz (RJ) - a maior do grupo no país -, para atender à cota de racionamento de energia imposta para a indústria do aço. Para unidades com o perfil da Cosígua (usina não-integrada, que opera com sucata em fornos elétricos) foi fixado pelo governo corte de 25% no consumo de energia. A Cosígua produz 1,2 milhão de toneladas ao ano de aços laminados (vergalhões, barras, perfis e outros). "Vamos compensar essa perda de produção trazendo aço para ser laminado de outras fábricas - do Sul, principalmente da paranaense Guaira, que opera com um pouco de ociosidade; de usinas em Minas Gerais e até importado, caso a demanda justifique", explicou o presidente do grupo, Jorge Gerdau Johannpeter. (29.05.2001)

A Valesul e as cinco empresas de ferroliga da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)- três plantas da Companhia Paulista de Ferro-Liga (CPFL) em Minas Gerais e uma em Mato Grosso do Sul e a Sibra, na Bahia - deverão, em princípio, reduzir 25% de sua produção, o equivalente ao corte compulsório de energia para os eletrointensivos determinado pelo governo. Segundo uma fonte da companhia, para os eletrointensivos a rentabilidade não compensa o aluguel de geradores a diesel para compensar os cortes, como foi feito nas sete pelotizadoras do Espírito Santo e nos portos pertencentes à Vale naquele Estado. "O limite máximo para pagar energia na cadeia de alumínio para a empresa ter rentabilidade é de US$ 20,00 por MWh", diz o interlocutor. Na sua avaliação, a energia gerada a diesel é, na média, mais cara que isso. Portanto, a saída é o corte de produção. Se for acertada a venda dessa energia no MAE e houver um retorno que compense "pode-se até parar a empresa", comenta a fonte. (29.05.2001)

Todas as empresas coligadas do grupo Vale do Rio Doce no Pará e Maranhão estão em obras para aumento da capacidade de produção, segundo afirmou o diretor-presidente do grupo, Jorio Dauster. Para garantir essa expansão, a Vale vai investir em hidrelétricas. A empresa estuda a participação nas licitações das usinas a serem construídas nos rios Araguaia e Tocantins, nas cidades de Estreito e Serra Quebrada (MA) e de Santa Izabel (PA). A expectativa é de que as três usinas gerem cerca de 3,5 mil KW/h de energia. Mas como a tendência é de aumento da produção na próxima década, a Vale poderá participar também da construção da usina de Belo Monte, no oeste do Pará. (29.05.2001)

Todas as empresas coligadas do grupo Vale do Rio Doce no Pará e Maranhão estão em obras para aumento da capacidade de produção, segundo afirmou o diretor-presidente do grupo, Jorio Dauster. Para garantir essa expansão, a Vale vai investir em hidrelétricas. A empresa estuda a participação nas licitações das usinas a serem construídas nos rios Araguaia e Tocantins, nas cidades de Estreito e Serra Quebrada (MA) e de Santa Izabel (PA). A expectativa é de que as três usinas gerem cerca de 3,5 mil KW/h de energia. Mas como a tendência é de aumento da produção na próxima década, a Vale poderá participar também da construção da usina de Belo Monte, no oeste do Pará. (Gazeta Mercantil - 29.05.2001)

As siderúrgicas vão pedir ao governo a revisão das cotas de consumo de energia impostas ao setor. O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) envia, dia 29.05.2001, à Brasília uma carta pedindo que a meta de redução para todas as usinas seja de 15%. O documento será entregue ao ministro Pedro Parente, que preside a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica, ao ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, e ao presidente do BNDES, Francisco Gros. O setor foi pego de surpresa no dia 25.05.2001, quando o governo anunciou cortes de 20% para as siderúrgicas integradas e de 25% para as semi-integradas. "Fomos surpreendidos. A visão do governo está errada", afirma o vice-presidente executivo do IBS, Marco Polo de Mello. "Não somos eletrointensivos. Usamos muita energia, porque os volumes de produção são grandes." A energia representa 7% dos custos de uma siderúrgica. Mello diz que os níveis impostos pelo governo penalizam um setor que tem "efeito multiplicador" no PIB. "Por que o setor automotivo poderá reduzir apenas 15% e nós vamos ter que arcar com cortes maiores?", questiona. (29.05.2001)

A Votorantim, líder no mercado de cimento brasileiro, prevê prejuízo de R$ 160 mi no final de um ano de produção com a crise energética. A informação foi dada pelo vice-presidente do conselho administrativo do grupo, Antônio Ermírio de Moraes, em entrevista à Rádio CBN. O empresário disse que fará um grande esforço para não demitir pessoal. Ele afirmou que está tentando transferir funcionários de uma área para a outra para ter um melhor aproveitamento das linhas que serão obrigadas a cortar a produção. A Votorantim deverá abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para atingir pelo menos 100 de seus 4 mil empregados. (28.05.2001)

Os comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica são os campeões de gastos em energia elétrica no governo federal. De janeiro a maio de 2001, a conta de luz desses três órgãos chegou a R$ 27,6 mi, cerca de 25% da fatura da União. No ano 2000, a Marinha foi quem mais gastou: R$ 32,7 mi. O Exército e a Aeronáutica gastaram, respectivamente, R$ 28,9 mi e R$ 26,3 mi. O consumo total do governo foi de R$ 346,3 mi. O Ministério da Fazenda está em quarto lugar no ranking dos gastadores. Em 2000, o consumo foi de R$ 19,8 mi. (28.05.2001)

A indústria de alumínio quer reduzir o consumo de energia em 45% por até 18 meses. A proposta foi apresentada ao governo antes da definição do percentual de corte de 25% para o setor. O plano defendido pelos empresários das empresas de alumínio propunha um corte no consumo de energia de 15% e de mais 30% que seriam negociados com o governo federal, segundo o presidente da Alcan Alumínio do Brasil, João Beltran Martins. O governo rejeitou a idéia e determinou que o setor terá de economizar 25% de seu consumo. Os empresários, no entanto, conforme informou um dos negociadores do grupo que reúne as quatro grandes do setor - Alcan, Alcoa, Valesul e Billinton -, continuam interessados em negociar com o governo. (28.05.2001)

A indústria de cloro-soda irá atender à exigência de economizar 25% de energia, o que, na opinião de empresários do setor, terá como conseqüência o aumento das importações do produto, no ano 2000 foram importados 260 mil toneladas do produto. Não há, até agora, intenção de parar além do estipulado pelo programa e vender energia no MAE. 'Trabalhamos na medida justa, não vai sobrar nada depois de cortar os 25%', diz Martins Afonso Penna, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Cloro (Abiclor). (28.05.2001)

A indústria do alumínio, com cinco fábricas afetadas pelo racionamento no Sudeste e Nordeste, não concorda em cortar suprimento de energia acima de outros setores e ter suas cargas negociadas no MAE. "Estamos numa crise de falta de água e energia, por isso temos de poupar os reservatórios e não entrar no negócio de comercialização", disse João Beltran Martins, presidente da divisão de alumínio primário da Alcan Brasil. Desde que seja compensada financeiramente - para arcar com empregos, custos de desligamento e religamento de fornos e continuidade de investimentos futuros -, a indústria está disposta a disponibilizar excedentes voluntários que seriam comprados pelo governo (Eletrobras ou ONS) a preço constante, balizado nas tarifas do MAE. Com a ressalva de que o corte seja para poupar os já baixos reservatórios de água das usinas. O temor é que essa energia vá suprir as linhas de produção dos concorrentes - fabricantes de aço, plásticos, vidro e papelão -, que brigam com o alumínio em vários setores, como embalagens e automotivo. O corte de 25% significaria perda de receita de US$ 255 mi. (25.05.2001)

Queda de produção, retração de consumo e aumento de preços - esses prognósticos predominaram nas avaliações do mercado feitas por empresários presentes na 17ª Convenção e Feira Paulista de Supermercados. A crise de fornecimento de energia e alta do dólar são apontados como os grandes vilões. Um segmento que já começou a notar uma significativa diminuição nas encomendas é o de embalagens, especificamente sacolas plásticas vendidas para os supermercados. A Lord, que trabalha com embalagens plásticas há 25 anos, registrou uma redução de 30% na produção destinada às grandes redes como Pão de Açúcar e Carrefour. Os fabricantes de equipamentos para supermercados, como refrigeradores e caixas eletrônicos, também temem os efeitos da crise de energia sobre a produção. A indisponibilidade de fornecimento de energia a novos projetos é o maior problema, garantem. (24.05.2001)

Nos últimos seis anos, o consumo de energia elétrica pela indústria cresceu 22%. No mesmo período - janeiro de 1995 até janeiro de 2001 - , a produção física aumentou 7%. Essa disparidade criou uma "improdutividade" elétrica, pois para produzir uma mesma quantidade de bens, a indústria passou a demandar três vezes mais energia elétrica. A LCA Consultores montou uma série utilizando a média do ano de 1995 como base 100. Cruzando os dados de produção industrial e consumo de energia elétrica neste segmento, a consultoria chegou à chamada "produtividade elétrica", que caiu sistematicamente até meados de 1999. Segundo a pesquisa, a queda acentuada da produtividade elétrica no período 1997/2000 reflete o aumento dos investimentos em automação industrial. Outro fator, mas com menor peso, foi a substituição de outras fontes de energia vinculadas ao petróleo por energia. Na indústria, em média, 63% do consumo de energia é feito por eletricidade. Nos não-ferrosos essa dependência sobe a 82% e no segmento de alimentos e bebidas ela é de 26%. (24.05.2001)

O nível médio de utilização da capacidade instalada da indústria fluminense em abril de 2001 ficou em 80,39%, com ligeira retração em relação a março quando se registrou 81,34%, o ponto mais alto da série histórica. Oito dos 13 setores pesquisados registraram um nível de ocupação acima de 80%, com destaque para material de transporte, com 95,84%. A média de utilização da capacidade no primeiro quadrimestre de 2001 ficou em 80%, superando a marca do mesmo período de 2000 que ficou em 76,5%, cerca de 4 pontos percentuais a mais. No acumulado de 2001, os meios de consumo apresentaram a maior taxa de utilização da capacidade industrial, chegando ao percentual de 82,30% do total pesquisado (24.05.2001)

A Fiat resolveu suspender as férias coletivas de 20 dias que estavam programadas para julho de 2001. A decisão é para evitar que o racionamento prejudique a meta de aumentar a produção em 15% em 2001. Com a suspensão, a montadora poderá reduzir as horas extras e a produção nos horários de pico. A intenção é diluir a produção ao longo dos meses de racionamento para evitar concentração em determinados períodos. Se houvesse as férias, o trabalho teria de ser acelerado a partir de agosto para manter a meta de produzir este ano 490 mil veículos. A Fiat gasta em média 550 kW/h para produzir um veículo. (24.05.2001)

Na busca de saídas para escapar à sobretaxa e ao corte no fornecimento de energia impostos pelo governo, algumas empresas de Fortaleza decidiram colocar em prática antigos projetos de investimentos em fontes alternativas de energia. A Santana Têxtil S/A acelerou o plano de produzir 2,5MW com a utilização de gás natural, para assegurar a expansão de sua produção. O gerente de Projetos e Indústria, Flaviano Telles Soares, acredita que o valor desembolsado com investimento será superior a US$ 2 mi. O grupo Cione, um dos principais plantadores e beneficiadores de castanha no estado, já utiliza o subproduto para movimentar as caldeiras e negocia o excedente com outras empresas do ramo. 'Permanecendo essa instabilidade em relação a energia devemos repensar formas de ampliar o uso da casca de castanha', diz o agrônomo da Cione, Paulo César Costa. A Prefeitura do município de Sobral, a 220 km de Fortaleza, num projeto desenvolvido em parceria com a ONG alemã Denaro, negocia a instalação de uma unidade produtora de gás metano a partir do lixo orgânico. A idéia é utilizar parte das 45 toneladas de biomassa coletadas por dia para produzir energia para empresas de pequeno e médio porte. (23.05.2001)

A Votorantim Celulose e Papel (VCP) definiu como vai reduzir em 20% seu consumo de energia elétrica sem comprometer a produção. Com quatro unidades fabris no estado de São Paulo, nas cidades de Mogi das Cruzes, Piracicaba, Jacareí e Luiz Antônio, a VCP aumentará a geração própria, reduzirá custos internos e já comprou geradores a diesel. A companhia consome 122 MW/h de energia, mas 56% são gerados internamente. Como as distribuidoras do interior de São Paulo fornecem 54MW/h de energia à VCP, para se adequar ao plano de contenção do governo, a empresa terá de cortar seu consumo externo em 10,8MW/h. O aumento na geração de energia será o maior responsável pela economia, com 45% do total de redução. A redução do consumo interno de energia, com o desligamento de equipamentos não-prioritários, como pré-refinadores e ventiladores industriais, será responsável por 32% da economia. Já o aluguel ou a compra de geradores a diesel propiciará uma economia de 23%. A má notícia é que o plano de contenção de energia da VCP elevará os custos do papel e da celulose da empresa. (23.05.2001)

A Bayer poderá fechar contrato de leasing com a Caterpillar para locação de dois geradores de energia a óleo diesel, que totalizarão 3,2 MW/hora, energia suficiente para as unidades da indústria em São Paulo, caso ocorram déficits de fornecimento por parte da Eletropaulo, concessionária da qual a Bayer compra a energia que consome (3,2 MW/hora). A direção da empresa também examina a possibilidade de trazer dois geradores da Venezuela, que também têm capacidade total de 3,2 MW/hora de energia e podem ser transportados para o Brasil em menos de 24 horas, por avião. O valor dos equipamentos do leasing soma US$ 1 mi; o custo da hora de uso da energia alternativa é de R$ 350, contra os R$ 90 cobrados pela Eletropaulo. "Pagaremos ainda abaixo do valor do mercado de excedentes, que está em R$ 450 por MW/hora", comparou. (22.05.2001)

A Sadia poderá transferir temporariamente parte das linhas de produção que usam mais energia, localizadas nas regiões onde haverá racionamento, para as fábricas que estão fora do plano de contenção do consumo de eletricidade. Das 13 fábricas que a companhia possui, oito estão localizadas no Sul, fora da área de racionamento, e trabalham hoje com ociosidade. "Em hipótese alguma estamos pensando em fechar fábricas ou transferir totalmente a produção", afirma o diretor de Produção Industrial e coordenador do Comitê de Racionalização de Energia da Sadia, Flávio Fávero. Segundo ele, a decisão de fazer essa "readequação logística" irá depender de uma análise mais detalhada e da negociação da meta de redução de gasto com o governo e distribuidoras. (22.05.2001)

Os supermercadistas promovem no dia 23.05.2001, em São Paulo, uma grande reunião com o objetivo de discutir e apresentar sugestões para minimizar os efeitos da redução do consumo de energia. Participarão do encontro técnicos do setor e de empresas fornecedoras, além de engenheiros das concessionárias de distribuição de energia elétrica. A preocupação do setor com a redução do consumo é tão grande que a Abras acabou criando um comitê técnico de energia para estudar seus impactos e encontrar soluções. Será esse comitê que determinará os critérios que servirão de base para a reunião do dia 23.05.2001. (22.05.2001)

A Petrobras começará a poupar energia em sua sede no centro do Rio de Janeiro. Todas as luzes do prédio serão desligadas às 18h. A iluminação será restrita às áreas essenciais, como Centro de Processamento de Dados e as Centrais Telefônicas. A sede da empresa tem 25 andares e dois subsolos. Lá, trabalham cerca de 5.000 pessoas e circulam outras duas mil por dia. De acordo com a empresa, as ações devem representar economia de 30% no consumo, que deverá cair de 2,4 milhões de KW/h para 1,8 milhão de KW/h. (21.05.2001)

As principais cervejarias brasileiras apostam na geração própria e no uso de geradores para manter a produção durante os meses de racionamento de energia. O segmento vai tirar proveito do fato de o período de economia forçada coincidir com o inverno, que é a pior estação para a venda de cerveja. Com muita capacidade ociosa, as cervejarias planejam o remanejamento interno da produção, concentrando o trabalho nas unidades que funcionam em regime de co-geração de energia ou já possuem geradores. Desse modo, a indústria cervejeira espera conseguir a redução de 20% no consumo de energia em relação ao inverno do ano 200 sem prejuízo para a produção. (21.05.2001)

Para ampliar investimentos em co-geração, o setor empresarial propôs ao governo medidas de isenção tributária, em caráter excepcional. Segundo o vice-presidente executivo da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), José Armando Figueiredo Campos, a incidência da carga tributária sobre investimentos é de 22%, incluindo o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto de Importação, o ICMS e PIS/Cofins. 'Isso contribui para um custo muito elevado de investimento, de US$ 1.000 por kW instalado' diz o executivo da CST, que tem três termelétricas próprias, auto-suficiente em geração de energia elétrica. A construção de uma quarta usina, por US$ 80 mi, já está prevista. (18.05.2001)

O Ministério de Agricultura informou ter reduzido em 26% o consumo mensal de eletricidade e anunciou novas medidas de racionalização do consumo para atender a determinação do governo federal de economia de energia. A redução registrada foi resultado da troca de 8.300 lâmpadas e luminárias de 40 W para lâmpadas de 32 W com reator eletrônico. A partir do dia 21.05.2001, apenas 25% das lâmpadas das salas do ministério permanecerão acesas. No dia 18.05.2001, segundo nota distribuída pela Assessoria de Imprensa, a utilização das lâmpadas dos corredores do edifício-sede já foi reduzida para apenas 75% do total. Também serão utilizados apenas metade dos elevadores do prédio. (18.05.2001)

O que os executivos da Bayer do Brasil mais temem é que a crise de energia cause apagões inesperados, como os enfrentados pela fábrica da empresa nas Filipinas, há cinco anos. Simulações feitas na unidade paulista da multinacional, onde são fabricados produtos farmacêuticos, indicam que uma interrupção repentina no fornecimento de eletricidade que se prolongasse por uma hora causaria um prejuízo de US$ 150 mil a US$ 200 mil para a empresa. O problema seria a perda de insumos acabados e semi-acabados, em fase de formulação. Em compensação, segundo o diretor executivo da Bayer, Axel Schaefer, no caso de apagões programados, a empresa teria como compensar perdas e planejar sua produção. Seus custos, porém, inevitavelmente aumentariam 'Ainda não temos as informações sobre o plano de racionamento', afirma Schaefer. A Bayer criou um grupo interno de apoio que vai estudar formas de minimizar o impacto da crise de energia. (18.05.2001)

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) está mapeando o setor em todo o Brasil para detectar as necessidades e os problemas gerados pela falta de energia elétrica. O estudo, que deverá ser concluído até o fim de maio de 2001, será utilizado para indicar soluções para o setor, assim como pedir ao governo um atendimento diferenciado, dependendo do elo da cadeia e de sua necessidade. Assim, uma tecelagem terá seu caso avaliado de forma diferente de uma fiação ou de uma confecção. 'Com este estudo, e com a definição do governo, no dia 18.05.2001, poderemos ver qual é a situação e o que fazer', disse o presidente da entidade, Paulo Skaf. (18.05.2001)

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) não vai reduzir a produção, segundo o seu diretor, José Renato Rodrigues Pontes. Ele ressaltou que a empresa tem capacidade de gerar toda a energia que consome, por meio da termoelétrica de Volta Redonda e das hidrelétricas de Itá e de Igarapava. A termoelétrica fornece 50% da energia consumida pela usina e outros 50% são comprados da Light. O excedente não utilizado é transferido ao mercado. Assim, se a Light reduzir o fornecimento, a siderúrgica pode deslocar a energia de Itá para consumo próprio. (18.05.2001)

A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), maior exportadora mundial de placas de aço, não terá sua produção afetada pela crise energética. A CST é auto-suficiente em energia elétrica, obtida a partir do aproveitamento dos gases gerados no processo produtivo. 'Isso significa que se a usina reduzir a produção de placas, hoje de 4,7 milhões de toneladas, reduzirá também a geração de energia', disse o vice-presidente executivo da CST, José Armando Figueiredo Campos. Hoje a usina opera com três termoelétricas a gás e gera 230 MW, dos quais 30 MW são liberados ao sistema. A CST vai construir uma quarta termoelétrica ao custo de US$ 80 mi para gerar 75 MW. Segundo o executivo, a atual crise não altera em nada o projeto do laminador de tiras a quente da empresa, que entrará em operação em 2002. (18.05.2001)

A norte-americana Alcoa vai investir aproximadamente US$ 800 mi na geração de energia para consumo próprio nas regiões Norte, Nordeste e Sul do Brasil. A empresa anunciou que pretende participar de leilões para concessão e construção de cinco usinas hidrelétricas. Duas em Machadinho e Barra Grande, localizadas na divisa de SC com o RS, e três nas cidades de Estreito e Serra Quebrada (MA) e Santa Isabel (PA). A concessão deverá ser dividida em sociedade com várias empresas. Parte da energia gerada pelas hidrelétricas servirá para abastecer as unidades de produção de alumínio da Alcoa em São Luís, no Maranhão, e Poços de Caldas, em Minas Gerais. `O plano é ser auto-suficiente de energia nos próximos oito a dez anos`, revelou o gerente de energia da Alcoa no Brasil, Antônio Carlos Vieira da Silva. (18.05.2001)

O presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Jório Dauster, defende a auto-gestão da falta de energia. 'O gerenciamento dos cortes pelas empresas é a maneira mais inteligente de resolver a crise e reduzir o consumo', disse. Dauster é favorável à idéia porque permite aos grupos com mais de uma unidade industrial dirigir os cortes para onde achar melhor e definir os horários mais adequados para a interrupção de energia. Na Vale, as prioridades serão os setores de minério de ferro e logística do sistema sul. Na área de alumínio, setor eletrointensivo, a empresa não poderá evitar uma redução da produção. Em outras palavras, a economia será feita em outras unidades do grupo e não está descartada a hipótese de substituir parte da produção doméstica por um aumento da atividade das instalações da Vale no exterior. 'Temos plantas de ferro-liga na França. Há a possibilidade de jogar com esses ativos', disse Dauster. (17.05.2001)

