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USINAS À GÁS
NATURAL
A ampliação do capital de giro da Colbún,
aprovada em 18.06 pela junta de acionistas da empresa, dá
condições para a elétrica entrar no negócio
de gás natural, mais especificamente no transporte, distribuição,
fornecimento e comercialização para grande consumidores
ou para geração. O presidente da empresa, Yves Jourdain,
disse que é cada vez mais necessário oferecer serviços
integrados como já faz a Electroandina no norte do Chile
e negou interesse nos 13% da Gener na GasAndes. Afirmou também
que uma fusão com a Electroandina é, por enquanto,
apenas um projeto, mas que não deve ser descartada. (19.06.2001) A brasileira Petrobras, até o meio-dia de 19.06.2001, está
liderando o número de aquisições na Terceira
Rodada de Licitações da ANP. A companhia brasileira
participou de quatro das cinco licitações realizadas
até agora, duas delas como líder de consórcio,
uma sozinha e outra com 30% de participação do consórcio.
O primeiro bloco arrematado pela Petrobrás foi o de número
17 da Bacia de Santos (BMS-17). O segundo bloco vencido pela empresa
é o de número 5 da Bacia de Camamu Almada (BM-CAL-5),
na Bahia, com área é de 1,12 mil km2. Para essa área
foram pagos R$ 6.250.031,00 pelo consórcio no qual a Petrobras
tinha 45%, a Queiroz Galvão, 18,34%, a americana El Passo,
18,33%, e a Petroserv, 18,33%. A bacia Ceará-Mundaú
(BM-CE-1) foi arrematada só pela Petrobras pelo valor de
R$ 301.234,00. Sua área corresponde a 1,28 mil km2. A brasileira
também foi integrante do consórcio liderado pela norte-americano
Esso e que arrematou por R$ 10.856.132,00 o bloco marítimo
9 da Bacia do Espírito Santo (BM-ES-9), de 2,16 mil km2 .
A Esso tem 40% da parceria ao lado da Petrobras e Kerr-McGee, ambas
com 30%. (19.06.2001) Um novo nicho de mercado para as seguradoras está na cobertura
dos chamados "riscos de engenharia", ramo que deve ser
impulsionado pela construção de pelo menos 49 usinas,
dentro do PPT do governo federal. Uma das seguradoras que aposta
no crescimento desse mercado é a subsidiária brasileira
da britânica Royal & Sunalliance. "Estamos tentado
ver a crise como oportunidade", resume Thomas Batt, presidente
da companhia no Brasil, que já participa de uma concorrência
para segurar a instalação de duas novas turbinas em
Itaipu, avaliadas em US$ 185 mi. Até 1999, a apólices
de riscos de engenharia - que cobrem as fases de instalação,
montagem e testes de empreendimentos não só do setor
elétrico - respondiam por 4% a 5% dos prêmios recebidos
pela Royal. Neste ano, a participação avançou
para 8% dos prêmios, estimados em R$ 70 mi, e em 2002 a previsão
é alcançar 12%, avalia o diretor técnico da
seguradora, Paulo Takenaka. Os valores envolvidos na cobertura de
obras de termelétricas são elevados e exigem resseguros
compartilhados com o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e companhias
internacionais. A própria matriz da Royal, na Inglaterra,
também atua nesse segmento, o que lhe dá maior liberdade
para garantir apólices mais graúdas. (19.06.2001) A British Petroleum está pronta para iniciar a construção
de duas fábricas de gás natural, com um total de 350
MW, segundo informou o controle financeiro da subsidiária
brasileira da BP. A expectativa é que a licença seja
obtida e a exploração se inicie no terceiro trimestre
de 2001. A BP supõe que os dois projetos, juntos orçados
em US$ 100 mi, comecem a produzir em 2003. O local das instalações
não foi revelado. A BP tem 12 projetos para levar adiante,
mas por causa de dificuldades regulatórias de meio ambiente
estão engavetados. (18.06.2001) Com as principais companhias de petróleo já envolvidas
na exploração das áreas adquiridas nos últimos
dois leilões, a expectativa em torno da Terceira Rodada de
Licitações de áreas para exploração
e produção de petróleo e gás da ANP
são bem mais modestas do que se poderia imaginar em meio
a uma crise de energia. O leilão está marcado para
os dias 19.06.2001 e 20.06.2001, no Rio de Janeiro, e será
o maior já realizado pela ANP. Sem a aura de novidade das
duas primeiras rodadas e com o número de áreas ofertadas
- 53 - bem maior do que nos leilões anteriores, há
expectativas de que o encalhe de blocos seja maior. "Estamos
sentindo que o clima dessa vez está muito morno. As pessoas
estão ocupadas em explorar as áreas adquiridas nos
últimos leilões", afirma o consultor da EXPetro,
Jean Paul-Prates, contratado por cinco empresas habilitadas a participar
do leilão. Prates reconhece que a crise energética
gera boas oportunidades de negócios no segmento de gás,
mas lembra que o foco dos investimentos é a produção
de petróleo. Além disso, a falta de um marco regulatório
definido para o gás dificulta as decisões de investimento
das empresas. Outro problema é que o Brasil ainda oferece
muitas surpresas aos investidores, como a tentativa dos governos
estaduais de cobrar ICMS sobre os equipamentos importados. A proposta
só foi abortada depois de um intenso esforço da indústria
do petróleo. (18.06.2001) A partir de agosto de 2001, os primeiros 200 MW da Usina Termelétrica
Macaé Merchant já serão negociados no MAE e
no sistema de trading. A Usina de Macaé, até fevereiro
do ano 2002, estará operando com 20 turbinas, produzindo
870 MW. Segundo o vice-presidente senior da El Paso no Brasil, Roberto
Almeida, "vamos trabalhar todo o espectro possível de
negociação de energia, seja no MAE ou no mercado de
balcão, onde serão feitos contratos bilaterais com
compradores e vendedores. Nosso trade estará monitorando
os mercados e será dedicado à comercialização
de energia em contato direto com distribuidoras por meio do MAE.
Neste, não se sabe quem está comprando, já
no balcão lida-se diretamente com o comprador". (18.06.2001) A construção de usina termelétrica pela Telemar
deverá ser definida em 90 dias. Nesse prazo, a companhia
analisará a opção de investir US$ 60 mi, previstos
para a implantação, sozinha ou em parceria. Após
esse período, caso opte pela instalação da
termelétrica, abrirá processo de licitação
para início da construção da unidade produtora
de energia. De acordo com a empresa de telefonia, a capacidade de
produção prevista da usina, de 100 MW, será
suficiente para garantir a operação de todos os terminais
que a empresa prevê possuir até o final de 2001. (13.06.2001) O Ministério do Desenvolvimento informou, dia 13.06.2001,
que a autorização concedida pela Camex (Câmara
de Comércio Exterior) para a importação de
termelétricas embarcadas com alíquota zero possibilitará
ao importador decidir pelo regime de absorção do equipamento
nas modalidades de admissão temporária, sem cobertura
cambial, locação ou compra. A redução
do imposto de importação para termelétrica
embarcada foi solicitada primeiramente à Câmara de
Gestão da Crise de Energia Elétrica, pela Coelce,
Abimaq (Associação Brasileira das Indústrias
de Máquinas) AmBev e Volkswagen. Além de reduzir para
zero a alíquota do imposto de importação para
termelétrica embarcada, a Camex atendeu a outro pleito da
Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica
reduzindo para zero a alíquota de importação
para grupos de geradores de energia com capacidade superior a 500
kWa. (13.06.2001) As previsões oficiais da Petrobras são que, até
o final de 2001, cinco usinas nas quais a empresa estatal tem participação
comecem a gerar pelo menos 724 MW. Segundo o cronograma da Petrobras,
a primeira fase das termelétricas Termobahia, Termorio, Ibirité,
Fafen e Piratininga deve entrar em operação em outubro
de 2001. No início das operações, as cinco
usinas gerarão 724 MW. A Aneel autorizou, até maio
de 2001, a construção de 39 termelétricas.
Segundo o cronograma da agência elaborado em maio, parte dessas
usinas deveria entrar em operação este ano, gerando
2.141 MW. Ainda segundo os relatórios de acompanhamento da
agência, os cronogramas de 19 das 39 usinas estão atrasados.
A maioria dos atrasos ocorre por conta de dificuldades para conseguir
licenças ambientais. Juntas, as 39 usinas já autorizadas
pela agência deverão gerar, segundo as estimativas
da Aneel, 14.249 MW até 2005. Os relatórios da Aneel
não apontam atrasos na construção das usinas
cujo início de operação a Petrobras prevê
para 2001. (13.06.2001) A BNDESpar, empresa de participações do BNDES vai
entrar como sócia nos projetos prioritários de geração
termelétrica. A informação é do diretor
de infra-estrutura do banco, Octávio Castello Branco. Ele
esclareceu que a entrada da BNDESpar nos projetos será por
meio de compra de debêntures conversíveis ou não
conversíveis dos empreendedores, como agente financiador.
O executivo do banco acrescentou que as linhas de empréstimo
do BNDES, juntamente com a participação acionária
da BndesPar, chegarão ao máximo de 80% dos investimentos
necessários para a conclusão dos empreendimentos.
É exigência do BNDES que os investidores privados entrem
com pelo menos 20% do total. O empréstimo de até 80%
inclui recursos necessários para a compra de equipamentos
importados, considerado o principal custo isolado dos projetos de
termelétricas. O objetivo do banco é apoiar a viabilidade
e o andamento dos projetos de aumento de oferta de eletricidade
no Brasil. (13.06.2001) A Telemar estuda investir US$ 60 mi em uma usina termoelétrica
movida a gás com capacidade para produzir 100 MW e assim
gerar parte da energia que consome. A curto prazo, a empresa avalia
alternativas como a compra de barcaças ou grupos motores
geradores. O local da usina ainda não foi decidido, mas deve
ficar em algum estado onde Telemar opere. A companhia consumirá
parte da energia gerada e o restante será trocado ou vendido
para que possa comprar energia em outros estados. O objetivo, além
da economia, é que o governo declare o serviço como
essencial e diminua de 20% para 10% o percentual a ser poupado.
(12.06.2001) Instituições do Rio de Janeiro serão responsáveis
pelo desenvolvimento de 40% dos projetos da CTPetro na área
de gás natural, que concentra o maior número de programas
encomendados pela Petrobras a 33 instituições de pesquisa
em todo o País. Os programas nesse setor, que receberão
aporte de R$ 23 mi e estão em fase final de avaliação,
devem ser aprovados pela Finep até julho de 2001.Os números
foram divulgados na abertura da II Reunião do Plano Nacional
de Ciência e Tecnologia de Petróleo e Gás Natural
(CTPetro), em um hotel no Centro do Rio. O CTPetro, que desde 1999
financia o desenvolvimento de tecnologias nas áreas de petróleo,
gás e energia, recebe 25% dos royalties do petróleo
para serem obrigatoriamente aplicados em desenvolvimento de tecnologias.
(12.06.2001) A terceira rodada de licitações para as áreas
de exploração e produção de petróleo
e gás natural da ANP pode ser mais uma oportunidade para
petroleiras de menor porte ou independentes aumentarem seus portfólios
de negócios no País. Na avaliação de
especialistas e executivos do setor, o leilão tem tudo para
repetir o anterior, marcado pela forte presença de empresas
pequenas e atuação tímida das grandes companhias.
A agência habilitou 42 empresas para a licitação.
Segundo um executivo do setor, as grandes companhias estão
atoladas de trabalho nos blocos nos quais já têm participação
no e por isso devem ter um apetite menor nessa licitação.
(11.06.2001) A ANP anunciou que habilitou 42 das 44 empresas inscritas na terceira
rodada de licitação para exploração
de petróleo, marcada para os dias 19 e 20 de junho de 2001,
no Rio de Janeiro. De acordo com declaração feita
pelo presidente da ANP, David Zylbersztajn as duas companhias desabilitadas
"não atenderam às exigências". Nesta
terceira rodada, serão ofertados 53 blocos de exploração
de petróleo e gás natural, localizados em 12 bacias
sedimentares, 43 deles localizados em alto-mar e, o restante, em
terra. (11.06.2001) A Petrobras ampliará a capacidade de geração
das termelétricas como alternativa mais rápida para
disponibilizar energia. A estatal está prestes a fechar com
a fabricante de equipamentos Alstom a ampliação da
usina TermoRio, em construção, pulando dos atuais
250 MW planejados para 1.000 MW até o final de 2002. As termoelétricas
Termobahia e Piratininga também terão sua capacidade
aumentada: a primeira dobrará seu tamanho, de 255 MW para
500 MW, e a segunda acrescentará 300 MW aos 500 MW programados.
A principal vantagem desse tipo de iniciativa é pular etapas
como a licença ambiental, compra de terreno e negociação
com fornecedores. (12.06.2001) Em seu depoimento à Comissão de Análise do
Sistema Hidrotérmico de Energia Elétrica, no dia 11.06.2001,
o diretor-geral da Aneel, José Mário Miranda Abdo,
revelou que, no que concerne ao caso do programa prioritário
de térmicas a gás, estava prevista a entrada em operação
de 'várias centrais' ainda em 2001, o que contribuiria significativamente
para a oferta de energia ao mercado consumidor, aliviando, em profundidade,
a crise configurada. 'Entretanto, o cronograma de implementação
foi inviabilizado pela frustração dos entendimentos
a cerca da cobertura dos riscos cambiais associados ao preço
do gás natural, cotado em dólares, no âmbito
da celebração dos contratos de compra da energia elétrica
a ser produzida', afirmou à comissão. Segundo José
Mário Abdo afirmou à comissão governamental,
o plano decenal de expansão do setor elétrico previsto
para o período de 2000 a 2009 já indicava um risco
de 12% para as regiões Sudeste e Centro-Oeste e de 11% para
o Nordeste, no ano de 2001. O diretor da Aneel alegou que foi justamente
o risco elevado - tradicionalmente, o setor elétrico brasileiro
trabalhava com risco de déficit de 5% - que motivou a criação
do programa térmico emergencial. (12.06.2001) A crise de energia fará com que inúmeras empresas
ponham o pé no freio em seus projetos de investimento. Mas
a necessidade de construção de termelétricas
deverá movimentar o setor de "project finance"
no segundo semestre de 2001. O BNDES deverá ajudar as empresas
no financiamento para construção das usinas, pois
o assunto energia é prioridade absoluta do governo agora.
Mas os bancos vão contribuir com parte do crédito,
principalmente no que diz respeito aos empréstimos-ponte
que serão necessários para dar o pontapé inicial
nos projetos antes que operações estruturadas de mais
longo prazo e de custo menor sejam realizadas. Segundo estima o
mercado, se 50 termelétricas tiverem mesmo a construção
iniciada ainda em 2001, os recursos totais a serem demandados podem
chegar a nada menos do que US$ 15 bi. Seriam cerca de US$ 300 mi
por termelétrica. (11.06.2001) O BNDES decidiu ampliar de 35% para até 80% a parcela a
ser financiada do investimento em usinas termelétricas listadas
no programa emergencial do governo. O banco financiará a
compra de equipamento importado, que é o maior custo dos
projetos. A decisão do BNDES aliada à definição
da Petrobras são passos fundamentais para incentivar investimentos
nesse setor. Segundo Octávio Castelo Branco, diretor de infra-estrutura,
haverá duas possibilidades de crédito para equipamento
importado. Uma delas será a correção por uma
cesta de moedas nos repasses de recursos que o BNDES está
negociando com o Bird para este fim. Na outra, em reais, a empresa
emite debêntures de dez anos corrigidas pelo IGP-M, com garantia
de recompra pelo BNDES, para cobrir parte do investimento. "O
restante será pela TJLP (Taxa de Juro de Longo Prazo)",
explicou. Em três anos, essas usinas deverão gerar
aproximadamente 15 mil MW. O custo dos projetos - considerando-se
US$ 600 por MW - seria de US$ 12 bi a US$ 15 bi. (11.06.2001) O Relatório da OCDE divulgado dia 06.06.2001 destaca que
a proposta do governo de construir usinas termelétricas a
gás é "ambiciosa" e enfrenta obstáculos
que podem comprometer o próprio projeto. Entre as dificuldades,
"o financiamento dos projetos, atrasos burocráticos
na concessão de licenças ambientais, escassez de turbinas
no mercado internacional e a falta de mão-de-obra treinada
para operar as usinas planejadas", segundo o relatório.
Essa solução é de emergência para uma
crise que a própria OCDE anteviu há um ano, quando
começou o estudo sobre o Brasil, e que pode se repetir se
não forem feitos os investimentos necessários. Para
fazer o download do "Policy Brief", que traz as recomendações
da OCDE em termos de polítca econômica para evitar
uma nova crise, clique aqui. (07.06.2001) Mesmo distante do risco de ter o ritmo de produção
afetado por falta de energia elétrica, o setor industrial
do Amazonas aposta na mudança da matriz energética
do Estado. A substituição tem ainda mais peso quando
considerada como fator de equilíbrio para as empresas já
instaladas e de atrativo para novas indústrias, caso se concretize
em 2013 anunciada extinção da Zona Franca de Manaus,
com a suspensão dos incentivos fiscais. Conforme cálculos
da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas
(Fieam), a utilização do gás deverá
se reverter em uma economia de 20% a 30% no custo final dos produtos.
Com a nova matriz, as indústrias deverão reduzir em
até 70% seus gastos com energia, afirmou o presidente da
entidade, José Nasser. (06.06.2001) A Petrobras terá cinco anos para reduzir o volume de gás
natural queimado nas plataformas de produção de petróleo
da Bacia de Campos. Atualmente, a empresa queima seis milhões
de m³/dia, cerca de um terço da produção
nacional, e terá de investir para reduzir o volume a 'valores
satisfatórios', segundo o superintendente de Desenvolvimento
da Produção da ANP, Oswaldo Pedrosa. A Agência
concluiu auditoria na da Bacia de Campos para verificar as causas
do desperdício e discute agora, com a estatal, procedimentos
para reverter a situação. O superintendente da ANP
descartou a hipótese, levantada em 2000 pela própria
Agência, de que a Petrobras estaria queimando gás nacional
para não pagar pelo insumo boliviano sem utilizá-lo.
(07.06.2001) Um despacho concedido a favor da Petrobras e da Marubeni Power
International, trading japonesa, permite que as empresas continuem
o processo legal para instalar uma usina termoelétrica na
cidade de Cubatão (SP), com potência prevista de 950
MW. Uma ação civil pública, do juizado da cidade,
impedia o empreendimento. A estimativa do vice-presidente da Marubeni,
Eric Westberg, é de que a usina consuma investimentos de
US$ 650 mi em três fases e seja concluída em meados
de 2005. "Queremos utilizar a estrutura existente em Cubatão
para abastecer toda a Baixada Santista", diz Westberg. Segundo
o executivo, um banco japonês teria demonstrado interesse
no projeto. Caso não tenha de mudar seus planos por determinação
judicial, Westberg espera colocar em operação duas
turbinas já em 2003, quando concluir a segunda fase do projeto,
com capacidade de geração de 450 MW. Na última
fase colocará em operação outras duas turbinas,
completando o potencial máximo de 950 MW. (07.06.2001) A portaria que redefine o cálculo do preço do gás
natural estabeleceu também que a ANP terá trinta dias
para mudar o cálculo do preço do transporte do gás,
estabelecendo as novas regras. A intenção da reguladora
é 'desdolarizar' também o preço do produto,
mas só para o gás vendido às usinas térmicas.
A estabilidade com a venda em reais será absolvida pelos
fornecedores, entre eles Petrobras. A agência defendeu a indexação
do gás produzido no País pelo IGP-M, ao invés
do uso de uma cesta de óleos, como é feita hoje. O
produto ficaria, assim, menos vulnerável às variações
do dólar e do petróleo no mercado internacional. Nos
próximos 30 dias, a ANP deverá publicar portaria referente
ao transporte do gás em território brasileiro, desatrelando
as tarifas da moeda norte-americana. (06.06.2001) Os fabricantes mundiais de turbinas para usinas termelétricas
têm tantas encomendas que só poderão atender
novos pedidos no final de 2003 ou no início de 2004. Já
não há compromisso firme com prazos, mas apenas 'datas
possíveis' para entrega, e apenas no portão da fábrica.
Parte do problema se deve ao fato de que a Califórnia também
encomendou turbinas a vários fabricantes para enfrentar sua
própria crise de energia e à retomada econômica
dos países asiáticos, com conseqüente aumento
de demanda por eletricidade. (06.06.2001) Alguns projetos da Petrobras já em andamento foram consolidados
no dia 05.06.2001, com a entrada da Petros como investidor. Os investimentos
previstos da Petros para termelétricas somam R$ 690 mi. A
fundação investirá R$ 580 mi, em parceria com
a estatal e outros investidores privados, para a construção
das termelétricas de Canoas (RS), Ibirité (MG), Três
Lagoas (MS) e Piratininga (SP), que começarão a produzir
ainda em 2001 1.016 MW de energia, segundo a Petrobras. A Petros
deterá 20% das usinas, com a compra de debêntures dos
projetos e a Petrobras ficará com 25% a 30%. O restante será
oriundo de um sócio estratégico privado, que ficará
majoritário no controle das térmicas. A fundação
também entrou como sócia da Petrobras na Termobahia,
em Mataripe (BA), com aporte de R$ 110 mi. (06.06.2001) O presidente da Petrobras, Philippe Reichstul, anunciou, no dia
05.06.2001, que finaliza um quadro geral dos projetos na área
de gás natural para submeter ao governo na segunda semana
de junho de 2001. A perspectiva da estatal é viabilizar novos
investimentos em gasodutos e o aumento da capacidade nacional de
produção de gás, com participação
majoritária de sócios privados, como a Ipiranga e
a Repsol-YPF. Reichstul destacou que o plano prevê também
antecipação de projetos. Com o plano, a Petrobras
acredita que o número de térmicas em andamento sairá
de 14 para até 30, garantindo a meta de 10 mil a 11 mil MW
de potência nova até 2002, disse Delcídio do
Amaral Gomez, diretor de gás e energia. O programa incluirá
investimentos na ampliação do gasoduto Bolívia-Brasil.
(06.06.2001) Uma possível renegociação do preço
do gás natural com a YPFB, estatal boliviana que fornece
o combustível à Petrobras, não deve trazer
benefícios para os geradores de energia térmica. Segundo
o presidente da estatal, Henri Philippe Reichstul, os contratos
voltados para a termogeração já indicam um
valor mais baixo de venda do gás natural para este mercado,
obtido através de uma fórmula de preços segundo
a qual a Petrobras assume o risco pelas altas do dólar e
do preço do petróleo no mercado internacional. 'É
obvio que qualquer benefício deve ser repassado. A questão
é que, em relação ao consumidor normal de gás,
ele pode ser repassado integralmente. Em relação ao
consumidor de termelétrica o benefício já foi
antecipado no preço de uma tarifa mais barata. Então
até absorver esta antecipação não há
alteração. Se o benefício for além da
antecipação é repassado automaticamente', disse.
(06.06.2001) A Petrobras descobriu reservas de 8 bilhões de metros cúbicos
de gás natural no litoral do Espírito Santo. Esse
volume representa cerca de 3,5% das reservas brasileiras e o campo
terá vazão de 2,5 milhões de metros cúbicos
por dia, suficientes para abastecer uma térmica de 600 MW.
'A descoberta praticamente dobra as reservas do estado e pode ajudar
mais ainda nosso esforço em reduzir o déficit de energia
do País', disse o presidente da estatal, Henri Philippe Reichstul.
A produção do novo campo deve ser iniciada entre outubro
e novembro de 2002. O poço em que foram verificadas as reservas
está localizado a 80 quilômetros da cidade de Linhares.
(06.06.2001) A ANP encaminha, dia 06.06.2001, aos ministérios de Minas
e Energia e Fazenda, proposta para mudança no cálculo
do preço do gás natural produzido no Brasil. De acordo
com o superintendente de movimentação da ANP, Cesário
Cechi, o reajuste passa a ser anual, ao invés de trimestral,
como é feito atualmente. Além disso, ele será
calculado com base no IGP-M, em substituição à
Cesta de Óleo. Para o gás importado, a ANP terá
ainda mais 30 dias para definir a fórmula de composição
do preço. Chegando a esta fórmula, ele será
convertido de dólares para reais e terá seu valor
mantido até que as termelétricas pertencentes ao Programa
Prioritário de Termelétricas (PPT) assinem seus contratos
de compra de gás. Para Cecchi, o objetivo da proposta é
incentivar a construção de termelétricas no
país, oferecendo uma forma de protegê-las da oscilação
cambial. Mas nem todas as termelétricas serão atingidas
por este cálculo. Todo PPT necessita de 92,9 milhões
de metros cúbicos de gás por dia, sendo que a portaria
determinou que a Petrobras absorvesse o risco cambial máximo
de 40 milhões de metros cúbicos. (06.06.2001) A portaria editada no dia 01.06.2001 para regulamentar os novos
preços do gás natural para as termelétricas
obrigará a Petrobras a renegociar os contratos de fornecimento
com distribuidoras e os sócios em projetos de geração.
O presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, afirmou que,
com a nova portaria, a estatal terá que se esforçar
para evitar prejuízos com a venda de gás natural para
as termelétricas. Para vender o insumo sem ter perdas, pelo
preço fixado no documento, a estatal também terá
de intensificar negociações com a Bolívia para
pagar mais barato pelo produto importado daquele país. (05.06.2001)
O presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, descartou
a possibilidade de a empresa vender gás para usinas térmicas
por preço inferior ao estabelecido na portaria do Governo
que regulou o assunto. De acordo com o executivo, o preço
definido na portaria - US$ 2,581 por milhão de BTUs - é
o mínimo necessário para garantir as operações
da empresa. ''Mesmo para praticar este preço (sem ter prejuízo)
já teremos que negociar com a Bolívia'', disse Reichstul.
Segundo o presidente da Petrobras, o gás boliviano custa
hoje cerca de US$ 3,30 por milhão de BTU. Este preço
inclui o transporte do produto pelo Gasoduto Brasil-Bolívia
(Gasbol), mas não leva em consideração o fato
de a Petrobras também produzir gás - a um custo menor
- no Brasil. ''Podemos reduzir nosso preço em relação
às outras companhias porque temos gás nacional para
fazer o mix'', disse. Uma fonte da Petrobras informou que uma mistura
de 80% de gás boliviano com 20% de nacional resultaria em
um preço próximo ao definido na portaria, ''mas para
conseguir gás nacional para compor o mix a Petrobras terá
que fazer um grande esforço porque grande parte do gás
brasileiro está comprometido em contratos com distribuidoras''.
(05.06.2001) A americana El Paso Energy International ampliou a capacidade do
projeto da usina termelétrica Macaé Merchant, dos
700 MW originais para 870 MW. A mudança demandará
um aporte adicional de US$ 50 mi ao projeto, que já consumiu
investimentos de US$ 450 mi integralmente do caixa da El Paso. A
empresa, que pretende investir no Brasil US$ 5 bi nos próximos
cinco anos, também decidiu, na última semana de maio
de 2001, construir uma nova usina termelétrica de 200 MW
no município fluminense de Paracambi. (04.06.2001) A nova portaria que determina o preço do gás tornará
mais paritária, segundo fontes da ANP, a correlação
de forças entre Petrobras e as demais operadoras do setor.
Um dos artigos do documento fixa em 12 anos o prazo de vigência
dos contratos de suprimento do gás, mas permite a repactuação
dos acordos a cada três anos. Na percepção da
ANP, a cláusula deixa subentendido por repactuação
não só a renegociação de preços
entre as partes, mas também a possibilidade de os operadores
de térmicas recorrerem a outros fornecedores, em caso de
impasse. (04.06.2001) O governo encurtou o prazo para que as usinas térmicas a
gás natural enquadradas no programa prioritário possam
beneficiar-se do mecanismo de compensação da variação
cambial, que será bancado pela Petrobras, cuja portaria está
sendo publicada na edição de do dia 04.06.2001 do
'Diário Oficial' da União. Na minuta que era utilizada
pelo governo, os benefícios seriam estendidos às térmicas
que entrassem em operação comercial até 31.12.2003,
mas o texto divulgado em 01.06.2001 pelo ministro de Minas e Energia,
José Jorge, mostra que o governo antecipou a data para 30.06.2003.
'A idéia é acelerar o início das térmicas
e a execução do programa prioritário', afirmou
o ministro. (04.06.2001) O governo publica, dia 04.06.2001, a portaria dos Ministérios
da Fazenda e de Minas e Energia que fixa o preço do gás
natural em reais: R$ 684 o MWh a ser pago pelas termoelétricas
nos próximos 12 meses. Durante esse período, a Petrobras
assumirá a diferença entre o preço do gás
natural cobrado em dólar e o pago pelos geradores, o chamado
risco cambial. Além da Petrobras, a Eletrobrás também
assumirá uma parte dos riscos desses investimentos, assinando
contratos de longo prazo de compra de energia das termoelétricas.
A Petrobras terá que despender R$ 150 mi no primeiro ano,
mas será compensada após esse período recebendo
de volta 80% da variação cambial do preço do
gás. Os 20% restantes serão corrigidos pelo IGP-M
e pela taxa Selic. (04.06.2001) O diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn, disse, dia 31.05.2001,
que a nova portaria que define as regras que levarão a Petrobras
a financiar as oscilações do dólar sobre a
parcela do gás, importado através do Gasoduto Bolívia-Brasil
(Gasbol), traz melhores condições de preço
e de acesso ao gás natural usados pelas térmicas que
irão se beneficiar desse mecanismo. Segundo ele, o atraso
de um dia e meio na divulgação da portaria após
uma interferência direta sua junto aos ministros Pedro Malan,
da Fazenda e José Jorge, de Minas e Energia, dará
mais confiabilidade e segurança para o conjunto do mercado.
"A portaria anterior era restrita e agora está menos
engessada. Do jeito que estava, a portaria era feita sob medida
para o programa térmico da qual a Petrobras participa",
disse Zylbersztajn, sem dar muitos detalhes a respeito das mudanças
introduzidas após a interferência da ANP no dia 30.05.2001.
(01.06.2001) O programa de investimentos de emergência que o ministro
das Minas e Energia, José Jorge, vai anunciar na primeira
semana de junho de 2001 contempla a construção de
15 termelétricas. As usinas vão entrar em operação
até 2002 e acrescentarão 1.826 MW em 2001 e 1.080
MW em 2002 ao potencial energético do País. Esse conjunto
de usinas totaliza investimentos de US$ 3,34 bi e aumento de 4,4%
em relação aos 66 mil MW de capacidade instalada atual.
(31.05.2001) As obras de instalação da Termopernambuco serão
iniciadas no começo de julho de 2001. A informação
é do presidente da empresa, José Luis Bragado. Segundo
ele, no dia 29.05.2001, o grupo Iberdrola fez o pagamento da primeira
parcela das turbinas compradas à General Eletric. Bragado
diz que o valor ficou entre US$ 10 e US$ 15 mi. A usina terá
capacidade de 520 MW. O presidente da térmica explicou que,
no momento, está sendo negociado com a Aneel o aval para
a forma de financiamento da térmica. A proposta da Iberdrola
é que os US$ 350 mi necessários para a implantação
sejam obtidos por meio de duas fontes: 70% oriundos de um project
finance com participação do BNDES, Exim Bank e BID
e mais 30% de recursos das concessionárias que o grupo mantém
no Brasil. (31.05.2001) O diretor-presidente da Refap S/A, Hildo Henz, disse que a refinaria
pretende iniciar em dezembro de 2001 a operação da
sua usina termelétrica com capacidade para produzir 160 MW
em uma primeira fase e com a utilização de gás
natural proveniente da Bolívia. É um investimento
de US$ 120 mi integralmente bancado pela Petrobras dentro do programa
emergencial de termoeletricidade do governo federal. O empreendimento
prevê a geração total de 500 MW mas a licença
prévia concedida pela Fundação Estadual de
Proteção Ambiental (Fepam) contempla apenas o funcionamento
da primeira turbina, já comprada da GE, e que chegará
em julho de 2001. Henz disse que posteriormente poderão ser
buscados parceiros para completar a obra. (Gazeta Mercantil - 31.05.2001)
O governo vai zerar as alíquotas da Cofins e do PIS sobre
toda a cadeia do gás natural. Esta é uma das medidas
do pacote que a Câmara de Gestão da Crise de Energia
Elétrica (GCE) deve anunciar, dia 310.5.2001, destinado a
reduzir ou eliminar a tributação de produtos que possam
de alguma maneira ser utilizados para reduzir o consumo ou aumentar
a oferta de energia. O secretário da Receita Federal, Everardo
Maciel, encarregado do estudo das medidas, deu a entender que poderá
anunciar a redução a zero das alíquotas do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incidem sobre
máquinas e equipamentos destinados às hidroelétricas
e termelétricas. Com a isenção da Cofins e
do PIS, o gás natural ficará tributado apenas pelo
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS), uma vez que a alíquota do IPI para o produto é
zero. A retirada do ICMS do produto é considerada "complicada"
pelo secretário da Receita Federal, que, no dia 29.05.2001,
não conseguiu convencer os secretários estaduais de
Fazenda a reduzir o ICMS que incide sobre lâmpadas fluorescentes
compactas nem sobre os equipamentos para hidrelétricas e
termelétricas. (31.05.2001) Embora aprovada pela CGCE a portaria interministerial sobre o gás
natural, que estava pronta para ser divulgada, foi brecada pelo
diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn, minutos antes do seu anúncio
pelo ministro de Minas e Energia, José Jorge. Durante reunião
no dia 30.05.2001 da Câmara, Zylbersztajn manifestou seu desagrado
pelo fato de a ANP não ter sido chamada para nenhum dos debates
sobre o preço do gás. Segundo técnicos presentes
ao encontro, o diretor-geral da ANP teria dito que não tinha
confiança nas informações que a Petrobras passou
para o governo, essas informações estariam atendendo
aos interesses da estatal, não do País. A ANP questiona
a correção cambial sobre o preço do gás,
já que a maior parte do seu transporte é feito dentro
do País. A discussão sobre o preço do gás
foi reaberta e agora, contará com a presença da ANP.
(31.05.2001) O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está estudando
a possibilidade de financiar a construção de quatro
termelétricas no Brasil. Recentemente, o banco aprovou o
financiamento das obras de duas hidrelétricas privadas -
Canabrava e Dona Francisca -, no montante um pouco superior a US$
1 bi. O BID ofereceu também ao BNDES a criação
de uma linha especial para financiar investimentos em geração
de energia. Na próxima semana, técnicos do banco vão
ao Rio tratar dos detalhes dessa linha. "O banco está
aberto para financiar", sustenta Ricardo Santiago, gerente
de operações do BID para a região 1, à
qual pertence o Brasil. "Esses projetos são do setor
privado. Depende muito de as próprias empresas privadas virem
procurar o banco e discutir o assunto." Os financiamentos são
limitados a US$ 75 mi por projeto. Embora os valores sejam modestos,
em face dos vultosos investimentos exigidos pelo setor elétrico,
o dinheiro do BID é importante para alavancar outros financiamentos
no mercado. (31.05.2001) A empresa de engenharia ICA Fluor Daniel assinou contrato em 29.05.2001
com a Iberdrola energia Altamira, filial da Iberdrola Espanha, para
a construção da maior termelétrica no México
em Altamira. O projeto vai demandar US$ 195 mi e a usina terá
capacidade de produzir 1.036 MW para abastecer o norte mexicano,
em pleno desenvolvimento industrial. A espanhola ganhou a concessão
para a construção em dezembro de 2000 e em janeiro
obteve autorização para iniciar as obras. O projeto
deve ser concluído em 27 meses. (29.05.2001) O modelo para comercialização do gás natural
que abastecerá as termelétricas já está
definido e também valerá para empresas privadas. A
extensão do risco cambial do gás natural a companhias
privadas como Enron e British Gas visa a igualdade do mercado fornecedor
do insumo que, no entanto, irá conviver com distorções,
na avaliação de executivos de empresas do mercado.
Enquanto a Petrobras terá como atenuar o risco com a venda
de gás nacional, as multinacionais ficarão mais expostas
à moeda americana, pois ainda não têm produção
própria, analisam. Para vender o gás às térmicas,
BG e Enron, terão de arcar com o risco cambial por 12 meses.
Ao fim desse período, poderão repassar a diferença
entre a moeda estrangeira e a nacional para o consumidor final através
do reajuste de tarifas de energia. (30.05.2001) O secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo
do Rio, Wagner Victer, diz que três termoelétricas
em construção no Rio poderão ter sua potência
aumentada em 750 MW. Segundo Victer, as térmicas são
a TermoRio, em Duque de Caxias, a Eletrobolt, em Seropédica,
e a Macaé Merchant, em Macaé. O secretário
afirmou, ainda, que estão avançadas as negociações
com a americana El Paso Energy para a construção de
uma nova planta, com capacidade de gerar 200 MW, em Paracambi, interior
do Rio. Se os planos forem adiante, o Rio poderá acrescentar
950 MW ao seu parque gerador. "Todos esses projetos têm
máquinas", avisa Victer. Agora, os investidores estão
negociando os projetos com o governo, que dá isenção
de ICMS sobre todos os equipamentos importados para esses empreendimentos.
Também está sendo negociado com a Petrobras o aumento
dos volumes de fornecimento de gás natural e as bases comerciais,
já que ela é sócia na comercialização
da energia de alguns empreendimentos. (30.05.2001) O Governo Federal decidiu comercializar um volume diário
de até 40 milhões de metros cúbicos de gás
natural para as termelétricas ao longo de 12 anos. Segundo
portaria a ser divulgada no dia 30.05.2001 pelo ministro das Minas
e Energia, José Jorge, a Petrobras fornecerá o insumo
às termelétricas com preço congelado, em reais,
por 12 meses, período em que prejuízos ou ganhos da
estatal com a variação do valor do real em relação
ao dólar serão registrados em uma conta débito-crédito
da empresa. No 13º mês, a Petrobras finalizará
essa conta. Se tiver registrado saldo negativo, poderá repassar
a média do prejuízo às tarifas dos 12 meses
seguintes, com reajuste adicional pela Selic, que hoje é
de 16,75% ao ano. (30.05.2001) A Fundação Estadual de Proteção Ambiental
(Fepam) concede, dia 29.05.2001, a licença prévia
para a construção da termoelétrica da Refinaria
Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas (RS). O projeto estava em
análise desde dezembro de 2000 e nos próximos meses
deve receber ainda as licenças de instalação
e operação para começar a funcionar, conforme
a previsão, até janeiro de 2002 com uma potência
de 160 MW. Incluída no PPT do Ministério das Minas
e Energia, a usina da Refap utilizará como combustível
o gás natural transportado pelo gasoduto Brasil-Bolívia.
Até 2004, com a entrada em operação de mais
duas turbinas, a unidade passará a produzir 500 MW. Para
receber a licença prévia da Fepam, a Refap comprometeu-se
a monitorar a qualidade do ar na região por um período
de no mínimo dois anos a partir da entrada em operação
da unidade. O objetivo é medir o impacto ambiental da termoelétrica
no município, que fica ao lado de Porto Alegre. (29.05.2001) A Petrobras vai bancar o risco cambial das termelétricas
a gás até o limite de 40 milhões de metros
cúbicos de gás para projetos apresentados até
o fim de 2003. Esse teto foi definido para não expor demais
a empresa aos riscos da variação cambial. Com 40 milhões
de metros cúbicos será possível agregar 10
mil MW à capacidade instalada no país. Mas não
será suficiente para garantir o preço do combustível
nas mesmas condições para as 49 usinas previstas no
PPT. A resolução do risco cambial, que será
divulgada no dia 29.05.2001, deve contemplar garantia cambial para
o gás de 28 a 30 usinas. Na formação do preço
foi feita uma composição na qual 20% do gás
referem-se ao produto nacional e 80%, ao importado da Bolívia.
O insumo nacional será indexado ao IGP-M e o importado, à
inflação americana. A cada 12 meses, durante dez anos,
a Petrobras transferirá integralmente o saldo da conta de
câmbio e IGP-M para as usinas, que, por sua vez, o repassarão
às tarifas. (29.05.2001) A Repsol-YPF estuda construir, em parceria com a Gás Natural,
termelétrica no sul do Estado de São Paulo com capacidade
para gerar 1000 MW. O presidente da espanhola considerou que o fato
de a Petrobras ter assumido o risco cambial nas operações
de compra de gás importado como forma de garantir a construção
de novas usinas deve ser encarado como solução de
emergência. Essa decisão do governo garante a continuidade
do gasoduto Argentina-Brasil, que levará gás até
Porto Alegre e também da Termogaúcha, orçada
em US$ 300 mi e prevista para entrar em operação em
2003. O trecho brasileiro, ligando Uruguaiana e Porto Alegre, terá
630 Km e custo de US$ 260 mi. (28.05.2001) Especialistas no setor de petróleo acham que o Governo está
expondo a Petrobras a um risco excessivo ao determinar que a parcela
de gás nacional que compõe o mix de preço do
gás das termoelétricas emergenciais tenha seu valor
fixado em reais. Até o dia 25.05.2001, o modelo que prevalecia
era o de correção pelo IGP-M. Sobre essa parcela,
a Petrobras não terá direito de compensar diferenças
caso ocorra uma variação brusca no preço do
petróleo no mercado internacional, por exemplo. Na avaliação
de um ex-técnico do governo, a decisão abre espaço
para contestação por parte de acionistas minoritários.
Existe o risco, segundo esse técnico, de que a decisão
leve outros clientes a reivindicar o mesmo tratamento, pressionando
a estatal a corrigir o preço do gás com base no IGP-M
e não pelo preço do petróleo. (28.05.2001)
O presidente da CGCE, ministro Pedro Parente, disse que o governo
vai anunciar o regime tarifário para compra de gás
natural da Bolívia até o dia 29.05.2001. As regras
para importação do produto devem garantir o abastecimento
das usinas termelétricas em construção no Brasil,
para evitar que o atual quadro de crise energética volte
a ocorrer no futuro. Hoje, o gás natural teria de ser importado
com preços em dólar, mas o governo quer adotar uma
tabela que permita a venda em reais. (28.05.2001) Não houve consenso das áreas do governo quanto à
solução para o risco cambial das termelétricas
a gás. A divulgação da resolução,
pronta há dois dias, fica para a próxima semana, pois
a Petrobras tem apresentado resistências. Caberá à
petroleira assumir o risco por 15 anos, sendo que nos primeiros
10 anos sobre a totalidade do gás com preço assegurado.
Nos anos seguintes, aplicará um redutor de 20% ao ano sobre
o volume de gás com risco cambial assegurado. O gás
hoje é cotado a US$ 2,475 por metro cúbico. O preço
vai passar para US$ 2,581 e convertido para o valor em reais do
dia em que começar a valer a nova regra. Esse valor será
fixo por um ano e depois será corrigido pela nova regra.
A regra de correção será válida até
que se atinjam 40 milhões de metros cúbicos ou até
o final de 2003. Isso para estimular investimentos em 49 térmicas.
Falta apenas saber se o governo aplicará ou não correção
pelo IGP-M para o gás nacional. A variação
será repassada ao consumidor final. (25.05.2001) O Ministério
de Minas e Energia da Venezuela revelou que 36 empresas competirão
para conseguir algumas das licenças do processo de abertura
do setor de gás. Dessas, 11 são nacionais e 25 estrangeiras,
entre elas a TotalFinaElf, YPF e Chevron. O total depositado pelas
empresas qualificadas foi de US$ 680.500 e a distribuição
das cotas de participação resultou em apenas 19 participantes
em todas as áreas de licitação. São
esperados investimentos entre US$ 6 mi e 13 mi, com a geração
de pelo menos 8 mil empregos diretos. O anúncio das ganhadoras
será feito em 29 de julho. (24.05.2001) A Chesf vai reativar a produção de duas usinas termelétricas
do seu sistema gerador. As unidades serão convertidas de
óleo diesel para gás natural e devem passar a operar
no segundo semestre de 2002. A expectativa é de um acréscimo
de produção de mais 500 MW. A usina de Bongi, com
capacidade de geração de 150 MW, está parada
e a de Camaçari só é acionada em momentos de
dificuldade na geração de energia hidrelétrica.
A unidade da Bahia, juntamente com a conversão ao gás
natural, terá capacidade de geração ampliada
de 40 MW para 350 MW. O investimento na conversão e reforma
das termelétricas ainda não foi definido. A companhia
pretende, ainda, transferir a unidade localizada no Bongi para Cabo
de Santo Agostinho ou Igarassu, em Pernambuco. Além de problemas
com erosão do solo, a termelétrica de Bongi não
possui uma ligação com gasoduto que permita fornecimento
permanente de gás natural. (24.05.2001) Os catarinenses querem implantar o projeto, que já tem dois
anos, da Usina Termelétrica do Sul Catarinense (Usitesc),
capaz de gerar 440 MW. Empresários de Santa Catarina cobraram
do ministro das Minas e Energia, José Jorge, incentivos fiscais
e tributários para o projeto, que reúne as empresas
Metropolitana e Criciúma. Jorge afirmou levar a proposta
para a Comissão de Gestão da Crise Energética.
Como o projeto Usitesc, orçado em US$ 600 mi, prevê
a importação de tecnologia, os empresários
pedem isenção do ICMS para produtos nacionais e do
IPI para importados. (23.05.2001) A General Eletric
(GE) fechou contrato de mais de US$ 100mi com a Termogaúcha
Usina termoelétrica S/A, de Porto Alegre, para o suprimento
de equipamento e serviços para uma nova usina de 500 MW de
capacidade. A ser implantada no complexo Petroquímico de
Triunfo, a usina será a âncora do desenvolvimento de
novo gasoduto que trará gás da fronteira argentina
em Uruguaiana para a região de Porto Alegre. A Termogaúcha
é um consórcio que inclui CEEE, Ipiranga, Petrobras
e Repsol YPF e terá instalação e testes concluídos
no terceiro trimestre de 2003. De setembro de 2003 a janeiro de
2004 deve vender energia no mercado spot, para só então
entrar em operação comercial. A GE fornecerá
duas turbinas a serem entregues no fim de 2002. (23.05.2001) A norte-americana General Electric International assumiu um contrato
no valor de US$ 100 mi para fornecimento de equipamentos e prestação
de serviços associados à usina Termogaúcha
(RS). O empreendimento terá potência de 500 MW, com
operações comerciais oficialmente programadas para
o início de 2004. O presidente da CEEE, Vicente Rauber, afirmou,
no entanto, que o consórcio está empenhado em viabilizar
a geradora ainda para 2003, com inclusão no Programa Prioritário
de Termelétricas. 'Estamos correndo contra o tempo. Se houver
máquinas, não teremos problema em antecipar a operação',
diz. A geradora, que também conta com a participação
da Petrobras (Refap), Repsol-YPF e Ipiranga, demandará investimentos
de US$ 300 mi e será instalada na Grande Porto Alegre, próxima
ao Pólo Petroquímico de Triunfo. (23.05.2001) A estatal francesa Eletricité de France (EDF), deve anunciar
na quarta semana de maio de 2001 que assume definitivamente o controle
da termelétrica UTE Norte Fluminense. São cerca de
US$ 40 mi para a compra das participações da Cerj,
Escelsa e Eletrobrás, o que vai lhe garantir 90% do controle.
A Petrobras tem 10%. O prazo para encerrar a negociação
societária na UTE terminou em 15.05.2001, e a EDF pediu outros
15 dias. A decisão dos franceses, no entanto, só veio
depois que a Eletrobrás resolveu assumir os 90% da termelétrica
para concluir as obras. (23.05.2001) De acordo com o representante da EDF no Brasil e presidente da
Light, Michel Gaillard, investidores poderão deslanchar os
vários projetos de usinas térmicas a gás natural,
caso a Petrobras assuma o custo da variação cambial
do preço do gás. Ele ressaltou, contudo, que as empresas
ainda não foram oficialmente comunicadas sobre a questão.
"Existem outras pendências, como as questões ambientais,
mas certamente a cambial é a mais importante", disse.
Ainda assim, segundo Gaillard, a EDF poderá agora acelerar
os projetos das termelétricas Norte Fluminense, de 750 MW,
e a de Cabiúnas, de 500 MW, ambas no Rio de Janeiro. (23.05.2001) Roberto Procópio Lima Neto, presidente da Câmara Brasileira
de Investidores em Energia Elétrica, que reúne 13
empresas do setor elétrico, disse que a resolução
do risco cambial, segundo a qual a Petrobras assumirá o custo
da variação cambial do preço do gás,
não é suficiente para a retomada dos investimentos
nas térmicas. De acordo com Lima Neto, as empresas querem
que o governo cumpra os contratos de concessão e faça
os repasses dos custos não controlados pelas distribuidoras.
Segundo ele, as empresas têm projetos de térmicas que
representam 12 mil MW em um ano e meio, com investimentos de US$
7 bi. (23.05.2001) O diretor de Energia e Gás da Petrobras, Delcídio
Gomez do Amaral, disse que em junho de 2001 começam as obras
das termelétricas de Puerto Suarez, na Bolívia, e
a de Corumbá, ambas com capacidade de geração
de 88 MW e investimentos da ordem de US$ 100 mi nos dois projetos.
Além dessas duas, deve ser iniciada a construção
da usina de Três Lagoas, 240 MW, que custará US$ 130
mi e será bancada totalmente pela Petrobras. O ministro do
Meio Ambiente, José Sarney Filho, assinou no dia 21.05.2001
licença ambiental para construção da térmica
de Corumbá e um protocolo de intenção para
fazer o mesmo com a usina de Três Lagoas até dia 25.05.2001.
(22.05.2001) O complexo industrial da Alstom Brasil, divisão Power, em
Taubaté (SP), busca uma solução que lhe dê
mais segurança para enfrentar a crise: vai construir uma
pequena usina termelétrica em Taubaté, para tornar-se
auto-suficiente na produção de energia. Segundo o
superintendente geral e de serviços e sistemas de qualidade
da Alstom, Mohamed Fawzy Mogawer, a empresa fechou uma parceria
com a Petrobras, Ford, Malteria do Vale e a concessionária
de energia Bandeirante para construir uma usina térmica movida
a gás natural. A unidade, de acordo com o superintendente,
será projetada para uma capacidade de geração
de 30 MW/h e demandará investimentos de R$ 15 mi. O excedente
de produção será vendido para a Bandeirante.
A operação da usina deve ser iniciada em dois anos
e será gerenciada pela Petrobras. Sua localização
ainda não está definida, mas as empresas usuárias
do gás estudam a possibilidade de uma delas ceder uma área
em suas instalações industriais para a construção
da usina. (21.05.2001) A Petrobras vai antecipar, de 2003 para 2001, o cronograma de implantação
das usinas termelétricas a gás incluídas no
PPT e nas quais tem participação. A iniciativa começará
a ser viabilizada na última semana de maio de 2001, quando
a força-tarefa que discute a participação estatal
na expansão da capacidade de geração do País
deverá negociar, também, a entrada da Eletrobrás
como sócia minoritária nos projetos do PPT. Das 56
usinas incluídas originalmente no programa, 14 já
começam a sair do papel, sendo dez com participação
direta da Petrobras, e que serão responsáveis por
um acréscimo de 1,527 mil MW entre o final de 2001 e início
de 2002. (21.05.2001) A Argentina exportará 3 mil MW a mais para o Brasil em 2004.
O projeto, a ser desenvolvido pela argentina CTR e pela brasileira
Tradener, inclui a construção de termoelétrica
de gás natural com capacidade para 3 mil MW em Puerto Iguazu.
O custo deve ser de US$ 3 bi e gerará vendas de energia de
US$ 650 mi por mês. A construção de gasoduto
de 1200 Km ligando a Bolívia à Argentina deve consumir
US$ 800 mi, enquanto a usina deve sustar US$ 1,6 bi. O restante
dos investimento será destinado à linha de transmissão
de 815 Km. A termoelétrica deve consumir 14 mil metros cúbicos
de gás por dia e deve fornecer mais 20 mil metros cúbicos
diários para o Brasil. As obras devem começar entre
o fim de 2002 e início de 2003. (17.05.2001) Os investidores em termelétricas ficaram animados com a
definição do preço do gás, que deve
ser anunciada no dia 22.05.2001. O governo assumirá o risco
cambial das importações por 15 anos, o que reverte
as expectativas do setor. 'Nosso interesse no Brasil duplicou',
diz Oscar Prieto, executivo da British Gas no País e presidente
da Comgás. A empresa investiu US$ 2 bi e agora se diz disposta
a antecipar obras. O grupo norte-americano PSEG, que participa da
distribuidora RGE, também estuda ampliar investimentos no
Brasil com três novos projetos, além da térmica
que já está em construção no Paraná,
numa parceria com a Petrobras. (21.05.2001) A Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica
discute, no dia 22.05.2001, a proposta que fixa o preço inicial
do gás importado em reais, correspondente a US$ 2,581 por
milhão de BTU. Haverá correção anual
pela inflação americana e pelo Índice Geral
de Preços de Mercado (IGP-M), em proporções
que ainda serão definidas pelo MME. Para terem acesso aos
benefícios, as empresas precisam iniciar a operação
das usinas até o dia 31.12.2003. Com isso, terão garantia
do preço em dólar por 15 anos. A partir do 11º
ano, o volume de gás natural contratado nestas bases será
reduzido anualmente em 20%. O risco cambial será bancado
integralmente pela Petrobras, que será ressarcida anualmente,
quando houver ajuste nas tarifas de energia. Dessa maneira, a estatal
não será prejudicada. Os contratos de suprimento de
gás terão uma cláusula que possibilita a repactuação
a cada cinco anos. Também admite que os contratos sejam transferidos
para outra supridora estadual de gás. (21.05.2001) O fundo de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros)
vai participar de mais quatro usinas térmicas a gás
que serão construídas pela estatal nas seguintes cidades:
Canoas (RS), Ibirité e Três Lagoas (MG) e Piratininga
(SP). Cada uma dessas termelétricas demandará investimentos
em torno de R$ 220 mi e o fundo de pensão entrará
com R$ 50 mi. O memorando de entendimentos com a Petrobrás
para participar dessas quatro usinas será assinado nos próximos
dias de maio. No caso da participação na termelétrica
da Bahia a Petros adquiriu debêntures, mas para viabilizar
essas novas participações está em estudo a
revisão da resolução do BC que normatiza a
carteira dos fundos de pensão, para que o investimento possa
ser feito como aporte de capital. Segundo fonte da Petros, a taxa
de retorno de investimentos nessa área é atrativa.
Está na casa dos 14,5% mais a variação do IGP-M.
(18.05.2001) Estão em fase final de testes os 9 km do ramal de distribuição
de gás que liga o city-gate à usina termoelétrica
da Gerasul, William Arjona, em Campo Grande, MS. Segundo a assessoria
da Petrobras, a MS-Gás espera concluir os testes até
o final da quarta semana de maio de 2001 e acredita que a usina
opere com gás até o final de maio de 2001. A usina
da Gerasul tem capacidade nominal de geração de 80
MW de energia e deverá ampliar o potencial para 105 MW até
o ano 2001. (17.05.2001) Segundo informações da assessoria da diretoria de
Energia e Gás da Petrobras, será assinado, no dia
21.05.2001, em Corumbá, com a presença do ministro
do Meio Ambiente, José Sarney Filho, o protocolo que prevê
o licenciamento ambiental provisório das usinas termoelétricas
de Corumbá, que vai gerar 88 MW de energia, de Três
Lagoas, que numa primeira etapa fornecerá 240 MW, e de Porto
Suarez, que gerará mais 88 MW. A assessoria prevê para
dezembro a entrada em operação das usinas de Corumbá
e Porto Suarez, cujos investimento s serão de US$ 50 mi cada
uma. A térmica de Três Lagoas, com investimentos em
torno de US$ 200 mi, deve começar a operar somente em março
de 2002. (17.05.2001) A Duke Power International planeja investir US$ 450 mi na construção
de três termoelétricas no Brasil, afirmou o vice-presidente
da empresa, Peter Wilt. "O Brasil precisa de abastecimento
e nós continuaremos procurando novas formas de trazer energia
para o país", afirmou Wilt. (17.05.2001) A usina termelétrica fluminense de São Gonçalo,
que será reativada e ampliada por Furnas Centrais Elétricas,
já poderá começar a operar em março
de 2002. A medida será resultado de uma parceria com a japonesa
Toshiba, empresa que se comprometeu a fornecer imediatamente todo
o equipamento necessário para as obras, previstas para iniciar
em setembro de 2001 ao custo de US$ 130 mi. Em troca, Furnas vai
comprar todos os 130 MW a serem gerados pela japonesa, que também
operará a central. Os investimentos previstos para a Toshiba
prevêem a conversão da usina para o gás natural,
modernização das instalações e ampliação
da potência. Além de garantir o escoamento do gás
produzido pela Petrobras, ao custo de US$ 2,47/milhão de
BTU. (17.05.2001) A Petrobras e a Eletrobrás vão apresentar nas próximas
semanas o segundo programa emergencial do setor elétrico,
com os detalhes finais de uma parceria que se dispõe a ampliar
e converter para o uso de gás natural cinco antigas usinas
termelétricas consumidoras de óleo combustível
e diesel. De 2001 a 2003, as usinas vão gerar cerca de 2.603
MW, ante os 685 MW atuais, nas áreas de concessão
de Furnas e da Chesf, duas concessionárias que fazem parte
do sistema Eletrobrás. A Petrobras, que vai arcar com um
custo de até US$ 80 mi ao ano, ao assumir o risco cambial
da importação do gás natural para as térmicas,
poderá entrar como sócia minoritária na expansão
dos cinco projetos, avaliados inicialmente em US$ 750 mi. (16.05.2001) Cinco turbinas da El Paso Energy já estão no Porto
de Sepetiba. Quatro são da Usina Termelétrica Macaé
Merchant, que utilizará como combustível o gás
natural da Bacia de Campos e começa a operar em julho de
2001. A quinta turbina irá para a Usina Termonorte de Porto
Velho (RO). (15.05.2001) Será anunciado no dia 16.05.2001, pelos governadores Jaime
Lerner, do Paraná, e Carlos Eduardo Rovira, da província
argentina de Misiones, o maior projeto de importação
de energia elétrica na América Latina, um empreendimento
de US$ 2,6 bi. Eles assinarão em Curitiba o protocolo para
construção de uma térmica movida a gás
natural com capacidade de geração de 3 mil MW, que
serão gradativamente vendidos ao Brasil a partir de 2003.
O projeto prevê a extração de gás em
campos localizados no sul da Bolívia, o que exigirá
a construção de um gasoduto de 1,2 mil km até
a termelétrica, que ficará na Província de
Misiones, nas proximidades de Itaipu. Da térmica, partirá
uma linha de transmissão de 815 km de extensão diretamente
para região metropolitana de São Paulo. Os investimentos
serão realizados em parceria de grupos argentinos com a empresa
paranaense Tradener, vinculada à Copel. Os detalhes do empreendimento
foram comunicados às autoridades federais no dia 11.05.2001.
(14.05.2001) A Eletrobrás poderá fazer investimentos em usinas
termelétricas para aumentar a participação
dessa fonte na matriz energética brasileira. A estatal dispõe
de R$ 3,1 bi para investimentos em 2001. Cláudio Ávila,
presidente da empresa, defende a participação da Eletrobrás
no PPT. Até agora, entre as estatais, apenas a Petrobras
ingressou no PPT - em 12 das 49 usinas previstas. Segundo Afonso
Henriques, secretário de Energia do Ministério de
Minas e Energia, falta ainda definir o momento em que a Eletrobrás
poderá passar a investir em térmicas a gás.
(14.05.2001) Na Bahia, a Copene, que atende empresas do Pólo Petroquímico
de Camaçari, aumentou a oferta de termeletricidade e reduziu
em 35% o consumo de energia fornecida pela Chesf, pondo em operação
a plena carga sua termelétrica que desde abril de 2001 passou
a gerar 165 MW/h. Antes, gerava 120 MW/h para atender a demanda
de 240 MW/h do pólo. A outra metade era de origem hídrica,
fornecida pela Chesf. 'Estamos nos prevenindo, já utilizando
a termelétrica com geração máxima, para
poupar recursos hídricos, e reduzir o impacto dos cortes
no complexo industrial', diz o gerente comercial da Copene, Celestino
Boente. (Gazeta Mercantil - 11.05.2001) O governo estuda a possibilidade de realizar leilões de
térmicas, nos mesmos moldes das licitações
da Aneel. De acordo com um técnico da área, a idéia
é promover licitações das usinas de forma que
o vencedor seja a empresa que ofertar a menor tarifa de energia
elétrica. Em contrapartida, a empresa teria mercado garantido,
por meio de contratos iniciais firmados com um pool de distribuidoras.
Segundo a fonte do governo ligada ao setor elétrico, o PPT
enfrenta muitas dificuldades porque os investidores não querem
assumir o risco de 'ficar na mão' da Petrobras, única
produtora de gás natural no País e controladora do
Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Os leilões das térmicas
seriam realizados pela Aneel, seguindo o padrão das licitações
de linhas de transmissão, usinas hidrelétricas e pequenas
centrais hidrelétricas. (11.05.2001) Os fabricantes de equipamentos nacionais estão reivindicando
uma participação maior nos projetos de geração
termelétrica da Petrobras e de outros investidores do setor.
Para isso, a Abimaq (associação do setor de máquinas
e equipamentos) está criando uma Comissão de Gás
e Termoeletricidade. O objetivo da comissão é fazer
um levantamento das oportunidades de negócios para essas
empresas. O vice-presidente da Abimaq, José Velloso, cita
como exemplo a sua empresa, que vende equipamentos para as empresas
na Califórnia, mas não consegue vendê-los no
Brasil. "As empresas responsáveis pela construção
das térmicas preferem importar os equipamentos do que comprar
aqui dentro. Eu contribuo para acabar com a crise de energia na
Califórnia, mas não consigo fazer o mesmo no Brasil",
disse. (Folha Online - 10.05.2001) O diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn, disse não acreditar
que a crise energética no país vá afastar investimentos
estrangeiros no setor de petróleo e gás. Segundo ele,
o racionamento criará uma demanda pela energia produzida
por usinas termelétricas movidas a gás, o que atrairá
investimentos. Zylbersztajn afirmou que até o fim do ano
a emenda constitucional que acaba com o monopólio da Petrobras
na importação de diesel e gasolina deverá ser
aprovada pelo Congresso. (09.05.2001) O presidente da Petrobras, Philippe Reichstul, informou, dia 09.05.2001,
que a empresa vai acelerar a construção e a implantação
de dez termelétricas para ajudar a reduzir o déficit
de energia do país. A idéia é inaugurar dez
usinas até o fim do ano, aumentando em 2.500 MW a capacidade
instalada de produção de energia no Brasil. Do total
de projetos de térmicas, a Petrobras está presente,
como acionista minoritária, em 29 projetos, com potencial
de produção de 7 mil MW - quando entrarem em funcionamento,
as usinas aumentarão a produção brasileira
em 10 mil MW. "A gravidade da crise energética brasileira
é mitigada pela oferta de gás natural. Se não
tivéssemos essa oferta, se não tivéssemos o
gasoduto com a Bolívia, a situação certamente
seria muito crítica", avaliou Reichstul. (10.05.2001) O ministro José Jorge deve anunciar na terceira semana semana
de maio de 2001 a solução encontrada pelo governo
para tentar inibir o risco cambial das usinas térmicas movidas
a gás natural e impulsionar o programa prioritário
que está praticamente parado desde o ano passado. O gás
vai ser desdolarizado e a Petrobras vai bancar o risco cambial.
O gás importado da Bolívia, hoje cotado em dólar
e por isso suscetível a variações diárias,
será fixado em reais e negociado a um preço determinado
que valerá por um ano. A Petrobras vai gerenciar uma conta,
denominada conta débito-crédito, para administrar
as variações do insumo durante os doze meses de vigência
do preço a ser fixado. Ao final desse período, a estatal
fecha a conta. Sobre o número, de perda ou ganho, de acordo
com a variação do dólar, será aplicada
a taxa Selic, dividido por 12 e aplicado sobre o preço de
vigência para estabelecer o preço do metro cúbico
do gás que valerá para o exercício seguinte.
A medida sairá por portaria interministerial assinada pelos
ministros de Minas e Energia e da Fazenda (Pedro Malan). Afonso
Henriques dos Santos, secretário de Energia, que anunciou
a medida, dia 09.05.2001, a deputados federais, garantiu que a estatal
não terá prejuízo financeiro com a operação.
(10.05.2001) A redenção econômica da Bolívia pode vir da exportação de gás.
O PIB do país, de US$ 8,5 bi, é menor do que a receita de algumas
empresas que investem nele, como a Petrobras, cujo faturamento foi
de R$ 44,6 bi. O crescimento do país em 1999 foi de apenas 0,6%
e em 2000, de 2,6%. As exportações somam US$ 1,3 bi ao ano. A previsão
é de que cresçam 46% com o aumento das exportações de gás para o
Brasil, calculadas em US$ 610 mi por ano a partir de 2004, contando
ainda com o gás para a térmica da Enron em Cuiabá. Desde 1998 as
reservas de gás vêm crescendo, melhorando as perspectivas para o
país. Naquele ano, as reservas somavam apenas 6 trilhões de pés
cúbicos de gás (TCFs), o que era insuficiente para a demanda brasileira.
Desde então, as reservas saltaram para 47 TCFs e a previsão para
2002 é de que cheguem a 60 TCFs. (08.05.2001) A Comissão Européia denuncia a França hoje ao Tribunal de Justiça
da União Européia pela falta de abertura do mercado de gás daquele
país. Desta forma Bruxelas completa o procedimento de infração pela
não aplicação correta da diretriz comunitária do gás (98/30/EC),
que impõe maior abertura ao setor. A Comissão prepara ainda ações
legais contra Paris pela situação do mercado elétrico, cuja abertura
também é considerada prioritária. Pelo mesmo caminho podem seguir
Portugal e Luxemburgo se não apressarem a adaptação de suas legislações
à de Bruxelas. A Comissão Européia se mostra preocupada com a situação
do mercado de gás na França devido a sua localização central no
continente e a falta de abertura, que contrasta com outros países
vizinhos como Alemanha (100% liberalizado) e Espanha (67%). A média
de abertura na Europa nesse setor é de 78%. (07.05.2001) A BP encontrou indícios de gás natural em um poço no bloco exploratório
BFZ-2, na bacia da foz do Amazonas. É o primeiro anúncio de descoberta
de indícios pela companhia no Brasil, justamente em uma área de
difícil exploração, devido às correntes marítimas e à formação do
solo. A área está entre as 36 passíveis de prorrogação do prazo
exploratório, que vence em agosto de 2001. O consórcio que detém
a concessão do bloco, que inclui a Petrobras, a norte-americana
ExxonMobil e a francesa TotalFinaElf, ainda não decidiu se pedirá
a extensão do prazo, que pode ser prorrogado em mais seis anos.
(07.05.2001) O governador em exercício do estado de Pernambuco, Mendonça Filho,
anunciou a construção da usina Termopernambuco em Suape, no município
de Ipojuca. A escolha por Suape foi determinada pela localidade
estratégica do porto, a proximidade com o terminal de regaseificação
da Shell/Petrobras e os incentivos estaduais e municipais. O Consórcio
Guaraniana vai investir R$ 700 mi na construção da térmica que terá
capacidade de geração de 523 MW/h, sendo R$ 10 mi apenas para realizar
o aterro na área liberada para construção. "Para o Estado, a instalação
da termelétrica é bem-vinda em qualquer localidade, mas existe um
esforço do Governo em potencializar as operações no Porto de Suape",
comentou o governador em exercício. O prefeito de Ipojuca, Carlos
Santana, ofereceu redução da alíquota do ISS de 5% para 2% extensiva
às construtoras e prestadoras de serviço envolvidas na obra, além
de um desconto permanente de 50% no IPTU. Por sua vez, o Estado
dará isenção de ICMS na importação dos equipamentos. De acordo com
o presidente da Termopernambuco, José Luiz Bragado, o estudo de
impacto ambiental já foi feito e aprovado. (07.05.2001) Com a alta dos preços do petróleo e do gás e uma contínua redução
de custos a Royal Dutch/Shell anunciou lucros recordes pelo quinto
trimestre consecutivo. O lucro líquido do primeiro trimestrede 2001
subiu 17% em relação ao de 2000, de US$ 3,3 bi para US$ 3,9 bi,Os
lucros em exploração e produção avançaram 21%, de US$ 2,4 bi para
US$ 2,8 bi. A elevação dos preços do gás natural compensou uma ligeira
queda nos preços do petróleo. Os lucros com derivados de petróleo
passaram de US$ 574 mi para US$ 958. Os lucros com gás e energia
passaram de US$ 125 mi no mesmo trimestre de 2000 para US$ 335 mi
em 2001. Já os lucros na divisão de químicos caíram de US$ 267 mi
para US$ 204 mi.(04.05.2001) A Usina Termoelétrica de Uruguaiana será inaugurada no dia 21.05.2001.