O setor de vidros, onde cerca de 10% do custo de produção é representado por óleo diesel e gás e outros 8% pela energia elétrica, está revendo sua projeção de crescer 6% em 2001. Segundo o superintendente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, alguns investimentos programados não serão concretizados. A Cebrace, joint venture com a francesa Saint Gobain, alterou o projeto de aplicar R$ 360 mi em duas fábricas, no Paraná e em Santa Catarina, para produzir 220 mil toneladas anuais de vidro. (17.05.2001)

O Banco do Brasil vai alterar o horário de trabalho interno para economizar energia elétrica. Os funcionários da direção geral e órgãos regionais passam a trabalhar das 8 às 18 horas, invés da 7 às 20 horas. O funcionamento do sistema de ar-condicionado também será reduzido entre 9 e 17 horas e 50% dos elevadores deverão ficar desligados nos períodos de baixa utilização. A intenção é reduzir o consumo de energia em 18 MW, economizando R$ 11 mi. O atendimento ao público não deve ser alterado. (17.05.2001)

A Samarco Mineiração, uma das grandes consumidoras de energia elétrica do País instalada na região sudeste, exporta todas as 14 milhões de toneladas de minério que produz anualmente. Possui duas hidrelétricas, com capacidade para 165 MW e que atendem a 35% de suas necessidades, e já tem pronto um esquema interno de racionamento e geração extra que poderá lhe dar uma economia de até 18%. Tudo para não parar. 'Para nós o melhor seria não ter parada nenhuma e que o governo apresentasse um percentual para o racionamento e nos deixasse decidir como cortar', diz Nélio Rodrigues Borges, coordenador da gestão de energia da Samarco. Segundo ele, tanto faz parar um minuto ou três horas, que será necessária outra hora e meia para reativar a produção. Para a Samarco não interessaria sequer uma forma de compensação financeira pela paralisação, já que seu prejuízo seria a perda de mercados externos. 'A concorrência externa é muito forte e não teríamos como compensar a perda'. (17.05.2001)

A Citroën do Brasil iniciou programa de economia de energia para seu escritório central e suas 32 concessionárias no País. A idéia é reduzir o consumo doméstico em, pelo menos, 32%, em seis meses. Estudo da marca do grupo francês PSA Peugeot Citroën mostra que a rede de revendas consome cerca de 900 mil KW/h. A montadora determinou que o ar condicionado das revendas de São Paulo e dos estados do Sul fique desligado até outubro de 2001. Outros esforços envolvem, por exemplo, uso de telhas translúcidas, para aproveitar luz natural. (16.05.2001)

A Associação Brasileira de Concessionárias Chevrolet (Abrac) divulgou, no dia 15.05.2001, comunicado às 452 filiadas pedindo providências para adotarem planos de eliminação de desperdício e corte na demanda. Entre as sugestões da Abrac às concessionárias estão: apagar a iluminação de fachadas e totens à noite, reduzir iluminação interna durante o dia e substituir lâmpadas por modelos mais econômicos. A entidade recomenda ainda que os empregados sejam instruídos a como economizar energia tanto no local de trabalho quanto nos seus lares. (16.05.2001)

Para não descumprir metas de exportações de 2001, a GM do Brasil decidiu compensar com jornadas extras as eventuais interrupções nas linhas demontagem devido à falta de energia. Recorrendo a períodos excepcionais de produção ou horas-extras para os funcionários em fins-de-semana, a montadora espera manter o patamar dos volumes produzidos hoje nas unidades paulistas de São Caetano do Sul e São José dos Campos. Os contratos externos para 2001 estão estimados em US$ 1 bi. 'Apenas decisões firmes podem fazer frente à gravidade de cortes na energia', diz José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM. (16.05.2001)

A fabricante de brinquedos Estrela já começou a tomar medidas para reduzir o consumo de energia elétrica. Desde abril de 2001, a empresa mudou parte do turno de trabalho da fábrica em São Paulo para escapar do horário de pico de uso de eletricidade. Parte do turno que funcionava das 14h às 22h foi transferido para a madrugada, com início às 22h e se estendendo até às 6h. Paralelamente, a companhia iniciou um programa educativo para os 950 funcionários que trabalham em São Paulo, com o desligamento de pontos de luz e aparelhos de ar-condicionado. Segundo o diretor-presidente da Estrela, Carlos Tilkian, ainda não foi possível mensurar a redução no consumo de energia. Pela mudança no turno de produção, a empresa paga um adicional noturno, mas, de acordo com Tilkian, é preferível ter este gasto extra do que não ter produto para vender. A Estrela também está convertendo fornos elétricos para gás. (15.05.2001)

As siderúrgicas brasileiras podem ter uma perda expressiva de faturamento no ano 2001, por causa do racionamento de energia. Se o corte no suprimento chegar a 20%, US$ 890 mi deixarão de entrar no caixa das empresas. A queda na receita será acompanhada por uma redução de 9% na produção de aço bruto, o equivalente a 2,5 milhões de toneladas. As contas da conseqüência financeira e operacional do racionamento para as usinas de aço foram feitas pela Fundação Getúlio Vargas. O estudo mostra que as exportações das siderúrgicas serão bastante afetadas. Elas baixarão, neste ano, US$ 421 mi. 'É praticamente um quarto do total das exportações brasileiras', diz Lopes. (15.05.2001)

Depois de um rigoroso processo de racionamento interno, a Golfinho Azul, fábrica de congelados derivados de peixes e frutos do mar com sede em Cananéia, litoral sul de São Paulo, não sabe ainda onde mais cortar. 'Os 25% que o governo diz que precisamos economizar nós já economizamos com investimentos em novos equipamentos e racionalização da produção', diz Osmar Franco, diretor-executivo da empresa. Segundo ele, as câmaras frigoríficas suportam até quatro horas sem energia elétrica. 'Depois disso, a temperatura supera os 18 ºC negativos e compromete a qualidade do produto, que é altamente perecível'. Até agora, Franco só tem uma certeza: 'vamos lacrar a câmara e se a mercadoria estragar por ficar mais de quatro horas sem energia, vamos à Justiça pedir indenização'. (15.05.2001)

A concessionária Ponte S/A cogita a possibilidade de trocar as lâmpadas de 400 W da Ponte Rio-Niterói por outras mais modernas e eficientes de 250 W. A medida visa à economia de energia elétrica. Atualmente, a Ponte Rio-Niterói conta com um gerador que pode suprir a necessidade da Praça do Pedágio e das sinalizações aérea e náutica por um período de, no máximo, cinco horas. Mas, para enfrentar emergências, a concessionária já prevê a aquisição de equipamentos mais potentes. A empresa informou que se os cortes de fornecimento acontecerem durante o dia, não haverá problema para manter a normalidade dos serviços. A preocupação maior é caso os apagões ocorram à noite, já que será necessário manter a sinalização em funcionamento. (15.05.2001)

A Companhia de Desenvolvimento do São Francisco (Codevasf) vai reduzir o consumo de energia para os projetos de irrigação. O novo superintendente do órgão, José Novaes, disse no dia 14.05.2001 que a redução deve ser de pelo menos 10%, embora não esteja definido o corte na oferta de energia. Segundo José Novaes, a princípio, o órgão, em conjunto com a Chesf, deve propor a eliminação de desperdícios na produção. O técnico não soube precisar qual o consumo atual nem as perdas desde a captação de água no Rio São Francisco até os projetos de irrigação. Além da redução da oferta de energia, uma parte dos projetos deve enfrentar problemas com a própria oferta de água, ante a necessidade de manter os níveis dos reservatórios. (15.05.2001)

A multinacional francesa Lafarge, fabricante de material de construção, desde janeiro de 2001 adota, na sede do Rio, onde trabalham 320 pessoas, medidas severas para adequar o orçamento estabelecido pela matriz francesa aos gastos com energia. Sensores que desligam a luz automaticamente quando não há funcionários e equipamentos que otimizam a produção de luz estão sendo instalados. A conta de luz e ar-refrigerado de R$ 48 mil por ano deverá sofrer redução de até R$ 17 mil. Ações mais específicas em relação ao racionamento começarão a ser discutidas na terceira semana de maio de 2001 nas sete fábricas de cimento que a companhia opera no Brasil. Nas sedes administrativas já se fala em redução da jornada de trabalho. 'Estudamos, entre outras medidas, excluir da jornada a sexta-feira à tarde, deixando só o telemarketing funcionando', afirma o gerente de controle e desenvolvimento de Recursos Humanos, Mario Galatti. (15.05.2001)

Planejar com antecedência e investir em prevenção irá garantir à Alstom Power condições que poucas empresas terão. 'Está tudo preparado para não pararmos a produção', diz Paulo Lago, diretor de desenvolvimento de negócios e marketing da empresa. Trabalhando em três turnos sem interrupção - 'fabricamos equipamentos para hidrelétricas e termelétricas e estamos sendo pressionados para antecipar nossos prazos de entregas' - Lago diz que os geradores terão condições de manter funcionando o sistema principal, formado pela caldeiraria e usinagem. Embora com o funcionamento das máquinas garantido, a Alstom não está tranquila. 'Podemos ter problemas com nossos fornecedores'. (15.05.2001)

A Bristol Myers Squibb tem cinco geradores a diesel alugados e planeja comprar mais dois para serem instalados até o final do ano 2001, informa Antonio Carlos Salles, gerente de assuntos corporativos da Bristol. O laboratório começou há dois anos uma série de medidas interna de prevenção, justamente para não ser surpreendido e obrigado a interromper a produção por falta de energia. A Bristol exporta 25% do que produz para a América Latina. (15.05.2001)

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) apresenta no dia 17.05.2001 um programa-piloto, em implantação desde 1998, que ajuda indústrias a economizar energia elétrica, água e diminuir a emissão de poluentes. As medidas adotadas nas empresas que incluem modificação de equipamentos e procedimentos, substituição de matéria-prima e outras medidas para melhorar a eficiência. 'O programa gera economia em todas as fases do processo industrial', diz o presidente da Abit, Paulo Skaf. Com 1,5 mil funcionários, a Alpargatas Santista Têxtil, localizada em Americana, interior de São Paulo, é um dos exemplos: economizou mais de US$ 30 mil por mês em energia elétrica. (15.05.2001)

A Latasa, maior fabricante de latas de alumínio do Brasil, calcula reduzir em 300 milhões de latas o volume de produção no Brasil, se o corte estabelecido no plano do governo for de 20%. Esse número representa 6,6% do total da produção da companhia, que no ano passado foi de 4,5 bilhões de latas. O impacto será reduzido, graças à operação de duas plantas industriais que a empresa tem na Argentina (Buenos Aires) e Chile (Santiago). 'Nosso primeiro plano concreto para evitar perdas maiores será importar parte da produção', revela o presidente da Latasa, José Carlos Martins. As primeiras projeções da empresa apontam para a possibilidade de trazer da Argentina e do Chile um volume de 150 milhões de latas, o que reduziria em 50% o prejuízo. 'Claro que há o custo de transporte que precisa ser levado em consideração, mas é a solução mais viável', diz Martins. (15.05.2001)

O porto de Santos tem uma hidrelétrica que garantirá o fornecimento durante o período de racionamento, evitando paradas na movimentação de cargas, sendo o único no Brasil a contar com usina hidrelétrica própria. A unidade de Itatinga, em Bertioga, a 30 km de Santos, desde 1910 fornece toda a eletricidade de que o porto precisa e ainda gera excendente, repassado para a Bandeirante Energia. Os operadores e arrendatários de áreas comemoram o feito, depois das interrupções do trabalho resultantes dos conflitos legais para a escalação dos estivadores pelo Órgão de Gestão da Mão-de-Obra, em abril. No primeiro trimestre, antes do movimento paredista, o porto movimentou 10 milhões de toneladas de cargas, com crescimento de 2,73% sobre igual período anterior. Com capacidade média para gerar até 10 mil Kw/h de energia elétrica, das quais o porto consome até dois terços, a usina de Itatinga é de propriedade da Companhia Docas do Estado de S. Paulo (Codesp), que vende o insumo para toda a área do cais, além do consumo próprio. (14.05.2001)

A Ambev, que produz 1,4 bilhão de litros de cerveja/ano e 500 milhões de refrigerantes/ano, construiu uma usina termelétrica em sua unidade do Rio, de 12 MW, que tornou a fábrica auto-suficiente. A empresa pretende construir outras nove usinas para gerar 83 MW até dezembro de 2002 e abastecer todas as suas fábricas. O investimento é de cerca de US$ 60 mi. Até o fim do ano 2001, a Ambev terá concluído a construção de sua segunda usina com geração de 10 MW, para abastecer a unidade de São Paulo. Segundo o gerente da Ambev, José Carlos Xavier, a empresa avalia a possibilidade de realocar a produção de outras unidades que sofrerão o racionamento para a fábrica do Rio. 'Nossa produção não será reduzida', disse. (14.05.2001)

Um seleto grupo de empresas sairá vencedora do processo de racionamento de energia, previsto para começar em 01.06.2001. São aquelas que investiram em geração ao longo dos anos, tornaram-se auto-suficientes e estão preparadas, até mesmo, para vender a energia excedente. É o caso da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), da Coca-Cola, da Ambev, da Aracruz e do shopping Carioca (RJ), para citar apenas algumas. A CST, por exemplo, produz 227 MW e consome 197 MW para sua produção de 4,7 milhões de toneladas de placas. O excedente de 30 MW é vendido para a Escelsa, mas, conforme as negociações com a distribuidora, poderá ser liberado para outros consumidores. A estratégia da siderúrgica é economizar para vender o excedente no mercado 'spot' a preço bem superior aos R$ 30,00 por MW/h dos contratos com a Escelsa, já que, atualmente, o valor da energia no 'spot' é de R$ 459,89 o MW/h. 'Estamos fazendo um levantamento de todos os setores para saber quanto e como poderemos economizar energia para vendê-la no mercado', disse o gerente de distribuição da siderúrgica, Jorge Luiz Bittencourt. (14.05.2001)

A Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrasce) tenta convencer o governo a deixar que as indústrias possam ter flexibilidade para atingir as metas de economia de energia. A entidade defende que companhias que tenham várias coligadas, possam fazer cortes diferenciados, levando em conta fatores como nível de demanda, custos de produção, etc. Dessa forma a holding A poderia cortar 13% do consumo na coligada A1, 15% na A2 e assim por diante, contanto que cumprisse sua cota geral. Das 53 empresas filiadas à Abrasce, de 15 a 20 têm algum tipo de geração própria de energia. (14.05.2001)

Para o pólo têxtil paulista de Americana, no estado de São Paulo, que produz 85% dos tecidos planos de fibras artificiais e sintéticas do Brasil, e planejava quase dobrar as exportações até 2005, o racionamento acontece num momento duplamente ruim. Primeiro porque é histórica a formação de estoques a partir de maio para fazer frente à demanda, que tradicionalmente cresce entre 20% e 30% no segundo semestre. Em segundo lugar, reduzir o consumo de energia significa menos fôlego para fechar e manter os contratos de venda no mercado internacional. 'Essa queda de energia, exatamente no momento de formar estoques, pode significar aumento das importações brasileiras, e esse é o maior temor', diz Mário Zocca, presidente do Sindicato das Indústrias de Tecelagens de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara e Sumaré (Sinditec). (10.05.2001)

O racionamento é um balde de água fria nos projetos de expansão da Caraíba Metais. Para o diretor Juvenil Brito, o corte prejudica o esforço da companhia de aumentar a capacidade produtiva de 200 mil para 220 mil toneladas de cobre eletrólito. 'Crescemos 10% e podemos reduzir 15% se o corte for dessa ordem'. Para atenuar o problema, Brito diz que a saída será o uso dos geradores a diesel, medida que vai gerar um ônus mensal de R$ 500 mil, um acréscimo de 30% no gasto normal de energia, de R$ 1,5 mi por mês. (10.05.2001)

A Vale do Rio Doce está estudando a possibilidade de parar fábricas durante o racionamento de energia para revender sua eletricidade a outros usuários. A companhia pode, também, transferir por algum tempo parte de sua produção de manganês e ferro-liga para usinas localizadas fora do Brasil. O ferro-liga poderia ser processado numa usina que a Vale tem na França e o manganês em plantas que seriam alugadas na Venezuela. As duas medidas ainda estão em estudo, sua adoção depende de algumas variáveis e elas fazem parte da estratégia que a Vale está montando para atravessar o ''apagão'' que o governo irá impor a partir de junho de 2001. A Vale consome, sozinha, quase 4% de toda energia elétrica produzida no país. ''Estamos trabalhando intensamente para finalizar o plano para enfrentar o racionamento'', diz Roger Agnelli, presidente do conselho de administração da Vale. Ele preferiu não comentar individualmente as medidas que estão sendo cogitadas. ''Temos analisado todas as alternativas possíveis para minimizar o impacto do racionamento.'' (10.05.2001)

Antônio Ermírio de Moraes, presidente da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), diz que, para continuarem exportando, as empresas não podem pagar um preço acima de US$ 20 por MW/h. 'Caso contrário, por se tratar de uma commodity, o alumínio brasileiro ficará fora do mercado internacional.' Ermírio diz que, no mundo, a energia pesa 30% a 35% no custo de produção do alumínio. Para a CBA, que pretende chegar ao fim do ano com 60% de auto-suficiência em eletricidade, o insumo representa cerca de 28% do custo de produção. (10.05.2001)

Com o racionamento, a Valesul, que no ano 2000 faturou US$ 350 mi e é controlada pela CVRD e pela BHP Billiton, terá de reduzir a produção de alumínio, segundo o presidente, Sergio Almeida Mota. Ele diz que a Valesul sofrerá impactos sobre o faturamento e seu resultado líquido. Segundo Mota, a redução na produção será proporcional ao corte no abastecimento de energia, que pode vir a ser fixado em 15%. A Valesul fabrica 93 mil toneladas ao ano de alumínio primário e secundário, além de 20 mil toneladas de reciclado. Deste total, 30 mil toneladas são destinadas à exportação. O corte na produção será diluído proporcionalmente entre os mercados interno e externo. (10.05.2001)

O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Vidros (Abividro), Lucien Belmonte, disse no dia 09.05.2001, que se houver falta de energia a indústria não tem como reduzir o consumo atual e, se tiver, o prejuízo será incalculável. No ano 2000, a indústria de vidro no Brasil utilizou 1,2 GW de energia e, segundo ele, já reduziu em 2,5% o uso de energia, enquanto a média de outros setores é de 0,6%. De acordo com Belmonte, um apagão danifica os fornos de lava (vidro derretido) para a produção do vidro. Esses fornos, com temperaturas entre 1.300 e 1.600ºC, devem permanecer em funcionamento contínuo durante oito anos, após serem ligados. (10.05.2001)

Os principais aeroportos do país começaram a adotar medidas de redução do consumo de energia elétrica. A Infraero que administra 66 aeroportos responsáveis por 97% do movimento de passageiros e cargas no Brasil anunciou no dia 09.05.2001 que no período da manhã serão desligados luzes e serviços de refrigeração. "O conforto dos passageiros será prejudicado, mas não a segurança", disse o assessor da presidência da Infraero, Sergio Henrique Alvarez. As pistas de pouso e decolagem, consideradas áreas de segurança, não poderão passar pelo racionamento. Alvarez afirmou, no entanto, que setores de pátio dos aeroportos que estejam ociosas ou com pouco movimento podem ficar com as luzes apagadas. (10.05.2001)

Segundo estudo da FGV, o racionamento de energia que começa em junho de 2001 poderá provocar um corte na produção de alumínio de mais de 90 mil toneladas. De acordo com a pesquisa realizada pela Fundação, se as produtoras de alumínio primário sofrerem racionamento de 15% em seu abastecimento de energia durante seis meses, poderão sofrer perdas na receita de US$ 153 mi e deixar de produzir 91,4 mil toneladas do metal. Com isso, cerca de US$ 22 mi também deixam de ser recolhidos em impostos. A energia é um dos principais insumos na fabricação do alumínio e representa 35% no custo de produção do metal. Ao todo, o setor consome anualmente 6% da energia produzida no país. (10.05.2001)

A Fiesp estará oferecendo até o final de maio de 2001, um suporte técnico às suas empesas conveniadas, num acordo firmado com a Associação Brasileira de Empresas de Conservação de Energia Elétrica (Abesco). Qualquer empresa filiada a entidade poderá contratar os serviços de empresas de conservação de energia ligadas à associação. (09.05.2001)

Se a taxa de 20% na redução do consumo de energia, a ser aplicada pelo governo no sistema de cotas a partir de junho de 2001, for calculada sobre a média consumida no mês de maio do ano 2000, a perda real em 2001 será de 23%. A estimativa é de Pio Gavazzi, diretor de Infra-Estrutura da Fiesp. Os impactos já estão aparecendo antes da aplicação das medidas restritivas. O empresário Antônio Ermínio de Morais já anunciou a redução de 6% do consumo da companhia de alumínio do Grupo Votorantim, apesar da empresa já contar com 55% de produção própria da energia consumida. (09.05.2001)

A Sadia criou uma diretoria para cuidar da gestão de energia elétrica e enfrentar o racionamento. A empresa estuda mudar os horários de funcionamento de suas 12 fábricas a fim de poupar energia. O diretor financeiro, Luiz Murat, elogiou a decisão do presidente Fernando Henrique Cardoso de desistir da cobrança de multa por excesso de consumo de energia. ''Agora vamos ser premiados com a redução de tarifas por nossos esforços de economia''. (09.05.2001)

A White Martins, fabricante de gases industriais, uma das grandes consumidoras de energia elétrica, informa que um corte de 15% no consumo de energia vai resultar numa redução de 15% na produção de gás oxigênio, usado pela indústria química, petroquímica e de papel e celulose. A empresa fatura cerca de R$ 1,5 bi por ano e já se prepara para uma receita menor em 2001. Para minimizar o impacto do corte no consumo de energia, a White Martins, que tem 36 unidades espalhadas pelo país, vai aumentar a produção nas fábricas que vão escapar do racionamento, como as da região Sul do país. (09.05.2001)

Na tentativa de se antecipar ao racionamento, a Sogefi, fabricante de autopeças com fábricas em São Bernardo do Campo (SP), Mateus Leme (MG) e Gravataí (RS) iniciou, dia 07.05.2001, um programa cuja meta é reduzir 10% o consumo do grupo. Para reduzir o uso de energia no horário de pico, a Sogefi antecipou em meia hora o horário de trabalho dos funcionários administrativos. Além disso, parte dos trabalhadores da linha de produção passará para o turno das 22h às 6h. A Sogefi vai investir R$ 2 mi num gerador de energia. O racionamento preocupa empresários do setor de autopeças porque ocorre no momento em que a produção de automóveis mais cresce, afirmou o gerente-geral, Antônio Rodrigues. (08.05.2001)

Mesmo sem conhecer as regras que vão vigorar no racionamento de energia, muitas indústrias simulam dificuldades para planejar a produção a partir de junho de 2001. A maioria não vê possibilidade de reduzir o consumo. Segundo alguns dirigentes de empresas, a redução do consumo em 20% será uma empreitada que não conseguirão executar. Para cortar esse volume, será preciso cortar a produção correspondente, dizem. (08.05.2001)

Dirigentes das principais entidades empresariais avaliam que o racionamento de energia a ser adotado pelo governo federal a partir do dia 01.06.2001 será muito forte, havendo impacto significativo sobre o setor industrial. Embora poucos arrisquem estimar o impacto no setor industrial, há consenso de que haverá consistente queda na produção das fábricas. ''A situação é tão séria que o crescimento do País será afetado com força no segundo semestre de 2001'', comenta Paulo Ludmer, diretor-executivo da Abrace. ''A expansão do PIB, que poderia chegar a 4% em 2001, deverá ficar entre 2% e 2,5%'', afirma Ludmer. Somente no ramo que a Abrace representa, composto por 53 grupos industriais, Ludmer acredita que as vendas para o exterior cairão US$ 1 bi. De acordo com Pio Gavazzi, diretor de infra-estrutura da Fiesp, se as empresas não puderem reduzir a velocidade nas linhas de montagem, uma alternativa para fugir às elevadas multas de energia será alugar geradores movidos a gás ou a diesel. (07.05.2001)

De acordo com o IBGE, que divulgou, dia 07.05.2001, a Pesquisa Industrial Mensal, em março de 2001, a produção industrial brasileira teve queda de 0,3% em comparação com fevereiro, já descontadas as influências sazonais. Já em relação a março do ano anterior a expansão foi de 7,7%. Assim, a indústria fecha o primeiro trimestre de 2001 com crescimento de 6,9% em relação a igual período do ano anterior. E o indicador para os últimos 12 meses subiu de fevereiro (6,0%) para março (6,3%). A redução de 0,3% observada na indústria de fevereiro para março, após o acréscimo de 0,6% registrado entre janeiro e fevereiro, mantém o patamar de produção do setor próximo ao nível recorde atingido em dezembro de 2000. (07.05.2001)

Um negócio que até o ano passado era praticamente inexpressivo no Brasil começa a ganhar força em 2001 devido ao receio da falta de energia: a produção e a locação de geradores elétricos. A probabilidade cada vez maior de que o país vá ter de enfrentar o racionamento de energia está levando indústrias, empresas de telecomunicações, de eventos e shows e até mesmo as próprias concessionárias de energia a correr atrás de geradores. Os geradores produzem energia a partir da queima de óleo diesel. Os de porte médio, usados por indústrias, shoppings e condomínios residenciais, variam principalmente de 10 kVA a 3.000 kVA. Custam de R$ 10 mil a R$ 500 mil. Nos últimos 30 dias, a Stemac, uma das maiores fabricantes de geradores do país, comercializou 150 unidades, 25% a mais do que costuma vender em um mês. O mercado de geradores também vai bem para os locadores. A Poit Energia, que aluga equipamentos em todo o país, informa que o número de máquinas locadas está subindo mês a mês. Foram 106 em janeiro. Em abril, 160. A expectativa é chegar a 200 máquinas em maio de 2001. Wilson Poit, diretor da Poit, diz que os principais clientes são as empresas de telecomunicações, como Vésper, BCP, Nextel, Ericsson e Lucent. Na área industrial, GM e Volks. (06.05.2001)

A indústria automobilística brasileira teve o segundo mês de abril mais produtivo de sua história. O total de 168 mil unidades fabricadas em abril de 2001 só perde para o abril de 1997, quando foram produzidas 194 mil unidades. Esse é um dos principais dados divulgados ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A previsão da entidade é que sejam fabricados no país 1,9 milhão de unidades, número que não sofreu alteração desde a última estimativa, feita no mês passado. "Essa previsão é uma análise fria, porque, se formos anualizar nossa estimativa, podemos chegar num número superior a 1,9 milhão, mas preferimos trabalhar com essa quantidade", disse Celio Batalha, presidente da associação. Outra boa notícia foram as exportações: no mês passado, o país vendeu US$ 390 mi em automóveis e máquinas agrícolas ao exterior, o maior volume desde maio do ano passado, quando alcançou US$ 394 milhões. A Anfavea prevê que, neste ano, as exportações do setor cheguem a US$ 4,3 bi, número superior ao apurado em 2000 (US$ 3,9 bi). (05.05.2001)

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) está reativando sua Comissão Interna de Energia para avaliar os impactos e as ações do setor frente a possibilidade de haver racionamento de energia no país nos próximos meses, segundo informou, dia 04.05.2001, o presidente da entidade, Célio de Freitas Batalha. O executivo disse que a comissão já existia e está sendo reorganizada atualmente para discutir o assunto. Apesar de ainda não haver avaliação do quanto o segmento pode ser atingido, Batalha observou que podem haver dificuldades na produção. "As empresas já têm programas de racionalização do uso de energia na produção, ou seja, não há excedentes", afirmou. (04.05.2001)

A proposta da Abrace de desligar outdoors eletrônicos e congêneres para reduzir o consumo, que pode ser implementada ainda no primeiro semestre de 2001, representa uma ameaça para os negócios de anunciantes, agências de publicidade e proprietários de painéis luminosos. Dados do Projeto Inter-Meios, levantados pela editora Meio & Mensagem, mostram que a mídia exterior representou 2% da verba investida em publicidade no ano passado, de R$ 9,8 bi. O segmento inclui desde painéis eletrônicos e luminosos até placas de sinalização. Dono de 368 relógios eletrônicos espalhados pelo Brasil, Luiz Casali, sócio da Rede LC de Mídia, afirma que o 'apagão' é uma visão míope. 'Somos indústria, geramos riquezas e empregos. Que parem o negócio deles', ataca. Segundo Casali, os equipamentos, ligados só à noite, consomem baixa quantidade de energia. (04.05.2001)

Embora não tema que a produção de veículos no Brasil seja atingida com o racionamento, a Fiat Automóveis poderá suspender parte das exportações, caso haja eventuais cortes no fornecimento de energia no Brasil. A segunda maior montadora brasileira não descarta a possibilidade de que parte dos veículos atualmente produzidos no país e exportados para a Europa sejam fabricados em outras unidades, como na Polônia e na Turquia. "Isso só ocorrerá se tivermos que reduzir a produção drasticamente por conta da falta de energia. E transferiríamos apenas parte da produção e por um período determinado", disse o presidente da montadora no Brasil, Gianni Coda. Nos últimos dez anos, a empresa reduziu em pelo menos 20% o consumo de energia por carro produzido, porém, após uma década de economia de eletricidade, a Fiat não tem mais o que cortar em caso de racionamento. Isso significa que uma eventual redução da oferta de energia para a montadora resultaria em proporcional diminuição do número de automóveis fabricados. (04.05.2001)

Segundo Clarice Messer, diretora da Fiesp, a crise energética pode atravancar a expansão nesse ano, afetando principalmente os setores de metalurgia e papel e celulose, que estão puxando a expansão. A Fiesp anunciou, dia 03.05.2001, o Indicador de Nível de Atividade (INA), que subiu 2,1% em março de 2001 ante fevereiro (ficando acima dos 1,6% previstos), e registrou alta de 6,8% em comparação anual. Porém, de acordo com a Fiesp, o grande problema no horizonte, que poderá comprometer o crescimento de 2001, é o impacto do racionamento de energia no setor industrial, que atingiria principalmente setores que mostram vigor no começo do ano, como metalurgia, químico, papel e celulose. Para Messer, a crise energética deve ter três efeitos. Primeiro, um aumento dos custos de produção das indústrias, já que, se elas ultrapassarem sua cota mensal, estarão sujeitas a multas. Segundo, uma possível perda de eficiência nas linhas de montagem. Por fim, caso a situação piore e o sistema de cotas não dê resultado, uma paralisação da produção, o que seria o pior dos mundos. "Metalurgia, por exemplo, vem sendo um dos líderes, crescendo 14,4% no primeiro trimestre, mas a falta de energia pode comprometer o setor e impedir uma maior expansão do INA", disse Clarice. Além da queda na produção, o setor pode ter seus custos elevados, já que a energia representa 40% dos valores de produção. Os dados do INA estão na home page www.fiesp.org.br. (04.05.2001)

Representantes do setor sucroalcooleiro em Minas discutem no dia 03.05.2001 com a Cemig a co-geração de energia elétrica através do aumento da capacidade de produção do insumo por parte das usinas de álcool e açúcar. Eles discutirão o preço que a estatal se dispõe a pagar pelo kW gerado nas usinas, além da possibilidade de obter linhas de financiamentos junto BNDES para modernizar e ampliar a geração de eletricidade nas usinas de produção de açúcar e álcool, pois, segundo estudo realizado pela estatal, a simples melhoria da eficiência da queima do bagaço de cana e a otimização do consumo de vapor a capacidade de geração das usinas de álcool e açúcar seria ampliada de 40 MW para 96 MW. Segundo o consultor da superintendência comercial de grandes clientes da Cemig, Dimas Costa, os investimentos para gerar 3 MW em regime de co-geração são de aproximadamente R$ 3 mi. (03.05.2001)

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) pode reduzir em 12 mil toneladas a produção do ano 2001, devido ao racionamento de energia elétrica. A alternativa foi analisada pelo presidente da empresa e superintendente do Grupo Votorantim, Antonio Ermírio de Moraes. ''Talvez paralisemos um galpão com 58 fornos'', disse. No ano passado, a companhia produziu 240 mil toneladas de alumínio, para lingotes, vergalhões, papel-alumínio e chapas, entre outros. O Votorantim controla cerca de 12 hidroelétricas. Na CBA, 55% da energia são próprias. Conforme Antonio Ermírio, para manter a produção de alumínio seria necessário elevar a geração das hidrelétricas controladas, mas isso não é possível porque também foram afetadas pela falta de chuva. (03.05.2001)

O faturamento da indústria mineira, medido pela Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas), cresceu 15,5% em março de 2001 em comparação ao mês anterior. Em relação ao primeiro trimestre do ano 2000, as vendas cresceram 8,3%, e o emprego industrial teve expansão de 1,31%. Os setores que mais cresceram foram mecânica, material elétrico, produtos alimentares, metalurgia e material de transporte. (02.05.2001)

O projeto de co-geração do Shopping Center Iguatemi, que busca reduzir o gasto de 4 mil KW/h e uma conta que ultrapassa R$300 mil mensais com a Coelba, deve estar concluído em maio do ano 2002, segundo o gerente de manutenções do shopping, Antonio de Carvalho Filho. A central de co-geração de energia usa gás natural como matéria-prima e vai iluminar e climatizar as áreas comuns como mall, praças de alimentação e estacionamento. "Quando estiver pronta vamos utilizar a Coelba apenas para os períodos em que o shopping estiver fechado, o que representa 5% da demanda. Isso reduzirá muito nossa conta e vai liberar esta energia para ser utilizada por outros setores", afirma. Antes mesmo de dar início ao projeto, o shopping já havia substituido as lâmpadas quentes por lâmpadas frias, trocado aparelhos antigos e adquirido uma nova centrífuga de água gelada para ar condicionado. O Shopping Barra também partiu para a eficientização da energia. Seus corredores totalmente climatizados vão ganhar novos aparelhos de ar condicionado; além disso, o shopping optou pelo uso de lâmpadas econômicas de longa duração. O diretor Edison Rezende acredita em uma redução em torno de 8%, nos próximos 30 dias. (02.05.2001)

O Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagem do Espírito Santo (Sindihotéis) está distribuindo para o setor uma cartilha com recomendações sobre a utilização racional de energia, com o objetivo de reduzir o consumo em até 20%. O programa está sendo realizado em parceria com a Escelsa, o Sebrae e a empresa de consultoria Point Engenharia. Na primeira quinzena de maio de 2001, os meios de hospedagem na região Serrana (04.05.2001), em Guarapari (05.05.2001) e na Grande Vitória (10.05.2001) estarão recebendo a cartilha. De acordo com o presidente do Sindihotéis, Márcio Nader, o enfoque da cartilha é a troca de equipamentos que consomem mais energia por outros mais econômicos. "Nossa prioridade é a melhoria das instalações elétricas, com a aquisição de equipamentos mais econômicos. Não podemos 'manobrar' o desejo dos hóspedes, com pedidos para que não utilizem o elevador ou outras medidas de redução do consumo de energia, por exemplo. Ele está pagando pelo conforto e não podemos oferecer outro tipo de serviço", destaca Nader. (02.05.2001)

A Cisframa Comércio e Indústria de Madeiras São Francisco Ltda, em Canoinhas, SC, vai investir no setor energético. Na segunda semana de maio de 2001, a empresa inicia a fase de testes para operar um moderno sistema de produção de energia elétrica, cuja matéria-prima é a chamada serragem verde, matéria rejeitada na indústria madereira pelo alto índice de umidade, entre 55 e 60%. A termelétrica, com inauguração prevista para o final do mês de maio de 2001, vai utilizar uma caldeira que queima apenas a serragem verde e a casca da madeira, um projeto inédito no país. "Tivemos a idéia de utilizar o resíduo do nosso produto", explica o diretor da empresa, José Ricardo Fuck. O investimento, segundo ele, será de aproximdamente R$ 5 mi e a estimativa é produzir 4 MW. Fuck comentou que a meta da empresa é utilizar apenas 1 MW da produção para consumo próprio e vender os 3 MW restantes para a rede de distribuição da Celesc. (02.05.2001)

Atraídas pela demanda do setor de petróleo e por investimentos como a construção do Pólo Gás-Químico e projetos da CSN e Petroflex, os fornecedores de bens e serviços de automação industrial, como Rockwell, ABB, GE Fanuc e Atos, vêm apontando o RJ como estratégico em seus projetos de expansão. Em especial, a produção de petróleo da Bacia de Campos vem acelerando o ritmo das contratações fluminenses. A Rockwell acaba de fornecer por US$ 6 mi sistemas de controle para a plataforma P-40, da Petrobras. A GE Fanuc anuncia que, das últimas 15 plataformas contratadas pela Petrobras, foi fornecedora para 13 delas. 'As encomendas do Rio têm crescido 30%. O Estado responde por 25% de nossa receita. Além da Petrobras, a Petroflex é um dos principais clientes', diz Antônio Carlos Silva, gerente Regional da GE Fanuc. (30.04.2001)

Nos próximos dois anos a Usiminas , vai investir cerca de US$ 80 mi para aumentar de 16% para 50% a geração própria da energia elétrica que consome. Segundo o presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, 78% do consumo de energia da empresa vem do carvão mineral, já que se trata de uma usina integrada a coque. A energia elétrica responde por 14,3%, 'o que não é pouca coisa, pois se trata de 229 MW, dos quais apenas 40 MW são gerados pela própria usina', disse. Até 2004, a Usiminas estará consumido 243 MW, em função do aumento de produção previsto com a reforma de um de seus três altos-fornos. 'A modernização dos altos-fornos vai nos proporcionar maior geração de gases e é aí que está a oportunidade para aumentarmos a geração própria de energia', disse Soares. Esse aproveitamento se dá com a instalação de turbinas próximas aos fornos de onde emanam os gases, como parte do processo de produção de aço. Todo o Sistema Usiminas, consome 550 MW, o que equivale a 1,3% da energia gerada no País. (30.04.2001)

O governo deve antecipar o horário de verão de outubro para setembro por causa da crise do setor elétrico. De acordo com Ricardo da Silva David, consultor da Ecoluz Consultores Associados, na região Sudeste, o ganho com a medida seria pouco. "Acho que não chegaria a um ganho de 2% do consumo de energia. Mas a situação é tão crítica que o governo está tentando preservar o máximo que puder mesmo sem ter cálculos de quanto pode manter no sistema com a medida, que nunca foi adotada até hoje." David diz que no Nordeste o ganho seria ainda menor porque em setembro no horário da manhã as pessoas acordarão ainda no escuro. Ou seja, o ganho obtido no fim da tarde seria perdido pelo gasto durante a manhã. (30.04.2001)

O secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Victer, afirmou que um corte de 20% de energia estabelecido pelo governo causará prejuízos de R$ 200 mi aos cofres do Estado. A previsão foi feita com base na arrecadação anual do ICMS, de R$ 1,4 bi. "A redução da arrecadação vai gerar queda de repasse para os municípios, que têm feito enorme esforço para se enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal", afirmou Victer. O secretário disse que o governo federal saberá buscar medidas compensatórias aos Estados e municípios "que sofrerão com esta perda" e que energia e telecomunicações representam as principais fontes de arrecadação do Estado. "O recolhimento dos royalties é muito pequeno perto do ICMS da energia elétrica", afirmou. (27.04.2001)

O Ceará consome cerca de 250 mil metros cúbicos diários de gás natural. O setor industrial responde por mais de 70% dessa demanda. Conforme o diretor-tesoureiro da CNI, Fernando Cirino Gurgel, em três anos, o consumo do produto pela indústria local cresceu 70% e, no setor automotivo (gás veicular), triplicou. Apenas 35 empresas cearenses utilizavam o gás natural, em 1996. Elas respondiam pelo consumo anual de 26,3 milhões de metros cúbicos. No ano 2000, o total de empresas do setor industrial a utilizar o combustível no Ceará passou para 81 e o consumo foi de 77,7 milhões de metros cúbicosA Cegás tem, atualmente, contrato com 84 consumidores industriais e comerciais. (27.04.2001)

A CVRD analisa a possibilidade de entrar no consórcio que vai construir a usina hidrelétrica de Belo Monte (PA), com capacidade total de 11 mil MW. 'Nosso consumo é especialmente grande na região da Amazônia e por isso temos interesse em participar desse projeto', disse o diretor de energia da Vale, Edward Dias da Silva. A companhia consome cerca de 4,5% de toda a energia vendida no País e vem investindo nos últimos anos em aumento da capacidade própria de geração. Na região Norte, onde estão localizadas as reservas de Carajás, além de outros empreendimentos, é essencial que a Vale tenha segurança no fornecimento, disse o executivo. (27.04.2001)

De acordo com números divulgados, no dia 26.04.2001, pelo secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Gonzaga Perazzo, o governo federal pode punir com tarifas até 15 vezes mais caras o consumidor que exceder a cota de consumo de energia. O sistema de cotas prevê punições escalonadas para os consumidores. Quem gasta até 50 kWh por mês estará isento. Mas quem ultrapassar os gastos de 50 kWh por mês (até 100 kWh) pagará duas vezes a tarifa sobre o excedente. Os consumidores residenciais na faixa entre 101 kWh e 500 kWh terão o excedente multiplicado por cinco; entre 501 e 1 mil kWh, o fator de multiplicação será 10. Finalmente, quem entrar no consumo acima de 1 mil kWh pagará 15 vezes mais pela energia que ultrapassar a cota. A punição para os consumidores comerciais, industriais e rurais também será rigorosa. Segundo Perazzo, quem ultrapassar a cota em 10% terá uma sobretaxa dez vezes superior à tarifa da energia excedente. Se gastar acima dos 10%, a multa será de 15 vezes o valor da tarifa. O cálculo para estabelecer a cota não será uma média anual, mas uma comparação mês a mês do consumo. Ou seja, o gasto do consumidor em junho de 2000 será comparado com junho de 2001. Para que as medidas possam entrar em vigor a partir do dia 01.06.2001, os consultores jurídicos do Ministério de Minas e Energia terão de concluir os textos legais nos próximos dias, de modo que as distribuidoras já possam conhecer as medidas, numa reunião já marcada com a Aneel no dia 03.05.2001. Entre julho e agosto, se não houver a economia necessária, haverá cortes no fornecimento, ou seja, bairros poderão ficar sem luz durante determinado horário em forma de rodízio. (27.04.2001)

A Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria, divulgada no dia 25.04.2001, indica menor ritmo da atividade industrial no primeiro trimestre do ano 2001, quando comparado ao do mesmo período em 2000. Produção, faturamento, emprego e o nível da capacidade instalada das grandes, médias e pequenas empresas estiveram em queda, segundo a pesquisa. A baixa interrompe o ciclo positivo iniciado no terceiro trimestre do ano 2000. Segundo o presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, "o desempenho registrado não deve ser interpretado como reversão do processo de crescimento da indústria, mas como diminuição do ritmo de expansão da economia". A apuração foi feita após a primeira elevação da taxa de juros Selic, em março de 2001 e, segundo o coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, "os números já refletem menor ritmo de crescimento". O impacto da elevação da taxa Selic em abril será detectado na pesquisa em maio ou junho e Castelo Branco prevê recuo ainda maior se for mantida a política de alta dos juros. Dos 15 setores pesquisados, só os de material elétrico, metalurgia e material de transporte apresentaram dados positivos de produção. No faturamento, apenas os de material de transporte e metalurgia tiveram desempenho positivo, enquanto o indicador de emprego foi favorável nos setores de metalurgia, mecânica, material de transporte e papel e papelão. O índice de uso da capacidade instalada passou de 70% para 72% no período, mas diminuiu em relação ao do trimestre anterior, que fechara em 77%. A Sondagem Industrial, realizada entre 23 de março e 18 de abril de 2001 com 1.073 pequenas e médias empresas e 218 grandes, em 19 estados, mostra ainda evolução dos estoques de produtos finais na indústria, pela segunda vez desde que o levantamento começou a ser feito, no segundo semestre de 1998. (26.04.2001)