Uruguaiana, que fica a 600 KM de Porto Alegre, terá a primeira usina
a operar a gás natural no País. A termoelétrica, do grupo norte-americano
AES, que investiu US$ 310 mi terá a primeira usina a operar a gás
natural no País. A termoelétrica é do grupo norte-americano AES
que investiu US$ 310 mi em recursos próprios para garantir uma produção
de 600 MW. A termoelétrica entra em operação num momento crítico
para as economias nacional e regional e é parte fundamental na viabilização
do gasoduto Brasil-Argentina que, em breve, estará chegando em Porto
Alegre. (04.05.2001) O presidente da Gaspetro e gerente executivo da área de Gás Natural
da Petrobras, Rodolfo Landim, que esteve na Bolívia na quarta semana
de abril de 2001 para negociar o estabelecimento de uma faixa de
flutuação para o gás importado da Bolívia, explicou que a Petrobras
irá repassar o benefício imediatamente após a conclusão das negociações.
Trata-se das distribuidoras que assinaram com a estatal contratos
de compra do gás importado, como a Comgás, e que hoje pagam US$
3,33 (sem impostos) por cada milhão de metro cúbico importado da
Bolívia. Como o gás vendido para as termelétricas tem um preço reduzido,
US$ 2,475 por milhão BTU, esse valor não será alterado caso as negociações
na Bolívia tenham sucesso. Ou seja, o estabelecimento da banda de
flutuação não vai alterar o preço para as térmicas. (03.05.2001)
Petrobras negocia com a Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos
(YPFB) o estabelecimento de uma faixa de flutuação para o gás importado
daquele país. Agora, a YPFB terá que discutir o assunto com os produtores
na Bolívia. Os maiores são Andina (da Repsol) e Chaco (da BP). O
gás boliviano está custando hoje US$ 1,66, abaixo dos US$ 1,80 no
primeiro trimestre do ano 2001. O vice-presidente de Negociações
Internacionais da YPFB, Hugo Peredo, esclarece que não se está discutindo
a redução do preço, a fórmula de reajuste (baseada em uma cesta
de óleos), nem a possibilidade de o produto ser pago em outra moeda
que não o dólar. "Nosso preço é muito razoável. O que podemos discutir
é como evitar subidas e quedas bruscas, criando uma faixa de flutuação
onde se define um teto e um piso, anulando-se automaticamente os
picos de alta e de queda nos preços." (03.05.2001) A entrada da Petrobras no capital da CEG e da CEG-Rio, deve acelerar
o cronograma de instalação de termelétricas no RJ. Só com os seis
primeiros projetos de geração, negociados antes da entrada na CEG,
o volume demandado pulou de 6 milhões para 21 milhões de metros
cúbicos por dia. O aumento pode tornar-se ainda maior, caso cheguem
a bom termo as negociações do governo estadual para atrair dois
investimentos de geração, no total de 1,2 mil MW. O primeiro está
praticamente acertado com a espanhola Endesa. A confirmação depende
do desfecho de outra negociação, a da saída da Cerj da usina com
Light e Escelsa em Cabiúnas. O reforço aos projetos de geração e
a utilização mais intensa do gás natural da Bacia de Campos, são
os principais interesses do RJ no setor. (02.05.2001) O vice-governador e presidente do Grupo Executivo de Energia de
Santa Catarina (Genesc), Paulo Bauer, vai a Brasília, no dia 03.05.2001,
tratar da revisão do contrato firmado com a El Paso Energy Internacional
para a construção da Terméletrica de Guaramirim. A El Paso está
pedindo a concessão de benefícios relacionados à variação cambial,
ou seja, reajustar o preço da energia fornecida à Celesc sempre
que a cotação do preço do dólar aumentar. O investimento de US$
250 mi vai gerar 350 MW/hora com a queima de gás natural a partir
de 2003. A empresa americana detém 70% do investimento, e quer que
a Celesc, uma das integrantes do consórcio que irá controlar a usina,
assuma o risco de acrescer ao volume da dívida as taxas referentes
a uma provável desvalorização cambial do real. Conforme o vice-governador,
a medida tomada pelos investidores americanos já prejudicou o andamento
das obras e pode causar o rompimento do contrato de parceria. (02.05.2001)
A Usina Termelétrica Norte Fluminense, controlada pelo consórcio
Light, Cerj, Escelsa, Eletrobrás e Petrobras, e prevista para operar
em 2003, já está iniciando seus programas ambientais. A presidente
da plenária de ONGs da Macro Região Ambiental 5 (MRA5), que inclui
municípios como Macaé, Casimiro de Abreu, Campos e Rio das Ostras,
Maria do Carmo Domingues da Cruz, ressalta o trabalho realizado
pela usina junto ao Parque Atalaia, uma reserva ambiental próxima
a BR 101. 'Estamos criando um plano de manejo para o parque dentro
dos programas ambientais da UTE Norte Fluminense, que consumirão
R$ 4,5 mi', enfatiza a ambientalista. (02.05.2001) Para reduzir o impacto ambiental causado pela construção emergencial
das termelétricas no RJ, a norte-americana El Paso Energy International
do Brasil, que iniciou a construção da Usina Termelétrica (UTE)
Macaé Merchant, já inicia programas de preservação do meio ambiente.
Na Bacia do Rio Macaé, a El Paso aportará R$ 8 mi em sete programas
ambientais a serem finalizados em dois anos. Para o gerente de meio
ambiente da El Paso, Nelson Bustamante, essas são medidas compensatórias
inseridas nos compromissos assumidos com Feema. Situada no Km 169
da BR 101, as turbinas da termelétrica, segundo o gerente, serão
mais silenciosas do que a rodovia, pois haverá um rígido controle
de ruídos. Já a questão da emissão de gases poluentes será compensada
com plantio de árvores. (02.05.2001) O anúncio da compra das participações da Enron na CEG e CEG Rio
pela Petrobras, no dia 30.04.2001, soou para o mercado como a consolidação
da estatal no seu posicionamento vertical no setor de gás. A Petrobras
atua, além da distribuição, na produção de gás e transporte. A operação
de aquisição de ações das distribuidoras do Rio envolve US$ 240
mi desembolsados por um consórcio com a Petros, fundo de pensão
da estatal e com a CS Empreendimentos. A CEG e a CEG Rio representam
o segundo maior mercado de gás do País. O primeiro mercado é o de
São Paulo, onde a Petrobras quer entrar com participação na Comgás,
controlada pela British Gas e Shell. Com o avanço no Rio e sua consolidação,
a estatal ganha mais poder de barganha, segundo especialistas para
negociar a entrada no capital da Comgás. A Petrobras também está
negociando sua entrada na Gasmig, distribuidora de Minas Gerais
controlada pela Cemig, terceiro grande mercado do País. (02.05.2001)
A Petros terá 12% dos 25,38% do capital social da distribuidora
de gás CEG, adquiridos pela Petrobras da Enron Corporation. O acordo
entre a Petrobras e a Enron foi assinado, dia 29.04.2001, em Houston,
pelos presidentes das duas empresas e envolve também a aquisição
de 33,75% do capital social da CEG-Rio, negócio do qual a Petros
não participa. Segundo a fundação, o valor poderá ser abatido da
dívida que a Petrobras tem com a Petros. A conclusão da operação
com a Enron será feita em até 90 dias, condicionada à aprovação
das autoridades governamentais. No acordo, a Enron ainda se compromete
a indenizar a Petrobras e a Petros por quaisquer prejuízos advindos
de eventual reclamação dos acionistas da CEG, decorrentes do Acordo
de Participação celebrado entre as partes. A transacão foi a primeira
venda da Enron no setor de gás. (02.05.2001) A compra das participações da Enron na CEG e CEG Rio pela Petrobras
representa a primeira venda de ativos da norte-americana Enron no
Brasil. Ela traçou como estratégia manter-se acionista apenas de
empresas de geração de térmicas e comercialização de energia. O
posicionamento já anunciado determinou a saída de todos os ativos
de gás e também de distribuição de energia elétrica que a companhia
detém no País. Além da Enron, as espanholas Iberdrola e Gás Natural
e a BNDESpar, detém participações relevantes na CEG. A companhia
vendeu em 2000, 936,9 milhões de metros cúbicos de gás por ano.
(02.05.2001) O secretário
estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Vícter,
declarou que o Estado do Rio de Janeiro deverá aprovar a compra,
pela Petrobras, da parcela acionária da companhia americana Enron
na CEG e CEG Rio. O Rio é o poder concedente da exploração do gás
natural. De acordo com o secretário, a compra poderá incrementar
o interesse da Petrobras em relação ao aumento das cotas de gás.
No dia 30.04.2001, a Petrobras anunciou a compra de 13,38% das ações
da CEG que pertenciam à americana Enron. A Petros, fundo de pensão
da estatal, comprou outros 12%. (01.05.2001) O grupo British Petroleum tem muitos planos para a área de gás
natural no Brasil. O grupo possui duas grandes unidades de negócios
no País: a que está voltada para a exploração e produção de petróleo
na Foz do Amazonas e a que se dedica a projetos de energia e uso
do gás natural. Além de aproveitar o gás natural em usinas térmicas
e grandes consumidores, a empresa espera abrir mercado no País para
equipamentos fotovoltaicos, de energia solar. A energia solar pode
ser opção para comunidades isoladas no Brasil. Porém, como geralmente
essas comunidades ficam em áreas distantes e pobres, ela precisa
ser inicialmente subsidiada. (30.04.2001) A maior distribuidora de gás natural da Espanha pretende aumentar
sua participação no mercado de eletricidade espanhol, com intuito
de atingir 10% até 2005. A empresa afirma ser um caminho natural,
pois o rendimento da produção de eletricidade em usinas de ciclo
combinado está crescendo. A posição da empresa é ideal, pois o gás
natural está sendo o combustível substituto do carvão nas usinas
termoelétricas. Quanto a boatos de compra de ativos da Endesa, representantes
da Repsol YPF, que detém 47% da Gás Natural, afirmaram não estar
interessados no negócio, pois se concentrarão em termoelétricas.
A Gas Natural possui usinas sendo construídas competência para 1600
MW e já solicitou autorização para mais 1600MW, além de estudar
a construção de mais uma usina de 1200 MW na Espanha e uma de 1500
MW fora do país. (Dow Jones - 27.04.2001)
A principal
alternativa baiana para garantir o suprimento de energia elétrica
ao setor industrial nos próximos anos virá de uma parceria entre
a Petrobras e a multinacional suíça ABB Equity Ventures. As duas
estão investindo R$ 460 mi na construção da Termobahia, uma termelétrica
movida a gás natural, com capacidade para gerar 350 toneladas por
hora de vapor e 190 MW de eletricidade. A unidade, primeira desse
porte no país, entrará em funcionamento em 2002, no município de
São Francisco do Conde, a 50 km de Salvador. Construída em terreno
de 48 mil metros quadrados, ao lado da Refinaria Landulfo Alves,
a Termobahia será responsável pela geração de 50% do vapor e da
eletricidade utilizados pela unidade no processamento do petróleo.
Numa segunda fase, as parceiras planejam investir mais R$ 400 mi,
dobrando a capacidade de geração, para fornecer energia no atacado
a outros segmentos. (26.04.2001)
A solução que
está sendo estruturada pelo governo e pela Petrobras para minimizar
o risco cambial no fornecimento de gás natural para termelétricas
é motivo de preocupação para as empresas estrangeiras que têm a
intenção de atuar nesse mercado. A 'conta-gás' ou 'conta crédito',
que vai ser anunciada nas próximas semanas pelo Ministério de Minas
e Energia, incidirá apenas sobre o combustível vendido pela estatal,
criando uma situação distorcida no setor, avaliam executivos das
multinacionais. A proposta prevê que a Petrobras assuma sem repasses
a variação cambial no preço do gás natural e seja compensada anualmente
pelas perdas. A conta-gás funcionaria como a parcela de preço específica
(PPE), criada para que a Petrobras seja remunerada em dólar por
produtos vendidos em reais. (25.04.2001)
Três cidades
da região de Americana (SP) entraram na briga para atrair o investimento
de US$ 600 mi previstos para a construção da Usina de Geração Termelétrica
Carioba 2 com potência de 1.200 MW. Goret Pereira de Paulo, gerente
de desenvolvimento do projeto e principal porta-voz da CPFL, reserva
sigilo quanto aos municípios interessados em atrair a usina, mas
admite contatos com prefeituras `de dentro e fora da região de Campinas`.
Informações apuradas durante debate realizada no dia 19.04.2001,
em Americana, apontam o interesse dos municípios de Limeira, São
Carlos e Santa Maria da Serra`. Caso não seja em Americana, será
em outro lugar`, diz Goret. Porém, para a CPFL, a instalação da
usina em Americana é a melhor opção tanto em função da proximidade
a um dos maiores mercados de energia do País, quanto em relação
a proximidade do Gasbol. (23.04.2001)
A Petroquímica
União firmou acordo com a multinacional britânica Rolls-Royce para
tornar-se auto-suficiente em energia já no início de 2003. Com um
investimento de R$ 300 mi, a multinacional britânica vai instalar
duas turbinas a gás com potência de 250 MW no parque da petroquímica,
em Santo André (SP). Desse total, a PqU utilizará cerca de 15 MW
de energia da potência instalada, sendo que a petroquímica gera
atualmente entre 8MW e 12 MW. "O projeto é importantíssimo para
a Petroquímica União, pois nos tornará auto-suficientes em energia,
além de nos fornecer vapor, insumo necessário para a empresa fazer
o aquecimento de produtos aqui fabricados", explicou o gerente industrial
da PqU, Adalberto Giovanelli Filho. O excedente de energia gerado
será vendido a terceiros pela Rolls-Royce, que já está negociando
com a Eletropaulo e outras empresas do pólo petroquímico. (24.04.2001)
A expectativa
do presidente da Enersul, Francisco Gomide, é que o preço do gás
boliviano seja tabelado em real. "Não nos conformamos que o preço
do gás natural seja dolarizado. E acredito que o Governo verá a
necessidade de vender o produto em real", frisou. Além disso, Gomide
defende o preço diferenciado para o combustível em Mato Grosso do
Sul para que o Estado possa atrair as indústrias. "Estamos mais
próximos do gás, e a tarifa igual prejudica o Mato Grosso do Sul,
que perderá a competitividade em atrair empresas de outros Estados",
frisou. Gomide reforçou, no entanto, que acredita que a diferenciação
de preço poderá sair. "Se isso ocorrer, teremos um crescimento econômico
de 7% a 8% nos próximos dez anos". (23.04.2001)
O próximo passo
das negociações para a instalação da Termo Catarinense Norte (TCN),
em Santa Catarina, será a busca de uma solução junto a Aneel para
a proteção cambial do financiamento bancário do investimento. O
vice-governador e presidente do Grupo Executivo de Energia, Paulo
Bauer, vai à Brasília na próxima semana, discutir o assunto. A amortização
do investimento será em 10 anos e uma cláusula no contrato prevê
o reajuste da energia de acordo com a variação cambial. Caso a Aneel
não aprove isso, será buscada outra solução: a Celesc comprará somente
20% ou 30% da energia da TCN e o restante será vendido ao mercado.
(20.04.2001)
A Light quer
o controle de 90% da térmica Norte Fluminense em Macaé (RJ), prevista
para entrar em operação no final do ano 2002. Além de negociar a
compra das fatias da Cerj, 26,6%, e da Escelsa, também 26,6%, a
companhia negocia com a Eletrobrás, da qual pretende adquirir mais
10% na Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para viabilizar
a construção da unidade. Se fechar negócio com essas empresas, a
Light terá como sócia apenas a Petrobras, que detém 10% na SPE.
A capacidade de geração da usina, de acordo com o projeto, será
de 770 MW. O diretor de geração da Light, Paulo Roberto Monteiro
de Barros, afirmou que os investimentos da empresa na térmica serão
proporcionais à fatia controlada: a companhia será responsável por
cerca de US$ 405 mi dos US$ 450 mi. Metade do financiamento virá,
segundo ele, do BNDES. (18.04.2001)
Em reunião
dos técnicos dos ministérios de Minas e Energia e da Fazenda, realizada
no dia 17.04.2001, o governo, apesar de demonstrar clara intenção
de que a Petrobras assuma os custos da variação cambial do preço
do gás natural boliviano que será utilizado pelas usinas termelétricas,
não conseguiu decidir qual será o preço inicial do gás natural e
nem qual será a fórmula de reajuste do produto. Outro problema que
vem sendo analisado pelo Tesouro Nacional é a questão do custo do
transporte, que também é dolarizado. (18.04.2001)
A Petrobras
está tentando criar uma banda de flutuação dos preços do gás comprado
da Bolívia de modo a estabilizar o preço do produto, que hoje varia
de acordo com uma cesta de óleos reajustada trimestralmente. Foi
essa discussão que levou o presidente da Petrobras, Philippe Reichstul,
à Bolívia no dia 12.04.2001. Em Santa Cruz de la Sierra, Reichstul
teve um longo almoço com a alta direção da Yacimientos Petroliferos
Fiscales Bolivianos (YPFB), incluindo seu presidente, Carlos Salinas.
Em seguida ele se reuniu com o presidente da Bolívia, Hugo Banzer,
que viajou de La Paz para Santa Cruz para isso. O executivo de uma
empresa com investimentos na Bolívia acha que é possível, sim, rever
os preços do gás naquele país. "A Bolívia precisa exportar o gás
e o Brasil, no momento, é o único comprador. Se a Bolívia não vender
o gás para o Brasil a alternativa seria o mercado argentino, onde
o gás chega a Buenos Aires custando US$ 1,80 por milhão de BTU".
O gás boliviano custa hoje US$ 1,97, mas chega mais caro ao Brasil
já que a esse valor se adiciona o custo de transporte por gasodutos,
o que eleva o preço para US$ 3,70, sem impostos. Esse valor deve
cair para US$ 3,33 no total no próximo reajuste. Já o gás nacional
custa US$ 2,10 desde o dia 04.04.2001, sem contar a tarifa de transporte,
que varia de acordo com o Estado comprador. Para o uso em termoelétricas,
o preço foi fixado em US$ 2,55 (sem impostos), fruto de um mix dos
preços do gás boliviano e brasileiro. Se houver uma queda dos preços
do petróleo no mercado internacional, como prevêem as grandes companhias,
a fórmula prevê uma redução em julho de 2001. (18.04.2001)
O governo quer
que a Petrobras assuma o custo da variação cambial do preço do gás
natural, comprado da Bolívia, que será utilizado pelas usinas termelétricas.
A idéia é que o preço do gás no País seja cobrado em reais e reajustado
uma vez por ano, quando a Petrobras poderá repassar para a tarifa
do gás a variação cambial. "A hipótese é de que a variação cambial
do preço do gás para a geração térmica em um ano seja bancada pela
Petrobras, que faria uma espécie de hedge, sendo ressarcida depois
desse período", explicou o ministro de Minas e Energia, José Jorge.
A espectativa do ministro é de que em três semanas a questão tenha
sido decidida. Segundo o ministro, o sistema seria semelhante ao
da energia gerada pela usina binacional de Itaipu, que também e
cobrada em dólar. O reajuste do preço do gás deverá seguir a variação
do IGP-M. Essas medidas só serão oficializadas depois do aval dos
ministros Pedro Malan (Fazenda) e Minas e Energia (José Jorge).
A proposta será encaminhada a esses ministros depois de combinadas
pela equipe técnica.(18.04.2001)
Embora a data
de início da construção da termelétrica de Pecém encontre-se indefinido,
o secretário de Infra-Estrutura do Ceará, Francisco Maia Júnior,
disse, no dia 16.04.2001, que os pré-acordos entre os acionistas
(BP, Repsol e Endesa), com a Cegás para fornecimento do gás natural
e a Coelce já estão definidos. ``Falta apenas que o Governo Federal
defina garantias aos investidores quanto ao risco cambial como,
por exemplo, a criação de um fundo de compensação'', acrescenta.
Ele espera que até o dia 23.04.2001, se tenha alguma resposta. ``Depois
disso, os acionistas se comprometeram a iniciar a obra''. A conclusão
da primeira fase da usina, com produção estimada em 245 MW está
prevista para 2003 e segunda fase 270 MW para 2005. Os investimentos
devem somar US$ 500 mi. O objetivo é que essa energia responda por
25% do total consumido no Estado. O preço será maior para o consumidor
- atualmente o MW/hora custa US$ 37 contra US$ 32 da energia hidráulica,
mas Maia Júnio observa que ``sai muito mais caro fazer racionamento''.
(17.04.2001)
O governo federal
promoverá uma reunião, dia 17.04.2001, para tentar definir o preço
do gás natural para as usinas termoelétricas que serão construídas
no País. O secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia,
Afonso Henriques Moreira Santos, informou que a reunião não deverá
ser conclusiva. O secretário de Política Econômica do Ministério
da Fazenda, Edward Amadeo, deve participar deste encontro. Estão
sendo feitos estudos técnicos que exigem o aval da equipe econômica
quanto à fórmula de reajuste do preço do gás natural. O diretor-geral
da ANP, David Zylbersztajn, e o presidente da Petrobras, Henri Philippe
Reichstul, ainda não confirmaram se vão participar desta rodada
de negociações. No dia 16.04.2001, Zylbersztajn e Reichstul informaram
que o superintendente de Gás Natural da ANP, José Cesáreo, e o presidente
da Gaspetro, Luiz Rodolfo Landim, seriam os principais participantes
deste debate. (17.04.2001)
A empresa britânica
de engenharia Rolls Royce ganhou um contrato de US$ 12 mi para construir
uma termoelétrica de 27 MW na cidade de Ushuaia, no lado argentino
da Terra do Fogo. A unidade já está sendo construída em Liverpool
e deve estar pronta para instalação no meio do ano. O cliente é
a Direccion Provincial de Energia, que encomendou a turbina para
atender à crescente demanda proporcionada pelo aumento da população
e do turismo. (16.04.2001)
A Unión Fenosa
começa a operar a central de ciclo combinado de Hermosillo, no México,
em julho de 2001. Os investimentos foram de US$ 135 mi e proporcionarão
225 MW. A central foi projetada e construída por filiais criadas
no México para esse empreendimento e será operada por outra subsidiária,
a Soluziona. A estatal mexicana de energia CFE concedeu à Fenosa
uma concessão de 25 anos em 1998 para construir e operar a central
como parte do plano de abertura do mercado. A usina consiste em
um gerador movido por uma turbina de gás e uma a vapor e será testada
até a inauguração. (16.04.2001)
A Comissão
de Energia espanhola aprovará, em 19.04.2001, o plano governamental
de desregulamentação do último monopólio energético daquele país,
o de gás natural. A companhia Gas Natural, controlada pela Repsol-YPF
e La Caixa domina todo o setor. O calendário imposto pelo governo
determina que em janeiro de 2003 todos os consumidores possam escolher
seus fornecedores. O processo deve ter início em junho de 2001,
o que representa um atraso de seis meses em relação aos prazos da
lei. A empresa deverá disponibilizar 25% do gás proveniente da Argélia
e vender a Enagás, dona da distribuição. Para cada termia (um milhão
de calorias) utilizada por empresas no gasoduto Espanha-Argélia,
a Gas Natural-Enagás cobrará US$ 0,0025, o que ainda proporcionará
lucro para as utilizantes. As empresas que já contam com autorização
para vender gás são as quatro elétricas espanholas (Endesa, Iberdrola,
Unión Fenosa e Hidrocantábrico) e as petroleiras que operam no país,
entre elas a BP, Shell e Total Fina. (16.04.2001)
O governo federal
deve decidir, até o dia 17.04.2001, dois pontos importantes no setor
de comercialização e distribuição do gás natural. Um deles diz respeito
ao preço do gás e está ligado diretamente ao desenvolvimento de
projetos de construção de usinas termelétricas e à produção industrial
por meio da planta de gás natural. O outro tem relação com a utilização
do Gasbol, que virou motivo de discórdia entre o diretor-geral da
ANP, David Zylbersztajn, e o presidente da Petrobras, Henry Philippe
Reichstul. A inglesa British Gas (BG) reivindica o direito de passar
o gás natural pela infra-estrutura da Petrobras. O diretor de Gás
e Energia da Petrobras, Delcídio Gomez, explicou, dia 15.04.2001,
que técnicos da equipe econômica estão analisando a proposta de
um preço fixo em dólar, equivalente a US$ 2,475 por milhão de BTU
para o gás natural. Neste caso, a variação cambial seria repassada
para a tarifa sempre na data de aniversário do contrato, ou seja,
os reajustes ocorreriam em intervalos de 12 meses. Já o secretário
de Energia, do Ministério de Minas e Energia, Afonso Henriques Moreira
Santos, disse que o tratamento para o preço do gás terá por base
a cotação em reais. Por este modelo, a Petrobras deverá assumir
o risco da variação cambial na compra do gás produzido na Bolívia.
O principal argumento dos técnicos do governo federal é que o gás
natural não é uma commodity e, por isso, deverá ter o preço fixado
em real. (16.04.2001)
Os últimos
Estados que ainda não tinham distribuidoras estão correndo para
criá-las mesmo sem ter o principal: o gás. Em março de 2001, depois
de dois anos de estudos, foi concluída a criação da CEBgás, subsidiária
Companhia Energética de Brasília. No fim de abril de 2001, o governo
de Goiás decidirá quem serão seus parceiros na Sociedade Goiana
de Gás Canalizado, que também terá a função de procurar investidores.
O gasoduto do Centro-Oeste está orçado em US$ 210 mi e teria 828
km de extensão, a partir de Araraquara, em São Paulo. Em 1999, a
Rongás acertou o protocolo de construção de um gasoduto ligando
Urucu, no Amazonas, a Porto Velho, que depende ainda de entendimentos
técnicos e políticos com o governo amazonense e da licença ambiental.
Quando estiver pronto, no mínimo em 2003, irá movimentar a usina
termoelétrica da capital. No Maranhão, o governo estadual encomendou
um estudo para analisar se o mercado local comportaria ter o gás
como alternativa energética. Enquanto isso, uma empresa canadense
e outra americana estão avaliando se existe gás em duas áreas no
litoral maranhense, licitadas no ano 2000 pela ANP. Para o presidente
da Abegás e da Pbgás, Cícero Leite: "de uma forma ou de outra, a
infra-estrutura de distribuição teria de ser criada nestes Estados".
(15.04.2001)
Estatais, multinacionais,
governos estaduais e empresários estão se movimentando silenciosamente
para assumir posições estratégicas no mercado de distribuição de
gás natural. A expectativa de crescimento para o setor é de cerca
de 280% em quatro anos, com faturamento anual que deve pular, no
período, de aproximadamente R$ 1 bi para pelo menos R$ 4 bi. A Petrobrás
que, por meio da subsidiária Gaspetro, é parceira de 14 distribuidoras
estaduais, quer entrar em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Para
tanto, corteja a mineira Cemig, dona de 90% da Gasmige, a fluminense
CEG . A meta da Petrobrás, a principal fornecedora do País, é clara:
quer que o mercado de gás passe de 1% de seu faturamento para 14%
em 2005, com volume de vendas pulando de 14 milhões de metros cúbicos
ao dia para 35 milhões de metros cúbicos. Já a multinacional americana
Enron está negociando sua participação minoritária, por meio da
subsidiária Gaspart, em sete distribuidoras de gás estaduais, cinco
na Região Nordeste e duas no Sul. Embora não se manifeste publicamente,
decidiu sair do mercado de distribuição no Brasil para se concentrar
apenas na comercialização de energia. (15.04.2001)
A Usina Termoelétrica
William Arjona, da Gerasul, em Campo Grande, será a primeira usina
do país a utilizar o gás boliviano do Gasoduto Bolívia/Brasil e
começou a operar em fase experimental dia 15.04.2001. A usina tem
capacidade de gerar 75 MW de energia elétrica atualmente, operando
com duas turbinas, e passará a gerar 105 MW a partir de agosto de
2001. A termoelétrica vai consumir 870 mil metros cúbicos de gás
natural por dia. A data da inauguração oficial será definida após
a conclusão dos testes de controle de qualidade. A MSGás investiu
R$ 4,2 mi na construção do ramal. (15.04.2001)
A espanhola
Gás Natural assinou novo acordo com a argelina Sonatrach para refazer
os preços dos gás que abastece a Espanha. Apesar dos detalhes do
acordo não terem sido revelados, a companhia ibérica afirmou que
ele pode levar à cooperação em outras áreas como a geração de energia.
A nova fórmula será aplicada em contrato de 1992 que garante nove
bilhões de metros cúbicos por ano através do gasoduto Magreb-Europa.
Também se aplica a 3,8 bilhões de metros cúbicos de gás liquefeito
por ano. A espanhola acredita que a nova fórmula reduzirá o preço
final do produto e permitirá às duas empresas negociar novos fornecimentos
de acordo com o crescimento da demanda. Em 2000 a Sonatrach forneceu
59% da produção da Gás Natural, o equivalente a 6,2 bilhões de metros
cúbicos através do gasodto e 4,1 bilhões de gás liquefeito. (11.04.2001)
O gás natural
boliviano permitirá que a termelétrica William Arjona, localizada
em Campo Grande, funcione 24 horas e amenize os riscos de racionamento
de energia em Mato Grosso do Sul. A usina de 80MW, que pertence
às Gerasul, será a primeira do País a operar com o gás trazido da
Bolívia. O novo combustível começa a ser utilizado até o final de
abril de 2001 em substituição ao diesel, que representa um custo
três vezes maior na geração de energia. O diretor-presidente da
Gerasul, Manoel Arlindo Zaroni Torres, disse que a empresa tem contrato
no valor de US$ 58 mi e vigência de cinco anos assinado com a Petrobras
e com a MSGás, companhia distribuidora, para fornecimento de 870
mil metros cúbicos dia de gás. Em época de seca prolongada, que
afeta as bacias hidrográficas e, em conseqüência, a geração nas
hidrelétricas do País, as usinas termelétricas ganham importância.
Em Mato Grosso do Sul, o gasoduto Bolívia-Brasil favorece a instalação
de novas usinas. (12.04.2001)
A Ibiritermo
vai colocar em operação já no final de 2001 a sua primeira turbina
a gás, com capacidade para 155 MW, a ser fornecida em julho de 2001,
pela General Electric americana, por US$ 130 mi. Essa primeira turbina
será abastecida pelo gasoduto Rio-Belo Horizonte e deve consumir
1,1 milhão de metros cúbicos por dia de gás da bacia de Campos.
Para as próximas turbinas, a Ibiritermo terá que contar com o novo
ramal do gasoduto Brasil-Bolívia, projetado para atravessar o Sul
de Minas até Belo Horizonte. Em 2002, a usina receberá uma turbina
a vapor, de 80 MW, iniciando a operação em ciclo combinado, sistema
que aproveita o vapor produzido pelo gerador a gás. Mais duas unidades
de gás e vapor serão acrescentadas, uma em 2003 e outra em 2005,
quando a Ibiritermo passará a contar com capacidade instalada total
de 705 MW. (Gazeta Mercantil - 12.01.2001)
A Ibiritermo,
termoelétrica que começou a ser construída pelo consórcio Petrobras-FiatAvio,
já tem dois candidatos a sócios no empreendimento que, nos próximos
cinco anos, vai executar orçamento de US$ 600 mi. O fato de se levar
menos de um ano entre o início de construção da usina e a entrada
em operação de sua primeira turbina, aliado à possibilidade de uma
usina a gás funcionar a plena carga durante 92% do ano, sem influência
do regime de chuvas, são algumas das razões que aumentam o interesse
em projetos de geração termelétrica a gás. A Petrus, fundo de pensão
dos funcionários da Petrobras, e a norte-americana Intergen foram
os primeiros a manifestarem interesse e já estão estudando em que
proporção vão entrar no negócio. Decidimos abrir o negócio à participação
de outros parceiros que queiram aportar recursos ao projeto e estamos
observando que é muito grande o interesse em geração de energia
elétrica', disse Roberto Vedovato, diretor da Fiat do Brasil, holding
brasileira do grupo Fiat. Segundo Vedovato, estão avançando as negociações
com a Intergen que poderá ser um dos primeiros parceiros do consórcio
na Ibiritermo. (12.04.2001)
A Petrobrás
deverá assumir o risco da variação cambial na compra do gás boliviano.
Esta é uma das principais propostas a serem apresentadas, na terceira
semana de abril de 2001, aos ministros de Minas e Energia e da Fazenda.
O argumento dos técnicos é que o gás natural não é uma commodity
e, deste modo, terá seu preço fixado em real. Dependendo dos demais
pontos a serem decididos pelos técnicos, é possível que a proposta
para o gás seja submetida ao presidente Fernando Henrique Cardoso.
O secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Afonso
Henriques Moreira Santos, disse, dia 11.04.2001, que o produto adquirido
da Bolívia poderá ser cotado na moeda americana no ponto em que
o gás entra no Brasil, ou seja, na divisa dos dois países. Porém,
o gás natural boliviano dentro do território nacional terá o preço
estabelecido em real. "A idéia é fazer o acompanhamento contábil,
com o repasse do débito ou crédito para as tarifas finais, ou seja,
na ponta, no ano seguinte", explicou o secretário. (Estado - 12.04.2001)
A Shell informou
ao governo argentino que planeja investir US$ 1,5 bi na província
da Terra do Fogo em uma fábrica para extrair combustíveis do gás
natural. Além de combustíveis líquidos, a indústria deve produzir
também 100 MW por dia, equivalente a todo consumo da região. A multinacional
já iniciou diálogo com a Total Austral, que faz parte de um consórcio
com a maior produção de gás no território. O projeto necessitaria
de 18 bilhões de metros cúbicos diários durante 20 ou 25 anos, apesar
da região ter capacidade de produzir o dobro. (11.04.2001)
A Petrobrás
e a Fiat Avio, subsidiária do grupo Fiat, iniciam, dia 11.04.2001,
as obras da Usina Termelétrica de Ibirité, localizada na região
metropolitana de Belo Horizonte. A usina, denominada Ibiritermo,
está prevista no PPT do governo federal e é uma das 13 consideradas
emergenciais do programa. A previsão é de que a Ibiritermo esteja
concluída até maio de 2005 com três turbinas a gás de ciclo combinado
(gás e vapor) e capacidade para a geração de 705 MW. A primeira
fase de operações da usina, no entanto, deverá ser iniciada em dezembro
de 2001, com uma turbina a gás de 155 MW, em ciclo simples (gás).
A energia da termelétrica será injetada no sistema interligado sul-sudeste-centro-oeste.