O racionamento de energia elétrica não vai só comprometer a produção da indústria, mas também elevar os seus custos. Já há uma estimativa: em dois anos, o preço real da energia deve subir cerca de 33% por conta do racionamento e pelo fato de o preço do gás, usado pelas termelétricas, estar atrelado ao dólar. A expectativa de que a energia vai ficar mais cara foi revelada numa pesquisa feita com 400 empresários e técnicos durante o 1º Fórum Brasileiro de Energia Elétrica, organizado pela Abdib (Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base). Foram ouvidos 400 executivos e técnicos nos dois dias do evento, que termina dia 26.04.2001 em São Paulo. Cerca de 90% deles prevêem aumento real de 33%, em média, nos preços da energia em dois anos. (25.04.2001)

Segundo nota divulgada no dia 25.04.2001, a VW disse que até 2004 serão investidos cerca de R$ 3,5 bi na ampliação e modernização de suas fábricas instaladas em SP, RJ e PN. E em 2002 iniciará a produção do novo modelo mundial, derivado do projeto PQ24, que será montado na unidade de São Bernardo do Campo. A montadora decidiu se pronunciar oficialmente em função das declarações feitas, no dia 24.04.2001, pelo seu presidente, Herbert Demel, que disse que se o quadro de dificuldades no setor de geração de energia se arrastar por longo prazo, restaria ao grupo a alternativa de transferir temporária ou definitivamente a produção de algumas das linhas da subsidiária para outro país. Na nota divulgada, a empresa informou que tem absoluta consciência sobre a importância de buscar alternativas para a redução do consumo de energia elétrica, não somente para contribuir com o País, mas para garantir maior produtividade em seus processos industriais. Segundo a empresa, cabe ao governo, dentro de sua esfera natural de atuação, prover a infra-estrutura necessária para o bom funcionamento das indústrias. A montadora informou que não tem contabilizado o quanto as suas unidades consomem de energia e que está sendo elaborado um projeto para redução não só de energia, mas de custos gerais. (25.04.2001)

O presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura em Indústrias de Base (ABDIB), José Augusto Marques, afirmou, no dia 24.04.2001, que, mesmo que o governo federal opte por um modelo brando de racionamento, haverá comprometimento na produção industrial. Segundo ele, qualquer imposição de cotas de consumo pressupõe remanejamento da produção, acarretando em perdas. "Por enquanto, avaliamos que esse prejuízo será leve", disse. A indústria ainda convive, no entanto, com elevados volumes de encomendas. Apesar da redução das expectativas para o PIB deste ano, o uso da capacidade instalada nas indústrias associadas à ABDIB é, em média, de 78%. "Esse é o maior patamar nos últimos anos", disse, em entrevista no I Fórum Brasileiro de Energia Elétrica. (25.04.2001)

O presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura em Indústrias de Base (ABDIB), José Augusto Marques, afirmou, no dia 24.04.2001, que, mesmo que o governo federal opte por um modelo brando de racionamento, haverá comprometimento na produção industrial. Segundo ele, qualquer imposição de cotas de consumo pressupõe remanejamento da produção, acarretando em perdas. "Por enquanto, avaliamos que esse prejuízo será leve", disse. A indústria ainda convive, no entanto, com elevados volumes de encomendas. Apesar da redução das expectativas para o PIB deste ano, o uso da capacidade instalada nas indústrias associadas à ABDIB é, em média, de 78%. "Esse é o maior patamar nos últimos anos", disse, em entrevista no I Fórum Brasileiro de Energia Elétrica. (25.04.2001)

O Hospital Vita Volta Redonda, no interior do Estado do Rio de Janeiro, reduziu o custo com energia em 35% por mês, o que equivale a uma economia mensal de R$ 6 mil. Além da utilização de geradores das 17h30 às 20h30, horário de pico, a unidade adotou medidas como a substituição de equipamentos. A esterilização dos materiais agora é feita com gerador a vapor elétrico e a água é aquecida com gerador de água quente. (25.04.2001)

Indústrias de móveis de Votuporanga (SP), segundo maior pólo moveleiro do país, reduziram turnos e cortaram horas extras para economizar energia e evitar o racionamento. Pedro Luiz Pascom, diretor da Associação Industrial da Região de Votuporanga (Airvo), explica que o sistema foi adotado pelas empresas que nos últimos 11 meses alcançaram demanda igual ou superior a 50 KW/mês. ´As fábricas que se enquadraram nesse patamar têm direito a fazer a opção tarifária pela ouro sazonal verde ou azul. Isso significa que não podem usar energia durante o horário de pico, das 17h30 às 20h30´, quando preço da energia é aproximadamente três vezes mais, de acordo com Pascom. Quem aderiu a essa tarifa é contemplado com um abatimento da ordem de 30% no valor total da conta. ´O desconto pode ser suspenso se o usuário descumprir a regra de poupar energia no horário crítico´. (24.04.2001)

O Grupo Garaniana e os usineiros não conseguiram chegar a um entendimento sobre a compra, pela Celpe, do excedente energético gerado a partir do bagaço da cana-de-açúcar. o Sindaçúcar e o Guaraniana esbarraram num obstáculo: o preço. No dia 24.04.2001, estiveram reunidos o presidente da entidade de classe, Renato Cunha, e o chefe do departamento de compras e tarifas de mercado da Celpe, Max Xavier, representando o Grupo Guaraniana. O único ponto positivo do encontro é o interesse das partes em assinar o protocolo de intenções definindo os termos da negociação. Mas para que isso aconteça, um deles terá que ceder à pressão do outro. Enquanto o Guaraniana espera por preço e volume atrativos para fechar de vez a negociação, o Sindaçúcar até agora só garantiu que conseguirá produzir até 300 MW/hora de energia, mas cobra caro por isso, na cotação da Celpe. O preço cobrado pelos usineiros não foi revelado, mas o Grupo Guaraniana descartou veementemente a proposta de custo da energia gerada com a cana-de-açúcar, apresentada pelo Sindaçúcar. (24.04.20001)

A prefeitura de São Paulo desenvolve dois projetos para a redução de energia elétrica na capital. De acordo com o diretor Célio Fujiwara, do departamento administrativo e financeiro da Secretaria Municipal da Fazenda, um deles prevê o uso racional dos equipamentos nos prédios e na iluminação pública. O outro, em parceria com a Secretaria da Educação, pretende trocar a iluminação de todas as salas de aula das escolas municipais por lâmpadas que consomem menos energia. Além disso, os funcionários públicos estão sendo orientados a mudar o comportamento em relação ao consumo. A intenção da prefeitura é economizar até 20% do total de energia elétrica consumida atualmente na administração municipal. (24.04.2001)

Por mais que o governo se esforce para afastar o fantasma do racionamento da energia, a população já considera a medida inevitável. A conclusão é de uma de pesquisa feita pelo Instituto Sensus para a Confederação Nacional dos Transportes. Para 62% dos entrevistados, o racionamento terá que ser feito. Só um terço das pessoas consultadas acham que medidas voluntárias podem ser suficiente para reduzir o consumo e permitir que o país supere a crise de abastecimento. O Sensus concluiu que para 55% das pessoas ouvidas, o perigo da racionamento é "verdadeiro". Outros 37% acham que há exagero. Talvez por causa disto, 72% disseram que já estão economizando energia e 19,5% planejam fazê-lo. Entretanto, 7% afirmam que não vão reduzir o consumo. O Instituto ouviu 2 mil pessoas em 195 municípios entre os dias 13 e 19 de abril de 2001. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais. (24.04.2001)

Representantes do Grupo Guaraniana se reúnem com o Sindaçúcar , no dia 24.04.2001, em reunião na sede do Sindicato, a portas fechadas, para discutir a proposta de venda de energia elétrica para a Celpe, gerada a partir do bagaço da cana. O Guaraniana já demonstrou interesse em comprar a energia, desde que o Sindicato ofereça preço e quantidade satisfatória. O projeto apresentado pelos usineiros propõe a geração de até 300 MW/hora de energia elétrica, utilizando o bagaço como combustível para gerar calor numa caldeira, onde o vapor produzido na combustão movimentará um gerador elétrico. A expectativa é de que seja assinado um protocolo de intenções definindo os termos da negociação entre Celpe e Usineiros. O fornecimento da energia gerada a partir do bagaço deverá ocorrer entre os meses de maio e outubro de 2001, período da moagem da cana-de-açúcar. (24.04.2001)

O Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar) e a a Celpe retomaram, no dia 23.04.2001, as negociações em torno do preço das sobras de geração própria que serão vendidas por 23 usinas e destilarias para aumentar a oferta da concessionária durante a crise energética. O negócio deveria ter sido fechado no dia 20.04.2001 porém não houve consenso em torno da remuneração. Os industriais do segmento querem em torno de R$ 100 pelo MW/hora, enquanto a Celpe acena com, no máximo, R$ 70. A expectativa é que se chegue a um denominador comum no dia 23.04.2001 e se assine o contrato no dia 27.04.2001. Assessores do próprio sindicato afirmam que os empresários podem topar um preço de R$ 82,00, que é o valor máximo da Aneel para compra de energia pelas concessionárias e que pode ser repassado ao consumidor. Se o contrato for fechado nos R$ 82,00, o negócio vai gerar para as usinas uma receita de R$ 598,6 mil/mês, que no primeiro mês destas operações pretendem vender à Celpe 10 MW da potência de suas centrais de geração. Com esta potência, pode produzir-se 7,3 mil MW/hora por mês a partir de 35 mil toneladas de bagaço. Porém, na safra, o sindicato afirma que o excedente poderá ser elevado para 30 MW, o que elevará as vendas para 21,9 mil MW/hora e representará um faturamento de R$ 1,7 mi para os fornecedores da eletricidade. A safra do setor vai de setembro a março. (23.04.2001)

Os shopping centers de Belo Horizonte já estudam a possibilidade de gerarem sua própria eletricidade para se livrarem da crise energética e reduzirem a conta de luz. Nos grupos Renasce (BH Shopping e Diamond Mall, em Belo Horizonte), Egec (Shopping Del Rey, em Belo Horizonte) e no Minas Shopping, já há estudos de cogeração de energia em andamento. Segundo o gerente de operações do Minas Shopping, Júlio Bragayrac, a brasileira Comapps foi contratada para fazer estudos preliminares para a instalação de um grupo gerador de energia movido a diesel. Ele prevê que a geração própria de energia do shopping poderá eliminar a compra de 560 KW da concessionária pública de eletricidade nos horários de pico, com economia de 15% dos custos nos três primeiros anos. Após este período, quando o leasing do equipamento for quitado, Bragayrac estima que a redução de custos da conta de luz deverá chegar a 45%. Durleno Rezende, superintendente geral do grupo Renasce em BH, revela que a empresa contratou a francesa Dalkia para o desenvolvimento de projetos de cogeração nos nove shoppings por ela operados. No caso, a geração poderá ser feita por gás liquefeito de petróleo ou por outra fonte. No Shopping Del Rey, o superintendente Heleno Moysés Campos informou que o controlador - grupo Egec - já instalou cogeração a gás natural no Norte Shopping, no Rio de Janeiro. Ele acrescentou que a implantação da mesma solução em Belo Horizonte dependeria de estudos detalhados, e que não há tempo hábil para tal obra ficar concluída diante da iminência da crise energética. (24.04.2001)

Um dos setores mais dependentes de energia elétrica para a fabricação de seus produtos, a indústria de cloro e soda, já se prepara para uma queda de 5% no ritmo de atividade das fábricas em 2001 por conta do racionamento de energia. "Essa redução na produção de cloro e soda vai ter impacto na fabricação de outras indústrias, como químicas, siderúrgicas, de produtos de limpeza e alimentos. Elas são grandes usuárias de cloro e soda", afirma Mário Cilento, presidente da Abiclor, associação que reúne os fabricantes do setor. A energia elétrica é matéria-prima básica para produção de cloro e soda, assim como a celulose é para a fabricação de papel. Segundo Cilento, as empresas do setor deverão tomar algumas providências para minimizar o impacto do racionamento de energia. Uma idéia já discutida entre elas é antecipar para o período da seca, que vai de maio a novembro, a paralisação das fábricas para manutenção das máquinas. Isso geralmente acontece no final do ano. (22.04.2001)

A Petroquímica União, que utiliza cerca de 25MW de energia, poderá economizar entre 2MW e 3MW, entre 10% e 15% do seu consumo. A medida será feita através da intercalação no uso das bombas e compressores equipados com turbina a vapor e por eletricidade. "Temos que fazer o racionamento alternando esses equipamentos e o faremos, apesar de elevarem nossos custos", adianta o gerente industrial da PqU, Adalberto Giovanelli Filho. De acordo com o executivo, não há estudos indicando de quanto serão onerados os resultados da empresa em função desta prática, que será o único mecanismo possível da empresa para economizar energia.(20.04.2001)

O Grupo Sendas, desenvolveu projeto para reduzir custos de energia elétrica na reforma e inaguração de lojas. A medida vem permitindo à Sendas uma economia média de 22% no consumo de eletricidade das novas lojas na comparação com as unidades mais antigas da rede. A estratégia incluiu a substituição do ar-condicionado convencional, movido a energia elétrica, por um sistema a base de gás natural em uma grande loja da de rede. "Com o sistema a gás temos uma economia entre 25% e 35%" disse o gerente da divisão de projetos da Sendas, Maurício Rosa. Ele calcula que o ar-condicionado representa 33% do consumo de energia de uma loja. O Grupo também atacou outros dois componentes responsáveis por grande consumo de energia elétrica nos supermercados: a refrigeração e os sistemas de iluminação e força. Na área de refrigeração, uma das medidas foi instalar novos equipamentos enquanto na parte de iluminação, a estratégia foi substituir lâmpadas de 60 watts por lâmpadas PL, de 9 watts. (20.04.2001)

A White Martins, em virtude do risco de racionamento, vem analisando a possibilidade de transferir uma parte da produção realizada no Cabo de Santo Agostinho (PE), que fornece gases para os clientes em Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Pernambuco, para a unidade que a empresa tem em Belém (PA). A companhia já encomendou um estudo de logística para analisar a possibilidade de os produtos fabricados em Belém serem distribuídos também para o Maranhão e Piauí. "Não temos outra alternativa, a não ser a transferência de parte da produção, caso ocorra o racionamento", afirmou o diretor executivo da White Martins para o Norte e Nordeste, Jorge Reis. A transferência da produção, segundo ele, não é boa para a empresa porque a planta de Belém é mais antiga, apresentando um custo mais alto do que a fábrica do Cabo. Na unidade local, foram implementadas várias medidas para economizar energia, a qual representa 60% do custo total de produção. (20.04.2001)

As novas tarifas de energia elétrica que entram em vigor nas áreas de atuação da AES Sul, com reajuste de 20,94%, e RGE, de 18,21%, terá forte impacto sobre os custos do setor industrial gaúcho. A direção da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) alertou, dia 18.04.2001, que o aumento autorizado pela Aneel "atingirá diretamente os custos do setor produtivo e a sociedade como um todo, constituindo-se em perigosa ameaça de retorno da inflação". O presidente da entidade, Renan Proença, afirmou que o reajuste tem efeitos negativos, ao elevar os custos das indústrias e ao reduzir o poder de compra do mercado consumidor, pelo impacto no orçamento doméstico. `Assim, a majoração só beneficia a arrecadação de impostos pelos governos`, criticou Proença. (19.04.2001)

Em projeto aprovado pela Aneel, e que entra em operação na segunda quinzena de maio de 2001, a Cemig decidiu controlar pela internet todo o consumo e economia de energia dos seus clientes. Os investimentos iniciais são de R$ 630 mil, e vão envolver numa primeira etapa um conjunto de 100 prédios públicos das esferas federais, estaduais e municipais de MG, segmento que consome 1,8% dos 31,9 mil GW/hora de energia gerada pela empresa. As instituições selecionadas se comprometem a economizar no mínimo 3% por ano da atual energia consumida enquanto a elétrica fica encarregada de fazer projetos individuais para garantir a correção do mau uso energia. De acordo com Eduardo Carvalhaes Nobre, engenheiro-coordenador do Programa Prédios Eficientes, que foi lançado no dia 18.04.2001, 'esse controle on-line nos auxiliará nos treinamentos e programas de investimentos que vamos fazer, no curto e médio prazos, para reduzir o desperdício de energia na nossa área de cobertura'. Em julho de 2001, o projeto será estendido aos prédios particulares e a previsão é de que, até o final de 2001, 10 mil pontos de luz integrarão o programa. A expectativa da empresa é economizar 2 mil MW/hora de energia. (19.04.2001)

A possibilidade de racionamento de energia elétrica já começa a preocupar alguns setores da economia do Rio Grande do Norte, principalmente o setor industrial, um dos maiores consumidores do Estado. Somente no ano de 2000, as indústrias instaladas no Rio Grande do Norte atingiram um percentual de consumo de 30% de energia, o que representa 842.823 MW/h. Elas só perdem para a classe residencial, cujo consumo é de 32%. Como não podem parar seu funcionamento, em virtude do corte no fornecimento de energia, algumas indústrias estão começando a se preparar antecipadamente, para evitar grandes perdas. O diretor regional da Cotene, João Lima, explica que um racionamento de energia, caso realmente ele venha a ocorrer, fatalmente irá gerar um corte na produção. ''E isso, com certeza, significa prejuízo para a indústria, que terá de buscar meios alternativos para continuar operando''. (16.04.2001)

Apesar de nos últimos seis anos ter ocorrido um aumento do consumo de energia elétrica pela classe residencial, o Rio Grande do Norte vem registrando uma queda relativa junto ao setor industrial. Para se ter uma idéia, entre 1999 e 2000, o índice de crescimento de consumo nas residências foi de 8,76%, enquanto que nas indústrias, o percentual girou em torno de 1,03%. Em 96/97, essas mesmas classes apresentaram crescimentos de 4,08% e 8,12%, respectivamente. Para o presidente da Federação da Indústria e Comércio do Rio Grande do Norte (Fiern), Abelírio Rocha, essa queda no crescimento do consumo junto às indústrias pode ser atribuída às ações de racionalização da energia elétrica pelo setor. ''São formas alternativas para evitar um racionamento de energia, como esse que está sendo cogitado'', explica. (16.04.2001)

No primeiro bimestre de 2001, o consumo aparente de máquinas e equipamentos aumentou 30,81% em relação a janeiro e fevereiro de 2000. O consumo aparente é determinado pela soma da produção interna e das importações desses produtos, excluídas as exportações. Em todo o ano passado, o indicador havia apresentado expansão de 4,73% em relação a 1999. A maior parte do aumento do consumo de bens de capital tem origem nas importações, que cresceram 39,1% nos primeiros dois meses do ano, enquanto a produção interna aumentou 17,73%. De acordo com o Ministério da Fazenda, a indústria foi a maior importadora de máquinas e equipamentos nos dois primeiros meses do ano, respondendo por mais de 50% das compras feitas no exterior. O crescimento do consumo de equipamentos e máquinas impulsionou o aumento da formação bruta de capital fixo (FBCF), principal indicador do nível geral de investimento da economia, que teve expansão de 10,06% nos dois primeiros meses deste ano, em comparação com janeiro/fevereiro de 2000. No futuro, a natureza dessas importações, vão permitir o aumento da capacidade exportadora do País. Ou seja, na avaliação do ecretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fernando Montero, o desequilíbrio da balança comercial seria momentâneo, um preço a pagar para a realização de investimentos.(12.04.2001)

A Petrobrás e a Fiat Avio, subsidiária do grupo Fiat, iniciam, dia 11.04.2001, as obras da Usina Termelétrica de Ibirité, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte. A usina, denominada Ibiritermo, está prevista no PPT do governo federal e é uma das 13 consideradas emergenciais do programa. A previsão é de que a Ibiritermo esteja concluída até maio de 2005 com três turbinas a gás de ciclo combinado (gás e vapor) e capacidade para a geração de 705 MW. A primeira fase de operações da usina, no entanto, deverá ser iniciada em dezembro de 2001, com uma turbina a gás de 155 MW, em ciclo simples (gás). A energia da termelétrica será injetada no sistema interligado sul-sudeste-centro-oeste. A usina vai ocupar uma área de 12 hectares da Refinaria Gabriel Passos, da Petrobrás. (11.04.2001)

A AmBev e a Comgás assinam na primeira quinzena de maio de 2001 um contrato de fornecimento de gás natural a ser utilizado nos projetos de co-geração de energia elétrica em quatro das seis indústrias da fabricante de bebidas instaladas no Estado de São Paulo. Pelo projeto, a AmBev utilizará 300 mil metros cúbicos de gás natural por dia, garantindo a co-geração e energia e vapor em sua potência instalada de 25 MW. "Serão investidos US$ 25 mi para garantir a geração de eletricidade e produção de vapor em nossas fábricas de Jacareí, Jundiaí, Jaguariúna e Agudos", informa o responsável pelas operações industriais da AmBev, José Carlos Xavier. Com isso, as fábricas da Ambev passam a gerar dois terços de toda a energia consumida pelos parques industriais da empresa em São Paulo. O investimento não será efetuado pela fabricante de bebidas. Um contrato de 15 anos firmado com a EnergyWorks do Brasil, com sede em São Paulo, define que a AmBev pagará apenas pela energia gerada e pelo gás natural comprado da Comgás. Em troca, a empresa de energia vai construir, operar e executar as manutenções da unidade co-geradora. ( 11.04.2001)

O crescimento do gasto de energia no setor industrial puxou o aumento de 7,7% do consumo em Mato Grosso do Sul no ano de 2000, segundo o balanço divulgado, dia 09.04.2001, pela Enersul. Os resultados apontam que as indústrias do Estado, consumidoras de 20,7% de toda a energia vendida pela Enersul, precisaram em 2000 de 23,3% mais de potência que no ano anterior. Conforme o balancete da Enersul, o abastecimento dos 72 municípios em que a ex-estatal atua exigiu 2.836.417 MW/h em 2000, contra 2.637.868 do ano anterior. Além do setor industrial, houve aumento de consumo das empresas comerciais, mas em escala menor. Esse setor exigiu 9,6% a mais de potência do que em 99. (10.04.2001)

Apesar do superávit de energia em Santa Catarina, os empresários do Estado estão preocupados com a escassez no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. É que se o plano de contingência proposto pelo governo federal falhar, deve haver um racionamento nestas regiões. Os empresários catarinenses avaliam como impacto desta medida a redução da produção e do consumo, que pode afetar Santa Catarina, afirma o presidente da Câmara de Energia Elétrica da Federação das Indústrias (Fiesc), Albano Schmidt. (10.04.2001)

O anunciado racionamento de energia elétrica pode trazer problemas para a agricultura pernambucana, principalmente para a fruticultura irrigada. O corte de 20% no consumo de energia na agricultura irrigada do Vale do São Francisco, por exemplo, significa 20% a menos de água para atender as necessidades do plantio, o que significa perda de produtividade e da qualidade do produto. De acordo com agricultores, nesse tipo de cultura, cortar o consumo de energia significa diminuir a quantidade de água enviada para as plantas e, conseqüentemente, perda de parte do pomar de uvas, por exemplo. "Na fruticultura, não podemos fazer como na indústria, onde se pode reduzir a produção para atender a necessidade de corte no consumo de energia. Na agricultura, eu não posso dar 80% da água que a planta precisa. Não posso dar menos nem mais água do que o necessário", avalia o produtor José Gualberto, da Milano. (10.04.2001)

A crise da energia elétrica começa a fazer baixas no parque industrial paulista. A empresa de alumínio Alcoa afirmou, dia 06.04.2001, que pode transferir parte da produção das unidades de São Paulo para Santa Catarina. A medida seria uma resposta ao racionamento de energia elétrica que pode afetar toda a região Sudeste. A crise de abastecimento é considerada inevitável pelo diretor presidente da Alcoa, Adjarma Azevedo. "Com o racionamento, poderemos realocar a produção", disse. A notícia foi recebida com surpresa pelos sindicalistas. "É a primeira vez que uma empresa sai do Estado por causa do racionamento de energia", afirmou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário geral da Força Sindical. (07.04.2001)

O consumo de energia no mundo deve crescer 59% nas próximas duas décadas de acordo com o International Energy Outlook 2001 (IEO), informe lançado pela Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA). O IEO é uma projeção anual dos negócios de energia para os vinte anos subsequentes. Metade do crescimento está previsto para se localizar nos países em desenvolvimento da Ásia (incluindo China, Índia e Coréia do Sul) e das Américas do Sul e Central, onde um grande crescimento econômico é esperado. O estudo prediz que os preços do petróleo se mantenham entre US$ 25 e US$ 28 por barril até 2003, quando devem retornar para a trajetória de preço antecipada no estudo de 2000, que era de US$ 22 a té o fim da projeção. (06.04.2001)

O Ministério da Justiça conseguiu reduzir em 20% o consumo de energia elétrica em seu edifício sede, em Brasília. Para isso, adotou uma série de medidas: mudou o horário de limpeza com o uso de aspiradores e enceradeiras para as manhãs, quando o consumo de energia é menor; passou a desligar 50% dos elevadores em horários de maior consumo de energia e a central de ar-condicionado, após as 17h, mantendo apenas a ventilação e monitoramento dos níveis de refrigeração de acordo com a temperatura externa. Assim, em dias mais frios, o ar-condicionado é totalmente desligado. E as luminárias nas áreas comuns são acesas intercaladamente. Além disso, está sendo promovida a conscientização dos funcionários sobre a necessidade de desligar interruptores de energia elétrica à saída do serviço, com a colocação de avisos em locais estratégicos. Desde junho de 2000, quando o Ministério implementou o Programa Interno de Redução de Custos, o desperdício de energia elétrica e o de água vêm sendo evitados por meio de uma análise mensal das faturas para detecção de eventuais defeitos nos equipamentos elétricos e hidráulicos. O acompanhamento do consumo de energia elétrica permitiu ao Ministério da Justiça celebrar com a CEB um contrato de demanda por meio do qual o fornecimento de energia varia de acordo com o uso em cada horário. (31.03.2001)

O ministro de Minas e Energia, José Jorge, disse, dia 27.03.2001, que a contenção do gasto de energia dos prédios públicos é "uma medida para dar exemplo, mas não será suficiente para o que se vai precisar". A economia de luz nos prédios é uma das medidas que será adotada no plano de contingenciamento da demanda e aumento da oferta de energia, que está sendo preparado pela Aneel com a participação do ONS e diversos agentes do setor. "A medida é relevante pelo exemplo", afirmou o ministro. Os prédios públicos consomem cerca 8,8 MWh, que representam 2,8% do consumo total do país. O governo pretende economizar pelo menos 10% do gasto total dos prédios públicos, o que representaria 0,29% de redução. (27.03.2001)

Todas as repartições públicas federais, assim como as empresas estatais, terão de reduzir seu consumo de energia elétrica em 10% a partir de 01.04.2001. É a primeira medida adotada pelo governo para forçar a economia de energia no país. Os órgãos públicos que não cumprirem a meta acertada poderão ser punidos. A preocupação da Aneel cresceu no dia 26.03.2001, com a notícia de que o nível das barragens nas regiões Sudeste/Centro-Oeste caiu de 34,7%, de 19 a 23.03.2001, para 34,4% em 25.03.2001. No Nordeste, o nível passou de 38,2% para 37,2%, diz o ONS. (27.03.2001)

Segundo dados fornecidos pela CEB, o consumo médio mensal de eletricidade nas residências do DF é 35% maior que a média consumida nas casas do resto do País - 270 kwh contra 200 kwh. O alto consumo está diretamente relacionado ao fato de o DF ter a maior renda per capita do Brasil. São os ricos que mais gastam energia, com suas casas confortáveis, repletas de aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos. Diante da ameaça de racionamento, o que preocupa é que do muito que é consumido no DF, parte poderia ser economizada. Os técnicos da CEB estimam que, no DF, 15% da energia fornecida aos consumidores são desperdiçados, assim como ocorre no resto do País. No DF, existem 560 mil consumidores, que gastam a cada mês uma média de 500 MW. Com o plano de redução no consumo, as pessoas podem ter que baixá-lo em 10%. Por enquanto, a CEB está cautelosa em falar sobre a crise no setor energético. Mas adianta que se houver corte de energia no resto do País, o DF será afetado. (23.03.2001)

Mais um recorde de demanda de energia elétrica foi registrada pela CEEE. A concessionária atingiu a marca de 3.936 MW no dia 05.03.2001, superando a anterior, alcançada no dia 08.03.2001, de 3.909 MW. O aumento é justificado pelo crescimento do consumo nos segmentos industrial, comercial e residencial no Rio Grande do Sul, além da elevação da temperatura no estado. Outro motivo apontado pela empresa é a ampliação da capacidade de fornecimento, assegurando o atendimento do mercado. Como exemplo desta ampliação, a CEEE destaca a entrada em operação da subestação de Gravataí II, em fevereiro de 2001. A empresa diz que ainda no mês de março, mais duas obras serão concluídas nas subestações de Guarita e Santa Maria III, além de investimentos em oito subestações para o próximo semestre com o objetivo de reforçar o sistema de transmissão no estado. (08.03.2001)

Um estudo realizado durante três anos pelo Centro de Estudos Estratégicos Internacionais de Washington revelou que o consumo de energia sofrerá um grande aumento nas próximas duas décadas. Desta maneira, o risco de falta de energia também será maior. O mundo seguirá dependendo da produção de petróleo do Golfo Pérsico nos próximos vinte anos, o que fez os estudiosos desaconselharem a aplicação de sanções econômicas aos produtores de energia. Segundo o informe, o consumo de energia aumentará cerca de 50%, nos próximos vinte anos. Por isso o mundo será mais vulnerável a falta de energia devido a qualquer acontecimento na cadeia de produção ou distribuição em qualquer lugar ou momento, afirmou o diretor do Centro, Robert Ebel. Esse aumento na demanda será provocado pelo crescimento dos países em desenvolvimento, que em algum momento podem vir a superar o consumo dos países do primeiro mundo, devido, principalmente, ao maior consumo na China. (16.02.2001)

O consumo de energia elétrica no Paraná cresceu 6,6% no ano de 2000, um acréscimo de 1 milhão de MWh de eletricidade. O aumento foi influenciado pela indústria e comércio onde o consumo adicional de energia elétrica atingiu patamares de 9,9% e 7,5% respectivamente. Os dois setores absorvem 56,6% de toda eletricidade comercializada diretamente pela Copel. O consumo residencial registrou aumento de 3,3%, praticamente acompanhando os 3,1% de acréscimo no número de ligações (66 mil novos domicílios passaram a ser atendidos pela concessionária). A zona rural fechou o ano com elevação de 4,3% sobre o consumo apurado em 1999. (06.02.2001)

O consumo de energia na região Nordeste cresceu 4,6% de janeiro a setembro de 2000, segundo os dados mais atualizados da Chesf. O índice não atinge o Maranhão, atendido pela Eletronorte. O segmento comercial foi o responsável pelas maiores taxas, com um aumento de 8,9% (participação de 13,3%).(31.01.2001)

O crescimento no consumo de energia no País nos próximos 4 anos será em média 5,5% ao ano. A previsão é do Ministério de Minas e Energia, que reviu os números. Eles giravam em torno de 5%. No ano 2000, o consumo aumentou 4,8% em relação a 1999. O secretário de energia, Xisto Ferreira Filho, garante que o sistema elétrico brasileiro tem capacidade para atender à demanda.(31.01.2001)

No ano 2000, o aumento médio no consumo de energia elétrica nos mercados próprios das cinco distribuidoras do Sistema Cataguazes-Leopoldina foi de 3,9 %. Individualmente, a CFCL teve alta de 6,8%; Celb, 5,8%; Cenf, 5,2%; Energipe, 3,2%; e Saelpa, 2,6%. De acordo com a Cataguazes-Leopoldina, em dezembro de 2000, o destaque foi o consumo de energia elétrica na área de concessão da CELB, com um aumento de 11,2 % em relação ao mesmo mês de 1999, seguido pelos mercados da CFLCL e CENF, com 6,3 % e 2,4 % de acréscimos nas vendas.(29.01.2001)

A indústria atingiu, em julho de 2000, o segundo nível mais elevado de utilização da sua capacidade instalada desde que a CNI (Confederação Nacional da Indústria) começou a acompanhar esse indicador, em 1992. O grau de utilização da capacidade fabril chegou a 81,1% naquele mês, frente a 81,4% no mesmo período de 1999. O recorde ocorreu em março de 1995, quando o índice atingiu 81,4%. (13.09.2000)

A Rioluz, responsável pela iluminação pública no Rio de Janeiro, já modernizou 82 mil dos 320 mil pontos de luz instalados na cidade. A substituição das lâmpadas de vapor de mercúrio (brancas) pelas de vapor de sódio (douradas) reduziu em 70% o consumo de energia, aumentando em 30% a luminosidade. Segundo a empresa, este é o melhor resultado do Programa de Conservação de Energia na Iluminação Pública no País. (12.09.2000)

O horário de verão terá início dia 08.10.2000 e término dia 18.02.2001. A medida abrangerá todos os estados das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, além de Tocantins e Roraima. De acordo com a Aneel, o horário de verão busca reduzir a demanda no horário de pico, entre 18h e 21h. Na sua última implementação, entre os anos de 1999 e 2000, a redução da demanda ficou em 0,9%. Se considerado o horário de pico, a economia ficou em 5,6%, o equivalente a 3.000 MW. (08.09.2000)

O deputado cearense Sérgio Novais elaborou relatório que aponta o crescimento de 5,02% do consumo de energia nos Estados nordestinos com a implementação do horário de verão na região. O deputado defende, em conseqüência, a exclusão do Nordeste na área atingida pela medida, exceto a Bahia, por não apresentar prejuízos. A Aneel rebateu a idéia afirmando que o objetivo do horário não é reduzir o consumo, mas a demanda por eletricidade nos horários de pico. (06.09.2000)

As grandes indústrias instaladas no Nordeste já estão começando a enfrentar problemas provocados pela ausência de excedentes de energia elétrica na região. Empresas como a Dow Química e a Alcan Alumínio do Brasil já estão com a produção debilitada por falta de energia, afirma o vice-presidente da Abrace, Antônio Inácio Sousa. Além disso, a indústria nordestina está sendo convocada pela Chesf a reduzir a atividade durante o horário de pico, segundo o presidente de Alumínio Primário e Embalagens Flexíveis da Alcan Alumínio do Brasil, João Beltran Martins. "A redução da produção durante a semana já representava, para nós, a renúncia de até US$ 10 mi no faturamento", disse. (05.09.2000)

O consumo do gás natural deve ser quadruplicado no Brasil até 2010, passando dos atuais 3% para 12%, conforme projeta o diretor da Gaspetro, Paulo Roberto Costa. Atualmente, o País consome 14 milhões de metros cúbicos por dia. A meta é aumentar esse consumo para 75 milhões/dia até 2005. (04.09.2000)

O ONS espera para setembro o pico de consumo de energia nas principais regiões do país. Apesar disto, o órgão não aguarda nenhuma anormalidade no abastecimento. A expectativa é baseada em dados históricos. Normalmente, os picos de consumo se registram em maio, agosto, setembro ou outubro, sendo que neste último mês a possibilidade é bem menor por causa do início do horário de verão. Com a economia brasileira em expansão, a possibilidade pico recorde cresce. (04.09.2000)

O Brasil precisa produzir 30% a mais de energia elétrica para suprir a demanda até 2004, considerando-se um crescimento anual de 4% do PIB neste período. A informação foi divulgada pelo diretor de Infra-Estrutura da Fiesp, Luiz Gonzaga Bertelli. Segundo ele, o país já pode ter problemas de abastecimento em 2001. Bertelli contou que, em maio de 2000, o país esteve muito perto de um "apagão". O consumo nacional atingiu 55 mil MW enquanto a capacidade efetiva de produção era de 58 mil MW. (01.09.2000)

Segundo o ONS, o consumo de energia do sistema interligado das regiões Sudeste/Centro-Oeste alcançou, dia 25.08.2000, uma marca recorde, com 35.690 MW no período da ponta. O sistema elétrico da região Norte também registrou recorde dia 29.08.2000, quando a demanda chegou a um total de 2.970 MW consumidos no horário de pico. Essa marca fez com que o sistema interligado Norte/Nordeste também registrasse o seu ponto mais alto de demanda, com 10.390 MW nesse mesmo horário. (01.09.2000)

O consumo de energia nas regiões atendidas pelo sistema Cataguazes Leopoldina cresceu 4,4% em agosto, frente o mesmo período de 1999. Os 833 mil clientes atendidos pelas empresas CFLCL, Cenf, Energipe e Celb consumiram 294,1 GWh no mês. O sistema Cataguazes Leopoldina planeja investir na construção de duas térmicas e mais onze PCHs para aumentar seu potencial de geração. (29.08.2000)

O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, afirmou que não faltará energia este ano no país. A previsão do ministério é que o consumo deverá crescer entre 5% e 5,5% por ano até 2004. Para responder a este aumento, a capacidade instalada vai ter que crescer 40% em igual período. Nos próximos três anos, as termelétricas são a saída, afirma o ministro. (28.08.2000)

Segundo José Goldemberg, ex-ministro de Minas e Energia no governo Collor, o Brasil vai pagar na balança comercial um eventual fracasso no programa emergencial de geração de energia por termelétricas. O volume de energia cuja importação já está autorizada é de 5.400 MW. Se os projetos que estão em estudo forem aprovados, a quantidade pode chegar a 9.200 MW. "Não acho que o país vai ficar às escuras no ano que vem, mas importar não é uma boa solução", diz. Com relação ao Programa Prioritário de Termelétricas, Goldemberg é enfático: "O programa está demorando muito. Faltou planejamento." Ele afirma que "foi um erro basear o suprimento de energia no gás". (28.08.2000)

As vendas de energia elétrica efetuadas pela Chesf cresceram 2,6% de junho para julho, atingindo um total de 3.917.279 MWh. No acumulado dos sete primeiros meses de 2000 as vendas expandiram 4% diante do mesmo período de 1999. A Cepisa apresentou um aumento na taxa de consumo em julho, comparado com o mesmo período de 1999, de 6,8%; a Coelce 3,7%; a Ceal, 2,2%; a Energipe, 5,4%; a Sulgipe, 8,1%; a Coelba, 4,4%, e a Cosern foi a única que teve uma diminuição de 2,7%. (25.08.2000)

A chegada do gás natural boliviano a Santa Catarina abriu novas perspectivas para mudar a matriz energética do Estado. "Em 10 anos, poderemos conquistar auto-suficiência em relação à energia", prevê o presidente da Câmara de Energia da Fiesc, Albano Schmidt. O dirigente explica que a matriz energética catarinense está calcada essencialmente na hidroeletricidade, sendo que 95% dela é comprada de outros Estados, como Rio Grande do Sul e Paraná. Com a chegada do gás natural, o Estado deve ganhar pelo menos três termelétricas em 2000, que produzirão eletricidade a partir do gás. (24.08.2000)

O Brasil corre risco "alto" de enfrentar um "contingenciamento" de energia em 2001. A avaliação é do diretor de geração e distribuição da Celg, Walter Lopes. De acordo com o diretor, os níveis dos reservatórios de água das hidroelétricas estão muito baixos e, mesmo que chova com a mesma intensidade de 1999, a quantidade de água não será suficiente. Lopes cita o exemplo do reservatório da hidroelétrica de Emborcação (GO), que está com 22,26% do total. "O índice para se operar com segurança seria 50%", diz o diretor. "Serão necessários mais 3.500 MW de energia, que teriam de vir das termelétricas", disse Lopes. (23.08.2000)

Se a importação de energia de todos os projetos de que hoje se tem notícia for aprovada pela Aneel até 2004, o Brasil estará comprando cerca de 10 mil MW da Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Este montante eqüivale a 18% da capacidade utilizada atualmente em todo o país e é suficiente para abastecer 60 milhões de pessoas. A tendência é sustentada por investimentos em energia nestes países exclusivamente para vender o produto para o Brasil. "Era inevitável a construção de usinas nos países vizinhos para atender o mercado brasileiro. Ao nosso redor há países com grande estoque de gás, com excesso de oferta, enquanto o Brasil tem demanda crescente", afirma José Augusto Marques, presidente da Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústria de Base. (20.08.2000)

O consumo de energia elétrica cresceu 5,2% no primeiro semestre de 2000 frente a igual período de 1999. A informação é de Raimundo Barreto Bastos, diretor financeiro da Eletrobrás. O crescimento no setor industrial foi de 7,4% e no comercial, 8,3%. Para 2000, Bastos projeta crescimento de 5%. (18.08.2000)

A CEEE programou um conjunto de 20 obras emergenciais, num total de R$ 110 mi, até 2001. Os empreendimentos incluem linhas de transmissão e subestações, a serem construídos em 13 municípios gaúchos. De acordo com o presidente da CEEE, Vicente Rauber, o programa é necessário para evitar problemas no abastecimento de energia no Estado, pois, em 2000, a demanda apresenta crescimento de cerca de 7,5% em relação a 1999. A estatal gaúcha necessita ainda da aprovação da Aneel para acelerar as licitações. (10.09.2000)

O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, garantiu, dia 07.08.2000, que não haverá problemas no abastecimento de energia em 2000 nem nos próximos anos. Segundo Tourinho, o consumo deverá crescer 5,5% em 2000 e 5% nos anos seguintes, enquanto a oferta de energia será suficiente para garantir um consumo maior, de até 7% se for necessário. (08.08.2000)

O consumo residencial da energia da Cemig caiu 1,35% entre abril e junho de 2000, em comparação com os três primeiros meses de 2000. Segundo a companhia, trata-se de um reflexo do aumento das tarifas, que elevaram-se em 12,23%. O consumo industrial, por outro lado, cresceu 7,35% entre abril e junho, ante os primeiros três meses de 2000. Dos 5,020 milhões de consumidores da concessionária em Minas Gerais, 58% são indústrias. Com a performance do setor, a Cemig ultrapassou a projeção de expansão das vendas, que era de 4%, e já aposta em 6% de acréscimo em 2000. (08.08.2000)

O presidente da Copel, Igor Henrique Hübert, disse, dia 03.08.2000, que 2001 será o ano mais crítico em termos de carência de energia elétrica no País. Hübert explicou que, de acordo com a expectativa do setor, a demanda e oferta devem crescer em proporções semelhantes, por volta de 5%, deixando praticamente esgotada a capacidade do País produzir eletricidade para garantir a segurança do sistema. Segundo o executivo, o Brasil continuará importando eletricidade depois de 2001. (04.08.2000)

No primeiro semestre de 2000, a demanda dos consumidores da Copel foi 7% superior ao verificado nos seis meses iniciais de 1999. De acordo com o presidente da companhia, Ingo Henrique Hübert, esse resultado derivou dos aportes aplicados pelas indústrias, que fixaram suas fábricas na área atendida pela Copel. "São mais de 600 novas indústrias, com investimentos em torno de US$ 14 bi", disse. (04.08.2000)

A Aneel e o Ministério das Minas e Energia estão divergindo em relação à importação de energia. Na última semana de julho, a agência anunciou importação de 3.000 MW da Argentina, transação que foi posteriormente desautorizada pelo ministro Rodolpho Tourinho. O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, disse que o órgão cumpriu as disposições legais e que as ressalvas feitas na nota do ministério "já estavam na resolução da Aneel". (03.08.2000)

O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, considera a importação de 3 mil MW de energia da Argentina uma decisão estratégica tomada pelo governo brasileiro. Para ele, a negociação envolve toda uma política governamental de importações e não pode ser considerada definitiva. Isso porque a pauta de comércio exterior deve ser discutida amplamente no âmbito do Mercosul e ainda há a previsão de aumento da produção interna, por conta do programa emergencial de termelétricas. Segundo Firmino, esse foi o tema do encontro que teve dia 02.08.2000 como o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho. (02.08.2000)