A usina vai ocupar uma área de 12 hectares da Refinaria Gabriel
Passos, da Petrobrás. (11.04.2001)
A direção da
Petrobras apresenta ao governo, dia 11.04.2001, duas propostas para
solucionar o problema do risco cambial na compra do gás boliviano
que movimentará as termelétricas. Uma alternativa refere-se à troca
de cerca de R$ 7 bi em NTN-P - que a empresa detém desde que privatizou
as subsidiárias petroquímicas - por títulos novos do Tesouro Nacional.
Esses papéis teriam 20 anos de prazo e rendimento pela variação
do INPC, mais 6% de juros e variação cambial, que pode ser um índice
arbitrado. Esse novo papel teria um rendimento bem melhor do que
a remuneração das NTN-P, título inegociável que rende apenas TR
mais 6% de juros ao ano. Com a diferença de rentabilidade, a Petrobras
arcaria com o risco cambial. (11.04.2001)
Representantes
dos ministérios da Fazenda e das Minas e Energia, da Aneel e da
Petrobras discutirão, dia 11.04.2001, em Brasília a nova proposta
para desatar o nó cambial que está segurando os investimentos nas
termelétricas. A Petrobras propõe a criação de uma "conta gás",
que seria zerada anualmente com o repasse da variação cambial para
o consumidor. O secretário-executivo de Energia do Ministério das
Minas e Energia, Afonso Henriques, disse, dia 10.04.2001, que a
proposta visa atenuar os impactos para o consumidor e para a cadeia
produtiva. Ele falou na criação de uma "espécie de PPE (Parcela
de Preço Específica) do gás", um mecanismo de crédito e débito que
manteria o reajuste anual das tarifas. A PPE é o que o governo arrecada
com a diferença entre o preço do petróleo no mercado externo e o
dos combustíveis no interno. O mercado espera uma saída para uma
equação que, aos olhos do investidor, não fecha: os custos de equipamentos
e da matéria-prima (gás) estão em dólar, enquanto a receita vem
em real. Na Petrobras, discute-se a fixação do preço de fornecimento
de gás nos atuais US$ 2,475 por milhão de BTUs (preço do Programa
Prioritário de Termelétricas) por um ano. No aniversário, seriam
contabilizadas as variações cambiais para ver se a Petrobras teve
prejuízo ou lucro. O prejuízo seria repassado ao consumidor. (11.04.2001)
A expansão
da rede de distribuição de gás natural em Santa Catarina, pela SCGás,
será garantida, dia 10.04.2001, com a liberação de financiamento
de R$ 106,2 mi pelo BNDES. O contrato será assinado na sede do BNDES,
no Rio de Janeiro, com a presença do governador Esperidião Amin
e o presidente da SCGás, Luiz Gomes. A contrapartida da empresa
será de R$ 106,2 mi. Com esses recursos, a SCGás vai garantir a
expansão da oferta para outras cidades, ligações para o gás combustível
e o fornecimento de gás para a Termo Catarinense Norte. (10.04.2001)
O governo do
estado de Alagoas está reivindicando da Petrobras a redução de tarifas
de gás natural de Alagoas em relação ao resto do País. A decisão
do governador Ronaldo Lessa é considerada de fundamental importância
para o desenvolvimento do estado. "Não considero justo que Alagoas
tenha uma reserva de 13 bilhões de m³, uma produção diária de 1.800.000
m³, e cobre uma tarifa igual à de Estados vizinhos como Pernambuco
e Paraíba, que não produzem gás", afirmou o governador.Para a Secretaria
de Indústria e Comércio, caso o governador consiga vencer essa batalha
junto à Petrobras, Alagoas dará um grande passo na consolidação
do Pólo Industrial de Marechal Deodoro. O pólo produz vapor a partir
do gás natural e conta ainda com uma estação de distribuição para
queima em fornos e caldeiras. (10.04.2001)
O consórcio
Petrobras/Fiat Avio acelera o projeto de construção da termoelétrica
Ibiritermo, no municipio de Ibirité na região metropolitana de Belo
Horizonte, que terá potência instalada final de 720 MW e utilizará
sistema combinado de gás e óleo como combustíveis. O investimento
é de US$ 130 mi e o consórcio pretende colocar a sua primeira turbina
em operação ainda em 2001. A nova usina é uma das maiores previstas
no programa prioritário do governo brasileiro e proporcionará um
novo aporte de energia elétrica entre 168 e 200 MW ao sistema de
abastecimento do sudeste, que bem enfrentando redução de oferta
por parte das hidrelétricas, devido à falta de chuvas. A primeira
turbina, contratada no ano passado e movida apenas a gás, será fornecida
pela General Electric no próximo mês de julho de 2001. Mas duas
usinas vão ser instaladas, no local, nos próximos dois anos. A expectativa
do consórcio é que a Ibiriritermo alcance sua capacidade total no
final de 2003.(09.04.2001)
A Termoelétrica
William Arjona da Gerasul, instalada em Campo Grande, deverá começar
a operar com gás natural no dia 15.04.2001. A usina será a primeira
do País a utilizar o gás boliviano do Gasoduto Bolívia-Brasil. O
ramal de nove quilômetros que levará o produto até a usina está
concluído, e os testes de controle de qualidade estão previstos
para começarem hoje. A MSGás investiu R$ 4,2 mi na construção do
ramal. A data da inauguração da obra ainda não é oficial, porque
os técnicos precisam realizar vários testes no ramal, verificando
itens como segurança, pressão e gaseificação, antes de iniciarem
a operação de distribuição. Segundo o diretor-presidente da MSGás,
Luís Landes, a Usina William Arjona, que tem capacidade de gerar
75 MW de energia elétrica atualmente, operando com duas turbinas,
passará a gerar 105 MW somente a partir de agosto. A termoelétrica
vai consumir 870 mil metros cúbicos de gás natural por dia. Pela
distribuição do gás, a empresa receberá R$ 435 mil por mês. (10.04.2001)
As empresas
elétricas da Espanha têm entrado no mercado gasista. Como reação
a essa investida, a Gás Natural pretende investir no setor de geração
em vistas à liberalização do setor de gás em 2003. A empresa quer
abocanhar 15% do mercado de geração e distribuição em quatro anos.
Para tanto, já está construindo duas centrais de ciclo combinado
com capacidade para gerar 350 MW cada. Mais oito estão previstas
até 2005. Especialistas prevêem que até essa data, a Espanha precisará
de sete mil novos megawatts e a empresa pretende pôr 3500 MW no
mercado. A Gás Natural investirá US$ 1,9 bi, que virá do desinvestimento
obrigatório de 65% da Enagás, empresa que controla a rede de transporte,
distribuição e fornecimento na Espanha. O preço das ações, pretendidas
pela Repsol ainda não está definido. (09.04.2001)
O presidente
do grupo espanhol Endesa, Rodolfo Martín Vila, confirmou ao governador
Tasso Jereissati, no dia 06.04.2001, que vai participar do projeto
das termelétricas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, orçado
em US$ 500 mi, incluindo duas usinas e um terminal de gás. De acordo
com o secretário da Infra-Estrutura, Francisco Maia Júnior, o presidente
da Endesa assegurou que toma parte no projeto em conjunto com a
BP e a YPF Repsol. O governador, por sua vez, teria pedido celeridade
no acordo entre os acionistas e no início das obras, consideradas
estratégicas para o Estado. `O ponto mais importante para definição
do investimento em termelétrica é mesmo o preço do gás`, afirmou
Alfredo Llorente, diretor-geral internacional da Endesa, `Não há
dificuldades concretas, mas são necessárias garantias em relação
à volatilidade do preço do gás. (09.04.2001)
Apesar da crise
de abastecimento de energia elétrica, a Petrobras negou um pedido
de fornecimento de gás natural para Furnas ampliar a capacidade
de geração de duas usinas térmicas, que possui em operação em São
Gonçalo e Campos de Goytacazes, no Estado do Rio. Em carta à CEG,
distribuidora do combustível, a Petrobras informou que só poderá
disponibilizar o gás solicitado em 24 meses. (09.04.2001)
A Companhia
Siderúrgica de Tubarão (CST) mantém conversações com empresas do
setor elétrico para terceirizar a construção de uma usina termelétrica
de 70 MW junto à sua fábrica em Vitória (ES). Pelo projeto, a CST
comprará até 30 MW a fim de garantir uma oferta firme de energia
na produção de aço e liberará o investidor para vender ao mercado
os excedentes de energia elétrica da térmica, que começará a operar
em 2003. O diretor financeiro da CST, Leonardo Horta, disse, dia
05.04.2001, que a construção da termelétrica é uma oportunidade
para a CST reduzir custos ambientais, já que a usina vai aproveitar
o gás gerado na aciaria como matéria-prima para a produção de energia
elétrica. Hoje, a CST tem outras três termelétricas dentro do seu
parque industrial, com capacidade total de 225 MW, que utilizam
o gás dos altos-fornos como fonte para a produção de energia. Deste
total, a CST consome 190 MW e vende o restante para a Escelsa. Sem
precisar o investimento na nova termoelétrica, Horta adiantou que
a CST não deverá aportar capital no projeto. Ele não descarta a
possibilidade da siderúrgica vir a se desfazer das outras três termolétricas,
embora considere uma hipótese é "improvável". (06.04.2001)
A Endesa é
uma das únicas grandes operadoras internacionais que não têm projeto
de geração no Estado do Rio. A Cerj, sua controlada, precisa apresentar
um programa de aquisição firme de energia, sob pena de enfrentar
novas contestações de sua concessão. Com base nisso, o governo fluminense
tenta convencer a Endesa a investir de US$ 300 mi a US$ 350 mi numa
termelétrica, e se dispõe inclusive a intermediar os contatos com
a Petrobras. Os incentivos fiscais - como o aumento do prazo para
recolhimento do ICMS sobre o gás natural e a isenção na compra de
equipamentos - têm acelerado a instalação de projetos geradores
no Estado, enquanto o programa federal ainda esbarra na falta de
um acordo sobre a tarifação do gás e da energia fornecida. Parte
dos recursos para a construção da usina virá da venda da fatia da
Cerj no projeto de Cabiúna, iniciativa conjunta com a Light e a
Escelsa. A Endesa exige, para decolar um projeto de geração no Estado,
o controle integral do capital da nova usina.(06.04.2001).
O preço do
gás cobrado pela Petrobras nos contratos com termelétricas vai aumentar.
Hoje, ele é de US$ 2,35 por milhão de Btu, equivalente a US$ 40
por MWh, e só existirá nos primeiros contratos que estão sendo fechados
para produzir os 11 mil MW que cobrem a atual escassez de energia.
Segundo o presidente da empresa, o preço só é possível graças ao
gás nacional. O gás brasileiro tem um custo mais baixo. Quando a
empresa quis viabilizar as termelétricas feitas no atual programa
construiu a seguinte equação financeira: de um lado está fechando
contratos por 20 anos. Nestes 20 anos, a empresa compradora de gás
terá que pagar este mesmo valor, ainda que a cotação do gás caia
no mercado internacional. Mas também terá a garantia de preço, mesmo
que a cotação suba. Por outro lado, o mix de produto nacional e
boliviano permite um preço mais baixo. Essa é a visão da Petrobras,
que é contestada por várias empresas que atuam no mercado de energia.
Primeiro, elas argumentam que é arriscado fazer um contrato de 20
anos. Dentro de quatro anos haverá um mercado aberto. Há grande
chance de que em um mercado aberto, com competição e bem abastecido,
o preço venha a cair. E quem assinou o contrato ficaria amarrado
com a Petrobras por 20 anos no mesmo preço. Segundo, os participantes
do mercado de energia, este preço cobrado pelo gás é tão alto, hoje,
que tem inviabilizado a assinatura de contratos com a Petrobras.
(06.04.2001)
A norte-americana
Coastal Petróleo do Brasil, controlada pela El Paso, negou, dia
04.04.2001, que tenha descoberto uma reserva de gás natural na bacia
de Pitanga, na região central do Paraná. No dia 05.04.2001, a ANP
autuou a empresa alegando a falta de aviso a agência sobre uma suporta
descoberta. A infração pode resultar em uma multa de até R$ 500
mil. O gerente-geral da área de exploração e produção da El Paso
no Brasil, Mark Scarbrough, disse que a empresa não recebeu ainda
nenhuma notificação da ANP. Em conversa com representantes da ANP,
a companhia foi informada de que receberia um auto de infração,
afirma. A empresa vai ter 15 dias para responder a esse auto de
infração, informou. "Não encontramos nada que qualifica como uma
descoberta como está definida nas regras da ANP, mas vamos fazer
tudo para cumprir as regulamentações no Brasil", afirmou. Ele confirmou,
no entanto, que a Coastal perfurou um poço, mas que ainda está em
processo de avaliação da área, que deve demorar mais de um mês.
"Não há ainda indícios de que existe gás no local", afirmou. (04.04.2001)
O presidente
do BNDES, Francisco Gros, disse que estão sendo estudadas regras
para facilitar a instalação dos projetos de geração de energia por
usinas termoelétricas. Ele não detalhou que regras serão essas,
mas disse que o papel do BNDES na área de energia é viabilizar o
aumento dos investimentos no setor. "Precisamos de regras claras,
que já foram dadas para as PCHs e que estarão sendo dadas em breve
no setor de termoelétricas", disse Gros no discurso da cerimônia
de posse do novo diretor de Infra-Estrutura da instituição, Octávio
Castello Branco. No caso das PCHs, ficou decidido que a Eletrobrás
irá garantir a compra da energia. Com a certeza de que haverá comprador
para o produto os investidores conseguirão com mais facilidade financiamento
do BNDES para os projetos. Castello Branco, que discursou em seguida,
informou, também sem detalhes, que o BNDES vai participar da resolução
"da questão cambial das termoelétricas". Empresários do setor reclamam
que o preço do gás varia conforme o câmbio, mas a tarifa de energia
elétrica não. (04.04.2001)
A Aneel autorizou
a empresa Infoglobo Comunicações Ltda, autoprodutora de energia
elétrica, proprietária da Usina Térmica Globo, com potência instalada
de 5,1 MW, a comercializar, pelo prazo de cinco anos, o excedente
de energia elétrica. A térmica, localizada no parque gráfico da
empresa, no município de Duque de Caxias (Rio de Janeiro), utiliza
como combustível o gás natural. Auto-suficiente, já que produz a
energia elétrica que necessita, a empresa poderá agora vender o
seu excedente no mercado. (03.04.2001)
No dia 02.04.2001,
a empresa inaugurou a pedra fundamental da térmica Macaé Merchant
e os dois vice-presidentes senior da companhia, Eduardo Karrer e
Roberto de Almeida adiantaram que já estão estudando a possibilidade
de fazer novo investimento no Rio, de US$ 200 mi, para construir
uma nova térmica. O objetivo é aproveitar duas turbinas com capacidade
de gerar 200 MW de energia que estão "na prateleira" nos Estados
Unidos. A El Paso está investindo US$ 500 mi na Macaé Merchant,
que terá capacidade de gerar 700 MW de energia em dezembro de 2001,
por meio de 16 turbinas GE LM 6000. Em setembro, ela começa operar
gerando 180 MW com quatro máquinas. A capacidade irá aumentar paulatinamente
até chegar a 700 MW. A El Paso já explora blocos de petróleo e gás
no Brasil (no Paraná, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará), que foram
"herdados" da Coastal, assim como desenvolve a produção nos campos
de Pescada-Arabaiana (RN). A empresa já descobriu gás no bloco BAS-97,
na bacia do Paraná, e está investimento agora em testes de vasão.
Caso a descoberta seja declarada comercial, o objetivo da El Paso
é usar o gás para gerar energia própria. Daí o interesse em participar
do terceiro leilão da ANP. Além da Macaé Merchant, a El Paso está
investindo US$ 250 mi na térmica de Porto Velho (RO), e tem 60%
do projeto da térmica de Araucária (no Paraná, em sociedade com
a Copel e a Petrobras) e onde estão previstos investimentos de US$
350 mi. Outros US$ 180 mi serão investidos na térmica Norte Catarinense,
em Joinville. (03.04.2001)
A usina térmica
Macaé Merchant, que a El Paso Energy começou a construir no município
fluminense de Macaé, deverá iniciar operação comercial parcial em
setembro de 2001, gerando 180 MW de energia elétrica, com quatro
turbinas de última geração. A unidade deverá atingir potencia total
em dezembro de 2001, representando um recorde mundial entre o tempo
de sua concepção e a entrada em funcionamento, segundo informou
o vice-presidente da El Paso Energy International Cone Sul, Roberto
Almeida. A usina térmica Macaé Merchant será a primeira do país
a utilizar como combustível o gás natural nacional, produzido na
Bacia de Campos, que, atualmente, está sendo queimado. (02.04.2001)
O projeto mais
importante de usina termoelétrica no Paraná é o que está em desenvolvimento
em Araucária. A construção dessa usina teve início em outubro de
2000 e a entrada em operação está marcada para outubro de 2002.
Segundo informou o assistente da área de geração da Copel, Edilson
Matos Novak, a termoelétrica terá capacidade de 480 MW. A usina
vai consumir gás natural proveniente do gasoduto Bolívia/Brasil,
numa proporção de 2,1 milhões de metros cúbicos diários. Com investimento
de US$ 330 mi o projeto é desenvolvido pela UEG Araucária Ltda.,
que tem como sócios a El Paso Energy Company, dos Estados Unidos,
que detém 60% do capital, a Petrobrás, com participação de 20% e
a Copel, com mais 20%. (02.04.2001)
O presidente
da Light, Michel Gaillard, informou duas medidas que vão em direção
a algum equilíbrio da oferta de energia nos 31 municípios do estado
do Rio de Janeiro que integram sua área de concessão. A primeira,
de caráter mais imediato, mas de resultados incertos, é a continuidade
da campanha de conscientização da população para que economize energia
elétrica. A outra, de impacto a médio prazo, é o início da construção
este ano de duas térmicas a gás no Estado, a Cabiunas e a do Norte
Fluminense, no qual a Light investirá US$ 800 mi no prazo de quatro
anos, a contar do final de 2001. O funcionamento das térmicas vai
elevar a oferta da concessionária dos atuais 800 MW para quase 2
mil MW, reduzindo o grau de dependência do Estado no campo de energia
elétrica. O presidente da Light assinala que o risco de racionamento
pode afetar também o desempenho das distribuidoras. ( 02.04.2001)
A companhia
norte-americana El Paso Energy pretende trazer para o Brasil duas
térmicas embarcadas (usinas sobre barcaças) que estão operando na
Tailândia. As térmicas têm capacidade para gerar, em conjunto, 200
MW e vão operar no estado do Rio, em local ainda não definido. Será
o segundo projeto de geração da companhia para o estado. O primeiro,
chamado Macaé Merchant, começa a ser construído no dia 02.04.2001.
A possibilidade de utilizar térmicas embarcadas já era analisada
havia algum tempo por companhias energéticas estrangeiras, mas ganhou
força devido à possibilidade de racionamento de energia. A operação
vem sendo costurada em conjunto com o governo do estado do Rio de
Janeiro, que fica na ponta do sistema elétrico e, portanto, mais
vulnerável a riscos de desabastecimento. Para a empresa, a vantagem
são os ganhos gerados pelo aumento do preço da energia no mercado
spot, que é esperado devido à falta de oferta. Algumas pendências,
como licenciamento ambiental, porém, ainda têm que ser equacionadas
para a conclusão do projeto. O transporte das usinas da Tailândia
para o Rio deve durar um mês. Concluído o projeto, a El Paso terá
uma capacidade de geração de 900 MW na região Sudeste. ( 02.04.2001)
A Universidade
Luterana do Brasil (Ulbra), por meio de sua fundação, e a Stemac
S/A Grupos Geradores firmaram uma parceria inovadora que vai resultar
na inauguração de uma pequena central termelétrica no campus da
universidade, em Canoas. A termelétrica será movida a gás e vai
gerar 3,3 MW na primeira fase, prevista para agosto de 2001, tornando
o campus auto-suficiente em energia. A universidade utilizará os
ramais de distribuição do Gasbol que passam por seu pátio interno
para poder ficar conectada ao citygate instalado na Refinaria Alberto
Pasqualini. O fornecimento de gás será feito pela Sulgás. A termelétrica
tem um sistema de construção modular que permite a sua ampliação
conforme o aumento da demanda, e pode atingir a capacidade de 7,7
MW. Há possibilidade da energia excedente ser vendida no mercado
livre. Para tornar viável a construção, operação e administração
da usina foi criada a empresa Stepie-Ul S/A que é controlada pela
Stemac e tem a participação de 6% da Fundação Ulbra. O valor do
investimento não foi revelado. (30.03.2001)
O risco de
falta de energia forçou o governo a alterar, em parte, o modelo
do setor elétrico. No dia 29.03.2001, a Aneel autorizou a Petrobras
a construir duas térmicas a gás no RS e MS, num total de 1.000 MW,
com início de operação em 2001. Até agora, só empresas privadas
podiam entrar na geração de energia. A Petrobras estava em algumas
térmicas como minoritária, mas, desta vez, terá 100% das usinas.
A térmica Canoas, com 602 MW de potência instalada, será construída
no município gaúcho de Canoas e a usina de Três Lagoas (MS) terá
466 MW de capacidade. Noutra decisão, a Aneel autorizou a constituição
da TermoCorumbá, com 108 MW de potência, que também utilizará o
gás natural como combustível, entrando em operação até 17.12.2001.
(30.03.2001)
O BNDES liberou
R$ 106 mi para a Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás). Os
recursos fazem parte de um pacote de investimentos de R$ 212 mi,
destinados à ampliação dos ramais que distribuem o combustível.
O objetivo é aumentar a rede em 45 km, até 2004, para atender clientes
residenciais e o abastecimento de veículos. Atualmente, os ramais
atingem 300 km no Planalto Norte, Nordeste, Vale do Itajaí, Grande
Florianópolis e Sul. Os outros R$ 106 mi serão investidos pela própria
SCGás com recursos próprios. Em abril de 2001, a empresa deve lançar
no mercado os editais para a contratação das empresas que farão
as obras de ampliação da rede. (30.03.2001)
O incremento
de produção das hidrelétricas e das usinas termelétricas de Camaçari
e Bongi serão as medidas adotadas pela Chesf para tentar reduzir
os efeitos do racionamento de energia. Atualmente, Camaçari tem
capacidade de gerar 290 MW. No primeiro trimestre de 2002, a usina
deverá passar para 350 MW. No mesmo período, a térmica do Bongi
já deverá estar convertida de óleo diesel para gás natural e produzindo
150 MW. As hidrelétricas de Boa Esperança e de Paulo Afonso 1, 2
e 3 também devem ser repotencializadas em 2002. "Estamos fazendo
o máximo para acelerar esse incremento. Queremos de todas as maneiras
aumentar nossa oferta de energia", declara o diretor econômico-financeiro
da Chesf, Luiz Godoy, acrescentando que ainda não tem idéia do impacto
do racionamento na receita da companhia. (30.03.2001)
A Petrobrás
vai antecipar em três meses a entrada em operação de dez usinas
termoelétricas, incluídas no PPT, que estão sendo contruídas nos
Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio
Grande do Sul e na cidade de Porto Suárez, na Bolívia. As unidades
ficarão prontas em julho e vão permitir um acréscimo de 1.535 MW
na oferta de energia do País. Os investimentos para construi-las
somam US$ 1,305 bi e a participação da Petrobrás nos empreendimentos
é de US$ 470,76 mi. As termoelétricas do programa emergencial estão
sendo construídas em parcerias com grupos privados. (29.03.2001)
Não bastasse
o impasse do governo quanto ao preço do gás natural, que tem contribuído
para desestimular os investidores do setor privado, o Brasil corre
o risco de ficar na fila até 2004 para receber turbinas para pôr
as usinas em operação. Na Siemens, segundo o diretor-geral da área
de energia, Leandro Halfeld Limp, os pedidos feitos em 2001 serão
atendidos em aproximadamente três anos. Halfeld explica que o mercado
de turbinas está superaquecido, principalmente, por causa das aquisições
norte-americanas. "Nos últimos três anos, os pedidos aumentaram
de 5 mil para 30 mil MW/ano." Isso acabou comprometendo a capacidade
dos fabricantes, que agora estão compromissados com os pedidos americanos,
explica. Embora a empresa tenha se expandido para atender todos
os clientes, quem quiser adquirir hoje uma turbina a gás ou entra
na fila ou torce por um remanejamento dos equipamentos. Ou seja,
o fabricante tem de entrar em acordo com outro comprador que não
deverá usar a turbina no curto prazo. (29.03.2001)
O CND aprovou,
dia 29.03.2001, a construção de uma termelétrica de 500 MW, cuja
principal função será garantir o fornecimento de energia quando
houver interrupção na produção das usinas nucleares de Angra I e
II. "O backup torna-se necessário no momento em que as máquinas
das usinas nucleares são desligadas para permitir a troca do combustível
das unidades", disse o CND em um comunicado divulgado no dia 29.03.2001.
A solução para os problemas de fornecimento das usinas nucleares
é considerada de vital importância para o funcionamento do MAE.
"A usina termelétrica vai elevar índice de confiabilidade do fornecimento
de energia pelo sistema e reduzirá o risco comercial da energia
termonuclear", acrescentou o CND. Além disso, a nova termelétrica
será utilizada como fonte suplementar do fornecimento de energia
comprometido por eventuais baixas nos reservatórios de usinas hidrelétricas.
(29.03.2001)
Segundo José
Malta, gerente de Vendas da GE, a General Eletric deverá entregar
para o País 54 turbinas a gás entre o fim do ano e 2002 - o suficiente
para instalar 15 térmicas. Muitas dessas usinas têm parceria com
a Petrobrás e estariam entre as térmicas que o governo decidiu antecipar,
para agosto de 2001, o início de operação. Mas esses planos poderão
ter de ser adiados alguns meses. A GE afirmou que tem alguns contratos
em negociação que permitiriam o início de funcionamento das térmicas
apenas em 2003. A General Eletric não quis confirmar qual o tempo
de espera para aquisição de uma turbina. Mas admitiu que a demanda
norte-americana foi "brutal". (29.03.2001)
A direção da
Petrobras já decidiu que vai recorrer à Justiça caso a ANP confirme
a intenção de dar acesso à BG (British Gas) ao Gasbol. O trecho
brasileiro do gasoduto é controlado pela TBG, da qual a Petrobras
tem 51% por meio da Gaspetro. A BG, que é minoritária, quer trazer
seu gás usando o Gasbol, já que ele está com capacidade ociosa.
Já a TBG acusa os ingleses de quererem forçar o transporte pelo
gasoduto sem ter feito qualquer investimento. No início de março
de 2001, a ANP determinou à TBG que atenda o pedido da BG para contratação
de transporte firme de 700 mil m³/dia de gás de abril a agosto de
2001, aumentando o volume para 2,1 milhões entre setembro de 2001
e dezembro de 2002. A BG recorreu para estender esse prazo até 2003,
enquanto a TBG fez o mesmo alegando que não terá capacidade ociosa
a partir do final de 2001. Isso porque ela prevê o aumento da venda
de gás para onze das 14 termelétricas emergenciais previstas no
PPT, que entram em operação no final de 2001 e início de 2002. O
diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn acredita que a decisão
anterior deverá ser mantida e poderá ser homologada na próxima reunião
de diretoria da agência, no dia 03.04.2001. (29.03.2001)
A Enron irá
construir duas usinas termoelétricas em Seropédica, no estado do
Rio de Janeiro. A primeira a entrar em funcionamento será a Eletrobolt,
cujas obras começarão imediatamente. A segunda é a Riogen, cuja
construção é para o final de 2001. Mas a Enron já tem planos de
vendê-la. A Riogen deverá ser incluída no pacote de venda da distribuidora
Elektro, do grupo, que fornece energia para o interior de SP e algumas
cidades do MS. Há quatro propostas de compra, sendo que algumas
incluem a Riogen. Por isso, o financiamento de 80% dos cerca de
US$ 700 mi a serem investidos no projeto ainda não foram fechados.
É o que falta para o início das obras. No entanto, o financiamento
poderá ser repassado para o futuro comprador. Os 20% restantes serão
feitos pela Enron. A Riogen fornecerá 700 MW de energia, enquanto
a Eletrobolt será responsável pelo abastecimento de 355 MW de potência.
Os investimentos na Eletrobolt foram da ordem de US$ 260 mi e está
prevista para entrar em funcionamento em outubro de 2001. Mas o
governador Garotinho tem expectativa de que seja antecipada para
agosto de 2001. (28.03.2001)
Os investidores
de energia querem voltar a discutir com o governo o repasse dos
custos dolarizados para as tarifas cobradas do consumidor, viabilizando,
assim, a construção das novas térmicas. Segundo o co-presidente
da Enron na América do Sul, Orlando Gonzalez, 85% dos custos desses
projetos são dolarizados. Ele defende o livre mercado como solução
final do problema. Mas, enquanto houver regulamentação, ele propõe
o repasse dos custos quando houver diferença entre o dólar e o real.
A sugestão foi feita no dia 27.03.2001 por Gonzalez durante o lançamento
da obra de duas usinas térmicas que a empresa construirá em Seropédica,
no RJ. (28.03.2001)
A petrolífera
Shell está montando sua estratégia para atuar como produtora de
energia elétrica no Brasil. O objetivo, segundo o vice-presidente
de Gas and Power da companhia, Gilbert Landsberg, é trabalhar de
forma integrada desde a exploração das reservas de gás e petróleo,
seu transporte, distribuição até sua transformação em energia. No
dia 27.03.2001, a companhia acertou com a CPFL e a sua subsidiária
InterGen a venda da energia que será produzida pela termelétrica
de Carioba II, a maior usina a gás do Brasil, com 945 MW de potência.
O próximo passo é a construção de uma outra termelétrica no NE,
em parceria com a espanhola Iberdrola. Os espanhóis detêm o controle
das distribuidoras elétricas nordestinas Coelba (BA), Cosern (RN)
e Celpe (PE), que ficariam encarregadas de comprar a energia produzida
pela termelétrica - que segundo projeções iniciais terá entre 240
e 480 MW de potência. O abastecimento de gás será feito com a importação
de gás natural liquefeito (GNL), já que não há uma rede de gasodutos
na região. Para a Shell, o volume de gás necessário, relativamente
pequeno, não justifica o investimento na construção de um gasoduto.
(28.03.2001)
Visando o mercado
energético, a Shell constituiu uma empresa em parceria com a Petrobras,
em partes iguais: a GNL do Nordeste Ltda, encarregada de cuidar
da importação de gás natural liquefeito (GNL) e da operação de um
terminal de recebimento, estocagem e regaseificação do produto no
Complexo Industrial e Portuário de Suape, no Recife. Serão investidos
US$ 200 mi na GNL do Nordeste, 50% pela Shell e 50% pela Petrobras.
O início das operações será em 2005. A demanda inicial de GNL na
região é de 2 milhões m³/dia, podendo chegar a 4 milhões m³/dia.
A nova empresa realizaria importações bem mais expressivas - pelo
menos um volume superior a 30 milhões m³ de cada vez - estocando
o produto para depois regaseificá-lo à medida que fosse necessário.
O NE, segundo avaliação da Petrobras, tem capacidade instalada de
10,4 GW e um crescimento estimado de 5% ao ano. Estão programados
investimentos de US$ 850 mi em termelétricas na região. Esses projetos
deverão proporcionar 1,69 mil MW novos, que consumirão 6,8 milhões
m³/dia de gás. Enquanto o terminal de importação de GNL não entrar
em operação, o abastecimento de gás seria feito das reservas do
insumo recentemente descobertas, como o campo de gás na Bacia de
Camamu, na Bahia. O atual consumo de gás no NE, fornecido unicamente
pela Petrobras e distribuído pelas concessionárias estaduais, chega
a 5,4 milhões m³/dia. (28.03.2001)
A estratégia
da Shell de somar a atuação em exploração e distribuição de gás
e a sua transformação em eletricidade teve início no final de 2000.
Sem fazer alarde, a companhia comprou a participação de 50% na termelétrica
de Cuiabá, de 480 MW, da Enron, atualmente movida a óleo combustível.