O Brasil inicia em fevereiro de 2001 a importação de energia elétrica produzida no Uruguai. Nesta data entra em operação a Estação Conversora de Rivera, empreendimento que está sendo construído em parceria entre a Eletrosul e a Usinas e Transmissões do Estado (UTE), estatal uruguaia encarregada da geração de eletricidade no país vizinho. A estação, orçada em US$ 38 mi, converterá a freqüência de operação da rede elétrica uruguaia, de 50 Hz, para a brasileira, de 60 Hz. A potência do projeto é de 70 MW. (02.08.2000)

O grupo Multibrás (Consul/Brastemp) vai instalar programa de eficiência energética na unidades que possui em Joinville. A empresa espera, com isso, economizar R$ 200 mil por ano na conta de luz, o que representa 4% do seu consumo de eletricidade. O projeto, desenvolvido em parceria com o Cepel, da Eletrobrás, terá investimento de R$ 450 mil. Com a economia de energia, a fábrica exigirá menos trabalho das usinas termelétricas, o que diminuirá, segundo técnicos do Cepel, a emissão de gás carbônico em 250 toneladas. (02.08.2000)

A construção de quatro usinas termelétricas a gás e uma a carvão, além do início de atividades de Angra II e a expansão de hidrelétricas das concessionárias de energia, contribuirão para que o Rio de Janeiro chegue, em 2005, a uma produção estimada em 8,5 mil MW de energia, mesmo patamar de consumo projetado para aquele ano. A auto-suficiência fluminense passa pela diversificação da matéria-prima de geração: as usinas a gás gerarão 2,7 mil MW e Angra II, 1,3 mil MW de energia nuclear. A estes projetos se soma a usina a carvão de Inepar, Eletrobrás e a Enel, que terá, em 2004, capacidade de gerar 1,3 mil MW. 'O Rio é o maior gerador de energia primária, que são petróleo e gás. Nada mais óbvio do que se aproveite disso', comenta Wagner Victer, secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo. (01.08.2000)

O setor de aquecimento de água pela energia solar deve apresentar um crescimento acima da média em 2000 em função do incentivo do governo e das concessionárias estatais de energia para a substituição do consumo elétrico por fontes alternativas. A intenção do subsídio é diminuir o consumo de eletricidade no horário de ponta - entre 18 e 21 horas, horário em que o chuveiro elétrico, responsável em média por 40% do valor das contas de luz residenciais, costuma a ser ligado. Nos últimos cinco anos, a média anual de crescimento deste setor foi de 35% (31.08.2000)

A construção de 36 usinas termelétricas a gás entre 2001 e 2003 é "crucial" para evitar que o sistema de energia do país opere em "nível crítico", relatou o ministro das Minas e Energia, Rodolfo Tourinho, em sua exposição sobre a atual conjuntura do setor elétrico para o presidente Fernando Henrique e vários ministros, dia 26.07.2000. Tourinho justifica tal necessidade através dos seguintes números: se as chuvas representarem 85% da média histórica dos últimos 69 anos, o armazenamento de água nos reservatórios não cairá abaixo de 20% . Sem as termelétricas, esse armazenamento cairá para 18% dos reservatórios. Em 2002, se as chuvas corresponderem a 83% da média dos 69 anos, os reservatórios ficam com 20% da água. Sem as novas usinas, caem para 12%, que é um nível de risco. "Manter armazenagem de 20% nos reservatórios não chega a ser o ideal. Mas não dá para reparar, de imediato, a ausência de investimentos no setor de energia na década de 80", disse o ministro. (28.07.2000)

O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, garantiu ao presidente Fernando Henrique Cardoso, dia 27.07.2000, que o País não sofre riscos de racionamento de energia elétrica. A informação foi dada pelo porta-voz da Presidência da República, Georges Lamazière, repassando o resultado da reunião do dia 27.07.2000, no Palácio da Alvorada. (27.07.2000)

O Brasil poderá importar mais de 9 mil MW nos próximos anos. Desde junho, mil MW estão sendo comprados da Argentina. Para 2001, 70 MW serão importados do Uruguai, 150 MW da Bolívia, 200 MW da Venezuela e 100 MW da Argentina, totalizando 1.420 MW. Além desses 5.420 MW confirmados, uma série de pedidos está sendo analisada pela Aneel para a importação de mais 3.200 MW de países vizinhos, principalmente da Argentina. Também se negocia a compra de 400 MW da parte paraguaia de Itaipu. Um dos maiores pedidos de autorização para importação é da Enersul, que pretende comprar 1.200 MW da empresa argentina Gener. Segundo fontes do setor, esses 1.200 MW deverão estar disponíveis em 2001. Outro pedido de grande porte é da EBE, que traria energia da Argentina para fornecer para a região sul. Pedidos menores foram feitos pela AES Bandeirante, Brasen, Eletronorte e pela própria Enersul. Apenas os mil MW que estão sendo trazidos da Argentina em 2000 representam o pagamento de US$ 31,7 mi por mês. Considerando os pedidos que estão na Aneel e o que já foi autorizado, nos próximos anos o Brasil poderá estar importando 9.020 MW. Se a tarifa que está sendo paga pelos 1 mil MW da Argentina - US$ 44 por MWh - for tomada como base, a conta seria de US$ 285,7 mi por mês. Trata-se de energia cara, se comparada com a gerada por Furnas, que custa R$ 36,00 por MWh. (27.07.2000)

A Aneel autorizou, dia 26.07.2000, a Tradener, agente comercializador de energia ligado à Copel, a importar 3 mil MW de energia elétrica da Argentina, anunciou, dia 26.07.200, o diretor da agência, José Mário Abdo. De acordo com o diretor da Tradener, Walfrido Ávila, a eletricidade deverá ser proporcionada por uma termelétrica a gás natural, com capacidade de geração de 3 mil MW, que deverá ser construída na Argentina por um grupo de investidores dos dois países. Segundo Abdo, do total autorizado, cerca de 600 MW chegarão ao País até dezembro de 2002. O restante será importado até o fim de 2003. (27.07.2000)

A Celesc vai investir R$ 9,125 mi para implantar uma série de projetos de racionalização do consumo de energia em Santa Catarina. Batizado de Programa de Combate ao Desperdício (Procel), a iniciativa terá projetos nas áreas de iluminação pública, escolas, indústrias, residências, prédios públicos, comércio e de caráter educativo e institucional. (26.07.2000)

O consumo de energia do estado do Paraná aumentou 7,1% no primeiro semestre de 2000 em comparação com o mesmo período de 1999. Segundo Antonio Justino Spinello, técnico da área de Estudos de Mercado da Copel, a área que mais cresceu foi a industrial, com evolução média de 11,4%, e o comércio, com 7,7%. (25.07.2000)

O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, anunciou, dia 19.07.2000, a criação de um grupo de estudos para decidir sobre a compra de 400 MW de energia elétrica do Paraguai. Tourinho acredita que seja apresentada uma solução para a importação até o final de agosto. As questões pendentes sobre o assunto referem-se ao prazo de entrega da energia; preço do produto para o País; e construção da Usina Hidrelétrica de Yaciretá. A proposta do Brasil é de que o governo paraguaio ceda os 400 MW que recebe da Usina Hidrelétrica de Itaipu e que abastecem Assunção. Ao decidir pela importação, a capital paraguaia passaria a ser suprida por Yaciretá. (20.07.2000)


O consumo de energia elétrica do Nordeste cresceu 4,3% no primeiro semestre de 2000 em relação ao mesmo período de 1999. Entre janeiro e junho, a Chesf forneceu 23.501.188 MWh as oito concessionárias nordestinas - todas, com exceção da Cemar. Com um consumo total de 8.244.849 MWh, a Bahia foi o estado que mais consumiu energia elétrica da região. Pernambuco ficou em segundo lugar, com 4.657.774 MWh. (19.07.2000)

O Brasil deve importar 400 MW do Paraguai. O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, terá uma reunião, dia 19.07.2000, com o ministro de Obras Públicas daquele país, José Alberto Planas, para acertar a compra. Espera-se que o acordo seja fechado na última semana de julho. Segundo Tourinho, a importação deve ocorrer em 2001, período em que poderá haver risco de desabastecimento de eletricidade. (19.07.2000)


O Brasil será auto-suficiente em energia elétrica até 2004 com a adição de 11 mil MW aos 65 mil MW já produzidos no País. Essa é a previsão do diretor de gás e energia da Petrobras, Delcídio do Amaral Gomes. Atualmente o Brasil importa energia do Paraguai (5.400 MW) e da Argentina (1 mil MW). Quanto aos contratos de importação de gás que a Petrobrás firma com o governo boliviano, com a perspectiva de que as térmicas sejam construídas, Gomes avalia que não há perigo de ocorrer superoferta do insumo no Brasil. "Os contratos se realizam à medida que o consumo cresce de acordo com a demanda", esclarece o executivo. (18.07.2000)

O consumo de energia elétrica em Santa Catarina no primeiro semestre de 1999 foi 7,2% superior ao registrado no mesmo período de 1999. Segundo dados da Celesc, a principal variação, de 10,8%, ocorreu no setor comercial. As indústrias consumiram 9,3% a mais, as atividades rurais 7,5% e as residências, 2,6%. (18.07.2000)

A forte chuva que atingiu o País nos dias 16 e 17.07.2000 não alterou o nível dos reservatórios da região Sul-Sudeste de forma significativa. O motivo foi que as chuvas concentraram-se no litoral, sem impacto, portanto, nos locais onde encontram-se os reservatórios. A média de armazenamento na região permanece no patamar de 52%, segundo o ONS. (18.07.2000)


O encargo de capacidade foi o ponto mais discutido na audiência pública realizada pela Aneel, dia 12.07.2000, da qual participaram 121 empresas. Todas as distribuidoras concordam em recolher recursos para incentivar a geração de energia, aumentando assim a oferta neste horário. O que causa controvérsia é como será o mecanismo adotado pelo MAE para ter controle de que as geradoras irão destinar esses recursos à geração e não para outros fins. O diretor da Aneel, Luciano Pacheco, afirmou, contudo, que este ponto não é essencial para que o MAE comece a operar com suas regras definitivas, o que vai acontecer em 01.09.2000. (13.07.2000)

O diretor-geral da Aneel, José Mario Abdo, disse, dia 12.07.2000, que o Brasil não terá problemas com falta de energia em 2000. "Temos expansões importantes de geração que vão sustentar a necessidade de abastecimento", disse Abdo. Ele citou a Usina Hidrelétrica de Itá, que deve gerar 1,2 mil MWh, e começou a funcionar em junho, além da importação da Argentina de mil MW, que deverá ser dobrada até o fim de 2000. "Há também a usina de Angra II, prestes a entrar em operação, e outras geradoras que estarão em funcionamento a partir do ano que vem." (13.07.2000)

Assinado para maio de 2002, o contrato para venda de mais mil MW da Argentina para o Brasil será alterado. Metade daquela energia será entregue seis meses antes do previsto. (06.07.2000)

A partir do dia 08.07.2000, os consumidores com demanda igual ou acima de 3 MW poderão comprar energia de qualquer distribuidora do País. Atualmente a livre escolha vale somente para os consumidores com demanda igual ou acima de 10 MW. A medida vale apenas para os estabelecimentos que são atendidos na tensão de 69 KW. (30.06.2000)

Até setembro, a Chesf deverá receber aproximadamente 400 MW da hidrelétrica de Tucuruí, que é controlada pela Eletronorte. "Importamos ou exportamos energia elétrica dependendo da situação dos reservatórios", explica o presidente da Chesf, Mozart de Siqueira Campos. Além deste lote, a região Norte contribuirá com outros 600 MW para o sudeste do país. Devido a sua localização geográfica, a Eletronorte tem disponibilidade para vender energia a outras distribuidoras no meio do ano, período de seca no resto do país. (30.06.2000)

O secretário de energia de São Paulo, Mauro Arce, assegurou a normalidade no suprimento de energia durante 2000, alegando não haver impecílios do ponto de vista estrutural. "Não faltará energia para garantir o crescimento da economia, levando-se em conta o nível dos reservatórios, o volume de energia importado da Argentina e o início da operação de algumas usinas", ratificou. Arce garantiu também que o suprimento de energia elétrica no País em 2001 transcorrerá sem problemas, com a antecipação de 11 projetos do Programa Prioritário de Termelétricas. "Essas usinas representarão uma capacidade total de 2,5 mil MW. (28.06.2000)

A energia elétrica vinda da Argentina chegou oficialmente ao sistema brasileiro, depois de um mês de atraso. O consórcio Cien, controlado pela Endesa, começou a importar mil MW do Mercado Electrico Mayorista. Furnas fica com 70% do total importado e a Gerasul com os 30% restantes. Este é o primeiro bloco previsto de energia argentina. Uma segunda linha de transmissão será construída a partir de janeiro de 2001 para trazer outros mil MW a partir de 2002. O segundo bloco será comprado pela Copel. Segundo Madrigal, faltam apenas as licenças ambientais para a construção do segundo ramal. Para trazer a energia até o território nacional, o Cien construiu 500 km de linhas de transmissão. Para o segundo bloco serão outros 500 km de redes. (29.06.2000)

O Brasil deve chegar ao fim de 2000 com capacidade de gerar 67.682 mil MW de energia elétrica, dos quais 87,8% corresponderão à potência das usinas hidrelétricas, 9,3% das térmicas convencionais e 2,9% das duas centrais nucleares. Em 2009, essa capacidade deverá ser de 107.195 mil MW, sendo 74,8% de origem hidráulica, 22,1% de energia térmica e 3,1% nuclear. As previsões são da Eletrobrás e mostram que na primeira década do século XXI, a capacidade máxima de geração de eletricidade do País crescerá a um ritmo mais intenso do que nos últimos 30 anos. Para evitar riscos de desabastecimento, a oferta tem de se expandir mais de 5% ao ano. (26.06.2000)

O consumo de energia elétrica no estado de São Paulo cresceu 6,4% nos primeiros 5 meses de 2000, em relação ao mesmo período de 1999. Os setores que tiveram maior crescimento foram o comercial (11,6%) e o industrial (8,2%), seguidos pelo residencial (2,7%) e demais (1,5%). Na capital, a variação foi de 7,3% e, no interior, ficou em 5,8%. (23.06.2000)

A água armazenada no reservatório da usina hidrelétrica de Furnas registrou, dia 21.06.2000, pouco mais de 40% da capacidade total - um volume considerado pequeno para a época do ano. O crescimento do consumo de eletricidadeno País, de outro lado, superou os índices previstos: de janeiro a maio, aumentou 4,2%, de acordo com os últimos dados do ONS. As projeções iniciais do planejamento apontavam para um crescimento da ordem de 3,7% durante todo o ano. Ainda assim, técnicos responsáveis pela operação do setor descartam a possibilidade de ocorrerem problemas de oferta de energia ainda em 2000, embora seja público que o sistema elétrico está operando no limite. (21.06.2000)

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que a estiagem deverá persistir na região Centro-Sul durante os próximos meses, com previsão de que as chuvas voltem só no final de setembro ou no início de outubro. O meteorologista Expedito Rebello, chefe da Divisão de Meteorologia Aplicada do Inmet, destacou que o quadro é crítico em São Paulo, sul de Minas Gerais e no norte do Paraná, onde praticamente não há chuvas desde abril. 'A seca está muito mais forte do que era previsto', diz o diretor do Inmet, Augusto Cesar Vaz de Athayde. (20.06.2000)

Num cenário pessimista, o nível das reservas de água para geração de energia elétrica poderá chegar a 15% em 2000, de acordo com prognóstico feito pelo secretário de Energia de São Paulo, Mauro Arce. Mesmo assim, segundo acredita, não há escassez, nem será preciso adotar racionamento. Mesmo com o crescimento industrial em torno de 8%, o consumo de energia não atingiu o nível de 1998, afirmou o secretário. As projeções feitas pela Secretaria de Energia indicam que, no atual regime de chuvas, por volta de novembro, as reservas de água para produção de energia elétrica deverão ficar entre 20% e 24%. "Em qualquer das situações, o mercado será atendido", disse Arce. "A situação está sob controle." (16.06.2000)

O risco de desabastecimento de energia elétrica para 2001 é de 16% - índice três vezes superior aos 5% projetado historicamente pelo setor elétrico brasileiro. A informação é do presidente da Sociedade Brasileira de Planejamento Energético (SBPE), Maurício Tiomno Tolmasquim. (15.06.2000)

Empresas de geração de energia e o governo gaúcho realizam obras para o Rio Grande do Sul passar de importador a exportador de eletricidade. Os projetos para alcançar este fim incluem gás natural para indústria e geração de energia, termelétricas a carvão, hidrelétricas, queima de biomassa, compra de energia da Argentina, novas linhas de transmissão e projeto para a construção de 12 PCH. Durante o mais recente pico de consumo, no final de abril, foram consumidos 3.783 mil MW, para uma capacidade de oferta em torno de 3,9 mil MW, dos quais 1,65 mil vêm de outros estados. (12.06.2000)

Os fabricantes de brinquedos querem antecipar a produção de Natal para evitar o possível racionamento de energia a partir de outubro. Normalmente, a produção destinada às vendas de final de ano aumentam em agosto e atingem seu pico entre outubro e novembro. Em 2000, porém, o setor pode aumentar a produção ainda em junho. A decisão será tomada em reunião dos fabricantes no dia 19.06.2000. (09.06.2000)

Dentre as medidas para evitar crise de energia em 2001, está o plano para aumentar a energia recebida do Paraguai. O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, revelou terem sido abertas negociações com o governo paraguaio para aumentar em 400 MW a cota brasileira na energia gerada pela usina de Itaipu. A Itaipu Binacional pode gerar 12,6 mil MW, divididos em partes iguais aos dois países. Como 2001 pode se transformar num período crítico do lado brasileiro, o Brasil resolveu propor ao Paraguai que construa uma linha de transmissão entre a usina de Yaciretá (projeto binacional do Paraguai e da Argentina) e Assunção, com capacidade de transporte de 400 MW. Desse modo, o Paraguai deixaria de consumir a mesma quantidade de energia gerada por Itaipu, que, obviamente, seria comprada pelo Brasil. (07.06.2000)

O governo federal pode negociar com grandes consumidores uma redução no consumo de energia elétrica nos horários de pico - entre 18h e 18h15 - em outubro, mês de maior consumo de eletricidade no país. Segundo o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, trata-se de um "gerenciamento de demanda", e não de um racionamento, uma vez que a medida não é obrigatória e restringe-se a apenas alguns consumidores. De acordo com o plano, os consumidores poderiam deslocar seu consumo para outros horários e, com isso, obter descontos. Os Estados que poderão sofrer mais com os cortes são Espírito Santo e Rio de Janeiro, uma vez que Angra 2 estará ainda na fase inicial de operação em outubro. A necessidade de redução do consumo em outubro indica que a situação do sistema elétrico é grave. Outubro é justamente o mês de início do horário de verão, quando há uma economia de até 7% no consumo nos horários de pico. Teoricamente, portanto, deveria haver um pouco mais de folga de energia neste mês. O fato é que se não chover no segundo semestre de 2000, como ocorreu em 1999, os reservatórios da região sudeste deverão ficar com apenas 15% da capacidade no início do verão. (07.06.2000)

O diretor-executivo da Abrace (entidade dos grandes consumidores de energia), Paulo Ludmer, condenou o controle de consumo nas empresas durante o horário de pico. "Diminuirá o crescimento da economia, a arrecadação de impostos e as exportações." Ludmer é a favor da adoção de um racionamento geral. "Prefiro ter emprego e ficar três horas sem energia em casa." (07.06.2000)

Segundo Rodolpho Tourinho, ministro das Minas e Energia, o governo tem se esforçado para "aumentar a margem de segurança do sistema elétrico". Ainda em 2000, o governo conta com a volta da usina atômica de Angra 1, que está parada para reabastecimento, o início de operação de Angra 2 e a importação de energia da Argentina. Em 2001, Tourinho anunciou que o governo irá incentivar as termelétricas do programa prioritário do governo que anteciparem sua operação. Para 2001 e 2002, são previstas a construção de 49 termelétricas. Tourinho afirmou que, a fim de alcançar essas metas, é necessário um investimento anual de R$ 8 bi. Como o orçamento do ministério só supre R$ 2 bi, ele espera os outros R$ 6 bi da iniciativa privada. (07.06.2000)

O ONS está preparando um plano de racionalização no consumo no horário de ponta, entre 18h e 20h, para a região Sudeste. O plano, também chamado de gerenciamento da demanda, deve entrar em vigor a partir de agosto, quando a temperatura voltar a aumentar. (05.06.2000)

O empresário Antonio Ermírio de Moraes disse que o crescimento da oferta de energia não está acompanhando o aumento do consumo. Ele afirmou não acreditar, por enquanto, que as usinas termelétricas que estão previstas para serem construídas cheguem a tempo de evitar o racionamento em 2001, se as condições climáticas não melhorarem. (03.06.2000)

O Grupo de Aconselhamento do Setor Elétrico da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) divulgou, dia 01.06.2000, um relatório no qual considera "preocupante" a situação do setor elétrico em 2001, quando poderá haver uma crise de abastecimento se a previsão de crescimento de 4% da economia se confirmar. Para 2000, porém, o grupo considera mínimo o risco de insuficiência de abastecimento. (02.06.2000)

O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, rejeitou o risco de racionamento de energia. "No ano 2000, 2001 e 2002, não tem nenhum problema", afirmou, dia 01.06.2000. Tourinho afirmou que as medidas tomadas pela ONS de economia de energia das empresas que são grandes consumidoras são normais e adotadas em outros países. Ele também negou que a importação de 1.000 MW da Argentina em 2000 seja uma medida de emergência e lembrou que a compra havia sido decidida já em 1999. O ministro confirmou que o governo ainda estuda a possibilidade de compra de energia argentina nos próximos dois anos, mas afirmou que a importação "faz parte do nosso programa de integração de energia com a América Latina". (02.06.2000)

Os riscos de déficit de energia para 2000 chegam a 13,9% no sistema interligado Sul/Sudeste/Centro-Oeste, o que corresponde a mais do dobro do limite de segurança compatível com o sistema elétrico brasileiro. Os dados constam do Plano Decenal de Expansão 2000/2009, do governo. Para 2001, o cenário é ainda mais sombrio, com riscos de déficit de 17,2% no mesmo sistema interligado, e a situação só se normalizaria em 2003. O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, reconhece que a situação é delicada, mas descarta riscos iminentes de blecaute. "Pelos dados operacionais fornecidos pelo ONS a gente tem garantia de suprimento para todo o ano de 2000", afirma. (01.06.2000)

O governo deveria promover uma campanha nacional de racionamento voluntário de energia para evitar, nos próximos meses, situações graves de falta de energia. A opinião é de Paulo Ludmer, diretor-executivo da Abrace (associação dos grandes consumidores de energia). Ludmer ressaltou que incentivos neste sentido, como, por exemplo, evitar o uso do chuveiro no final da tarde, foram adotados no passado por outros governos. (31.05.2000)

O ministro Rodolpho Tourinho não responsabilizou a falta de chuvas pelo baixo nível de água dos reservatórios e, por conseqüência, pela possível necessidade de racionamento de eletricidade. "As chuvas não têm se alterado muito nos últimos anos. Mas a falta de investimentos e o aumento no consumo têm obrigado (o governo) a utilizar cada vez mais os reservatórios", disse. O ministro nega a possibilidade de apagões em 2000, porém a Fiesp já desenhou sua própria política de racionalização para precaver-se contra surpresas. Entre outras medidas, o plano prevê a diminuição da produção no horário de pico. (31.05.2000)

Com base nas médias históricas dos últimos 38 anos, o ONS esperava que as afluências em maio fossem suficientes para preencher pelo menos 85% da capacidade normal dos reservatórios no mês de maio. Mas o índice pluviométrico auferido atingiu somente 75% do esperado. 'Foi a pior média dos últimos anos', diz o presidente do ONS, Mario Fernando de Melo Santos. O mau resultado fez o ONS refazer seus cálculos para 2000, esperando agora que os reservatórios da região Sudeste atinjam somente 20%, e não mais 25%, do total da sua capacidade. (31.05.2000)

Empresas como a Petroquímica União, CSN, Cosipa e o grupo Votorantim têm recebido pedidos informais de concessionárias para que diminuam o consumo entre as 18h10 e 18h40, horário crítico da demanda de energia. O Ministério de Minas e Energia afirmou que tais solicitações são rotina desde que o país enfrenta problemas nas horas de pico. As indústrias, por sua vez, protestam: "A Eletropaulo solicitou a medida em abril e usamos o gerador próprio no horário. Mas o custo é três vezes maior", critica Adelino Perdigão, da Petroquímica. Fontes do ONS admitiu que a entidade tem sondado grandes indústrias sobre a possibilidade de mudança no consumo nos horários de pico. (31.05.2000)

Segundo balanço publicado pela ONS, haverá superávit na oferta de eletricidade até dezembro de 2000. "Não é confortável, mas é positivo", disse o presidente do órgão, Mario Santos. A diferença entre a disponibilidade líquida de energia e a demanda irá apresentar recuperação ao longo de 2000. O dados do ONS dão conta que, em junho, essa folga será de 432 MW, subindo para 700 MW em agosto, por conseqüência da inauguração de Angra 2 e da chegada da energia argentina. Em setembro, o superávit cai para 293 MW, passando a 1.256 MW em outubro e para 3.289 MW em novembro. Em dezembro, a capacidade instalada de 55.134 MW será desdobrada em uma disponibilidade líquida de 48.228 MW, ante uma demanda de 43.590 MW. A diferença, portanto, será de 4.638 MW. O ONS afasta, portanto, qualquer risco de racionamento de energia elétrica em 2000. (30.05.2000)

O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse, dia 29.05.2000, que o sistema de energia no Brasil ainda é vulnerável e, por isso, é difícil garantir que não haverá blecautes. Segundo ele, o País se utiliza muito do transporte de energia de longa distância e um acidente nas linhas pode acontecer a qualquer momento. Mas Tourinho ressaltou que o Governo está fazendo o possível para evitar o racionamento, o que assegurou não ocorrer em 2000. (30.05.2000)

Segundo balanço publicado pela ONS, haverá superávit na oferta de eletricidade até dezembro de 2000. "Não é confortável, mas é positivo", disse o presidente do órgão, Mario Santos. A diferença entre a disponibilidade líquida de energia e a demanda irá apresentar recuperação ao longo de 2000. O dados do ONS dão conta que, em junho, essa folga será de 432 MW, subindo para 700 MW em agosto, por conseqüência da inauguração de Angra 2 e da chegada da energia argentina. Em setembro, o superávit cai para 293 MW, passando a 1.256 MW em outubro e para 3.289 MW em novembro. Em dezembro, a capacidade instalada de 55.134 MW será desdobrada em uma disponibilidade líquida de 48.228 MW, ante uma demanda de 43.590 MW. A diferença, portanto, será de 4.638 MW. O ONS afasta, portanto, qualquer risco de racionamento de energia elétrica em 2000. (30.05.2000)

O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, afirmou que, para assegurar o suprimento nacional de energia elétrica em 2000, é necessário um incremento de 3.500 MW à produção total brasileira. Segundo o executivo, no primeiro trimestre deste ano houve um crescimento de 5,5% da demanda de eletricidade se comparado ao mesmo período de 1999. A importação dos 1000 MW de eletricidade argentina, que começará até o final de maio, ajudará a garantir o abastecimento. (29.05.2000)

O consumo de energia no País aumentou 4% no primeiro trimestre de 2000, em relação ao mesmo período de 1999. Com isso, as empresas de geração tiveram que aumentar em 1,5% a oferta de energia, o que eqüivale a 600 MW. "Estamos trabalhando com folga menor, por isso precisamos ter mais energia para não termos queda na voltagem", afirmou o presidente do ONS, Mário Santos. Segundo ele, o órgão está tendo de realocar energia e reprogramar manutenção de usinas para garantir o abastecimento, principalmente na região Sudeste, onde o crescimento do consumo foi de 6%. Santos afirmou que, para garantir energia no centro de carga de São Paulo, está havendo deslocamento da usina termelétrica de Piratininga. (12.05.2000)

O crescimento do consumo de energia no estado de São Paulo no primeiro trimestre de 2000 foi de 6,2% em relação ao mesmo período de 1999, segundo informação do secretário de Energia do Estado, Mauro Arce. A média ficou acima dos 4% esperados pelo governo. Segundo Arce, o aumento no consumo não acarreta risco de desabastecimento. "A preocupação é se este aumento estivesse acima de 10%", uma vez que, segundo o secretário,
a oferta de energia nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste crescerá em 10% em 2000. (09.05.2000)

O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, afastou mais uma vez o risco de desabastecimento de energia elétrica no País. Segundo ele, essa segurança está baseada nas usinas hidrelétricas e no Programa Prioritário de Termelétricas. Em entrevista, o ministro admitiu que os sucessivos recordes no consumo de energia registrados recentemente "surpreenderam um pouco". "Mas esse comportamento ainda está dentro das nossas previsões", acrescentou. O ministro informou que o recente aumento no consumo decorreu da elevação nas temperaturas. (03.05.2000)

De acordo com dados do ONS a energia disponível no Brasil está em torno de 58.500 MW. No dia 27.04.2000 foi registrado o recorde de consumo no país, com 55.753 MW. O número é quase 1 mil MW maior que o recorde anterior, registrado exatamente na véspera. Em abril, mais de dez recordes históricos caíram dia após dia. Trata-se, portanto, de uma situação delicada, na qual não se sabe ao certo se haverá energia suficiente para atender à demanda a médio prazo. Nenhum especialista diz que vai faltar energia no país. Mas também ninguém garante que não haverá problemas até o final de 2000. O presidente do ONS, Mário Santos, afirma que não se pode afastar a possibilidade de algumas regiões ficarem sem energia no horário de pico do consumo. "A situação não é confortável. Estamos operando com o máximo de cuidado, mas as reservas de segurança estão muito baixas." Estas afirmações foram feitas quando as reservas estavam em cerca de 4.500 MW. No dia 27.04.2000 elas chegaram a 3 mil MW. Uma reserva tão baixa provoca outro problema. A manutenção das máquinas tende a ser menor, para que se possa utilizar o máximo da potência. E com isso o risco de acidentes aumenta. (02.05.2000)

O sistema interligado de energia elétrica bateu todos os recordes de demanda no dia 27.04.2000, segundo dados do ONS. A demanda máxima de carga atingiu 55.753 MWh às 18h29, ante um total de 54.821 MWh no dia anterior. O resultado foi conseqüência do aumento de carga no Sul/Sudeste/Centro-Oeste, que somou uma demanda de 45.608 MWh contra 44.831 MWh no dia 26.04.2000. Segundo o presidente do ONS, Mário Fernando de Melo Santos, havia uma folga no sistema elétrico de 1,7 mil MW no dia 27.04.2000, que a entidade considerou razoável para as condições da operação naquele dia. (02.05.2000)

Há uma nítida preocupação com a situação do estado de São Paulo, onde a demanda tem apresentado resultados próximos de 18,5 mil MWh, o equivalente a um aumento de 6% desde o começo de 2000, apesar do pesidente da ONS, Mário Fernando de Melo Santos e sua equipe afirmarem estar tranquilos. O ONS programou atividades de manutenção, com pessoal do quadro técnico em condições de agir a qualquer momento, dependendo da evolução do setor. As distribuidoras da região de São Paulo estão sendo monitoradas com rigor. (02.05.2000)

Às 18h37min do dia 27.04.2000, o Rio Grande do Sul bateu um novo recorde de consumo de energia elétrica. O centro de operações da CEEE registrou uma carga de 3.783 MWh. A situação provocou a elaboração de um plano emergencial do qual participaram as concessionárias de energia Eletrosul, CIEN e o ONS. Uma nova subestação em Santo Ângelo, alimentada por uma linha de transmissão vinda de Itá, e a instalação de bancos de capacitoes nas diversas subestações da CEEE, AES Sul e RGE garantiram a elevação da oferta de energia. (28.04.2000)

O Brasil bateu, dia 12.04.2000, novo recorde de consumo de energia elétrica. Segundo o presidente da EPTE/CTEEP, José Sidney Colombo Martini, 54.135 mil MW foram consumidos em todo o País no final da tarde daquele dia, superando a marca anterior de 53.689 mil MW, registrada em 6.04.2000. (13.04.2000)

Segundo o secretário de energia do Ministério de Minas e Energia, Benedito Carraro, o governo trabalha com a expectativa de que o consumo de energia elétrica supere o crescimento do PIB no período de 2000 a 2004. Nesses próximos cinco anos, o PIB deve crescer em média 4,5% a 5%, enquanto a demanda de energia terá expansão de 5% a 6%. (06.04.2000)

A CEG investirá R$ 5 mi até 2001 em pesquisa, treinamento de pessoal e importação de equipamentos utilizados em sistemas de climatização baseados em gás natural. Além disso, a companhia negocia com empresas italianas e indianas a instalação de fábricas no País. Em 1999, a CEG destinou R$ 500 mil para desenvolvimento da tecnologia, que permite redução de pelo menos 50% nos custos de energia. (03.04.2000)

Para manter as contas em dia com a Celpe, o Governo de Pernambuco, maior consumidor de energia da Região, começa a realizar um diagnóstico para reduzir as despesas com o produto. O conta do Estado empresa é de R$ 3,5 mi/mês, o que compromete mensalmente 2,5% do ICMS. `Pretendemos reduzir o consumo em até 20% com o Programa de Redução de Energia Elétrica Estadual`, informa o secretário-adjunto de Administração, Joaquim Castro. O programa vai detectar o consumo em 33 órgãos da administração indireta e nas 17 secretarias, através de estudo que será realizado por uma empresa privada. A Ecoluz (MG), Fundação de Desenvolvimento Franco Brasileiro (DF) e a CAT Consultoria (SP) estão interessadas. O volume de recursos para o programa não foi definido. (29.03.2000)

O consumo de energia elétrica na área de atuação da Celpe cresceu 22,5% desde 1997. A média alcançada se deve principalmente ao consumo residencial e comercial, que avançaram 28,4% e 32,6%, respectivamente. A performance positiva da empresa vai continuar até 2009, quando o consumo total deverá chegar a 12,7 bi de KWh, contra 7 bi KWh de 1999. O setor industrial, que deverá crescer 41,1% até 2010, perdeu participação nos últimos três anos. No acumulado de 1996 a 1999, as demais classes cresceram 20,2%, destacando-se a rural (43,4%), puxada pela intensificação da eletrificação rural que se deu desde 1998. O segmento residencial será um dos que mais vai crescer nos próximos dez anos, passando dos atuais 2,5 bi KWh para 5 bi KWh em 2009. Com isso, a média de crescimento por ano será de 6,7%. A indústria dobrará o consumo de energia em 10 anos, passando de 1,7 bi MWh para 2,4 bi MWh, em 2009. (27.03.2000)

O consumo de energia elétrica no estado de São Paulo foi de 15.646 GWh no primeiro bimestre de 1999, frente aos 14.646 GWh distribuídos no mesmo período de 1999. Houve, assim, um aumento de 6,8%, de acordo com as informações do Boletim de Conjuntura da Secretaria de Estado de Energia referente ao mês de fevereiro. O setor industrial, que representou 40,8% do mercado de distribuição, aumentou seu consumo em 10,5% em relação ao primeiro bimestre de 1999. Os dez milhões de consumidores residenciais do estado representaram 29,5% do mercado (4.611 GWh), com evolução de 3,2% sobre o primeiro bimestre de 1999. A capital consumiu 2.036 GWh e o interior, 2.575 GWh. Até fevereiro, a participação de mercado das concessionárias paulistas de distribuição de energia era de 38,6% para a Eletropaulo; 22,2% da EBE; 20,4% da CPFL; 11,6% da Elektro e 7,2% para as demais empresas. A capacidade instalada no estado é de 12,783 GW, equivalente a 20% do total brasileiro. (28.03.2000)

De acordo com os números do Boletim de Conjuntura da Secretaria de Energia, o consumo de energia elétrica no estado de São Paulo em janeiro de 2000 alcançou 7.836 GWh. Isto representou um aumento de 5,3% em relação ao mesmo período de 1999, ou seja, um crescimento de 397 GWh na distribuição a 11,44 milhões de consumidores. A classe industrial foi a maior responsável pela expansão, aumentando seu consumo em 11,2%, 324 GWh. Já os consumidores residenciais, que representam a segunda maior fatia do mercado, consumiram 2.332 GWh, um consumo 2% (46 GWh) acima de janeiro de 1999. As empresas do setor comercial consumiram 1.343 GWh, com um acréscimo de 3% ou 39 GWh. (02.03.2000)

O Ministério de Minas e Energia detectou redução de 5,2% na demanda do sistema interligado Sul-Sudeste-Centro-Oeste, desde o início do horário de verão, em 3.10.2000. Isso significa uma economia de 2.154 MWh. De acordo com o ministro Rodolpho Tourinho, a adoção do horário de verão proporcionou redução da demanda nas regiões Sudeste e Centro-Oeste de 6,2%, o que eqüivale 2.026 MWh. Para o ministro, a surpresa ficou por conta da região Nordeste, que entrou pela primeira vez no sistema e obteve uma redução de demanda de 2,3%. Já na região Sul essa queda foi de 5,7%. (23.02.2000)

As projeções do ONS consideram, para 2000, um crescimento próximo a 4% do consumo de energia elétrica, sobre os 39.182 MW médios, registrados em 1999 no sistema interligado. (22.02.2000)

O consumo de energia elétrica no Estado de São Paulo cresceu 0,8% em 1999. Até dezembro daquele ano, foram distribuídos 92,6 mil GWh de energia pelas 13 concessionárias do setor elétrico paulista, contra 91,9 mil GWh em 1998. O segmento comercial foi o que mais se destacou entre as categorias de consumo, com desempenho 5,5% superior ao alcançado em 1998. (09.02.2000)

Segundo um levantamento feito pela consultoria DCT Energia, das empresas consideradas grandes consumidoras – que representam cerca de 35% do consumo industrial do País - pelo menos a metade já atua como autoprodutora de energia. A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) é um exemplo. Com geração própria de 226 MW e consumo de 196 MW, a CST vende seu excedente de geração para a Escelsa. A CSN, com a entrada em operação da termelétrica de Volta Redonda, própria, e das hidrelétricas de Itá e Igarapava, nas quais tem participação, também atinge a auto-suficiência. 'O investimento na térmica foi de US$ 300 mi, e a economia, somente com a energia, será de US$ 33 mi por ano', diz o superintendente geral de Participações em Energia da CSN, José Renato Pontes. A siderúrgica também venderá o excedente de energia elétrica produzida pela Central Termelétrica CTE 2, localizada em Volta Redonda (RJ), o que poderá acontecer pelo prazo de cinco anos, contados a partir de 1.01.2000º, de acordo com autorização da Aneel. Para o diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas Produtoras Independentes de Energia Elétrica (Apine), Cesar Roland, ainda não se pode apontar uma tendência de crescimento da autoprodução, mas é possível que isso venha a ocorrer. (24.01.2000)

O desempenho do comércio continua puxando o crescimento do consumo de energia elétrica no Estado de São Paulo. No acumulado de janeiro a novembro/19999, o setor absorveu 13.903 GWh, o que corresponde a um incremento de 6% em relação a igual período do ano anterior, segundo a última edição do boletim Conjuntura Energia, produzido pela Secretaria de Energia do Estado de São Paulo. Em conseqüência, a participação do setor no mercado local de energia elétrica passou de 15,5% para 16,4%. Com um consumo acumulado de 24.696 GWh entre janeiro e novembro/1999, o setor residencial respondeu por 29,1% do mercado total paulista. O setor industrial ainda é, portanto, o maior consumidor de energia elétrica no Estado, com uma participação de 42,3% no mercado total. (11.01.2000)

A CERJ registrou consumo recorde no dia 30.12.1999. Apesar da exigência máxima do sistema elétrico, não houve qualquer ocorrência por sobrecarga. O consumo de energia na virada também foi o maior do século, tendo sido 4% maior do que o de 1999. (06.01.2000)

O governo federal estima que a demanda por energia elétrica crescerá, em média, 4,8% ao ano a partir de 2000. O investimento estimado para atender a essa demanda é de US$ 4 bi (cerca de R$ 7,2 bi) até 2010. (27.12.1999)

As duas distribuidoras de energia que atuam no litoral paulista investiram mais de R$ 24 mi para garantir o abastecimento elétrico no verão 1999/2000, quando a população dessa região e a demanda de energia duplicarão. Segundo o engenheiro Roberto Mário Di Nardo, assessor da presidência da EBE, a previsão é de que o consumo seja 30% superior ao da temporada passada. (20.12.1999)

A Aneel autorizou as concessionárias de energia elétrica a desenvolver, dentro de seus programas de combate ao desperdício de energia elétrica, projetos visando à melhoria do fator de carga das unidades, ou seja, a diminuição do consumo nos horários de pico. Com a Resolução 334, as concessionárias não precisam mais pedir autorização ao órgão regulador para implementar seus projetos. (03.12.1999)

A Copel pretende, em parceria com indústrias e o comércio, incentivar o consumo de energia elétrica através do estímulo a aquisição de aparelhos eletroeletrônicos. A empresa quer facilitar a compra desses produtos através, por exemplo, do pagamento via conta de luz, e incitar seus clientes a utilizá-los, preferencialmente fora do horário de pico. O objetivo é registrar, até 2004, um aumento real de consumo de 2,2%, atingindo cerca de 270 mil famílias com consumo mensal acima de 300 kWh - 13,5% de seus dois milhões de clientes residenciais. (24.11.1999)

O Ministério das Minas e Energia informou que a implantação do horário de verão no Sistema Elétrico do Sul, Sudeste e Centro-Oeste representou uma redução em torno de 4% na demanda instantânea, ou seja, houve redução de consumo equivalente a 2170 MW no horário de ponta. No Sistema Sudeste/Centro-Oeste a redução atingiu valores de cerca de 5,9%, equivalentes a 1940 MW. A queda do consumo no estado de São Paulo foi de 1170 MW. Nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, uma das áreas mais críticas de fornecimento de energia, a demanda passou de 6704 MW antes do horário de verão, para 6.084, após sua implementação. No Sistema Elétrico do Nordeste, a redução na demanda atingiu 3,5% ou 260 MW. Na área do Rio Grande do Sul, o consumo passou de 3.270 para 3.100. Na área norte do Nordeste, a queda foi de 30 MW. No sul da Bahia, a redução representou 13 MW. Na área oeste do Nordeste, a queda foi de 15 MW, e na área sudoeste da região Nordeste, o consumo passou de 303 MW para 294 MW. (18.11.1999)

O consumo total de energia elétrica no estado de São Paulo foi de 69.099 GWh até setembro de 1999, o que significa um aumento de 0,7% sobre o mês anterior. Esse crescimento é devido ao desempenho das classes residencial e comercial, que registraram taxas de 3,3% e 6,2%, respectivamente. No acumulado do ano, a classe residencial, que participa com 29,2% do mercado total, distribuiu um volume de 20.210 GWh, evoluindo 3,3% em relação ao mesmo período de 1998. O Consumo por Consumidor Residencial do Estado também apresentou uma evolução de 1,0%, isto é de 226,9 kWh em 1998, para 229,0 kWh em 1999. De 1995 a 1999, o crescimento foi de 11,9%, sendo que na capital houve uma expansão de 14,3% e de 10,7% no interior. (12.11.1999)

O consumo de energia elétrica no país registrou queda no terceiro trimestre de 1999, contrariando as expectativas do governo de encerrar o ano com crescimento de 4% no consumo. Segundo o secretário de Energia, do ministério das Minas e Energia, Benedito Carraro, com a retração, 1999 deve ser fechado com aumento entre 2,9% e 3%. (12.11.1999)

O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse que o consumo de energia elétrica no País crescerá 4% em 1999. O aumento da demanda por energia vai acontecer, segundo ele, apesar de se esperar um crescimento zero da economia. Em 1998, a demanda de energia cresceu 4%, enquanto que o PIB caiu 0,12%. (09.11.1999)

O diretor da Aneel, Luciano Pacheco Neto, informou que a agência deverá baixar de 3 para menos de 1 MW, até o fim de 1999, o limite mínimo para definição de consumidores livres de energia elétrica. Segundo Pacheco, a Aneel vai estimular o crescimento do mercado livre de energia com a ampliação da base de consumidores livres e com a regulamentação definitiva do livre acesso às redes de transmissão e distribuição. Ele informou que as regras definitivas de operação e custo do livre acesso serão definidas com a participação dos agentes do mercado. (08.11.1999)

Prefeituras buscam economizar no consumo de energia. A cidade paulista de Piracicaba, com 330 mil habitantes, vai economizar quase R$ 800 mil em 1999 na conta de luz. O município de Ilhabela conseguiu derrubar em 45% seus gastos com a iluminação pública e 22% do consumo de eletricidade em escolas e postos de saúde. Em Piracicaba a conta da eletricidade representa 4% dos gastos da prefeitura. Algumas cidades, como Porto Alegre, conseguiram reduzir em 64% sua fatura substituindo as lâmpadas de iluminação pública de vapor de mercúrio por modelos de vapor de sódio. (22.10.1999)

Segundo o Plano Decenal da Eletrobrás, no período entre 1999 e 2008, o crescimento do consumo total de energia elétrica das concessionárias será de 4,7% ao ano. (22.10.1999)

A energia eólica está sendo consumida por mais de 160 mil cearenses, e esse número deve quadruplicar em breve. Até o fim de 1999, a Coelce abre licitação para a construção de duas novas usinas, num total de 60 MW. Em Fernando de Noronha, a energia eólica já corresponde a 10% o consumo de diesel. Em 1998, a Wobben Windpower, fabricante de geradores eólicos, faturou R$ 7 mi graças às exportações para a Alemanha e à instalação de 35 máquinas com potência individual de 500 quilowatts no Ceará e no Paraná. (11.10.1999)

A expectativa da Aneel é de que, durante o horário de verão, a demanda máxima no sistema interligado Sul/Sudeste/Centro-Oeste recue 4,5%, sendo que a Bahia, único Estado nordestino a integrar a iniciativa, deve ter queda de 4,9% neste indicador. De acordo com os cálculos do órgão regulador, o período de ponta (das 17h às 22h) terá retração de 1.900 MWh/h na demanda, o equivalente a R$ 950 mi. O consumo nacional de energia deve cair 1%. (24.09.1999)

De acordo com projeções da Abdib, o consumo nacional de energia aumentará 3,5% neste ano. Para o período de 2000 a 2004, a estimativa é de que a demanda avance mais 5%, levando-se em conta um crescimento de 4,5% no PIB. Em 1998, o volume de energia absorvido pelos brasileiros subiu 4,1%.