Também aumentou para 50% a sua participação no gasoduto que está
sendo construído para abastecer a usina, que vem diretamente da
Bolívia sem passar pelo Gasbol. No setor de gás brasileiro, a Shell
tem participações minoritárias no Gasbol e na Comgás. A Shell controla
a Transredes (empresa que opera o Gasbol do lado boliviano) juntamente
com a Enron. Segundo o vice-presidente de Gas and Power da Shell,
Gilbert Landsberg, a empresa tem o interesse em participar das distribuidoras
de gás em Goiânia e no Distrito Federal, onde os governos locais
preparam a licitação. (28.03.2001)
A Petrobras
e a MSGás (Companhia de Gás do Estado do Mato Grosso do Sul) assinam
contrato de fornecimento de gás, dia 28.03.2001, na sede da Associação
Comercial do Rio de Janeiro. A Petrobras vai fornecer 3,67 milhões
de metros cúbicos/dia de gás natural para a distribuidora, que repassará
para três usinas termelétricas do Estado, cuja geração total soma
448 MW. As três usinas demandarão investimentos de cerca de US$
280 mi. A termelétrica William Arjona, em Campo Grande, que já opera
com óleo diesel, será convertida a gás e começará a operar com gás
a partir do dia 15.04.2001. As termelétricas de Três Lagoas, de
propriedade da Petrobras, e a de Corumbá, da Petrobras e da Duke
Energy, começam a ser construídas em abril de 2001 e têm previsão
de começar a operar até o final do ano. A MSGás investirá R$ 52
mi na implantação de 120 Km de redes de distribuição, que serão
concluídas em dezembro, disponibilizando gás natural para as termelétricas
e para os mercados industrial e automotivo. (28.03.2001)
A CPFL assina,
dia 27.03.2001, com a Shell e a InterGen o contrato de compra da
energia a ser produzida pela termelétrica Carioba II, a ser instalada
no município de Americana (SP). A CPFL comprometerá US$ 240 mi anuais
com a compra da energia produzida pela usina, por um prazo de 20
anos. A assinatura do PPA (Power Purchase Agreement) garante a sua
viabilidade econômica. Maior termelétrica a gás do país, com investimento
inicial de US$ 600 mi, Carioba II é a primeira a sair do papel sem
a parceria da estatal Petrobras. Sua capacidade instalada, de 945
MW, é fundamental dentro da estratégia da companhia, de ter 5,1
mil MW totais até o final de 2001. Essse volume energético representa
uma fatia de 7% do mercado nacional, onde 82% ainda estão em mãos
estatais como o sistema Eletrobrás e Cesp Paraná. (27.03.2001)
O governador
do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, lançará no dia 27.03.2001,
a pedra fundamental da termelétrica Eletrobold, na Rodovia Presidente
Dutra, 200, em Seropédica, distrito de Itaguaí, região metropolitana
do Grande Rio. Esta será a segunda termelétrica em construção no
estado. De acordo com o secretário estadual de Energia, Indústria
Naval e Petróleo, Wagner Victer, o Rio está caminhando para se tornar
exportador de energia elétrica em 2004. No momento, o Rio ainda
importa energia. Segundo a Radiobrás, o empreendimento da empresa
americana Enron faz parte do programa Emergencial Termelétricas
e terá investimentos da ordem de US$ 300 mi. A previsão é de que
no segundo semestre de 2001 a termelétrica já esteja gerando cerca
de 360 MW. (26.03.2001)
No dia 27.03.2001,
a empresa americana Enron inciará as obras de implantação da termelétrica
Eletrobolt, no estado do Rio de Janeiro. A térmica tem previsão
de conclusão no segundo semestre deste ano e terá capacidade de
geração de 360 MW. O empreendimento faz parte do PPT e contará com
investimentos da ordem de US$ 360 mi. De acordo com informações
do secretário de Energia do Estado do Rio de Janeiro, Wagner Victer,
com a construção da Eletrobolt aliados aos outros oito projetos
em desenvolvimento, o Rio de Janeiro se tornará exportador de energia
elétrica em 2004. Com este contrato, haverá um aumento no consumo
diário de gás natural no estado, que atualmente é de 5 milhões de
metros cúbicos por dia, e terá um acréscimo de 16 milhões de metros
cúbicos por dia. "Com isso, tornamos irreversível a implantação
destas termelétricas no estado", afirmou Victer. (22.03.2001)
O risco cambial
e o impasse na definição do valor nominal (VN) de referência para
geração de energia térmica podem atrasar o início da implantação
da Usina Termelétrica do Pecém, no estado do Ceará. Entretanto,
o secretário de Infra-Estrutura, Maia Júnior, garantiu, dia 22.03.2001,
que, após resolvidos esses problemas, cuja previsão de acerto é
até o meio do ano, as obras da termelétrica terão início em seis
meses. Segundo Maia Júnior, a Aneel queria fixar o VN em US$ 32
o MW/h, passando em seguida para uma proposta de US$ 36 MW/h. Os
preços estão sendo considerandos abaixo do mercado pelos investidores
do projeto. No dia 20.03.2001, o Governo do Ceará recebeu a vista
da presidente da ABP do Brasil - um dos grupos investidores no projeto
da termelétrica do Pecém, que trouxe, segundo o secretário, boas
notícias. "Ela nos informou que já estão fechados os pré-acordos
de compra de energia entre o grupo ABP e a Coelce, bem como o pré-acordo
de acionistas, aqueles que vão fazer o investimento, reunindo grandes
empresas mundiais, é o caso da ABP, da Repsol e da Endesa", destacou.
(23.03.2001)
A Cosipa vai
implantar uma usina de co-geração de energia em sua siderúrgica
de Cubatão. O projeto de US$ 100 mi visa garantir o abastecimento
energético da companhia e vai aproveitar o gás residual gerado no
processo de fabricação do aço para produzir 100 MW de potência.
No momento, a Cosipa já produz 47 MW em Cubatão. A nova termoelétrica
será administrada por uma empresa do setor elétrico, ainda não definida,
que se responsabilizará pelo investimento inicial. A Cosipa vai
apenas se comprometer a vender o gás e comprar a energia gerada.
A nova termoelétrica deve ser construída até 2003. Os 147 MW que
vão ser gerados pela empresa devem ser responsáveis por 50% de seu
consumo de energia. Enquanto a usina é construída, a Cosipa não
afasta a hipótese de ter que racionalizar seu consumo para evitar
um apagão e ter que desligar sua produção. Espera-se que o custo
de produção por MW de energia fique entre US$ 40 e US$ 45. A energia
representa 10% do custo total de produção do aço. (22.03.2001)
A construção
da usina termelétrica (UTE) de Sepetiba, autorizada na segunda semana
de março de 2001 pela Aneel, vai gerar até 4.500 empregos diretos
na região de Itaguaí e municípios vizinhos. A estimativa é de Mário
Pereira, diretor da Inepar Energia, sócia da estatal italiana Enel
no empreendimento. Do orçamento total de US$ 1 bi, cerca de 70%
serão gastos com fornecedores nacionais, segundo estima o gerente
de desenvolvimento da Inepar Energia, Francisco Höpker. A mão-de-obra
para o projeto será contratada preferencialmente em Itaguaí, Mangaratiba
e municípios adjacentes. 'A média de profissionais empregados durante
a fase de construção será de dois mil. Mas, no período de pico,
haverá 4,5 mil pessoas na obra', adianta Höpker. A entrada em funcionamento
da primeira das duas turbinas da UTE Sepetiba está prevista para
dezembro de 2003. (22.03.2001)
O representante
da companhia Florida Power & Light Energy Brasil HQ Ltda., Pedro
Ribeiro, assinará, dia 22.03.2001, com o governador do estado do
Rio Grande do Norte, Garibaldi Filho, o protocolo de intenção para
a construção de uma usina termoelétrica em Macau. O volume de investimentos
e a capacidade da unidade não foram anunciados pela empresa, que
a partir de agora começa a desenvolver o projeto, propriamente dito.
Com essa decisão da FPL, sigla como a empresa é conhecida, o RN
terá mais outra termoelétrica. A primeira deve ser instalada até
o final de 2003, em Alto do Rodrigues, num consórcio entre a Petrobras
e a Iberdrola. (22.03.2001)
A Petrobras
vai aumentar a importação de gás natural da Bolívia para substituir
o que era produzido na plataforma de produção de petróleo P-36 que
naufragou no campo de Roncador, na Bacia de Campos. É um volume
de 1,3 milhão m³, que se soma aos 7,5 milhões já transportados pelo
Gasbol. A P-36 produzia cerca de 8% do consumo nacional de gás.
O volume adicional de gás importado da Bolívia, igual à produção
de Roncador, não traz prejuízos para as contas externas do País,
pois a Petrobras não consome todos os 10 milhões de m³ diários contratados
com fornecedores bolivianos e com a TBG. O campo de Roncador é a
maior província de gás natural associado a óleo do País - entre
óleo e gás, são 2,7 bilhões de barris de óleo equivalente - e produziria,
em 2004, 7,2 milhões de m³ por dia. Nesse tipo de reserva, o gás
depende do óleo. Entre as províncias de gás não-associado, a maior
é a de Urucu, na Amazônia. (22.03.2001)
O presidente
da Cooperativa Rural de Eletricidade (CER) do departamento de Santa
Cruz, na Bolívia, Juan Carlos Antelo Salmón, e o vice-ministro de
Energia e Hidrocarburos daquele país, Carlos Contreras, iniciaram
negociações para vender energia ao grupo Rede, que controla a concessionária
Cemat. O objetivo é firmar contrato de venda da produção que será
gerada por uma usina termelétrica em construção pela CER em San
Ignacio de Velasco - município de Santa Cruz que faz fronteira com
Mato Grosso. O empreendimento está em obras e poderá chegar a uma
produção final de 110 MW até 2003. Como o mercado consumidor boliviano
está equilibrado, há a necessidade de exportar o excedente, que
continua a ser produzido graças à abundância de gás natural. A CER
se comprometeu em enviar dentro de 60 dias um estudo de viabilidade
do projeto, que se concretizado injetaria energia boliviana no Brasil
a partir da subestação da Cemat em Pontes e Lacerda, município localizado
no oeste mato-grossense a 469 km de Cuiabá. (21.03.2001)
O ministro
de Minas e Energia, José Jorge Vasconcelos, disse, dia 17.03.2001,
que o Governo Federal vai tentar achar nesta semana uma solução
para o impasse na tarifação das usinas termelétricas. Os investidores
temem prejuízos, por comprarem gás natural importado em dólar e
venderem em real, tendo que assumir perdas financeiras em caso de
elevação da cotação da moeda americana. José Jorge disse que uma
das propostas em estudo cria um fundo financeiro para lastrear eventuais
perdas dos empreendedores com uma maxidesvalorização da moeda. Outra
opção é reduzir o prazo de concessão dos contratos, de modo a reduzir
o risco para as empresas que montarem usinas dessa natureza. O prazo
de exploração previsto hoje chega a 20 anos. O ministro revelou
que a Petrobras, parceira em 12 usinas, não aceita assumir esses
riscos, a exemplo do que ocorre com a compra de combustível. Segundo
ele, o Governo Federal não quer impor esse risco à estatal, uma
vez que 75% do capital da empresa estão em mãos de acionistas privados.
A solução mais simples seria a dolarização das tarifas para as empresas
que administrassem essas térmicas, mas a lei que criou o real, em
1994, prevê que nenhum bem pode ser vendido em moeda americana,
criando o impasse. (19.03.2001)
A Entidade
Reguladora do Setor Elétrico (ERSE) português também supervisionará
o mercado de gás natural e de gás propano e butano. Até o meio de
2001 será publicada legislação que servirá de suporte. Segundo representante
do governo, "não faz sentido haver dois reguladores porque cerca
de dois terços do gás natural é consumido pelo setor elétrico. Qualquer
alteração no preço do gás natural terá sempre repercussões no setor
elétrico". Além disso, são produtos concorrentes e por isso, o valor
das tarifas pode ser decisiva na escolha. A decisão segue uma tendência
européia. Espanha, Itália, Reino Unido, Holanda e Bélgica têm entidades
reguladoras conjuntas para ambos os setores. (19.03.2001)
O Rio de Janeiro
busca em nove projetos de usinas termelétricas meios para enfrentar
uma possível crise energética. A previsão é que o estado saia da
condição de importador de 58% da energia que consome para exportador
de 1 mil MW/h em 2004. Até o final de 2001, as térmicas de Macaé
Merchant e Eletrobolt estarão prontas, produzindo 1.055 MW/h. Os
nove projetos custarão US$ 5 bi. O secretário estadual de Energia,
Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer não descarta, porém, a
possibilidade de racionamento e acredita que a situação pode agravar-se
a partir de julho de 2001, caso não chova até abril. O Estado tem
uma demanda de 7 mil MW. O consumo é de 2 mil MW na indústria, 1.250
MW no comércio, 650 MW no setor público, 2.160 no residencial e
940 MW em outros setores. (19.03.2001)
O secretário
estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer,
afirmou que o presidente mundial da Endesa, controladora da Cerj,
estará no Rio esta semana para tratar da saída da concessionária
de energia da termelétrica Norte-Fluminense, na qual tem uma participação
minoritária. Segundo ele, provavelmente a Cerj deve participar de
outro projeto de termelétrica, mas como controladora. (19.03.2001)
O secretário
de Energia, Indústria Naval e Petróleo do RJ, Wagner Victer, disse
no dia 16.03.2001, que o acidente com a plataforma de petróleo P-36
da Petrobras não vai afetar os projetos para a instalação de nove
termelétricas no estado, avaliados em US$ 5 bi. A Petrobras é responsável
pela implantação de 15 das 49 usinas do PPT. Na semana de 12 a 16.03.2001,
a Petrobras assinou contratos para o fornecimento 10 milhões m³
de gás para seis projetos de termelétricas a serem instaladas no
RJ, que totalizam 3.535 MW. O valor do contrato está estimado entre
US$ 300 mi e US$ 400 mi. Na penúltima semana de março de 2001, a
estatal assinará, em São Paulo, um novo contrato para a venda de
10 milhões m³ de gás para as unidades de Piratininga, Cubatão e
Santa Branca. (16.03.2001)
A Light está
em vias de concluir a compra das participações da Cerj, e da Escelsa,
do Espírito Santo, na Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada
para viabilizar a termelétrica Norte Fluminense, de Macaé. Com investimentos
de US$ 450 mi e início de operações previsto para o final de 2002,
o projeto é um dos seis empreendimentos que tiveram contratos de
fornecimento de gás natural assinados no dia 13.03.2001 com a CEG
e a Petrobras. Previstas para entrar em operação entre o final de
2001 e 2003, as seis térmicas terão potência total de aproximadamente
3 mil MW. E garantem à Petrobras clientes para 16 milhões m³ de
gás natural por dia, cerca de três vezes o consumo atual do estado
do Rio. A CEG vai investir US$ 50 mi na expansão da rede de gasodutos
para atender às térmicas, que devem gerar lucro anual de US$ 20
mi durante os 20 anos de contrato de fornecimento de gás. (16.03.2001)
Na semana de
19.03.2001 a 23.03.2001 a Petrobras assina com a Comgás e com três
empreendimentos, os contratos de fornecimento de 10 milhões m³ diários
de gás natural. Com isso, a estatal esgota a capacidade de transporte
do GasodutoBolívia-Brasil (Gasbol). Os novos contratos serão selados
com os projetos Piratininga, Cubatão e Santa Branca. Somados à térmica
Norte-catarinense, serão então dez projetos prontos para sair do
papel, deslanchando PPT. Acredita-se que 14 projetos entrarão em
operação antes do final de 2001, o que alavanca investimentos em
transporte do combustível. A capacidade atual de transporte nos
dutos da Petrobras, fora o Gasbol, é de 34 milhões m³ diários. O
programa de térmicas prevê um consumo de 70 milhões de m³ por dia,
para isso a Comgás terá que dobrar sua capacidade. (16.03.2001)
A Aneel aprovou
a construção da maior térmica da América Latina, um projeto estimado
em US$ 1 bi, que vai gerar 1,3 mil MW na unidade projetada para
o porto de Sepetiba, no estado do Rio. A Inepar Energia e a italiana
Enel são sócias na usina. Ela utilizará carvão mineral importado
e ficará pronta em 40 meses. A tonelada de carvão mineral está cotada
a US$ 30 no mercado internacional, tendo preços relativamente estáveis.
Cerca de 40% da energia elétrica gerada no planeta tem origem no
carvão mineral. Nos Estados Unidos, o percentual sobe para 60%.
A usina tem previsão de consumo anual superior a 3,5 milhões de
toneladas de carvão, desde que trabalhe em tempo integral. (16.03.2001)
A EDP tem
cinco projetos de construção no PTT. A prioridade do grupo é a construção
da usina de Araraquara (SP), com potência entre 500 MW e 550 MW.
Esta e a Fafen, localizada na Bahia, são os únicos que deverão estar
concluídos até o final de 2003. A Fafen, projeto de cogeração com
potência prevista de 58 MW e que deverá produzir 150 ton/hora de
vapor, começou a ser construída em fevereiro de 2001. Com investimentos
de US$ 60 mi, deverá entrar em operação no máximo em janeiro de
2002.O projeto da Revap, com potência entre 500MW e 550 MW em São
José dos Campos depende de licença ambiental. Outros dois projetos
de usinas termelétricas localizados nas cidades paulistas de Indaiatuba
e Cachoeira Paulista (cada um com 180 MW de potência) foram substituídos
por uma única termelétrica de 500 MW. A localização da nova usina
ainda não foi definida. (16.03.2001)
O grupo paranaense
Inepar S/A irá investir US$ 1 bi para construção da usina termoelétrica
de Sepetiba no município de Itaguaí, no Estado do Rio de Janeiro.
A informação foi dada, dia 15.03.2001, pela assessoria da Aneel,
que autorizou a empresa a operar como produtor independente de energia
elétrica. (16.03.2001)
A plataforma
da Petrobrás P-36, que sofreu três explosões no dia 15.03.2001,
afetou a produção diária de 1,3 milhões de m³ de gás natural. No
auge da produção, a P-36 estaria apta a extrair 7,5 milhões de m³
de gás, ou cerca de 24% do que é produzido no país. A plataforma
está instalada no Campo do Roncador, na Bacia de Campos, desde novembro
de 1999 e começou a operar em março de 2000. (16.03.2001)
A Petrobras
deve antecipar para agosto de 2001, a operação de seis termelétricas
localizadas na região Sudeste, que só deveriam ser concluídas entre
outubro e dezembro de 2001, informou Delcídio Gomez, diretor de
gás da estatal. A medida é um reflexo do alarme que se instalou
no setor elétrico, desde o início de 2001, por causa do baixo nível
dos reservatórios. O nível dos reservatórios está em 34% - 11 pontos
percentuais abaixo do valor apurado em março de 2000. As seis novas
usinas somariam 1,8 mil MW ao sistema energético do país. A tentativa
do ministério de Minas e Energia é fazer com que a participação
do gás natural na matriz energética do país pule dos atuais 2,5%
para 12% até 2010. (14.03.2001)
Outras duas
térmicas foram incluídas no contrato de abastecimento de gás assinado
no dia 14.03.2001 entre a CEG e a Petrobras. Pelo acordo, a empresa
fluminense passa a distribuir o gás fornecido pela Petrobras para
seis térmicas, entre elas Cabiúnas - controlada pela Light, Mitsui
e Petrobras - e a Usina Termelétrica Eletrobras. No entanto, estas
duas usinas fariam parte de um acordo posterior, não deste. As demais
térmicas que vão comprar o gás intermediado pela CEG são: Termorio,
da Petrobras; Termo Norte Fluminese, controlada pela Petrobras,
Termobras e Light; Macaé Merchan, da norte-americana El Passo; e
Eletrobolt, da Enron. As seis térmicas deverão consumir juntas 16
milhões m³ até 2003 e gerar 3 mil MW no período. Todas estão localizadas
no Estado do Rio de Janeiro. (14.03.2001)
A ANP autorizou
a companhia britânica British Gas International a importar da Bolívia
mais 2,1 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia pelo Gasoduto
Bolívia-Brasil (Gasbol), uma decisão que questiona a relação da
Petrobras com sua controlada Transportadora Brasileira do Gasoduto
Bolívia-Brasil (TBG) - na qual a British Gas tem participação acionária.
O contrato entre a BG e TBG prevê o transporte de gás para oito
pontos de entrega no estado de São Paulo em duas etapas. A primeira,
que dura de abril a agosto deste de 2001, dá à BG uma capacidade
de 700 mil metros cúbicos por dia. Do mês seguinte a setembro de
2002, a capacidade chega aos 2,1 milhões de metros cúbicos por dia.
(14.03.2001)
A Transportadora
Brasileira do Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) passa a sofrer auditoria
da ANP. A agência considera contraditórias as informações fornecidas
pela TBG nos processos de livre-acesso que teve que arbitrar - os
pedidos interruptíveis da norte-americana Enron e da BG e o último
pedido da companhia britânica. Segundo o parecer da Superintendência
de Comercialização de Gás da ANP, a forma atual de contratação utilizada
pela TBG é inadequada, 'uma vez que não permite o conhecimento da
capacidade do gasoduto realmente comprometida com seus contratos
firmes'. A agência já decidiu que o transporte de gás não poderá
ser feito pelo principal comercializador do produto no País e o
caso pode parar no Conselho Administrativo de Direito Econômico
(Cade). (14.03.2001)
Governo do
Rio de Janeiro incentiva a construção de termoelétricas com redução
do ICMS. Esta é a estratégia adotada para a implementação de quatro
novas termoelétricas que serão construídas a partir do contrato
assinado no dia 14.03.2001 entre a Petrobras e a CEG. As termo são
TermoRio, na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras;
Termo Norte Fluminense, em Macaé, que tem como sócios a Petrobras,
Eletrobrás e Light; Eletrobolt, da norte-americana Enron; e Macaé
Merchant, da também norte-americana El Paso Energy. Os quatro projetos
juntos consumirão 2 milhões de metros cúbicos diários de gás natural,
vendidos pela Petrobras a US$ 2,475 por milhão de BTU. (14.03.2001)
O grupo italiano
Enel anunciou um acordo de cooperação no domínio de eletricidade
e de gás com as companhias argelinas Sonatrach (petróleo) e Sonelgaz.
O acordo de cooperação incide sobre os sectores da produção, transmissão
e distribuição de electricidade, do transporte e distribuição de
gás e da construção de centrais eléctricas e de infra-estruturas
na energia. Outro importante acordo foi assinado pelos governos
da Turquia e do Azerbaijão. Este país entregará, partir de 2004,
dois bilhões de metros cúbicos de gás à Turquia, volume que será
ampliado para 6,6 bilhões de 2007 a 2020. O projeto vinha sendo
negociado dês de 1998 e finalmente foi concluído. (14.03.2001)
A CEG e a Gaspetro
assinam, dia 13.03.2001, os contratos de compra de gás relativos
às usinas que participam do programa emergencial de termelétricas
que vão operar no Estado Rio de Janeiro. As usinas Eletroboat, Macaé
Merchant e TermoRio começarão a gerar energia até o fim de 2001,
com capacidade de 1.300 MW. Além destas, será fechado contrato com
a usina termelétrica Norte Fluminense. A Gaspetro, subsidiária da
Petrobras, venderá gás para a CEG, que por sua vez repassará o combustível
para as térmicas. A usina de Cabiúnas também deverá ter contrato
assinado no dia 13.03.2001, segundo o diretor da Petrobras, Delcídio
do Amaral. Ele explicou que os cinco contratos referem-se à venda
de 10 milhões de metros cúbicos diários de gás, correspondentes
a cerca de US$ 300 mi ao ano de faturamento para a Petrobras. (
13.03.2001)
O presidente
da ANP, David Zylbersztajn, defendeu, dia 12.03.2001, que o gás
natural produzido no País seja comercializado em moeda nacional
como forma de alavancar investimentos para construção das usinas
termelétricas previstas no programa prioritário do governo. "O gás
natural não é uma commodity como o petróleo. Por isso, deve ser
cotado em reais. A idéia é criar mecanismos para aventar projetos
que utilizam o gás natural nacional em reais e não em dólar. Até
porque o transporte é cotado na moeda nacional", avaliou. Zylbersztajn,
que se encontrou com José Jorge, o novo ministro de Minas e Energia,
disse que este modelo não precisará ser permanente, mas bem-aceito
em um momento "em que o mercado é imaturo e a situação conjuntural
é desfavorável". A proposta foi levada na segunda semana de março
de 2001 ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, mas ainda está muito
embrionária, e não inclui o gás natural do Gasoduto Brasil-Bolívia,
importado. (12.03.2001)
O diretor de
Gás e Energia da Petrobrás, Delcídio do Amaral Gomez, disse que
os contratos de parcerias já assinados para a construção de termelétricas
em todo o país garantem energia elétrica suficiente para atender
a demanda pelos próximos dois anos. Segundo ele, somente os contratos
envolvendo o estado do Rio de Janeiro, muitos com a participação
da própria estatal, já acrescentarão, gradualmente, cerca de 2.700
a 3.000 MW à capacidade instalada do país até 2003. Segundo o diretor
da Petrobrás, como existem outras negociações contratuais em andamento,
"é praticamente certo que o governo não encontrará problemas em
chegar a 2003 com um acréscimo no sistema da ordem de 11 a 12 mil
MW". (12.03.2001)
O governo argentino
autorizou formalmente o consórcio que constituirá o gasoduto Buenos
Aires-Montevideo a exportar gás natural com destino ao Uruguai.
A resolução aponta que os construtores do gasoduto "Cruz del Sur"
poderão cumprir com os compromissos de abastecimento feitos com
a UTE. A autorização de exportação de gás natural para a Pan American
Energy a para a Wintershall (duas das quatro empresas que formam
parte do consórcio) chega a um volume de 1.75 milhões de metros
cúbicos diários por um prazo de até 15 anos. O duto estará pronto
em doze meses e transportará gás natural argentino que abastecerá
o sul do Uruguai, contando com mais de 200 ramais. (09.03.2001)
A Logos Engenharia
e a Enerconsult anunciaram, no dia 08.03.2001, a formação de uma
aliança com a indiana TCE Consulting Engineers, para a implantação
de dez usinas termelétricas no Brasil, num prazo de três anos. A
parceria deve exigir investimentos da ordem de R$ 5 bi. Além disso,
o acordo prevê a transferência de tecnologia utilizada na Índia,
que tem cerca de 70% de sua energia gerada por termelétricas. Juntas,
as três empresas são responsáveis por projetos que geram mais de
100 GW. Para o presidente da Enerconsult, Antônio Oliveira Rocha,
as termelétricas são a alternativa mais adequada para a complementação
desse quadro e evitar uma crise futura. Isso porque o país tem 95%
da energia gerada por hidrelétricas e um sistema comprometido pelo
regime inconstante de chuvas e o crescimento da economia, que aumenta
o consumo e também o risco de racionamento energético. (09.03.2001)
Como a participação
da Petrobras nos projetos de termelétricas é minoritária, em torno
de 20% a 30%, a rubrica "project finance", financiamento que tem
como garantia os recebíveis do projeto, no endividamento da Petrobras
em 2001 não deve chegar nem perto dos US$ 5 bi registrados no ano
2000. Caro, complicado e demorado, o project finance será praticamente
abandonado pela Petrobras. Considerado a salvação para as limitações
orçamentárias do início da década, a modalidade perdeu importância
com o aumento da geração de caixa e o maior acesso da empresa a
mercados internacionais. "Procuramos o financiamento mais adequado
a cada situação e agora, definitivamente, não está sendo vantajoso",
explicou Ronnie Vaz Moreira, diretor financeiro da estatal. Para
a área de exploração e produção, a alternativa encontrada é a terceirização
dos serviços de operação de campo. (09.03.2001)
A Petrobras
e seus parceiros em projetos de geração termelétrica poderão levantar,
ainda em 2001, um total de US$ 1,3 bi em recursos com o fechamento
de cinco operações de project finance (financiamento que tem como
garantia os recebíveis do projeto). Somando as cinco térmicas, TermoBahia
(480 MW e US$ 300 mi), TermoRio (1.000 MW e US$ 700 mi), Araucária
(480 MW e US$ 300 mi), Cubatão (500 MW e US$ 350 mi) e Ibirité (480MW
e US$ 300 mi), a capacidade de geração chegará a 2,94 mil MW e os
investimentos, a US$ 1,9 bi. A idéia é que apenas 35% dos investimentos
sejam feitos com capital próprio dos investidores. (09.03.2001)
O perigo de
escassez de energia elétrica no Brasil já se transformou em foco
de atenção de empresas estrangeiras especializadas na construção
de usinas termoelétricas. De olho nesse nicho de mercado, a companhia
indiana TCE Consulting Engineers anunciou, dia 06.03.2001, em São
Paulo, parceria com as empresas nacionais Enerconsult e Logos Engenharia
para atuar em território nacional. "Nosso objetivo é conseguir projetar
de cinco a dez termoelétricas a gás no País", destacou o presidente
da Enerconsult, Luigi Giavina Bianchi. O projeto deve envolver cerca
de R$ 5 bis. Nos próximos seis meses, as empresas vão realizar um
estudo de mercado para detectar os projetos mais interessantes.
De acordo com Bianchi, já existem programas sendo avaliados pelo
grupo, mas nenhum negócio foi fechado. As companhias poderão prestar
serviços integrados de consultoria, projeto e gerenciamento voltados
para a instalação de empreendimentos ligados à geração e co-geração
de energia. (07.03.2001)
A Petrobras,
a Light e a Mitsui, empresas que juntas construirão a usina de Cabiúnas,
compraram da Mitsubishi Heavy três turbinas no valor de US$ 80 mi
para o programa termoelétrico brasileiro no dia 06.03.2001. O diretor
de Gás e Energia da Petrobras, Delcídio do Amaral Gomez, afirmou
depois da assinatura do contrato que está muito difícil conseguir
turbinas no mercado a curto prazo. Ele lembrou da concorrência entre
Brasil e Estados Unidos, país que demanda equipamentos para geração
de energia elétrica a gás. Delcídio disse, porém, que as dez turbinas
necessárias para a construção do programa de emergência, que deve
entrar em vigor em 2001, já estão garantidas. A usina, que deve
começar a ser construída ainda em março, terá suas operações iniciadas
em 2003, com duas turbinas a gás e uma a vapor. (07.03.2001)
Os preços médios
mensais à vista para gás natural caíram 34% nos Estados Unidos em
fevereiro de 2001 em relação ao mês anterior, segundo dados da Platts,
divisão de informações sobre o mercado de energia da The MCGraw-Hill.
No mesmo período, no Brasil, segundo a Associação Brasileira das
Distribuidoras de Gás Natural, o combustível subiu 5,08%, sendo
que o aumento reivindicado era de 14%. Um novo reajuste para este
ano ainda está em negociação. (07.03.2001)
A oferta de
gás natural no Estado de São Paulo deverá chegar a 10 milhões de
metros cúbicos por dia até o fim de 2001, volume 233% maior que
no período anterior à privatização da Comgás e da venda das concessões
nas regiões noroeste e sudeste do Estado, quando eram distribuídos
3 milhões de metros cúbicos. Atualmente, estão disponíveis 6 milhões
de metros cúbicos diários, a maior parte nas portas das indústrias,
que deixam de queimar diesel, óleo combustível e até lenha para
produzir vidro, cerâmica e produtos metalúrgicos. A indústria do
Estado deverá consumir cerca de 43% do total da capacidade do gasoduto
Brasil-Bolívia até dezembro. Hoje, 50% do combustível distribuído
em São Paulo são produzidos na bacia de Campos, por R$ 0,1818 o
metro cúbico. O gás da Bolívia custa R$ 0,2662 por metro cúbico,
46% mais que o nacional. (07.03.2001)
A ANP adotará,
nos próximos meses, medidas que quebram definitivamente o monopólio
da Petrobras e, em conseqüência, introduzem a concorrência na oferta
do gás natural. Uma das propostas da ANP é estimular a entrada,
no Brasil, de novos ofertantes do gás natural, inclusive de empresas
que detêm reservas na Bolívia. No dia 17.03.2001, a agência deve
aprovar o pedido da British Gas (BG) com a importação inicial prevista
de 3 mi m³ por dia para transportar gás natural no gasoduto Bolívia/Brasil
na modalidade firme (transporte que não pode ser interrompido pela
TBG). A nova versão da portaria nº 169 que regulamenta o livre acesso
aos gasodutos e hoje está em fase de audiência pública deve ser
editada em meados de maio, reduzindo ainda mais o poder da estatal.
(Gazeta Mercantil - 06.03.2001)
Alterações
na regulação do mercado de gás natural devem ocorrer até Julho de
2001, quando a ANP determinar qual o novo percentual da distância
percorrida pelo gás entre o poço e o distribuidor que será incorporado
às tarifas de transporte. Conforme a proposta da ANP, o volume que
atualmente é de 30%, será ampliado. Segundo a portaria 118, a tarifa
de transporte do combustível boliviano continuará superior a US$
1,00 por mi de BTU (medida inglesa de poder calorífero). Ela é um
dos principais fatores de pressão no preço final do produto, que
chega às distribuidoras por entre US$ 3,6 e US$ 3,7 por milhão de
BTU, enquanto o gás de origem nacional chega às distribuidoras por
cerca de US$ 2,60 por milhão de BTU. Assim, o gás boliviano tem
perdido competitividade com o gás nacional e com outros tipos de
energéticos, como a lenha e o óleo combustível. (Gazeta Mercantil
- 06.03.2001)
A Gás Natural
São Paulo Sul irá construir seus primeiros dutos a partir de maio
de 2001. As obras devem atingir, nesta primeira fase, os clientes
de Itu, Salto e Votorantim, uma rede de 100 km. A estimativa é de
que o fornecimento tenha início em agosto de 2001. A previsão de
investimentos é de R$ 300 mi ao longo de dez anos. (05.03.2001)
A diferença
de preços entre o gás brasileiro e o boliviano tem prejudicado a
Gás Brasiliano, empresa que atua no Noroeste de São Paulo. Enquanto
o produto nacional custa US$ 2,60 por milhão de BTU, o importado
sai a US$ 3,60 por milhão de BTU. A companhia só utiliza o gás da
Bolívia, o que prejudica a competitividade do produto em sua área
de concessão. Um fato questionado por um executivo da empresa é
que o governo subsidia os combustíveis não deixando os preços flutuarem
livremente, enquanto o gás natural importado não é regulado e nem
subsidiado. Além disso, há o problema do custo do transporte, que
corresponde a metade do preço final do produto. (05.03.2001)
A Comgás irá
investir R$ 256 mi em 2001 na ampliação de sua rede de distribuição
de gás natural na área industrial. A estimativa é de que esse investimento
eleve em 50% o volume de vendas da concessionária em 2001. Ainda
em 2001 a Comgás, que conta com vinte (20) unidades de abastecimento
de gás natural veicular, aumentará o número para 47 e tem a previsão
de contar com mais de cem (100) postos de (GNV). Mais: 36 novas
licenças estão em andamento para operação e instalação. (05.03.2001)
A companhia
siderúrgica de Tubarão (CST) irá expandir sua produção de tiras
laminadas no início de 2002. A nova linha de produção irá consumir
30 MW e quando estiver em processo de laminação esse consumo irá
dobrar. Por isso a empresa planeja construir uma nova central termoelétrica
com capacidade de 75 MW, que consumirá os gases provenientes da
produção do aço. A siderúrgica já possui três centrais deste tipo
e um gerador próprio, totalizando uma produção de 192 MW, com capacidade
para 226 MW. Esse excedente é posto no mercado energético do estado.
Caso seja aprovado, o projeto consumirá US$ 50 mi e garantirá a
auto-suficiência da CST. O Espírito Santo não possui grande capacidade
geradora e por isso a indústria prefere produzir a própria energia
a depender de um sistema não muito confiável. O estado está na ponta
de linha do sistema que liga a região à Furnas. Logo, qualquer variação
no Rio de Janeiro pode influenciar os capixabas. (28.02.2001)
A Companhia
Paranaense de Gás (Compagas) anunciou a conclusão da primeira fase
de instalação de sua rede de distribuição no Estado, marcado pela
chegada do canal a São José dos Pinhais, na Região Metropolitana
de Curitiba (RMC). Com esta ampliação fica concluída a construção
da espinha dorsal do projeto da empresa e consolida-se a rede de
distribuição nos mercados potenciais da RMC e Ponta Grossa, onde
existem 40 clientes consumindo, por dia, uma média de 356 mil metros
cúbicos de gás. Um destaque é o acordo assinado em dezembro de 2000
para abastecer a termelétrica UEG, de Araucária, com 2,1 milhões
de m3 de gás por dia. (24.02.2001)
O BNDES criou
uma linha especial de financiamento direcionado para as companhias
estaduais distribuidoras de gás nos estados do Paraná, Rio Grande
do Sul e Santa Catarina, voltados para a utilização do gás natural
boliviano. Entre outubro de 2000 e janeiro de 2001, o BNDES garantiu
R$ 200 mi para implantação de uma rede, com extensão de 1.650 km,
nestes 3 estados. As condições do financiamento são de dois anos
de carência e oito anos para pagar o investimento. O banco cobre
50% dos projetos. A entrada de outros estados depende do nível de
endividamento público. Com este linha de financiamento, o BNDES
atua dentro de uma estratégia de política industrial voltada para
a alteração da matriz energética do país e integrada com os investimentos
que a Petrobrás vem realizando a partir do gás da Bolívia. Além
disto, contribui para a criação de infra-estrutura do programa das
termoelétricas (23.02.2001 e UFRJ)
Dentro da política
industrial para o setor de energia, que vem sendo desenvolvida pelo
governo federal através da Petrobrás, o governo do MS criou a Companhia
de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGás) detendo 51% do seu capital.
Os outros 49% são da Petrobrás. Um dos primeiros contratos é para
fornecer 870 mil metros cúbicos/dia de gás para a termelétrica William
Arjona, localizada a nove km do gasoduto. O governo do MS depende
do financiamento para construção da rede de distribuição do gás.
O principal entrave é o elevado grau de endividamento público, que
tem dificultado o acesso a linha de financiamento do BNDES para
este setor. (23.02.2001)
A El Paso Corp.
está estudando um investimento de US$ 1,5 bi nos próximos cinco
anos para construir seis instalações de gás natural liquefeito nos
EUA, México e Caribe. A estimativa é de que o nível dos preços atinja
US$ 3,50 a US$ 4 por mil pés cúbicos (mcf), o dobro do padrão dos
últimos 15 anos, mas abaixo dos preços correntes do gás natural
que estão em US$ 6 ou mais por mcf. O gás natural foi barato durante
tanto tempo que os altos preços correntes parecem um erro ou uma
injustiça. O nível de preço vai chegar perto de US$ 5 por mcf nos
próximos dois a três anos, é o que prevê o analista Tom Robinson,
da Cambridge Energy. O panorama para o combustível, para a energia
elétrica e para as companhias que se anteciparem corretamente, é
de crescimento. (23.02.2001)
A Volkswagen/Audi
pretende reduzir até 20% dos gastos com gás com a chegada do gás
natural ao município de São José dos Pinhais (PR), onde está instalada
a fábrica, informou, dia 22.02.2001, o gerente de recursos humanos
da montadora, Adilson Zanoni. Em janeiro de 2001, primeiro mês de
fornecimento do combustível, a montadora consumiu 668 mil m3 de
gás natural. Até dezembro de 2000, a fábrica utilizava gás GLP.
Em 2000, o gasto com o combustível foi de R$ 7 mi. Segundo especialistas
da montadora, o gás natural apresenta várias vantagens: além de
ser mais barato, é mais puro do que o GLP, o que reduz a emissão
de poluentes e problemas na manutenção dos equipamentos. O consumo
de energia elétrica da Volkswagen/Audi é de aproximadamente 9 milhões
de kW/h. (22.02.2001)
A Aneel está
estudando os pedidos de autorização das empresas Contest Consultoria
e Representações e Termoelétrica para a implantação de centrais
geradoras localizadas em Cachoeira do Sul e Corumbá, respectivamente.
A Contest solicita a viabilidade de estudos para implantar duas
centrais geradoras, com 250 MW e 480 MW de potências previstas,
utilizando como combustível carvão mineral e gás natural. Já a Termoelétrica
solicita a implantação de uma central térmica, com 88,30 MW de potência
prevista e utilizando como combustível gás natural. (15.02.2001)
A União de
Consumidores da Espanha (UCE) pediu, dia 14.02.2001, ao governo
espanhol que antecipe o processo de liberalização do setor de gás,
previsto para o dia 01.01.2003. A UCE considera necessário o aumento
da competição e o fim do monopólio da Gás Natural. Além disso, salientou
a necessidade do estabelecimento de garantias sólidas para possibilitar
uma competição verdadeira no mercado, facilitando a entrada de novas
operadoras para que os interesses dos consumidores prevaleçam sobre
os empresariais. (15.02.2001)
O Ministro
de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, informou que está para ser
assinado o contrato da Gaspetro com as distribuidoras de gás para
o fornecimento do produto às termelétricas. Tourinho classifica
a assinatura como a etapa mais importante do PPT. "É o grande momento
nessa área", diz o ministro. Serão 509 milhões de metros cúbicos
de gás que garantirão o fornecimento de 12 mil MWs adicionais de
energia para o país. Com a consolidação do programa, Tourinho diz
que não faltará energia no país. "Isso está sendo assegurado pelas
termelétricas que têm a Petrobras como sócia", diz Tourinho. Ele
não nega que a Petrobras foi utilizada como indutora de investimento
nesse processo. (13.02.2001)
A partir de
abril de 2001, indústrias instaladas em Paulínia, Jaguariúna e Mogi-Guaçu,
no interior de São Paulo, começam a receber o gás natural proveniente
do gasoduto Brasil-Bolívia em continuidade ao programa de distribuição
iniciado pela Comgás em novembro de 1999. A empresa pretende ampliar
em 600 km a rede de distribuição no estado, somando 3 mil km de
extensão, e aumentar em 62% o fornecimento do produto na região
metropolitana, Baixada Santista, Planalto Paulista e Vale do Paraíba.
A estimativa é de somar 1,348 bilhão de metros cúbicos até dezembro
de 2001. Os investimentos da Comgás, destinados basicamente à expansão
da rede de distribuição, devem se situar em R$ 250 mi em 2001. (12.02.2001)
A demora do
Governo em negociar com geradoras e distribuidoras um novo modelo
de cobrança de tarifas de energia térmica já provoca o adiamento
de novos investimentos. Empresas como a Tractebel, a Cataguazes-Leopoldina
e a Perez Companq são algumas das que consideram as condições atuais
insatisfatórias e aguardam definições para iniciar novos projetos.
O principal problema do modelo vigente, segundo as empresas, é o
risco cambial. Afinal, o preço do gás sofre as oscilações do mercado
internacional e é cotado em dólar, enquanto o valor pago pelo consumidor
de energia é tabelado, tendo como referência para o reajuste a variação
do IGP-M. "Não é fácil transformar um modelo estatal num modelo
privado, é natural que haja certa demora nas definições. Os agentes
precisam sentar e negociar. Enquanto isso não acontecer, não haverá
novos empreendimentos", afirma Gil Maranhão Neto, diretor da Tractebel.
(12.02.2001)
A Compagas
realiza, a partir do dia 08.02.2001, uma série de audiências públicas
nas 11 cidades da Região Norte do Estado do Paraná que deverão receber
a rede de distribuição de gás natural. As audiências foram marcadas
pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e terão como objetivo principal
debater com a comunidade todos os aspectos relativos à chegada do
gás natural à região. A partir dessas reuniões, o IAP irá decidir
sobre a liberação da licença prévia para que a Compagas possa continuar
os estudos para a disponibilização do novo combustível na região.
As audiências acontecerão nas cidades de Sarandi, Maringá, Marialva,
Jandaia do Sul, Apucarana, Cambira, Mandaguari, Arapongas, Rolândia,
Cambé e Londrina. (08.02.2001)
A Companhia
Paranaense de Gás (Compagás), empresa responsável pela implantação
da rede de distribuição de gás natural no estado do Paraná, calcula
que vai investir entre R$ 30 mi e R$ 40 mi para formar os 200 km
da rede de distribuição que vai abastecer as cidades de Sarandi,
Maringá, Marialva, Jandaia do Sul, Apucarana, Cambira, Mandaguari,
Arapongas, Rolândia, Cambé e Londrina. Estão sendo estudadas duas
possibilidades de fornecimento do gás natural para a região. A primeira
é uma extensão do gasoduto Bolívia-Brasil. Por esta proposta, um
ramal do gasoduto Bolívia-Brasil viria de Penápolis (SP) até o Norte
do Paraná. Outra possibilidade, considerada mais viável pela Compagás,
seria utilizar o gás que existe na bacia de Pitanga, na Região Central
do estado. (08.02.2001)
A Ultragaz,
subsidiária integral do Grupo Ultra, começou, dia 05.02.2001, uma
ofensiva para não deixar que o gás natural devore fatias do mercado
residencial abastecido com Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e para
que o insumo passe a ser visto como uma alternativa energética para
além do fogão, substituindo a energia elétrica. "Qualquer companhia
de gás natural vai querer conquistar fatias do nosso mercado", admitiu
o gerente de Tecnologia e Aplicações da Ultragaz, Wagner Daraia.
A fatia da Ultragaz, de 100 mil t/mês ou 1,320 milhão t/ano de gás,
rendeu R$ 907 mi em 2000. Segundo estima Daraia, em 2000 o crescimento
em volume de vendas será de 4%, previsão anual mantida para o próximos
triênio. A estratégia da Ultragaz para não perder mercado e, ao
mesmo tempo conquistar novos nichos prevê a instalação de gás canalizado
em casas e prédios de apartamentos desde o desenho da planta. (05.02.2001)
O ministro
das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, e o presidente da Petrobrás,
Philippe Reischstul, anunciam, dia 06.02.2001, em Salvador, o início
das obras de construção da primeira usina termelétrica da Bahia,
que vai abastecer a Fafen, Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados
do Pólo Petroquímico de Camaçari. A usina, de 58 MW de potência,
vai usar o gás natural como combustível, e gerar 152 toneladas/hora
de vapor. O obra custará R$ 125 mi e ser concluída até o fim de
2001. O projeto é uma parceria entre a Petrobrás e a EDP. (06.02.2001)
No dia 05.02.2001,
o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, inaugura a segunda
Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN-2) em Guamaré, no
Rio Grande de Norte, além de visitar as obras do CDA (Centro de
Defesa Ambiental). Segundo o Ministério das Minas e Energia, cerca
de R$ 880 mi serão aplicados em energia no estado até 2005. Iniciada
em 1998, a construção e montagem da nova unidade consumiu investimentos
de R$ 204 mi para o aproveitamento de gás natural a partir do desenvolvimento
dos campos de Pescada e Arabaiana. Desde 1997, foram investidos
no Rio Grande do Norte cerca de R$ 1,3 bi em projetos relacionados
a gás natural e unidades da Petrobrás. O gás natural produzido no
Rio Grande do Norte é considerado fundamental para implementação
do PPT em todo Nordeste. No estado serão implantados ainda a Termoaçu,
com capacidade de 325 MW na primeira fase, e 479 MW no total. A
usina, prevista para entrar em operação em 2003, conta com investimentos
de R$ 540 mi. (05.02.2001)
A Enron esta
definindo uma nova estratégia de atuação no Brasil, voltando-se
para a comercialização de energia. Exemplo desta reorientação esta
se dando no mercado de gás, onde a Enron pretende trazer mais 7
milhões de metros cúbicos por dia, volume semelhante ao que se consome
hoje no País, para entrar no mercado de fornecimento de gás para
termelétricas. O primeiro milhão de metros cúbicos, já encomendado
a fornecedores bolivianos, será vendido a distribuidoras de gás
canalizado no Estado de São Paulo, conta o vice-presidente para
a América do Sul da companhia, José Bestard.(02.02.2001)
O Estado de
Minas Gerais terá uma nova usina térmica a gás, prevista no PPT.
Segundo o superintendente de expansão da geração da Cemig, Ronaldo
de Oliveira Martins, a Sulminas começa a ser construída em setembro
de 2001. Com potência de 500 MW, a usina deve entrar em operação
em setembro de 2003. (30.01.2001)
O Conselho
Estadual do Meio Ambiente de São Paulo (Consema) aprovou, dia 29.01.2001,
o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) da usina termelétrica Central
de Cogeração da Baixada Santista (CCBS), em Cubatão. O empreendimento,
de responsabilidade da Petrobras e do Consórcio Marubene, grupo
energético japonês, contou com a aprovação dos 24 conselheiros presentes,
depois que o Ministério Público e os seis representantes da bancada
ambientalista se retiraram da reunião. (30.01.2001)
Aumentar o
fornecimento de energia à base de gás natural para reduzir a dependência
do país da geração hidrelétrica também é um dos pontos que faz parte
do Programa Avança Brasil, que ainda em 2001 abrirá licitação para
fazer a análise ambiental de todos os projetos. (25.01.2001)
O secretário
estadual de Energia do Rio de Janeiro, Wagner Victer, tem recebido
inúmeros telefonemas de executivos de empresas interessadas em investir
US$ 5 bi na construção de oito usinas termelétricas no Estado.(24.01.2001)
Se todos os
projetos termelétricos nos quais a Petrobras é sócia vingarem, o
volume de vendas do principal insumo das usinas, o gás natural,
comercializado pela sua subsidiária Gaspetro, aumentará 416% nos
próximos cinco anos. A Petrobras participa como sócia de 11 projetos
previstos para entrar em operação em 2001 e em mais 19 usinas que
deverão ficar prontas até 2005. (24.01.2001)
A Enron anunciou
que construirá uma usina movida a gás natural no Japão e se tornará
a primeira geradora do exterior a penetrar no mercado de eletricidade
japonês de US$ 135 bi. (01.12.2000)
Uma nova reserva
de gás natural foi encontrada em Pitanga, no Paraná, pelo Consórcio
Coastal/Petrobrás. (07.11.2000)
O Mato Grosso
do Sul terá um minigasoduto de 30 Km para transportar o gás natural
boliviano até uma térmica de 88 MW, que será construída em Corumbá.
(25.10.2000)
Parte da energia
usada no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Pernambuco,
poderá ser produzida por uma termelétrica de 4 MW movida a gás natural.
(10.10.2000)
O chefe-representante
do Banco japonês Jbic no Brasil, Noriaki Kishimoto, afirmou que
o banco está interessado em financiar projetos de empresas japonesas
que venham a participar da construção das novas usinas termelétricas
no Brasil. Segundo ele, entre sete e oito térmicas brasileiras estão
nos planos de empresas do Japão. (13.09.2000)
Para evitar
perdas decorrentes das quedas de energia, como a que aconteceu no
final de agosto em Recife, as unidades pernambucanas da Rhodia,
Petroflex, White Martins e Alcoolquímica irão construir uma térmica
movida a gás natural com capacidade de produzir 40 MW. Orçada em
aproximadamente R$ 30 mi, a unidade de cogeração deverá entrar em
funcionamento em meados de 2002. O local de instalação da térmica
ainda está sendo definido. (12.09.2000)
O Conselho
de Administração da Cemig aprovou a assinatura de um termo de compromisso
com Petrobras e Fiatavio para a instalação de turbinas a gás e conversão
da usina de Igarapé para consumo de gás natural. De acordo com o
relatório, a Cemig participará da elaboração de estimativas dos
investimentos, das negociações com a Aneel, Ministério das Minas
e Energia e órgãos ambientais e da análise da interligação da usina
ao sistema elétrico e do fornecimento de gás natural. (11.09.2000)
O abastecimento
de energia no Ceará nos próximos 10 anos depende da instalação da
termelétrica Dunas, que deverá ser construída no Complexo Portuário
do Pecém, a 55 km de Fortaleza. A conclusão da primeira etapa da
obra está prevista para o final de 2002, quando a usina terá potencial
de 250MW. A segunda etapa será concluída em 2004, quando se atingirá
270MW. O investimento anunciado pelos empreendedores BP Amoco e
Repsol-YPS é de US$ 500 mi. A previsão é de que a construção seja
iniciada no primeiro semestre de 2001. (06.09.2000)
O Governo
do Estado do Rio expediu, dia 06.09.2000, a licença para o início
das obras de construção da usina termelétrica a gás de Duque de
Caxias, a Termo-Rio. Os Petrobras, PRS, Alstom Power, LG&E e Sideco
investirão US$ 750 mi no projeto. Na fase final, prevista para 2002,
a usina vai gerar 982 MW. (06.09.2000)
A El Paso
anunciou, dia 05.07.2000, que a primeira termelétrica movida a gás
natural de Santa Catarina será instalada em Guaramirim, no Norte
do Estado. Orçada em US$ 250 mi, a Termo Catarinense Norte irá gerar
350 MW a partir de dezembro de 2002. O início das obras está previsto
para 2000. (05.09.2000)
A Usina Termelétrica
Sul Catarinense (Usitesc) será construída em Treviso (SC) a partir
de 2001. A termelétrica tem previsão para entrar em operação em
dezembro de 2003, quando produzirá 440 MW. Orçada em US$ 600 mi,
a usina receberá tecnologia de ponta que proporcionará o tratamento
de gases, a partir do qual será produzido sulfato de amônia. (04.09.2000)
Toda a produção de turbinas a gás para termelétricas da GE prevista
até 2005 está comprometida com a Duke Energy. "Queremos garantir
nosso mercado de geração, principalmente no Brasil, que é o nosso
foco", diz o diretor comercial da Duke, Alcides Casado. Até 2002,
o grupo norte-americano terá três usinas termelétricas operando:
uma em Pederneiras (SP), com capacidade instalada de 500 MW; outra
em Corumbá (MT), com capacidade de 110 MW; e a terceira em Puerto
Suarez, na Bolívia, com capacidade também de 110 MW. (31.08.2000) A instalação da Termelétrica do Norte está garantida, mas ainda sem a definição do local. O anúncio, que seria feito dia 30.08.2000, ficou adiado para meados de setembro. O investimento de cerca de US$ 250 mi será dividido entre a El Paso Energy International, que detém 70% do negócio, Petrobras, com 15% e Celesc, SCGás e SC Tecnologia e Participações, 5% cada. Quando entrar em operação, em dezembro de 2002, a usina terá capacidade para gerar 300 MWh. (31.08.2000) Em reunião realizada dia 29.08.2000, a diretoria da Aneel autorizou: A Norte Fluminense S/A a construir a termelétrica Norte Fluminense, com potência total de 765 MW, localizada em Macaé(RJ), movida a vapor e a gás natural, com entrada em operação da primeira unidade até setembro de 2003. A EnergyWorks do Brasil Ltda a ampliar a termelétrica Rhodia Paulínia, alcançando 158,40 MW de potência instalada, utilizando gás natural. A usina localiza-se em São Paulo e sua primeira fase de operação está prevista para 2001. A EnergyWorks do Brasil Ltda a ampliar a termelétrica Rhodia Santo André, alcançando 63,54 MW de potência instalada, utilizando gás natural. A usina localiza-se em Santo André (SP) e tem operação comercial prevista para até fevereiro de 2002. (30.08.2000) A solução para a usina Candiota 3, esperada há 17 anos, saiu através de medida provisória editada dia 29.08.2000. A Eletrobrás assume uma dívida de R$ 189,291 mi e, em troca, recebe os equipamentos, isenção de impostos e liberação de tarifa de armazenamento no porto. A estatal assume o risco do projeto e quita dívida da CEEE com a União, no valor de R$ 186,63 mi. Segundo a secretária de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul, Dilma Rouseff, a empresa gaúcha terá liberados cerca de R$ 150 mi que estavam caucionados. As expectativa do governo do Estado são de que a CGTEE, subsidiária da Eletrobrás, retome as obras a partir de dezembro. Em menos de três anos, Candiota 3 poderá gerar mais 350 MW. (30.08.2000) A Petrobras garante já ter acertado a contratação das cerca de 20 turbinas para o plano emergencial de construção de 12 usinas termelétricas em 2001. Como a demanda global por estes produtos encontra-se bem acima da oferta, a estatal teve que fazer as solicitações diretamente aos fabricantes: GE, Allston e Rolls Royce. (30.08.2000) A Petrobras pretende transferir a construção da termelétrica de 500 MW que seria inicialmente instalada nas dependências da Regap, em Betim (MG), para a usina termelétrica de Igarapé, de propriedade da Cemig. Segundo uma fonte ligada às negociações, se efetivada a transferência, a usina de Igarapé, que hoje é movida a óleo combustível, estará produzindo inicialmente 150 MW por meio de gás natural, a partir de dezembro de 2001. O investimento total no projeto não está formalizado, mas o estudo inicial para a construção da usina na Regap previa recursos da ordem de US$ 370 mi. Também participam do projeto a Fitavio, empresa da Fiat Mundial. (29.08.2000) A Cemig, Petrobrás, Texaco e ABB estão trabalhando no projeto de construção de uma termelétrica de 500 MW no Sul de Minas. O investimento previsto é de R$ 300 mi. A termelétrica deverá iniciar suas operações em 2003, quando utilizará a interligação do gasoduto Brasil-Bolívia. (29.08.2000) A secretária de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff, afirmou que serão instalados 10 postos de gás automotivos no Estado. A secretária confirmou também a operação das termelétricas Refap e Gaúcha, respectivamente em 2001 e 2002. Segundo a secretária: "o Rio Grande do Sul vai se tornar uma plataforma na produção de termoeletricidade a gás". (29.08.2000) A termelétrica do Bongi, que pertence à Chesf, deverá receber um investimento estimado entre R$ 35 e 40 mi para voltar a funcionar, usando o gás natural. A reativação da termelétrica será feita com recursos da estatal, que contratará a Siemens para fazer um levantamento das necessidades do material a ser empregado no empreendimento. O estudo deverá ficar pronto até novembro. A termelétrica, paralisada há 10 anos, tem capacidade de produzir 150 MW. (29.08.2000) O presidente da Sulgás, Giles Carriconde Azevedo, informou que o gás boliviano custa cerca de US$ 3,20 o metro cúbico, enquanto que o argentino sai por US$ 2,30. A diferença deve-se ao fato de que o primeiro está atrelado ao preço internacional do petróleo e o segundo, à inflação norte-americana. (29.08.2000) O projeto da Usina Termo Catarinense Norte será assinado dia 29.08.2000. A térmica se localizará em Joinville e deverá entrar em operação em 2002, com capacidade instalada de 350 MWh. O insumo usado será o gás proveniente do gasoduto Brasil-Bolívia. Serão investidos nesta obra aproximadamente R$ 350 mi. A El Paso detém 70% do negócio, a Petrobras, 15%, e a SCGás, a Celesc e a Santa Catarina Participações dividem os 15% restantes. (28.08.2000) Depois de quatro meses de negociações, o Governo do Estado de Pernambuco e o consórcio Guaraniana - Iberdrola, BB Invest e Previ - assinam, dia 28.08.2000, o termo de compromisso que vai permitir a implantação de uma usina termelétrica no complexo industrial portuário de Suape. A térmica terá uma capacidade de 460 MW, demandando R$ 500 mi em investimentos. De acordo com o termo de compromisso, a usina terá de gerar pelo menos 240 MW até dezembro de 2003. O restante tem de ficar pronto até dezembro de 2005. A Petrobras poderá participar do projeto, detendo participação de 30 %. (28.08.2000) Henri Philippe Reichstul, presidente da Petrobras, declarou que a estatal não garantirá o risco cambial para as empresas que forem construir as termelétricas. Segundo ele, a solução para esta questão deverá ser anunciada em meados de setembro. Reichstul demostrou-se preocupado com o programa de termelétricas, principalmente devido a falta de turbinas no mercado internacional. (26.08.2000) A transformação da matriz energética do Rio Grande do Sul, baseada na energia hidrelétrica, teve início dia 24.08.2000, ao ser inaugurada a primeira estação de distribuição de gás natural no Estado. Segundo Djalma Rodrigues de Souza, gerente da Gaspetro-RS, "a meta é fazer com que a participação do gás na matriz energética passe de 4% para 10% nos próximos cinco anos". Segundo Souza, a lenha ocupa na matriz energética, ainda hoje, espaço mais importante do que o gás: 9%. (25.08.2000) Os empresários catarinenses querem garantias de que o preço do gás natural da Bolívia vai se manter competitivo para trocarem de matriz energética. Foi o que demonstraram, dia 24.08.2000, nos debates promovidos durante o Fórum Gás Natural SC, realizado na Fiesc. O empresariado também se mostrou preocupado com os altos juros das linhas de financiamento existentes para a conversão da matriz energética. (25.08.2000) No dia 30.08.2000, serão dados os primeiros passos concretos para a instalação da Termelétrica Norte, de 300 MW, que deverá operar a partir de dezembro de 2002, em Joinville. O grupo americano El Paso, que detém 80% do negócio, em sociedade com a SCGás, Petrobras, Celesc e um consórcio de investidores do Estado, cada um com 5%, assinarão o contrato para compra de energia e fornecimento de gás. (24.08.2000) A usina termelétrica de Piratininga, instalada em São Paulo, está substituindo óleo combustível por gás natural. A conversão da primeira caldeira, com potência de 100 MW, foi concluída em julho. Nas outras três, que somam potência de 372 MW, a migração está prevista para 2001. O projeto, com conclusão prevista para 2003, prevê, além da migração para o gás natural, o aumento de potência em 800 MW, o que levaria a usina a uma potência total de 1.272 MW. Com investimentos estimados em US$ 500 mi, a conversão será desenvolvida em parceria com a Petrobras e foi inserida no programa emergencial de termelétricas. (24.08.2000) A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) realiza, dia 24.08.2000, o Fórum de Gás Natural SC. O presidente da Câmara de Energia da Fiesc, Albano Schmidt, informou que serão apresentadas alternativas de uso do gás natural e as vantagens competitivas do produto. "Também queremos viabilizar financiamentos para a conversão de outras matrizes energéticas em gás natural nas empresas do Estado", explicou. Também participam do encontro a Petrobras e a SC Gás. (24.08.2000) De acordo com as concessionárias comercializadoras de energia, as empresas não estão conseguindo financiamentos por falta de regras que garantam aos bancos que os projetos terão receita suficiente a longo prazo. Segundo os executivos, projetos de construção de termelétricas, representando 9.200 MW de capacidade e investimentos da ordem de US$ 5 bi, não saíram do papel por conta deste problema. Em função disto, estas empresas estão cobrando do governo federal a criação de um grupo de trabalho para analisar vários pontos dos contratos de concessão considerados problemáticos. (23.08.2000) A Enron está construindo uma térmica de 150 MW na Bolívia. O projeto, que demandará investimento de US$ 50 mi, tem como mercado consumidor o Brasil. "A empresa vê a América do Sul como um mercado integrado", diz José Bestard, vice-presidente da Enron no Brasil. "E o Brasil é o centro desse mercado integrado de energia". A Aneel autoriza a importação da energia boliviana produzida pelo grupo dia 22.08.2000. (22.08.2000) A Pan American Energy, empresa controlada pela Amoco (60%) e pela argentina Bridas (40%), está estudando a construção de uma termelétrica de 500 MW na Bolívia exclusivamente para atender o mercado brasileiro. A Pan American está conversando com outros possíveis parceiros para a investida, entre eles o grupo boliviano León Prado e o japonês Nisshi Iwai, especializado na comercialização. A Amoco possui reservas de gás naquele país. (20.08.2000) A Petrobras está estuda a possibilidade de construir uma segunda termelétrica na Bolívia, dessa vez para atender o mercado de lá. O investimento faz parte da estratégia da empresa de se internacionalizar cada vez mais, reproduzindo no exterior toda sua cadeia de negócios. Esta tendência já havia sido reforçada pela aquisição de duas refinarias bolivianas no final de 1999, o que fez com que a Petrobras passasse a responder por 90% do refino de petróleo na Bolívia. (20.08.2000) A Petrobras vai investir US$ 1 bi na construção das 32 usinas termelétricas, dez das quais estarão prontas até 2001. Na terceira semana de agosto, a empresa fechou, por US$ 150 mi, a compra de quatro turbinas a gás para duas termelétricas - Ibirité (MG) e Refap (RS) - e deu sinal verde para as obras da TermoRio. Em setembro, a estatal assegura o início dos trabalhos na CCBS, em Cubatão. (20.08.2000) A Duke Energy investirá entre US$ 250 mi e US$ 300 mi na construção de uma termelétrica de 500 MW em Pederneiras (SP). A usina entrará em operação comercial até o primeiro trimestre de 2003 e aumentará em quase 22% a capacidade instalada da Paranapanema, controlada do grupo norte-americano, de 2,3 mil MW. (18.08.2000) O governo do Rio de Janeiro está contando com a construção de seis usinas termelétricas no Estado para reduzir a fragilidade do fornecimento de energia no Estado. Os projetos são: a TermoRio (associação da Petrobras com a Sideco e LG&E); a Norte Fluminense (Petrobras, Light, Escelsa, Cerj e Eletrobrás); RioGen Merchant (Enron); térmica de Santa Cruz; a Epetibaestão, usina a carvão a ser construída em Sepetiba; e duas térmicas em Cabiúnas, uma fruto da associação da Petrobras, Light e Mitsui e outra conseqüência de um novo projeto independente que deve ser feita pela El Paso Energy. Juntas, essas usinas exigirão investimentos de US$ 4 bi, acrescentando 6 mil MW à potência instalada no Estado em 2004, o que permitirá que ele até se torne um exportador. A estes projetos soma-se Angra III, com investimentos estimados em US$ 1 bi. (16.08.2000) "Sem uma definição no preço do gás natural para as usinas térmicas gerarem energia, fica difícil qualquer empresário investir nas suas construções", alertou o superintendente do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes. Ele disse que "o preço do gás deveria ser fixado pelo presidente da República, pois precisa ser algo rápido e urgente, senão o País se arrisca a ficar sem energia para o seu desenvolvimento". (16.08.2000) O preço da energia gerada pelas usinas termelétricas integrantes do Programa de Termoeletricidade deverá custar o dobro da produzida pela Chesf. Enquanto o MWh repassado pela estatal às distribuidoras varia de R$ 30,00 a R$ 32,00, o preço do MWh gerado pelas termelétricas ficará entre R$ 56,9 a R$ 62,3. (16.08.2000) De acordo com os últimos dados do governo, devem ficar prontas, entre abril e dezembro de 2001, 14 usinas termelétricas, com capacidade total de geração de energia de 2.512 MW. No ano de 2002 serão 19 usinas, com capacidade total de 5.214 MW. Em 2003 serão 11 usinas, que poderão gerar 4.310 MW. O governo trabalha com a meta de suprir 11.000 MW com usinas termelétricas até 2003. Contudo, o programa pode estar ameaçado devido ao risco cambial decorrente da compra do gás a ser utilizado pelas termelétricas. Segundo o governo, a solução do problema partirá da iniciativa privada, o que exclui um hedge feito pela Petrobras e o Banco do Brasil, como era esperado pelo mercado. O Ministério das Minas e Energia irá anunciar a solução definitiva antes do dia 18.08.2000. (15.08.2000) O secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Victer, anunciou a isenção de ICMS sobre equipamentos para usinas termelétricas sediadas no Estado. A regulamentação sairá no começo de setembro e permitirá que as distribuidoras repassem o ICMS incidente sobre o gás natural para o restante da cadeia de consumo. (15.08.2000) O governo deve anunciar, na semana do dia 14.08.2000, uma solução para o problema do risco cambial nas usinas do Programa Prioritário de Termelétricas (PPT). Segundo o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, a saída virá exclusivamente do setor privado, mas especificamente do mercado financeiro. "Na questão do risco cambial, o governo não vai dar um centavo para a iniciativa privada", disse o ministro. (14.08.2000) O Rio de Janeiro vai ganhar um novo projeto de termelétrica a gás, que entrará em operação em 2001, com investimento de US$ 300 mi, informou o diretor de gás e energia da Petrobras, Delcídio Gomez do Amaral. A usina, com capacidade instalada de 500 a 700 MW, será instalada em Macaé, sendo abastecida com o gás de Cabiúnas, produzido na Unidade Produtora de Gás Natural (UPGN). (08.08.2000)
O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, afirmou que a compensação
no preço da energia para as 10 termelétricas prioritárias que operarão
em ciclo aberto será de cerca de 32%. O anúncio oficial do número
deve ser feito dia 08.08.2000 pela Aneel. As usinas beneficiadas são:
Termobahia (BA), Termorio (RJ), Cubatão (SP), Ibirité MG), Corumbá
(MS), Três Lagoas (MS), Piratininga (SP), Refap (RS), Fafem (BA) e
Riogen Mershant (RJ). (08.08.2000) O BNDES recebeu, até agora, apenas um projeto para a construção de usina térmica dentro do Programa Prioritário de Termoelétricas - a Usina de Araucária, no Paraná, do qual faz parte a Petrobrás. Tendo em vista que o programa prevê a construção de 56 unidades até 2003, o chefe do Departamento de Petróleo, Gás e Usinas Térmicas do banco, Manoel Fernandes dos Reis, considera "otimista demais" o cronograma do programa. Reis acha arriscado precisar quantas usinas têm possibilidade de serem construídas, porque isto depende do interesse dos investidores estrangeiros. O diretor observa que o banco vai participar do financiamento dos projetos, mas que os empreendedores dependem de dinheiro do exterior para a compra dos equipamentos importados. E para atrair capital externo, o projeto precisa ser muito claramente viável e rentável. (07.08.2000) A Petrobras e a GE assinam, dia 28.07,2000, um contrato para compra de quatro turbinas, que estarão operando nos Projetos Emergenciais das termelétricas de Ibirité, em Minas Gerais e na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul. O investimento é de aproximadamente US$ 150 mi. As turbinas irão gerar na primeira fase, em 2001, cerca de 150 MW cada. A operação plena, das quatro turbinas, está prevista para o segundo semestre de 2003. (28.07.2000) A Petrobras e a ABB assinaram, dia 27.07.2000, ordem de serviço que dará início às obras de construção da TermoBahia, na Refinaria Landulpho Alves, na Bahia. Foram pagos 10% do valor total do empreendimento, estimado em US$ 230 mi, para a Alson Powers, empresa responsável pelo projeto de planta e fornecimento de equipamentos da termelétrica. A usina, primeira a ser iniciada no programa de termelétricas do governo, deverá entrar em atividade no primeiro semestre de 2002, gerando inicialmente 164 MW. (27.07.2000) As dez usinas termelétricas previstas para entrar em operação até fins de 2001 vão duplicar o consumo atual de gás natural no país. A estimativa da Gaspetro, segundo a qual o acréscimo do consumo será de 14,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Segundo o diretor da Gaspetro, Paulo Roberto Costa, a demanda por gás natural no país em 2005 deverá atingir 70 milhões de metros cúbicos por dia, dos quais cerca de 53% corresponderão à demanda das termelétricas e os restantes 47% aos segmentos tradicionais de consumo. Costa avalia que a oferta para atendimento dessa demanda será formada pela combinação de gás importado da Bolívia e Argentina, além do gás nacional. Em 2005, o gás natural deverá representar 10% da matriz energética brasileira, índice que hoje é de apenas 3%. (26.07.2000)
A Enron pretende construir uma termelétrica de 150 MW em Porto Suarez,
cidade boliviano próxima à fronteira com o mato Grosso do Sul. O intuito
é exportar a energia produzida para o Brasil. Além da usina, o grupo
irá construir 22 km de linhas de transmissão para levar a energia
ao sistema interligado brasileiro. O investimento total supera US$
100 mi. Na Bolívia, o preço do gás natural custa US$ 0,90 por milhão
de BTU, um terço do que será pago pelas térmicas instaladas no país
US$ 2,26 por milhão de BTU. As duas empresas são sócias no gasoduto
Bolívia-Brasil, que fornecerá o gás natural para as usinas nacionais.