Segundo levantamento divulgado pela entidade, o consumo anual per capita de energia no Brasil é de 1.970 KWh/ano, ainda abaixo da atual média mundial, de 2.700 kWh/ano. A pesquisa apontou o setor de energia como o líder de investimentos no período de 1999 a 2003, concentrando US$ 90,8 bi dos US$ 215,4 bi projetados no período para o setor de infra-estrutura e indústrias de base. (14.09.1999)

Depois de dois dias de reunião, os especialistas do governo e da área empresarial concluíram que o setor elétrico deve trabalhar com folga na oferta no ano 2000. Embora exista uma curva ascendente de consumo, que resultará em crescimento de 3,5% no final deste ano, haverá uma oferta de geração nova, em 2000, de 4,8 mil MW. (10.09.1999)

A Coelba lançou um programa para eficientizar o consumo no edifício-sede da empresa. O primeiro passo foi a substituição de todas as lâmpadas de 40 watts por fluorescentes tubulares de 32 watts. (08.09.1999)

O consumo de energia elétrica registrado no Estado de São Paulo, durante o primeiro semestre de 1999, foi de 53.269 GWh, sendo o maior desde 1995. Todavia, a taxa de variação em relação a igual período de 1998, de 1%, foi a segunda menor dos últimos cinco anos. No primeiro semestre de 1996, o consumo de eletricidade permaneceu estável na região. Em 1995, havia aumentado 8,1%; em 1997, cresceu 6,6% e, em 1998, outros 2,2%. (08.09.1999)

A Escelsa investirá até o final do ano R$ 5,18 mi no Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica. A empresa vem realizando desde o início deste ano diversas ações, como a melhoria de equipamentos da rede e até comercializando 10 mil lâmpadas fluorescentes compactas para os consumidores residenciais, o que colabora para diminuir o consumo de energia residencial. (20.08.1999)

O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho projetou que o consumo de energia no País vai aumentar em 19 mil MW em 2002. Em 2006, esse crescimento chegará a 42 mil MW. O consumo hoje de energia no País é de 62.315 MW, tendo crescido 1,9% só nos sete primeiros meses do ano. (18.08.1999)

ALight constatou estabilidade no consumo de energia no Rio de Janeiro no primeiro semestre de 1999, registrando um aumento de 2,5%. O residencial mantém a tendência de crescimento; o comercial está estável; e o industrial, em queda. (06.08.1999)

O consumo de energia elétrica do Estado de São Paulo apresentou crescimento de 0,8% de janeiro a junho de 1999, em comparação a igual período de 1998. Apesar disso, o índice de crescimento no primeiro semestre é quase três vezes menor que o registrado no primeiros seis meses do ano passado. O segmento que apresentou maior índice de crescimento foi o comercial - que representa 16,8% do total da energia distribuída no Estado - com taxa de 6,8%. O setor industrial, com 41,5% do consumo total, apresentou retração de 3,6% no semestre, em relação a igual período de 1998. (05.08.1999)

Consumo de energia cresce 6,9% no 1º semestre. No setor industrial o consumo aumentou 9,6%. Na área de abrangência da CFLCL, o crescimento médio do consumo foi de 6,4%, puxado pelo desempenho do setor industrial, com incremento de 12,9%. A Cenf apresentou crescimento médio de apenas 3,2% nas vendas de energia. O crescimento médio do consumo de energia das empresas foi de 6,9%. (23.07.1999)

A Chesf informou que o consumo de energia elétrica, no Nordeste, cresceu 3,3% em junho em relação ao mês anterior. O crescimento das vendas no primeiro semestre representa 1,2% a mais sobre o acumulado no mesmo período de 1998, chegando a 22,4 milhões de MWh . (21.07.1999)

A região sudeste apresentou retração de 0,4% no consumo de energia, nos primeiros cinco meses deste ano, em relação a igual período do ano passado. O resultado decorreu da redução de 4,3% no consumo do setor industrial, que ficou em 28.838 GWh no período. No segmento residencial, o crescimento foi de 3% e no comercial de 5%. Na região Sul, a taxa de expansão do consumo de energia foi de 6,3%. No Centro-Oeste, o crescimento foi de 5,5%. No Nordeste, o consumo médio cresceu 1,5%, e no Norte 1,4%. (20.07.1999)

O consumo de energia elétrica, em Santa Catarina, cresceu 4,9% no primeiro semestre de 1999 em relação ao mesmo período de 1998. A demanda, segundo a Celesc, atingiu 5, 6 mi de MWh no período. A classe comercial foi a que apresentou maior crescimento, 7,6% maior que no primeiro semestre de 1998. Na classe industrial, que representa 42% da energia vendida pela Celesc, o consumo cresceu 3,9% nos primeiros seis meses de 1999 em relação ao primeiro semestre de 1998. (21.07.1999)

A taxa de crescimento do consumo de energia elétrica, no País, nos primeiros cinco meses de 1999, foi de 1,3% em relação a igual período de 1998. No período, foram consumidos 119.171 GWh. No acumulado dos últimos 12 meses, concluídos em maio de 1999, o índice fica em 2,3%, representando a menor taxa para um período de 12 meses desde janeiro de 1997. (20.07.1999)

Dirigentes da Chesf, Coelba e Prefeitura de Salvador assinaram um protocolo de intenções para o desenvolvimento de projetos de eficientização e conservação de energia elétrica no Centro de Convenções da Bahia. A expectativa dos técnicos é pela redução de 33% do consumo de energia, resultando numa economia de 1,5 mil MWh. Os projetos envolvem investimentos da ordem de R$ 1,3 mi. (02.07.1999)

O consumo de energia elétrica no Estado de São Paulo, nos primeiros cinco meses deste ano, foi 0,2% menor que o registrado em igual período de 98. Foram consumidos em 37.907 GWh de janeiro a maio de 1999. (29.06.1999)

Na região Sul, o crescimento no consumo de energia no primeiro quadrimestre de 1999 foi de 6,9%, em relação a igual período de 1998. Na comparação de abril deste ano, com abril de 1998, o índice chega a 8,3%. Já no Sudeste - que consome 58% da energia do País - a taxa de consumo no quadrimestre ficou negativa em 0,1% em relação a igual período de 1998. Por segmento, neste mesmo período, no Sudeste, foi registrado um aumento de 5% no consumo comercial, 2,6% do residencial e uma retração de 4% no segmento industrial. (17.06.1999)

O consumo de energia elétrica, no País, nos primeiros quatro meses deste ano, quando foram consumidos 95.978 GWh, foi 1,7% maior do que em igual período de 1998. Por segmento: o consumo residencial aumentou 3,6%, o comercial 5,3%, e o industrial ficou negativo em 1,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice de consumo no país fica em 2,8%. Na comparação de abril deste ano com abril de 1998, o crescimento do consumo foi de 3,6%. Por segmento: o consumo residencial cresceu 6,9%, o comercial 7,8%, e pela primeira vez neste ano, o segmento industrial não apresentou taxa negativa, ficando com índice zero. Segundo a Eletrobrás a expansão do consumo de energia no Brasil, em 1999, ficará acima de 3%. (17.06.1999)

De acordo com o Conjuntura Energia, estudo publicado pela Secretaria de Energia do Estado de São Paulo , o consumo de energia por parte dos 11,2 mi de consumidores do Estado totalizou 30.400 GWh, apresentando variação de apenas 0,2% em relação a 1998. Foi a segunda menor observada nos primeiros quadrimestres do ano desde 1995. Na comparação entre janeiro e abril de 1999 com igual período de 1998, o consumo no setor residencial aumentou 2,6% e, no comercial, 5,3%. Essas taxas foram as menores acumuladas nos primeiros quatro meses de cada ano desde 1995. Já o setor industrial registrou uma queda de 3,6%. A participação da indústria no total da energia distribuída no Estado recuou de 49,4% em 1995 para 41,4% em 1999. No mesmo período, a participação dos setores comercial e residencial, juntos, aumentou de 38,7% para 46,4%. (15.06.1999)

No primeiro trimestre do ano, o setor comercial apresentou taxa de crescimento de consumo de energia elétrica de 4,9%, em comparação a igual período do ano passado. O segmento "outros" apresentou crescimento de 5,3%. Essas duas áreas representam cerca de 30% do mercado consumidor. O segmento industrial - que corresponde a 42,5% do mercado - apresentou retração de 1,7% e o setor residencial teve crescimento de 1,9%. No sistema Sul/Sudeste/Centro-Oeste, o crescimento do consumo de energia foi de 1,2% no trimestre, em relação a igual período do ano passado. Já no sistema Norte/Nordeste, o crescimento do consumo foi de 1,9%. (27.05.1999)

O consumo de energia elétrica, no País, cresceu 1,4% no primeiro trimestre deste ano, em comparação a igual período do ano passado. Segundo a Eletrobrás, o consumo de energia foi de 71.118 GWh, ante os 70.167 GWh consumidos em igual período de 98. Segundo estudos da empresa, se o PIB de 99 fechar negativo em 2%, o crescimento do consumo de energia deve ficar entre 2% e 3,5%. Se o PIB for nulo, o crescimento do consumo de energia deve ficar entre 3% e 4,5%. No caso de PIB positivo em 1%, o consumo deve aumentar entre 4% e 5%. (27.05.1999)

Segundo o ONS, a carga própria de energia cresceu 3,9% entre janeiro e maio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste em relação a igual período do ano passado. A exspectativa era de que esta taxa chegasse a, apenas, 2%. Já na região Norte/Nordeste, enquanto que a expectativa era de crescimento de 4%, a taxa ficou em 1,2%. Em relação ao consumo, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a previsão para o segmento industrial era de um aumento de 1,8%, mas está negativa em 2,3%. No Norte/Nordeste a previsão era de crescimento de 6%, mas ficou em 1%. (20.05.1999)

O mês de setembro deverá ser o mais crítico deste ano em relação ao risco de déficit de energia. Segundo projeção do ONS, é previsto para setembro crescimento de 4,2% no consumo de energia elétrica no horário de ponta, em comparação com igual período do ano passado. Além disso, segundo o secretário geral do ONS, Humberto Valle do Prado Junior, existe o agravante de que os meses de setembro e outubro ficam no final do chamado período seco, que é quando os reservatórios atingem os menores índices de armazenamento de água. (20.05.1999)

Estudo da Lafis mostra que o consumo geral de energia elétrica vai aumentar 1%, em 1999, contra um crescimento de 4,4%, em 1998. Na indústria, o consumo caíra 3% em 1999. A Lafis estima reajuste médio de tarifas de energia elétrica entre de 15% e 16% a partir deste mês, (30.04.1999)

O consumo de energia elétrica no País, como conseqüência direta da recessão, teve um crescimento de apenas 0,9% no primeiro bimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 1998. Entretanto, a ABCE calcula que o mercado deve crescer 5% ao ano no próximo decênio, devido ao reaquecimento da economia. Segundo seus cálculos, seriam necessários investimentos anuais de US$ 7 bi na infra-estrutura e modernização da rede, cifras menores que as que vem sendo estimadas pelo MME. (29.04.1999)

Nos doze meses concluídos em março deste ano, o setor industrial de São Paulo absorveu 39.702 GWh de energia elétrica - 2% a menos que em igual período do ano anterior. O consumo global do Estado aumentou 1,4%, totalizando 91.732 GWh. A variação acumulada, de 1995 a 1999, foi de 13,2%, ou 10.731 GWh. (29.04.1999)

O consumo de energia elétrica no País, em janeiro de 99, atingiu 23.873 GWh, o que representou uma redução de 0,4% sobre o registrado em janeiro de 98. A queda de janeiro foi puxada pela retração do consumo industrial e residencial, que apresentaram redução de 4,1% e 0,4% respectivamente. Nos últimos 12 meses, o Índice de crescimento do consumo de energia elétrica foi de 3,6%. Em 98, esta taxa foi de 4,1% e não de 4,4%, conforme havia sido divulgado. (06.04.1999)

Com base no Plano Decenal, o menor consumo de energia está postergando a generalização de blecautes para o futuro. O sistema elétrico opera com uma margem de oferta de 5% nos momentos de pico, enquanto que aos parâmetros internacionais de segurança utilizam um Índice 10% O Brasil tem capacidade para gerar 59,3 mil MW de energia, mas a oferta real é de 44 mil MW.Nos horários de pico a demanda atinge 42 mil MW. Previsões do GCPS para o Plano Decenal de Expansão (1998/ 2007) mostram uma necessidade de incorporação de 3.640 MW, por ano, para atender ao aumento no consumo. (22.03.1999)

No Espírito Santo, o horário de verão proporcionou uma economia de R$ 3,65 mi. Esse valor equivale a uma economia de 42.358 MWh, ou 1.8% no período em que vigorou o horário, quando o consumo de energia chegou aos 2,35 mi de MWh. Houve também uma queda de demanda de 6%, o que significa a postergação de investimentos equivalente a uma subestação de 60 MVA, com um custo aproximado de R$ 4 milhões. (11.03.1999)

O consumo de energia elétrica cresceu 4.4% em 1998 contra 6.7% em 1997, confirmando o desaquecimento da economia. O consumo do setor industrial cresceu apenas 0.6%, enquanto que em 1997 a alta foi de 4.9%. Considerando-se apenas o Sistema Interligado Sul/Sudeste/Centro-Oeste, o desempenho da indústria foi ainda pior, de 0.2%, sendo que em São Paulo houve um recuo de 6,25%. No entanto, os setores residencial e comercial ampliaram o consumo em 7.2% e 9.1%, respectivamente.(08.03.1999 e 12.03.1999)

Segundo o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, o grande desafio do setor elétrico em 1999 será o crescimento da demanda por energia em época de estagnação do PIB. Tourinho estimou que a demanda deve aumentar de 3% a 5% neste ano, sem contrapartida do PIB, e assegurou que a conjuntura de retração econômica não atrapalhará a obtenção de investimentos externos no setor. (02.03.1999)

O consumo de energia cresceu 5,07% em 1998, quando foram consumidos 306,4 mil GWh, contra os 291,6 mil GWh de 1997. Se forem consideradas apenas as vendas das concessionárias de energia , o crescimento foi de 4,4% em 1998. Os números, divulgados pela Diretoria de Planejamento da Eletrobrás, confirmam a tendência de redução do ritmo de crescimento do consumo, já que em 97 o consumo cresceu 6,1% e a previsão inicial para 98 era de uma taxa próxima a 6%. (23.02.1999)

O consumo de energia em São Paulo aumentou 2,2% em 1998. A elevação foi proporcionada, basicamente, pelas classes residencial e comercial que, juntas, absorveram 44,1% do total da energia distribuída. Na primeira, com participação de 28,6% do mercado total, o aumento de consumo foi de 4,5% nos dez meses de 1998. Na segunda, que absorve 15,5% do total de energia, a evolução foi de 9,2%. Boa parte desta evolução foi verificada no interior do estado. Nas residências da região, o aumento do consumo foi de 6,3%, diante dos 2,5% da capital. No comércio, atingiu 10,9%, para 7,9% da capital. (30.11.1998)

Cresce o consumo de energia em Pernambuco A Celpe fechou seu balanço de vendas em 1998 com um crescimento de 6,8% em relação a 97, acima do crescimento registrado na comparação entre 97 e 96, que foi de 5,9%. A Celpe vem nesse ritmo de expansão desde a implantação do plano Real, em 94. Até agora, o mercado da estatal aumentou 29,94%. (22.01.1999)

O consumo industrial de energia no Estado de São Paulo encerrou 1998 com uma retração de 1,2% em relação ao ano anterior. A participação da indústria no consumo total de eletricidade já chegou a 55% no passado, mas vem caindo a cada ano que passa. Em outros segmentos como o comercial, residencial e serviços o consumo de energia elétrica continua crescendo. Mesmo assim o mercado total de energia no Estado de São Paulo encerra o ano com uma aumento de apenas 2%. Trata-se de uma taxa muito inferior à esperada. No início do ano os técnicos responsáveis pelo planejamento do setor elétrico apostavam em um crescimento de 4,5% no consumo de energia elétrica no Estado. (22.12.1998)

O nível de consumo de energia do Estado de São Paulo parece já começar a refletir o impacto da retração da atividade econômica. Este ano, o mercado de energia está crescendo menos do que em 1997, conforme os dados mais recentes do balanço energético da Secretaria de Energia. A expansão do consumo de energia foi de apenas 2,2%, entre janeiro e setembro, contra 6,1% no mesmo período do ano passado. (10.11.1998)

A crise e a expectativa de recessão fizeram a Light rever os planos decrescimento da demanda por energia elétrica em 1999. Inicialmente, previa-se aumento de 5,5% no consumo de energia para o próximo ano. Amparada na hipótese de que deverá haver queda na taxa de crescimento do consumo em 1999, a empresa vai rever as estimativas de investimento. Agora, espera-se crescimento de 3%. (03.11.1998)

Desde o início do Plano Real, o consumo de energia elétrica no estado de São Paulo registrou um aumento de 17,9%, com acréscimo de 13.784GWh no total distribuído. As residências - que hoje representam 28,4% do mercado paulista total, estimado em 10,9 milhões de consumidores - foram os maiores responsáveis por esse aumento, com expansão de 48,8%. Nesse período, o consumo mensal médio por cliente, entre os consumidores residenciais, foi de 225,7 kWh. Em agosto de 1994, esse volume era de 193,8kWh. Entre os consumidores industriais, o aumento no consumo foi de apenas 4,4%, em conseqüência da retração observada na Região Metropolitana, onde se concentram as principais indústrias metalúrgicas. Já no interior do estado, o crescimento foi de 10,3%, equivalente a um aumento de 2.672 GWh no total distribuído, o que demonstra o processo de migração de indústrias para essa região.(15.10.1998)

O crescimento do consumo de energia elétrica começa a arrefecer, tanto que as distribuidoras do setor estão revendo os Índices projetados para o final de 1998. O elemento que justifica esse comportamento é o impacto do pacote fiscal que o governo deverá editar este mês sobre o nível de atividade econômica. (01.10.1998)

O Brasil passou o mês de agosto com uma margem de segurança entre 2% e 3%, número superior à margem de segurança internacional, de 5%. O consumo nos horários mais críticos foi de 42,2 megawatts-hora enquanto a produção girou em torno de 43 megawatts-hora no período. A Eletrobrás atribuiu o problema ao crescimento de 6% ao ano do mercado consumidor e o atraso na entrada em operação de algumas usinas. (02.09.1998)

 


Principais Fontes de Pesquisa: Correio Braziliense, Diário Catarinense, Diário do Grande ABC, Diário do Nordeste , Folha de Pernambuco, Folha de São Paulo, Gazeta Mercantil, InvestNews/GM, Jornal do Brasil, Jornal do Commercio, O Estado do Paraná, O Estado de São Paulo, O Globo, Zero Hora.

Esta home page é um projeto de pesquisa entre a Departamento de Planejamento e Orçamentos (DFP) - da Diretoria Financeira da Eletrobrás e o Núcleo de Computação do Instituto de Economia da UFRJ.

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