(26.07.2000)
O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, garante que, até o fim de 2001, onze novas termelétricas estarão gerando um total de 2.500 MW. Contudo, especialistas do setor privado garantem que no máximo duas dessas usinas - Piratininga (SP) e Santa Cruz (RJ) - estarão em funcionamento em 2001. Essas plantas já existem há décadas e só estão sendo reformadas para operarem com gás natural. De acordo com as fontes, as outras nove usinas - Termobahia (BA), Termorio (RJ), Ibirité (MG), Fafen (BA), Cubatão (SP), Corumbá (MT), Três Lagoas (MS), Refap (RS) e Riogen (RJ) - só deverão começar a gerar energia em 2002. Segundo os especialistas, isto ocorre porque o prazo mínimo para a construção de uma usina termelétrica é de dois anos. (26.07.2000) O vice-presidente da El Paso no Brasil, Joseph Newmann, deve anunciar, dia 25.07.2000, o local em que a empresa vai instalar a usina termelétrica a gás natural de 300 MW no norte de Santa Catarina. O investimento será de US$ 200 mi. O grupo norte-americano El Paso é responsável por 70% do empreendimento, a Petrobras, 15%, a Celesc, 5%, a SC Gás, 5% e grupo de investidores catarinenses também participará com 5%. (25.07.2000) O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse, dia 24.07.2000, que o governo estuda a possibilidade da Petrobras bancar o risco cambial das térmicas ao mesmo tempo em que o Banco do Brasil faria um hedge para a estatal. O ministro salienta, contudo, que nenhuma medida foi tomada, mas garante que a solução passa por "alguma forma" de minimização de risco para os bancos financiadores, já que o governo não vê risco econômico para os esses investidores, mas apenas o risco financeiro. (25.07.2000) Das dez termelétricas a entrarem em funcionamento no programa emergencial do governo, nove têm a participação da Petrobras. Nesses empreendimentos, a estatal é fornecedora de gás natural, por intermédio da Gaspetro. As usinas com as quais a empresa está envolvidas exigem investimentos de US$ 1,5 bi, que serão garantidos pelos sócios da empresa. "Vamos iniciar os projetos sem garantia de que os bancos irão financiá-los", afirmou o presidente da Gaspetro, Luiz Rodolfo Landim, ressaltando que todos trabalham para ter um "project finance" ao longo da construção das usinas. (24.07.2000) No períodos de chuva regular, quando os reservatórios das usinas hidrelétricas estiverem cheios, as termelétricas programadas pelo governo vão elevar o preço da energia e obrigar as hidrelétricas a abrir suas comportas para verter o excedente de água. Esta é a opinião do professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, Edmilson Moutinho dos Santos. Segundo ele, a velocidade que o governo quer dar ao programa de termelétricas é um fato negativo, e o modelo de turbinas a gás de grande porte operando em ciclo combinado - padrão eleito pela maioria dos investidores do programa prioritário - não permite agilidade. Moutinho dos Santos não se diz contrário às termelétricas, mas acha que o governo está errando no tempo do projeto. "O paradoxo está na aceleração do processo. O mercado não absorve a energia de 49 termelétricas em três anos. Por isso o investidor externo não está levando as usinas adiante. Ele sabe dos riscos", avalia. (24.07.2000) De acordo com a Abimaq, a retomada dos investimentos nos setores de energia elétrica e gás natural está animando a indústria nacional de bens de capital, que fornecerá 65,5% dos equipamentos para a construção das termelétricas do programa emergencial do governo. A instituição analista, contudo, que a participação brasileira será de apenas 40%. (20.07.2000) A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) entregou, dia 20.07.2000, ao ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, uma sugestão que prevê a implantação de fábricas de turbinas movidas a gás natural no Brasil com o intuito de abastecer as usinas do Programa Prioritário de Termelétricas. Companhias como a GE, Siemens e ABB concentram a produção mundial de turbinas a gás, mas nenhuma delas produz esse equipamento no Brasil. Pela proposta, as companhias poderiam se organizar em pool para a instalação das unidades. A nacionalização ajudaria a viabilizar as térmicas e melhoraria a balança comercial brasileira, um vez que o conjunto de turbina e gerador consome aproximadamente 60% dos investimentos de uma planta térmica a gás. ( 20.07.2000) A Petrobrás, a ABB Energy Ventures e a AeA Electricity Investments (EIC) anunciaram um acordo com a empresa suíça Alstom Power para o início da construção da usina Termobahia, cujo projeto deverá estar concluído em 25 meses. Os contratos serão assinados na última semana de julho. A usina vai produzir 190MW e demandará investimentos da ordem de US$230 mi. A termelétrica será instalada próxima à Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em São Francisco do Conde. Segundo a assessoria de comunicação da Petrobrás, a estatal fornecerá, durante 20 anos, gás natural e receberá em troca energia elétrica e vapor gerados pela usina. A Termobahia é a primeira usina termelétrica a iniciar sua construção dentre os projetos incluídos no programa energético emergencial do governo. (19.07.2000) Até o final de julho, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) encaminha pedido de Licença de Instalação à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) objetivando autorização para o começo das obras de uma termelétrica em Canoas (RS). A usina, que se localizará na própria Refap, está projetada para entrar em operação até dezembro de 2001. O investimento é de US$ 300 mi, que será rateado com os demais sócios: Texaco e CEEE. Serão instaladas duas máquinas de 160 MW, ambas da Texaco. As obra começarão ainda em 2000. (18.07.2000) Os motores desenvolvidos pela empresa finlandesa Wartsila NSD são responsáveis pela primeira das 54 termelétricas do plano de emergência do governo a entrar em operação - a Termonorte 1 (64 MW), em Porto Velho. A tecnologia, que exige prazos de construção menores que as calcadas em turbinas, teria condição de fazer funcionar pelo menos mais 11 projetos do programa governamental. A Wartsila NSD garante colocar uma usina em operação no prazo de quatro a seis meses, se for gerar 25 MW, e de 9 a 12 meses, se for acima de 100 MW. A Termonorte 1 comprova a afirmação - o contrato com a americana El Paso para sua construção foi assinado dia 03.01.2000 e a entrega da termelétrica está prevista para o 31.07.2000. (18.07.2000)
O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, garantiu, dia 17.07.2000,
que a partir de julho e agosto de 2001 entrarão em operação 11 termelétricas
a gás, que garantirão um acréscimo de 2,5 mil MW ao sistema nacional.
Todas as usinas terão a participação da Petrobras, que fornecerá o
gás. (18.07.2000) O governador em exercício e presidente do Grupo Executivo de Energia de Santa Catarina (Ge Ene SC), Paulo Bauer, sancionou, dia 11.07.2000, a lei que autoriza a Companhia de Gás de Santa Catarina (SC - Gás) a participar da implantação da Usina Termocatarinense Norte (TCN). Abastecida com gás natural, a usina terá capacidade de 300 MW, ficará na região de Joinville e deverá estar operando a partir de dezembro de 2002. As obras começam no final de 2000 e deverão consumir US$ 150 mi. Segundo o presidente da SC Gás, Luiz Gomes, a empresa, que depois será responsável pelo abastecimento da usina, vai aplicar aproximadamente US$ 5 mi no projeto. O restante dos recursos virá dos outros acionistas: a El Paso Amazonas Energia, Celesc, Petrobrás e o consórcio Santa Catarina Tecnologia e Participações, formado por empresas catarinenses de engenharia e construção. (12.07.2000)
A Petrobras e a Iberdrola Energia do Brasil assinam, dia 12.07.2000, projeto para a construção da termelétrica de Termo Açu, que receberá investimento de R$ 300 mi, terá capacidade instalada de 240 MW e se localizará no Rio Grande do Norte. A Petrobras terá 30% de participação no projeto. Os demais 70% serão negociados pela Iberdola com os sócios no consórcio Guaraniana: Previ e BB-BI. A Usina entrará em operação em 2003. (12.07.2000)
Quase 20 anos depois de ter sido iniciada, a Usina Termelétrica Candiota 3 comece a se tornar realidade. Um relatório entregue no começo de julho ao Ministério das Minas e Energia por um grupo de trabalho constituído no início do ano pelo governo federal aponta a retomada das obras, pela Eletrobrás, como a solução mais viável. Segundo a secretária estadual de Minas, Energia e Comunicações, Dilma Rousseff, duas deliberações facilitam o projeto: em vez da distância de 10 Km prevista originalmente, Candiota 3 deve ser construída ao lado da Usina Termelétrica Presidente Médici, com quem vai compartilhar equipamentos e instalações; e a usina não será obrigatoriamente privatizada. (12.07.2000)
A companhia finlandesa Wärtsilä NSD, maior fabricante mundial de motores de geração de energia elétrica, com operação no Brasil há dez anos, pretende ser a fornecedora de boa parte das 55 térmicas do programa emergencial do governo. A empresa garante que tem condições de acelerar o programa, fornecendo motores para geração de até 1 mil MW em um ano e 2 a 3 mil MW em dois anos. Segundo Antônio Lima, o programa termelétrico pode ser apressado com projetos de menor porte, montados com motores e não com turbinas a gás, que estão menos disponíveis no mercado para fornecimento a curto prazo. As pequenas usinas, segundo Lima, também são mais financiáveis, na medida que exigem menos investimentos e, portanto, menores garantias. (12.07.2000)
Apesar das preocupações manifestadas pelos investidores das usinas termelétricas com o risco cambial do preço do gás natural, a Petrobras já fechou a venda de 26,840 milhões de metros cúbicos diários do combustível para fornecimento de 16 térmicas das 55 previstas no programa emergencial do governo. Dentre as termelétricas relacionadas estão: PBgás (PB), Algás (AL), Copergás (PE), MSgás (MS), Congás (SP), Petrobras Distribuidora (ES), Compagás (PR), Sulgás (RN) e SCGás (SC). (10.07.2000)
O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, admitiu que, das 55 térmicas do programa emergencial do governo, 4 usinas termelétricas têm graves dificuldades para começar a operar, como problemas de ordem financeira e de restrição ambiental. Segundo ele, outras 13 usinas também enfrentam "alguma dificuldade" para começar a gerar energia. Contudo, Tourinho reafirmou 33 térmicas devem estar prontas até 2003, gerando os 11 mil MW necessários para acompanhar o ritmo da demanda elétrica. Serão 2, 4 mil MW a mais em 2001, com as usinas em ciclo aberto, mais 5 mil MW em 2002 e 11 mil MW em 2003. (07.07.2000)
A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) deverá iniciar, em julho, o suprimento de 550 mil metros cúbicos de gás natural por dia para a usina termelétrica de Piratininga, pertencente à estatal Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE). O negócio, que deverá ampliar em cerca de 13% as vendas da companhia, inaugura o promissor mercado dos projetos de usinas termelétricas planejadas para a sua área de atuação: são 13 plantas, com potencial de consumo de 25 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural - seis vezes as vendas atuais. (06.07.2000) A usina Termocatarinense Norte (TCN), que será construída pela El Paso, receberá gás oriundo do gasoduto Brasil-Bolívia. As negociações já foram fechadas antes mesmo do governo estadual ter encontrado um local exato para construir a termelétrica, o que deverá ocorrer em um mês. Os municípios de Joinville, Guaramirim e Araquari disputam o empreendimento. (05.07.2000) A Secretaria de Energia, Minas e Comunicações, a CEEE e a Copelmi Mineração assinam, dia 30.06.2000, um protocolo de intenções no qual o Estado expressa seu interesse em cooperar na implantação da Termelétrica do Seival. A usina será construída em Candiota e terá potência de 300 MW. Pelo acordo, a CEEE poderá comprar até 50% da energia gerada. (30.06.2000)
Segundo o prefeito de São Bernardo, Maurício Soares, a termelétrica de 500 MW inicialmente projetada para aquela cidade deve migrar para Mauá. À frente do empreendimento está o consórcio liderado pela El Paso e GE. Segundo Soares, Mauá tem uma área mais adequada e conta com a proximidade do pólo petroquímico de Sertãozinho, em desenvolvimento. A usina tem geração prevista para 2003 e está inserida no Programa Prioritário do governo federal. Os investimentos na unidade estão previstos em US$ 300 mi. (28.06.2000)
O Programa Prioritário de Termelétricas (PPT) do governo federal conta com mais seis usinas, totalizando 55 obras. Segundo o diretor do Departamento Nacional de Política Enérgica da Secretaria de Energia, do Ministério de Minas e Energia, Mário Miranda, todos esses projetos começarão a operar em 2001. As seis termelétricas representarão um adicional de 1.050 MW ao parque gerador nacional. Os empreendimentos são Piratininga (SP), Arjona (MS), Fafen (BA), Três Lagoas (MS), Refap (RS) e Rio Merchant (RJ). Originalmente, o programa prioritário lançado em fevereiro deste ano pelo presidente Fernando Henrique Cardoso abrangia 49 usinas, totalizando potência de 17.279 MW. (28.06.2000)
O gás natural destinado às usinas do Programa Prioritário de Termelétricas, eventualmente desclassificadas por motivo de atraso, poderá ser direcionado à atividade de sua geração. A medida está sendo analisada no âmbito do programa emergencial do governo federal. "Em vez de substituir uma usina desistente por outra, estamos estudando disponibilizar esse gás excedente para cogeração", explicou o diretor do Departamento Nacional de Política Energética da Secretaria de Energia do Ministério das Minas e Energia, Mário Miranda. Até o momento, nenhum dos projetos do programa emergencial foi desclassificado, mas todos passam por um acompanhamento acirrado para evitar atrasos. (28.06.2000) A El Paso Energy e a C&S Participações estão investindo R$ 210 mi em duas termelétricas - Termonorte I e II - localizadas em Porto Velho (RO). A primeira usina (63 MW) entra em operação em julho de 2000 e a segunda (340 MW), em 2003. (26.06.2000)
A AES Sul irá iniciar a construção, no Rio Grande do Sul, da usina Termosul, que vai gerar entre 500 e 750 MW. O início das operações da termelétrica está previsto para o final de 2002. A Termosul poderá escolher entre duas das três fontes de fornecimento de gás que deverão estar disponíveis nesta época em Porto Alegre. A capital gaúcha já recebe gás boliviano, mas a quantidade não é suficiente para uma usina térmica. Por causa disso, a empresa poderá optar entre o gás argentino, que chegará pelo gasoduto da Transportadora Sulbrasileira de Gás (TSB), ou o que deverá vir de Montevidéu, Uruguai, num projeto da British Gas. (23.06.2000)
As empresas dispostas a investir em termoelétricas continuam incertas frente o repasse dos custos de produção da energia para a tarifa, ainda controlada pelo governo. Segundo cálculos de especialistas do setor elétrico, cada 1 MW produzido pelas térmicas sairá por R$ 70 contra R$ 35, em média, de cada 1 MW das geradoras já existentes. O problema relaciona-se ao gás natural, que está sendo considerado muito caro por quem quer investir. "Como pode ser um reajuste anual, se parte do preço do gás é atrelado ao dólar, que tem variação quase diária?", pergunta o presidente da Usina Termelétrica do Norte Fluminense, Antônio Rocha. Para a Associação dos Distribuidores de Gás (Abegás), contudo, quem tem que se manifestar a respeito do preço do gás é quem vai comprar a energia produzida pelas usinas. No caso, seriam as distribuidoras elétricas, que têm suas tarifas controladas pela Aneel. (20.06.2000) A Coelba está construindo uma hidrelétrica de 350 MW no sul da Bahia e duas termelétricas, em Pernambuco (250 MW) e no Rio Grande do Norte (400 MW), por meio de sua controladora, a espanhola Iberdrola. Atualmente, a Coelba produz apenas 20 MW e compra energia da Chesf. (20.06.2000) O ministro de Minas de Energia, Rodolpho Tourinho, afirmou que a única pendência no programa prioritário de termelétricas é definir um hedge para uma possível desvalorização cambial que poderá afetar os contratos de compra de gás acordado com as 49 termelétricas previstas no programa prioritário do governo. O governo está negociando com o Banco do Brasil para que ele possa ser a instituição financeira apta a fazer o hedge para os preços do gás. (19.06.2000) O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse que a compensação às empresas pela antecipação da operação de dez das 49 termelétricas do programa prioritário do governo deve ser feita pelo MAE, que reúne os distribuidores, e repassado às tarifas na revisão anual. As empresas terão no primeiro ano de operação, segundo o ministro, custos em média 30% mais altos, ao antecipar seus investimentos. Se acordo com Tourinho, a energia das termelétricas será vendida mais cara para que as empresas não operem em prejuízo. A Aneel vai apurar o custo maior de cada empresa para que haja o ressarcimento. (19.06.2000)
O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que o BID deu o primeiro passo para liberar o financiamento para a Termobahia, projeto incluído no programa prioritário de termogeração do governo. O BID poderá financiar um máximo de US$ 75 mi em cada uma das duas fases do projeto. Os investimentos previstos são de US$ 190 mi para a primeira fase, que terá capacidade de geração de 190 MW. (16.06.2000)
A Aneel autorizou a Celulose Nipo-brasileira (Cenibra) a se instalar como autoprodutora construindo uma central termelétrica em Belo Oriente (MG). A potência instalada da usina será de 60 MW. (15.06.2000)
A El Paso Energy International vai investir, até 2005, US$ 1 bi no Brasil. O grupo acaba de lançar o projeto da termelétrica a gás de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, que terá investimentos de US$ 300 mi e tem 60% de participação da El Paso. Dos recursos a serem aportados, entre 60% e 70% deverão ser captados junto a agentes financeiros internacionais. (12.06.2000)
As termelétricas que serão construídas com participação da Petrobras até 2005 terão uma potência equivalente à hidrelétrica de Itaipu - quase 12 mil MW. Assim, em meados da década, a Petrobras se transformará em uma empresa de energia. (12.06.2000)
A Aneel retirou o limite imposto de auto-suprimento das usinas previsto no Programa Prioritário de Termelétricas. As geradoras ficarão livres da obrigatoriedade de produzir até 30% da energia consumida pelas próprias companhias. A medida tem validade até 2011 para a termelétrica que entrar em atividade em 2001. O prazo será até 2010 para a aquela que iniciar seu funcionamento no primeiro semestre de 2002. Para a usina que começar a operar no segundo semestre de 2002, o prazo será até 2008. O governo também passou de trimestral para anual o reajuste de gás natural para as 49 usinas incluídas no programa. (08.06.2000) O governo desistiu, por hora, de privatizar a usina termelétrica de Santa Cruz, pertencente a Furnas. A unidade térmica, movida a óleo combustível, seria vendida à iniciativa privada para ter sua atual capacidade de geração, de 600 MW, ampliada em mais 500 MW, a partir do gás natural. Segundo o ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, a licitação da térmica só poderia ser feita em outubro. 'Não vamos esperar esse prazo. Ontem já pedi ao Conselho Nacional de Desestatização que reveja a autorização que havia sido dada para essa térmica e nós vamos fazer a repotenciação da usina, para entrar em operação em 2001', afirmou o ministro. (08.06.2000) O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, afirmou, dia 08.06.2000, que o custo adicional decorrente da antecipação, de 2002 para 2001, da entrada em operação de dez usinas termelétricas a gás que estão sendo construídas pela iniciativa privada será diluído entre o conjunto dos consumidores de todos os tipos de energia. Tourinho explicou que a produção antecipada sairá mais cara porque as empresas serão obrigadas a subutilizar as máquinas geradoras para obter a antecipação. (08.06.2000)
A Aneel autorizou, dia 07.06.2000, a inclusão de mais três usinas termelétricas no Programa Prioritário do governo. A permissão abrange a UTE Riogen Fase I (532 MW), UTE Duke Energy 1 (510 MW) e a UTE Cuiabá II (529 MW). (07.06.2000)
O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) deverá destinar US$ 55 mi à cada projeto de usina previsto no Programa Prioritário de Termelétrica do governo. Na semana do dia 12.06.2000, o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, e outros representantes do setor elétrico vão a Washington, nos Estados Unidos, para discutir o programa com representantes do BID. (07.06.2000)
O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, afirmou que a Petrobras atuará como indultora no Programa Prioritário de Termelétrica do governo, e não como custeadora. "A Petrobras tem de ser vista como uma empresa de Energia que participa de programas como este. Mas não é a Petrobras que está efetivamente fazendo isso, mas empresas do setor elétrico", disse Tourinho, referindo-se a companhias como a AES, BBC e Duke Energy. (07.06.2000)
O diretor da área de Gás e Energia da Petrobras, Delcidio do Amaral Gomes, disse que a Usina Termelétrica de Seropédica (RJ) deve começar a operar até julho de 2001. A obra está orçada em US$ 200 mi, sendo que a Petrobras entra com 49% dos investimentos e a Enron com 51%. A usina terá potência de 400 MW. (05.06.2000)
Os empreendedores que integram o Programa Prioritário de Termelétricas do governo federal terão de apresentar, até o dia 20.06.2000, os contratos de compra de gás natural, de venda da energia elétrica e de aquisição dos equipamentos para as usinas, de acordo com o secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Benedito Carraro. (06.06.2000)
A UTE, companhia elétrica uruguaia, firmará, em junho, um convênio com duas empresas internacionais para a construção de uma termelétrica de 800 MW em Casablanca, Uruguai, declarou o presidente da empresa, Ricardo Scaglia. O objetivo é exportar energia elétrica para o Brasil. Serão investidos US$ 730 mi. (05.06.2000)
O empresário Antonio Ermírio de Moraes disse que o crescimento da oferta de energia não está acompanhando o aumento do consumo. Ele afirmou não acreditar, por enquanto, que as usinas termelétricas que estão previstas para serem construídas cheguem a tempo de evitar o racionamento em 2001, se as condições climáticas não melhorarem. Segundo Ermínio de Moraes, está faltando "entrosamento político" no governo para definir o preço do gás natural que será usado para movimentar as usinas, sendo necessário uma intervenção direta do presidente Fernando Henrique Cardoso neste assunto. Pelos decretos que definiram o programa emergencias das termelétricas, os contratos de compra de gás deveriam ter sido assinados até o dia 30.05.2000, o que não ocorreu. (03.06.2000) A privatização da usina termelétrica de Santa Cruz (RJ) deve sair até setembro de 2000. Com a venda, o governo pretende não apenas agilizar a geração de energia elétrica, mas também aumentar a capacidade de produção da unidade, hoje pertencente a Furnas. O assistente da diretoria de Engenharia da Eletrobrás, Boris Gorenstin, afirmou que a potência da usina passará dos originais 650 MW para 1125 MW. "O futuro controlador leva o ativo com o compromisso de efetuar essa expansão, de acordo com o programa definido pela Eletrobrás", explicou, ao acrescentar que o investidor terá ainda um Power Purchase Agreements (PPA, contrato de compra e venda de energia) com Furnas. O executivo preferiu não traçar uma estimativa de preço, mas afirmou que o novo proprietário deve desembolsar entre US$ 300 mi e US$ 400 mi para instalar as três turbinas até 2001 e cumprir a metade expansão exigida. (02.06.2000)
As distribuidoras de energia que colocarem usinas termelétricas em operação antes de 2003 poderão usar mais do que 30% de geração própria por um período de tempo a ser definido pelo Governo. Atualmente, a Aneel estabelece que 30% é o teto de geração própria permitido para cada concessionária de energia. Segundo o ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, trata-se de um incentivo para o início da construção de usinas termelétricas no país. As distribuidoras que colocarem usinas até junho de 2001 terão incentivo ainda maior. Contudo, o ministro descartou qualquer tipo de subsídio ou crédito especial para esses empreendimentos. (02.06.2000)
A Enron, que já possui participação majoritária na Usina Termelétrica de Cuiabá, deverá investir mais US$ 370 mi na construção da usina Termelétrica Cuiabá II. A termelétrica vai dobrar, até 2002, a capacidade de geração da Cuiabá I, ampliando em mais 480 MW de energia, com a utilização do gás boliviano. Cerca de 30% dos recursos para a construção são provenientes da própria Enron. O restante virá de fontes externas de financiamento. (01.06.2000)
A termelétrica construída pela AES em Uruguaiana (RS) já está recebendo gás argentino. O gasoduto abastecerá outras termelétricas que estão sendo planejadas para a região metropolitana de Porto Alegre. Dois projetos estão avançados: Usina Térmica Gaúcha (500 MW), que reúne sócios da própria TSB mais a CEEE, a RGE e a Sulgás; Termosul (500 a 700 MW), da AES-Sul. (01.06.2000)
O governo do Rio Grande do Sul assinou, dia 30.05.2000, contrato para o transporte de 2,8 milhões de metros cúbicos de gás natural da Argentina para a Usina Termelétrica Uruguaiana, da AES-Uruguaiana. A cerimônia formalizou o acordo de fornecimento, por 20 anos, entre a Sulgás, Transportadora Sulbrasileira, AES-Uruguaiana Empreendimentos e Petrobras Distribuidora. (31.05.2000) Duas termelétricas estão sendo construídas em Mato Grosso. Uma se localizará em Corumbá, terá 150 MW de potência e custará US$ 120 mi. A outra será construída em Três Lagoas, demandará investimento de US$ 200 mi e contará com uma potência inicial de 320 MW. As térmicas deverão ser inauguradas até o final de 2001. Os investidores são a iniciativa privada e a Petrobras, com incentivo do Ministério de Minas e Energia (31.05.2000)
A Petrobras irá antecipar, para 2001, a inauguração de 10 das usinas nas quais possui participação. São elas: TermoRio (RJ), Termobahia (BA), Cubatão (SP), Corumbá (MS), Três Lagoas (MS/SP), Piratininga (SP), Ibirité (MG), Refap (RS), Fafen (BA) e Riogen (RJ). (31.05.2000)
O início da construção da usina termelétrica de Duque de Caxias (RJ) é autorizado pela Aneel dia 29.05.2000. Segundo o órgão, a licença demorou mais que o previsto porque o cronograma do projeto de 982 MW foi modificado pelos construtores. (29.05.2000)
A Duke Energy International oficializa, dia 26.05.2000, no município de Pederneiras, investimento de US$ 300 mi para a instalação de usina termelétrica com potência instalada de 500 MW em área de 100 hectares próxima ao Rio Tietê. Segundo o diretor da empresa, Ricardo Sellos, a construção começa em janeiro de 2001, e o início de funcionamento está previsto para agosto de 2002. A termelétrica utilizará gás natural transportado por um dos sistemas que serão integrados pela Gás Brasiliano ao gasoduto Brasil-Bolívia. A energia gerada será agregada à linha de transmissão Bauru-Cabreúva, da Cesp. (26.05.2000)
O governo do de Alagoas lançou um edital-convite em busca de interessados na construção da Termoalagoas, primeira usina térmica de Alagoas. O investimento é avaliado em R$ 250 mi e espera-se que o primeiro dos seus dois módulos de 120 MW comece a funcionar em dezembro de 2002. (26.05.2000)
Ao mesmo tempo em que tentam cumprir metas e prazos fixados pelo governo, os investidores das 49 térmicas do projeto emergencial do governo estão negociando entre si as participações em seus projetos. Não se sabe ao certo o número de usinas disponíveis para este tipo de negócio, mas já são públicas pelo menos uma dezena de transações em curso ou já concretizadas. Dentre estas, estão a Termoalagoas (AL), Paraíba (PB), Juiz de Fora (MG), Cubatão (SP), além das cinco inscritas pela EDP. Dois fatores explicam esta tendência: decisões tomadas no exterior, como o caso da retirada da Sithe na termelétrica de Cubatão; e a busca de maior facilidade para obtenção de máquinas e dos recursos necessários a tocar as obras. (24.05.2000) O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, afirmou que o governo está se esforçando para tornar o programa termelétrico emergencial, que prevê a construção de 49 térmicas, financiável ao capital externo. Segundo ele, o BNDES vai financiar 30% de cada um dos 49 projetos e o restante, cerca de US$ 2,5 bi, terá que ser viabilizado por bancos estrangeiros. O ministro informou que no início de junho haverá uma reunião dos técnicos do governo brasileiro com o BID para discutir a forma de apoio financeiro da instituição ao programa. 'A participação do BID é estratégica porque dá um grande conforto para que os outros bancos também entrem', observou. (19.05.2000)
O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, confirmou, dia 18.05.2000, que o governo vai dar uma compensação para os grupos privados que colocarem seus projetos de usinas termelétricas em operação em 2001. Segundo o ministro, a forma da compensação será definida em reunião do Comitê de Acompanhamento Térmico, que se realizará na última semana de maio. Ele antecipou que não haverá nenhum tipo de bônus na tarifa de energia vendida pela usina, mas não quis dizer se o incentivo poderá ser no custo do combustível. (19.05.2000)
A Petrobras deve antecipar a construção de oito termelétricas. Isso foi conseqüência da iniciativa do governo de incentivar os investidores a apressarem a implantação das usinas. As térmicas da Petrobras que serão antecipadas são Termobahia (BA), Termorio (RJ), Cubatão (SP), Corumbá (MS), Ibirité (MG), Riogen (RJ), Três Lagoas (MS) e Piratininga (SP). Esses projetos vão garantir o fornecimento de 1 mil a 1,5 mil MW ao sistema interligado. O investimento total para a conclusão das usinas é de US$ 500 mi, sendo que de 25% a 30% desse valor são de responsabilidade da Petrobras. (18.05.2000)
A instalação das 49 usinas térmicas do programa emergencial do governo federal pode ser atrasada devido a falta, no mercado internacional, de turbinas para a geração de energia a partir do gás. A escassez deste produto se deve à megaencomenda por parte de companhias americanas. Para amenizar o problema da falta de turbinas, o governo conta com o fato de que a maior parte dos consórcios para construção das usinas tem associação com companhias internacionais. Contudo, dos grandes fornecedores mundiais, apenas a GE e a ABB-Alston têm parceria em projetos brasileiros, respectivamente na térmica do ABC Paulista e na Termobahia. Das 49 usinas listadas no programa, apenas três fizeram encomendas à ABB-Alston Power: a Termobahia, a Termorio e a Térmica de Cubatão. Quem entrar na fila agora terá de esperar dois anos. (16.05.2000)
O
governo do Rio de Janeiro está preparando um pacote de incentivos
para acelerar a construção das quatro termelétricas
a gás previstas no programa emergencial do Ministério
de Minas e Energia para o estado. A primeira a sair do papel
deve ser a Termo Rio (430 MW), cujas obras começam em julho.
O início de suas operações estão previstas
para o final de 2001. O contratante principal da obra é a ABB.
Todos os outros projetos previstos têm como parceiros pelo menos
uma distribuidora de eletricidade, o que garante a compra da energia
gerada. A Light está na térmica de Cabiúnas (450 MW) e na Norte-Fluminense (750 MW) - que também tem Cerj e Eletrobrás como sócias. No projeto Riogen (720 MW), em Seropédica, está a Enron, que pretende vender a energia para sua controlada Elektro, que distribui eletricidade no estado de São Paulo. No total, serão US$ 1,5 bi de investimento privado. Segundo o secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, com a energia gerada por estas usinas, somada à entrada em operação de Angra 2, o Rio de Janeiro passará a produzir 70% da energia que consome, frente os atuais 30%. (09.05.2000)
O governo decidiu antecipar a entrada em operação de três usinas termelétricas previstas no programa emergencial montado pelo Ministério de Minas e Energia. Começarão a funcionar, já em 2001, as usinas Termobahia (430 MW), TermoRio (430 MW) e Cubatão (180 MW), originalmente programadas para 2002. Segundo o secretário de Energia do Ministério das Minas e Energia, Benedito Carraro, a decisão visa aumentar garantias de abastecimento. (08.05.2000)
O consórcio entre a Escelsa, Vale do Rio Doce e Petrobrás dá o primeiro passo para retirar do papel o projeto de construção da Termelétrica de Vitória, orçado no valor de US$ 250 mi. O pool de empresas já solicitou à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Seama) a licença prévia de localização do empreendimento, cuja sede ficará situada na Rodovia que liga os municípios de Cariacica e Vila Velha, Grande Vitória. A usina terá 500 MW de potência. (26.04.2000) A usina de Piratininga, única termelétrica em operação na cidade de São Paulo, substituirá parte do óleo combustível por gás natural a partir de junho. Em conseqüência, a quantidade de poluentes que emite recuará quase à metade. O projeto para migração do óleo combustível para o gás natural custará entre R$ 6 mi e R$ 7 mi. A distribuidora paulista fornecerá 550 mil metros cúbicos diários de gás natural, volume suficiente para a termelétrica, com potência de 470 MW, operar em carga mínima de 100 MW. (20.04.2000) A Aneel autorizou a Cemig a iniciar os procedimentos para implantação da central geradora termelétrica, denominada UTE Poços de Caldas, a ser instalada no Sul do estado. O empreendimento, com potência prevista de 500 MW, vai consumir investimentos de US$ 250 mi e terá como principais acionistas a própria Cemig, com 31% de participação, além de Texaco (29%), ABB Alstom Power (20%) e Petrobras (20%).O local onde será construída a termelétrica, que vai utilizar o gás natural transportado pelo gasoduto Brasil-Bolívia, ainda não foi definido. (20.04.2000) A produção de gás natural na província petrolífera de Urucu, no município de Coari (a 368 Km de Manaus), deve abastecer de oito a dez usinas termelétricas de 250 MW cada uma. Essas usinas são de mineradoras instaladas em Carajás, no sudeste paraense. O anúncio foi feito, dia 13.04.2000, pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias. (14.04.2000)
Sócias na primeira usina termelétrica da Bahia - a Termobahia -, a Petrobrás e a Asea Brown Boveri (ABB) fecharam acordo para desenvolver a segunda etapa do projeto, que prevê a instalação de 270 MW, mais que o dobro do potencial a ser instalado na primeira etapa, de 190 MW. No total, a Termobahia terá capacidade de 460 MW, potencial previsto para 2003. Na primeira etapa, cuja construção foi iniciada em novembro de 1999, estão sendo investidos R$ 191,4 mi. Essa fase deverá entrar em operação no final de 2001. A expansão absorverá investimento de cerca de R$ 280 mi. A Petrobrás conta com participação de 49% na usina, enquanto a ABB detém 51%. (11.04.2000)
A
Enron, BR Distribuidora, o governo do estado de Pernambuco e a PB-Gás,
da Paraíba, pretendem investir R$ 60 mi na construção
de 360 Km de gasodutos ligando o interior dos dois estados com as
respectivas capitais, chamado Quadrilátero do Gás. Além
disso, as três primeiras empresas analisam a possibilidade de
construir mais 700 Km de gasoduto ligando o Recife ao pólo
de Araripe. A obra é estimada em R$ 100 mi. O gás será
usado nas termelétricas que a Petrobrás está
construindo com a ABB e a Shell. A primeira usina será construída
em associação com a empresa suíça-sueca
terá 240 MW de potência e custará R$ 150 mi. A
outra, projetada em parceria com o grupo norte-americano, terá
investimento de US$ 200 mi e contará com capacidade para processar
cinco milhões de metro cúbicos de gás por dia.
Os dois empreendimentos serão instalados no Complexo Industrial
e Portuário de Suape. Um consórcio liderado pela Samsung
está analisando a instalação de um térmica
no mesmo local. (07.04.2000)
A Aneel outorgou, dia 04.04.2000, nove autorizações para a exploração de energia, das quais seis são destinadas às termelétricas e as demais às PCHs. As termelétricas autorizadas foram:
No total, a Aneel decidiu pela produção de 50 MW de energia nova e outros 53 MW foram regularizados. O prazo médio para que essas usinas fiquem prontas, segundo a autarquia, é de 24 meses. (05.04.2000)
A Aneel acredita na implantação simultânea das térmicas de Corumbá (MS) e Puerto Suarez, que vão estar sediadas numa mesma região fronteiriça do Brasil com a Bolívia. Na visão da Superintendência de Concessões da agência, há alternativas técnicas viáveis para o funcionamento de ambas, com atuação no mesmo mercado brasileiro, sendo que o diferencial será a comercialização do preço menor para a energia elétrica. A usina de Puerto Suarez será construída pelo Grupo Monteiro Aranha e Duke Energy, para fornecer 150 MW de energia elétrica ao Brasil, a partir de outubro de 2001. O projeto está orçado em US$ 100 mi. A térmica de Corumbá será implantada pela Vale do Rio Doce, Petrobras e EDP, também em 2001, para fornecer 250 MW. Os investimentos serão de US$ 115 mi. (06.04.2000) Representantes do consórcio internacional formado pela General Electric, ITS, Initec e El Paso reúnem-se, dia 31.03.2000, com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Bernardo, Fernando Longo, para discutir detalhes técnicos do projeto de construção de quatro usinas termelétricas na região do ABC. Os técnicos acertarão a escolha do terreno para a instalação da primeira usina, em São Bernardo, e o cronograma para o início das obras. O custo está estimado em US$ 1 bi, e a conclusão prevista para 2003. Pelo projeto, cada uma das quatro usinas terá capacidade para produzir 500 MW. (30.03.2000) O Grupo Monteiro Aranha e a Duke Energy construirão uma usina térmica a gás na cidade boliviana de Puerto Suarez, para fornecer 150 MW ao Brasil a partir de outubro de 2001. O projeto está orçado em US$ 100 mi e consolida a estratégia brasileira de integrar-se aos países vizinhos no campo energético. Segundo Faria Burnier, diretor do Grupo Monteiro Aranha, os dois grupos terão que 'correr um pouco com o projeto, mas não haverá problemas para viabilizá-lo. Afinal, a Duke já dispõe de um acordo com a GE, fornecedora das turbinas, e será fácil obter os equipamentos dentro do prazo'. Burnier lembra ainda que o governo boliviano está muito interessado em aumentar o valor agregado de suas exportações. Dos 150 MW gerados pela térmica, 50 MW abastecerão Corumbá e o restante será vendido em outras regiões do Brasil. (31.03.2000)
Em reunião com o governador Esperidião Amin, o presidente Fernando Henrique Cardoso garantiu que assinará, dia 31.03.2000, o decreto de implantação do programa de incentivo à Usina Termelétrica Sul Catarinense (Usitesc). O apoio será dado por duas vias: redução tributária e facilidades de financiamento. A diminuição de impostos vai abranger desde a aquisição de equipamentos até a venda da energia. Já a garantia de crédito em condições especiais deve servir tanto para a instalação da usina quanto para a implantação das indústrias atraídas pela possibilidade de utilizar os rejeitos da termelétrica. Segundo Amin, a Usitesc vai atrair aproximadamente R$ 500 mi em investimentos de outras empresas. (30.03.2000)
A EDP afirmou que vai investir US$ 1 bi no Brasil até 2003. Este é o resultado do compromisso de construir 9 das 49 termelétricas do programa emergencial do governo brasileiro. ''Vamos procurar parcerias para esses investimentos. Não pretendemos investir tudo sozinhos. No entanto, nosso objetivo é manter o controle de todas as usinas'', explica Mário Cristina de Sousa, presidente da EDP. (30.03.2000)
O Governo acelerou o ritmo das negociações para superar o impasse entre os grupos interessados na geração termelétrica e as distribuidoras de gás natural. O problema é que, contratualmente, o fornecimento de gás natural tem reajustes trimestrais, enquanto as usinas térmicas podem aumentar as tarifas apenas uma vez por ano. Sem a remoção desse obstáculo, o programa de instalação de usinas termelétricas, base para o aumento do peso do gás na matriz energética de 3% para 12% em cinco anos, fica comprometido. Não existe um prazo formal para a conclusão das negociações. (30.03.2000)
O programa de geração térmica do governo superou suas expectativas. No momento, existem 44 usinas que serão capazes de gerar 13 mil MW até o final de 2003. Com grande participação privada, o programa inclui os seguintes projetos: Termobahia, Termorio, Cubatão, Norte Fluminense, Santa Branca, Araucária, Sergipe, Vale do Açu, Ibirité, Riogen, Rhodia Paulínia, Rhodia Santo André, Termocatarinense, Gaúcha, Vale do Paraíba, Alto Tietê, Cabiúnas, Carioba, Valparaíso, Termopernambuco, Dunas, Paraíba, Campo Grande, Capuava, Paulínia, Vitória, Pitanga, Araraquara, Poços de Caldas, Cuiabá II, Termonorte I, Termonorte II, Manaus, Alagoas, Corumbá, Seival, Criciúma, Cofepar, São Mateus, Figueira, Termosul, Juiz de Fora, ABC e Bariri. (23.03.2000) O Ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, declarou que o financiamento do Bird a projetos de construção de usinas termelétricas pode atrair outros investimentos privados. Segundo Tourinho, o Bird se mostrou receptivo ao projeto de construção de 49 usinas, anunciado no final de fevereiro. O ministro esteve nos últimos dois dias acompanhado de uma comitiva de representantes do setor elétrico brasileiro, em Washington. De acordo com Tourinho, os investimentos privados nas usinas já totalizam algo em torno de R$ 10 bi a R$ 12 bi. (22.03.2000)
A Iberdrola está concluindo parceria com a Petrobrás para a construir uma termelétrica no Rio Grande do Norte. A usina terá capacidade de 240 MW e os investimentos previstos são próximos a US$ 150 mi. A participação societária não está definida, mas o presidente da Iberdrola, Andrés Bartrina, disse que a empresa terá entre 85% e 90% da termelétrica. A Petrobrás utilizará o vapor resultante para refino de combustível e a Iberdrola o gás para gerar energia. As negociações devem ser concluídas até março/2000. As duas empresas também estão acertando outra parceria para construção de termelétrica em Pernambuco, com capacidade de 460 MW. (17.03.2000)
A energia gerada por usinas termelétricas pode se tornar cara para o consumidor. O valor normativo de R$ 57,20 MW/h fixado em agosto de 1999 como o máximo a ser repassado ao consumidor já estaria ultrapassado, prejudicando o financiamento das usinas. Segundo Luiz Pinguelli Rosa, da Coppe/UFRJ, o preço do gás, fixado em R$ 46 por MW/h, mais R$ 20 a R$ 30 do componente de custo de geração devido ao investimento, somaria um custo de operação e manutenção de R$ 66 a R$ 76 MW/h. Com esse montante, a tarifa necessária para remunerar o investimento precisaria estar acima do valor de referência da Aneel. (13.03.2000)
O gás natural da Bolívia transformará, até 2003, a região de Campinas num dos pólos centrais de produção de energia elétrica no País. 16,2% da energia prevista no Programa Prioritário de Termelétricas virão de cinco empreendimentos confirmados na região. O investimento previsto é de US$ 1,475 bi. Os projetos mais novos são o da EDP e da DSG Mineração. A EDP investirá US$ 120 mi na construção de uma usina de 180 MW em Indaiatuba, a 30 Km de Campinas. A DSG Mineração aplicará US$ 300 mi na construção de uma termelétrica de 550 MW em Paulínia, ao lado da Replan. Ambas unidades iniciarão suas operações em 2003. (08.03.2000)
A Light assinou seu primeiro contrato para o fornecimento de energia térmica a gás no País. A empresa instalará na Barra da Tijuca uma usina que produzirá água gelada para alimentar os sistemas de ar-condicionado dos escritórios, shopping center e hotel do Rio Office Park, o investimento será de US$ 3 mi. (08.03.2000)
A Toshiba do Brasil entra na negociação com o consórcio GE/EI Paso com um trunfo nas mãos. Para construir as quatro usinas termelétricas da empresa na região, a Toshiba pode oferecer o terreno de 460 mil metros quadrados que possui às margens do Km 35 da rodovia dos Imigrantes. O processo de implantação das usinas está previsto para durar dois anos, com um investimento de R$ 2 bi. Representantes do consórcio visitam a região na semana seguinte ao Carnaval para conhecer o terreno, que poderá receber a instalação da unidade de São Bernardo. (03.03.2000)
A Rhodia, Pirelli e a Energyworks firmaram acordo para construção de termelétrica em Santo André (SP). O projeto prevê geração de 100 MW de potência e faz parte do Programa Prioritário de Termeletricidade, do governo federal. (01.02.2000)
A CFLCL investirá R$ 210 mi na construção de duas usinas térmicas a gás, localizadas em Minas Gerais e Sergipe. Ambos os empreendimentos integram o Programa Emergencial de Termelétricas lançado dia 24.02.2000. A termelétrica de Sergipe, entre Carmópolis e Japaratuba, terá potência de 102 MW e começará a operar em junho de 2002. A Energipe, cuja controladora é a CFLCL, terá a Petrobras como parceira neste negócio. A produção da térmica será destinada ao consumo das duas sócias. Serão investidos R$ 145 mi. A outra usina, em Juiz de Fora (MG), terá potência inicial de 50 MW e deve entrar no mercado em março de 2001. Em uma segunda etapa, a ser concluída em fevereiro de 2002, outros 78 MW serão adicionados à térmica. Os investimentos na unidade estão estimados em R$ 65 mi. (28.02.2000)
O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, anunciou, no dia 24.02.2000, o Programa Prioritário de Termelétricas, cuja meta é aumentar a capacidade de geração de energia no País em mais de 15 mil MW com a instalação, até o final de 2003, de 49 usinas termelétricas em 18 estados. Segundo Tourinho, serão investidos R$ 12 bi pelo setor privado. Cerca de 50 empresas privadas participarão do projeto e a Petrobrás será minoritária em 18 investimentos. O ministro disse que, com os projetos em andamento nessa área, o parque gerador brasileiro crescerá cerca de 40% até 2004.Além disto, haverá uma mudança no perfil energético nacional, uma vez que a geração de origem térmica será elevada de 7% para 20% até 2010. O programa viabiliza a utilização de todo o gás contratado na Bolívia e consolida as novas descobertas da Petrobrás, que praticamente dobraram as reservas do País. (24.02.2000)
Os investidores que assinam, dia 24.02.2000, no Palácio do Planalto, a adesão ao Programa Prioritário de Termeletricidade 2000/2003 reduzirão quase a zero o risco do empreendimento. Ficará garantido, pelos próximos 10 anos, o fornecimento e o preço do combustível (gás natural) - US$ 2,18 por mi de btu para as regiões Sul/Sudeste/Centro-Oeste e US$ 1,94 para a região Nordeste. Além disto, algumas usinas, como a Termocatarinense Norte (SC) e Norte Fluminense (RJ), esperam contar com financiamento do BNDES. Há também a expectativa de que o governo defina mecanismos que compensem o aumento de custos provocado pelo reajuste trimestral do preço do gás natural, que, em parte, acompanhará os preços do petróleo. Ou, ainda, que a Eletrobrás se comprometa a absorver a energia não vendida. (24.02.2000)
O programa de geração de energia elétrica térmica elaborado pelo Ministério de Minas e Energia superou todas as expectativas. Em meados de 1999, o governo pensava em montar uma estrutura que gerasse pouco mais de 7 mil MW. No início de 2000, as contas subiram para 9,4 mil MW. Mas, no dia 24.02.2000, quando for oficialmente lançado no Palácio do Planalto, o programa de geração térmica - majoritariamente a gás, mas com um pouco de carvão, óleo e xisto - irá impressionar pela magnitude: serão 44 usinas no País, totalizando mais de 13 mil MW, que o governo espera ver implantadas, com expressiva participação privada, até o final de 2003. O programa inclui os seguintes projetos: Termobahia, Termorio, Cubatão, Norte Fluminense, Santa Branca, Araucária, Sergipe, Vale do Açu, Ibirité, Riogen, Rhodia Paulínia, Rhodia Santo André, Termocatarinense, Gaúcha, Vale do Paraíba, Alto Tietê, Cabiúnas, Carioba, Valparaíso, Termopernambuco, Dunas, Paraíba, Campo Grande, Capuava, Paulínia, Vitória, Pitanga, Araraquara, Poços de Caldas, Cuiabá II, Termonorte I, Termonorte II, Manaus, Alagoas, Corumbá, Seival, Criciúma, Cofepar, São Mateus, Figueira, Termosul, Juiz de Fora, ABC e Bariri. O programa agregará ao sistema elétrico o eqüivale a 20% da potência instalada atual. Seu objetivo é suprir uma lacuna que existe entre geração e consumo e que não há condições de ser preenchida com projetos de hidreletricidade até o final de 2003. (18.02.2000)
O Estado do Rio de Janeiro quer transformar seu setor de energia. Atualmente, o Estado produz apenas 25% da energia que consome. Para tanto, o governo estadual anuncia, até o dia 18.02.2000, incentivos para quem construir termelétricas em território fluminense. (16.02.2000)
O secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo, José Aníbal, confirmou a intenção da El Paso Energy e da General Electric (GE) de montar quatro usinas termelétricas na região do ABC. De acordo com o secretário, cada unidade terá potência de 500 MW e pelo menos uma delas estará operando até 2003. Aníbal disse ainda que o governo estadual está mantendo contato com o Ministério de Minas e Energia para garantir o consumo da energia produzida. (15.02.2000)
O governo federal marcou para o dia 24.02.2000 uma reunião para assinatura dos termos de compromisso entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e as empresas interessadas em construir e explorar termelétricas a partir de gás natural. Entretanto, no início de fevereiro/2000, foi iniciado um movimento que poderá resultar na rejeição aos contratos, pois as distribuidoras de gás alegam que a Gaspetro está propondo uma fórmula de reajuste que elevará o valor do milhão de BTU's inicialmente proposto pelo ministro Rodolpho Tourinho de US$ 2,26 para US$ 2,71. Outra crítica que as distribuidoras fazem à Gaspetro é quanto ao teor de uma minuta de contrato de suprimento que a estatal elaborou, contendo uma cláusula de exclusividade que está sendo entendida como caracterização de 'venda direcionada'. (14.02.2000)
A Gerasul liquidou, no dia 07.02.2000, o pagamento da Usina Termelétrica Campo Grande, conforme o contrato de aquisição das unidades turbogeradoras a gás da Enersul. A empresa pagou R$ 17 mi pela usina. Além disso, a Gerasul assumiu um financiamento através de uma instituição financeira alemã, no valor de US$ 19 mi, que será pago até 2010. A termelétrica, cujo nome será Usina Termelétrica William Arjona (UTWA), está localizada no município de Campo Grande. (11.02.2000)
A Enron pretende construir uma termelétrica em Seropédica (RJ), com capacidade para gerar 480 MWh, o que significará aumento de 6% na de geração do Estado. A informação é do secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer. Segundo ele, a Enron já comprou o terreno e o investimento total da multinacional é estimado em US$ 400 mi. (08.02.2000)
O consórcio formado pela El Paso e pela holding brasileira CS Participações formalizou, dia 07.02.2000, a única proposta para a construção e exploração de uma usina térmica de 340 MW em Porto Velho (RO), utilizando como combustível o gás natural produzido no campo de Urucu, na bacia do rio Solimões. A usina deve representar investimentos de US$ 230 mi, além de outros US$ 200 mi que se destinarão à construção do gasoduto ligando a região de Urucu à Porto Velho, numa distância de 550 km. A térmica é um dos projetos mais importantes de toda a Amazônia Ocidental, pois, de Porto Velho, partirá uma linha de transmissão com 500 km de extensão, que levará a eletricidade até Rio Branco, no Acre. A primeira etapa da térmica, com 73,8 MW, será ativada em setembro de 2001; a segunda, já somando 178,7 MW, em julho de 2002; e a terceira, totalizando os 340 MW, em julho de 2003. (08.02.2000)
A empresa Gás Brasiliano, que vai explorar a distribuição de gás natural na região Noroeste do Estado de São Paulo, instalará, até 2003, uma termelétrica em Araraquara (500 MW) com a captação de dois milhões de metros cúbicos de gás por dia do gasoduto liga a Bolívia ao Brasil. A obra, cujo valor ainda não foi divulgado, será construída em parceria com a EDP. (28.01.2000) A El Paso Energy inicia, no final de fevereiro de 2000, as obras de uma usina termelétrica movida a óleo combustível de 405 MW em Porto Velho, Rondônia. Em março, a companhia vai iniciar as obras de uma termelétrica no Paraná. Outras duas estão em projeto no Sudeste. A direção da subsidiária local estuda seu ingresso na geração hidrelétrica. A El Paso pretende se tornar uma das maiores companhias integradas do setor de energia na América Latina, tendo como base o Brasil. A recente fusão com a também norte-americana Coastal Corporation representa um impulso nessa direção, pois a Coastal atua em exploração e produção de petróleo e gás, ramo ainda não explorado pela El Paso no país. (26.01.2000) O governo do estado de Santa Catarina convidou a iniciativa privada a participar de um processo de seleção para a construção de uma termelétrica movida a gás natural de 300 MW em Joinville. Batizada de Termocatarinense Norte, a usina deverá demandar investimentos de US$ 150 mi e o futuro controlador terá 85% do capital. Os 15% ficarão nas mãos de três sócios minoritários já estabelecidos: Celesc, SCGás e Petrobrás. A definição e divulgação do investidor selecionado será em 10.04.2000 e a assinatura do projeto está prevista para o dia 17.04.2000. (21.01.2000)
A Petrobrás entregou, dia 20.01.2000, ao Ministério de Minas e Energia a lista final das usinas termelétricas do Plano Emergencial que terão sua conclusão garantida até o ano 2003. Segundo Delcídio Gomeza, diretor de Participações da estatal, as três térmicas tocadas pela Petrobrás - Relan (Bahia), Reduc (Rio de Janeiro) e Cubatão (São Paulo ) - estão garantidas, citando ainda como certas as usinas de Carioba, no norte fluminense e Santa Branca, em São Paulo. Ele admitiu que algumas empresas estão enfrentando dificuldades em obter turbinas para as usinas por conta do mercado americano, que 'explodiu' em encomendas aos fabricantes destas máquinas. Mas fez questão de adiantar que os problemas estão sendo contornados. (20.01.2000)
A VBC Energia está concluindo negociações com a Shell e a Intergen para tocar o projeto da usina térmica de Carioba, um investimento de US$ 500 mi no estado de São Paulo, que estará operando até 2003. Trata-se do primeiro projeto de geração térmica que o grupo participa. Os sócios de Carioba já iniciaram entendimentos com a Comgás para garantir o abastecimento do gás necessário para tocar a térmica, que numa primeira etapa deve produzir 157 mil MW. O projeto total prevê uma potência de 720 mil MW. O presidente da VBC, Eduardo Bernini, disse que a holding está com seu eixo de negócios voltado, em 2000, para geração de energia. (20.01.2000) A Gerasul está montando um estudo de viabilidade econômica para construir uma usina termelétrica movida a lixo e gás natural. Se o projeto for concretizado, esta será a primeira usina do gênero no País. Pelos dados preliminares, a empresa constatou que poderá construir uma termelétrica de 100 MW, orçada em US$ 80 mi. Cerca de 60% da geração será produzida a partir do gás natural proveniente do gasoduto Bolívia-Brasil. Os 40% restantes serão gerados a partir da queima do lixo orgânico e não reciclado produzido por 25 cidades que margeiam o litoral catarinense. Juntas estas cidades produzem cerca de 600 toneladas de lixo por dia. (19.01.2000) Os presidentes da Escelsa, Petrobrás e Companhia Vale do Rio Doce reúnem-se, dia 11.01.2000, para tentar fechar o projeto de construção da usina termelétrica da Grande Vitória, com potência instalada de 500 MW. Fontes do consórcio Vitória Energia, constituído pelas três empresas, garantem que o projeto amadureceu depois que o Ministério de Minas e Energia determinou, em 1999, a equalização do preço do gás natural usado no abastecimento das várias usinas termelétricas projetadas para o País. Os parâmetros do programa são os seguintes: a Petrobrás se compromete a fornecer gás por 20 anos pelo preço de US$ 2,26 por mi de BTU. Se não encontrarem comprador para a eletricidade produzida, a Eletrobrás garante a aquisição, por tarifa fixada pela Aneel. A comprovação da viabilidade econômica da térmica de Vitória, a ser operada pela Escelsa, que compra de Itaipu e Furnas 85% da eletricidade distribuída no estado, obriga a Petrobrás a construir o gasoduto Campos-Vitória, de 323 Km. (11.01.2000)
Uma associação entre a CPFL e os grupos internacionais Intergen e Shell garante cerca de US$ 600 mi para a instalação de uma usina térmica a gás em Americana (SP). A Usina Termoelétrica Carioba utilizará o gás da Bolívia para gerar energia e terá 1000 MW de potência instalada, segundo o empresário Antonio Ermírio de Moraes, um dos sócios da CPFL através da VBC. (03.01.2000)
A Aneel publicou, dia 31.12.1999, o edital de licitação para a construção e exploração da usina Barra Grande, localizada entre os municípios de Esmeralda (RS) e Anita Garibaldi (SC). O leilão está marcado para 12.04.2000 e as propostas técnicas e financeiras deverão ser entregues no dia 11.03.2000. O contrato de concessão a ser assinado entre a Aneel e a empresa vencedora terá validade de 35 anos. A usina será construída num reservatório de 91,8 Km quadrados e terá potência de 690 MW. O custo de investimento previsto é de cerca de R$ 800 mi. (03.01.2000)
A Copel, Gaspetro e El Paso construirão uma usina termelétrica a gás natural no município de Araucária, no Paraná. A térmica terá potência instalada de 484,5 MW e será uma produtora independente. Seu prazo de construção vai até 2002. (27.12.1999)
O governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, anunciou a construção de mais duas termelétricas no estado, uma em Rio das Ostras e a outra em Duque de Caixas. De acordo com o governador, as novas usinas reduzirão a dependência de energia do estado. Garotinho informou que Fernando Henrique confirmou para o próximo dia 17.01.2000 o lançamento da pedra fundamental do Pólo Gás-Químico do Rio, que consumirá investimentos de mais de US$ 1 bi e criará 5 mil empregos. (22.12.1999)
A CSN inaugura, dia 22.12.1999, uma usina termelétrica com capacidade de 230 MW. A térmica atenderá ao consumo da companhia, além de disponibilizar sua carga para o sistema interligado de abastecimento de energia elétrica da Região Sudeste, reduzindo o risco de apagões nos períodos de grande consumo, como o verão. A CSN investiu US$ 300 mi na obra e terá uma economia anual de energia da ordem de US$ 33 mi. O projeto é o maior e um dos mais rentáveis empreendimento de geração termelétrica do País . (21.12.1999)
A Texaco, associada aos grupos Techint e Confab, quer construir uma usina termelétrica movida a gás em Vitória (ES) e um gasoduto para trazer o combustível da Bacia de Campos (RJ). Dia 20.12.1999, foi assinado um protocolo de intenções com o governo do Espírito Santo para estudar a viabilidade técnica e econômica dos dois empreendimentos, orçados em US$ 380 mi. (21.12.1999)
Segundo Luiz David Travesso, presidente da AES, a primeira turbina da usina termelétrica de Uruguaiana entrará em operação no dia 22.01.2000, com quase todo seu potencial de 150 MW. Travesso também firmou que a turbina queimará óleo combustível até o início do funcionamento do gasoduto Argentina-Brasil, que passará a alimentá-la. (20.12.1999) Um grande programa de apoio financeiro para o setor elétrico, orçado em R$ 17 bi, dos quais R$ 12 bi virão dos cofres do BNDES, foi anunciado, dia 16.12.1999, pelo diretor financeiro da instituição, Fernando Perrone. Parte deste recursos se destinarão a apoiar a instalação de 27 usinas térmicas. Perrone prevê que 16 mil MW serão gerados por estas térmicas. (17.12.1999) A BP Amoco já tem planejado o seu primeiro passo para operar em geração de energia elétrica no Brasil. Trata-se de uma usina termelétrica em Pecém, no Ceará, com capacidade instalada de 250 MW em um primeiro momento, podendo ser ampliada para 500 MW. A planta usará como combustível o gás natural produzido pela BP em Trinidad e Tobago. O município de Pecém, no entanto, já tem outro projeto de térmica em andamento, capitaneado pela Texaco, que terá capacidade instalada de 240 MW e já tem contrato de venda da energia para a Coelce e de fornecimento do gás natural com a Petrobrás, por meio da Cegás. (13.12.1999)
Um levantamento ainda informal da Secretaria Nacional de Energia relaciona 12 projetos que já entraram em fase irreversível e que irão agregar, até 2003, adicionar 5,8 mil MW à potência instalada do País, hoje na casa dos 60 mil MW. Pelos cálculos de Benedito Carraro, titular do órgão, estas usinas deverão movimentar cerca de US$ 3,5 bi em investimentos. Dentre as termelétricas em construção estão: Vale do Açu, localizada no Rio Grande do Norte, com potência instalada de 330 MW e investimento estimado entre US$ 115 mi e US$ 120 mi, cuja construção teve início em 1998 e somente agora ingressa na fase de desenvolvimento; Carioba, da CPFL, com potência de 945 MW e localizada em São Paulo; a usina construída pela Shite, Marubeni e Petrobras em Cubatão, com 1000 MWA, que só depende da aquisição de uma licença ambiental para ser construída; Araucária, situada no Paraná e desenvolvida pela Copel, Gaspetro e El Paso, com potência de 480 MW, cujo contrato de venda da energia, à própria Copel, foi assinado em agosto/1999; e Termobahía, na Bahia, cuja construção foi inaugurada oficialmente dia 03.12.1999. (09.12.1999)
O presidente da Cataguazes-Leopoldina, Ivan Botelho, afirmou que o grupo está fechando uma parceria com a Petrobrás para a construção de uma termelétrica a gás na cidade de Carmópolis (SE). Serão gastos R$ 160 mi. A usina deve ficar pronta em 2003. O projeto vai explorar os poços mais antigos da Petrobras, que vão gerar gás e vapor. (30.11.1999) O secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Benedito Carraro, fez um balanço do programa de construção de usinas térmicas a gás, concluindo com uma avaliação positiva. Ele informou que, dos 7 mil MW que o governo planeja agregar ao sistema elétrico até 2003 através da geração de usinas termelétricas movidas a gás natural, 5,6 mil MW já estão assegurados. (12.11.1999) A primeira das quatro usinas termelétricas previstas para a região do ABC deverá ser em Santo André. Para tanto, os contratos de fornecimento de gás e venda de energia no município têm de ser fechados até dezembro/1999. Segundo o superintendente de geração térmica da GE, Cláudio de Vasconcellos Júnior, as maiores interessadas na compra de 200 MW, dos 500 MW de energia que a usina pode gerar, são a Solvay e a Carbocloro. Os 300 MW restantes serão adquiridos por Furnas. (11.11.1999) A Aneel revogou a autorização concedida à Copel para instalar a usina termelétrica denominada UTE Ilha das Peças, em Guaraqueçaba, no estado do Paraná. (08.11.1999) Uma corrida por turbinas a gás no mercado norte-americano está criando uma situação de escassez mundial do equipamento, com reflexos imediatos no Brasil. Todavia, os projetos considerados prioritários para o Ministério de Minas e Energia não devem sentir os efeitos desse movimento. De acordo com o secretário de energia, Benedito Carraro, 18 das 23 usinas térmicas da proposta de termogeração do MME já têm equipamentos contratados e previsão para início de operações até o ano de 2002. No entanto, Carraro admitiu que existe uma preocupação com a questão das turbinas para futuros projetos. (04.11.1999) A Cataguazes Leopoldina informou que desistiu de participar do projeto de US$ 400 mi para a construção da usina termelétrica do Norte Fluminense, em Macaé. A empresa tentou associar-se à Petrobras, Eletrobrás, Light, Cerj e Escelsa, mas abriu mão dos 5% que teria no projeto por considerar arriscado, nesse momento, integrar empreendimento que tem custos e insumos dolarizados. (27.10.1999)
A Enron planeja duplicar a capacidade geradora inicialmente prevista para a usina termelétrica de Cuiabá, com um investimento adicional de US$ 300 mi. Os estudos de viabilidade estão praticamente concluídos e o requerimento já foi enviado para a Aneel. A intenção é colocar os primeiros 240 MW, de um total de 480 MW, entre o final de 2001 e o início do ano seguinte. Aproximadamente 12 meses depois, outros 240 MW devem estar disponíveis, justamente quando começa a vigorar de fato o mercado livre de energia. (21.10.1999) O Ministério das Minas e Energia criou um Comitê de Acompanhamento da Expansão Termelétrica (Caet), cuja atribuição será verificar a implantação das usinas termelétricas indicadas no Plano Decenal de Expansão. Até 2003, o governo está na expectativa de que sejam construídas usinas térmicas com capacidade de geração de 7 mil MW. O comitê será composto por dois funcionários graduados do Ministério de Minas e Energia (o secretário-executivo e o secretário de Energia), pelo presidente e diretor de Engenharia da Eletrobrás e três funcionários graduados do Sistema Petrobrás; os diretores de Engenharia, Material e Pesquisas e de Petroquímica, Termelétricas e Avaliação Patrimonial da Petrobras, além do presidente da Gaspetro. Benedito Carraro, secretário de Energia do Ministério, coordenará o grupo. (20.10.1999) A Light estuda a construção de mais uma usina termelétrica, movida a gás natural, no Estado do Rio, junto com a Petrobras e a trading japonesa Mitsui. A usina, se sair do papel, será construída em Macaé e terá capacidade de 900 MW, em duas etapas de implantação. A primeira etapa (450 MW) poderá estar concluída até 2002. A Light será a sócia majoritária. (20.10.1999) A CPFL assina, hoje, termo de compromisso para construção de sua primeira usina termelétrica a gás natural. A termelétrica de Carioba, na cidade de Americana (SP), terá potência de 945 MW e consumirá 3,8 milhões de metros cúbicos diários de gás natural quando estiver operando integralmente, em 2003. Já em 2001, no entanto, com o primeiro conjunto de máquinas instalado, produzirá cerca de 450 MW. O investimento exigido é próximo a US$ 600 mi e o empreendimento será realizado em parceria com a Shell e a Intergen. (20.10.1999) A CPFL anunciou uma parceria de US$ 600 mi com os grupos internacionais Intergen e Shell na construção de uma termelétrica de gás natural em Americana (SP), com capacidade instalada de 1.000 MW. A Usina Termoelétrica Carioba ficará próxima dos pólos petroquímico de Paulínia e do têxtil de Americana e do centro consumidor de Campinas. (15.10.1999) Apesar de não ter tido seu contrato assinado ainda, a usina de Cachoeira Dourada (RJ) deve ser a primeira a entrar em operação no verão de 2000. Essa garantia havia sido dada pelo secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Benedito Carraro, e foi reforçada pelo secretário estadual de Energia, Wagner Victer. Cachoeira Dourada é a terceira usina a ser construída no Rio e faz parte dos projetos de geração térmica listados como prioritários pelo governo Federal. (14.10.1999). Os equipamentos da usina, oriundos do Chile, são de segunda mão e, pela legislação brasileira, é proibida a importação de bens usados. (15.10.1999) A CPFL irá construir uma usina termelétrica na cidade de Americana (SP). A usina Carioba terá 900 MW de potência e substituirá a termelétrica de Carioba, de 2 MW e movida a óleo, que está em operação no mesmo local. Será construída em parceria com o grupo Shell e com a Intergen, empresa constituída pela Shell e Bechtel. A decisão foi tomada, após mais de um ano de estudos, devido ao novo pacote de medidas de estímulo à geração térmica de eletricidade. (01.10.1999)
A Cedeco e a nacional PRS pretendem construir uma outra usina em Duque de Caxias. Já a Endesa será responsável pela usina de Cabiúnas. Todos estes projetos se referem ao Estado do Rio de Janeiro. (28.09.1999) A El Paso Energy Internacional, produtor independente de energia elétrica, inaugura duas novas usinas nos complexos deAparecida e Mauazinho (AM). As duas unidades, que custaram US$ 150 mi, aumentam para 402 MW a capacidade de instalada do produtor e para 1.000 MW a da Manaus Energia. (23.09.1999) No dia 21.12.1999, a CSN inaugurará uma usina termelétrica em Volta Redonda (RJ) que deve reduzir em US$ 35 mi o custo de energia da companhia, cuja conta de consumo de eletricidade é a maior do País. A central termelétrica, um investimento de US$ 300 mi, vai utilizar o gás produzido pela própria empresa na fabricação do aço em alto-fornos.(22.09.1999) O Governo federal já definiu um subsídio no preço do gás natural para as usinas do programa de termelétricas da Eletrobrás, em valor próximo a 20%. As 12 primeiras usinas, parcerias com fornecedoras de equipamentos, empreiteiras e a Petrobras, serão beneficiadas também por contar com um Power Purchase Agreement (PPA), garantia de compra pela própria Eletrobrás. (22.09.1999) O consórcio internacional liderado pela General Eletric e constituído para construir quatro usinas termelétricas a gás no Grande ABC estuda duplicar a capacidade de energia dos 2 mil MW, inicialmente prevista, para 4 mil MW. Com o aumento da capacidade de geração de energia, o valor do investimento inicialmente previsto, US$ 1 bi, também deve ser elevado. (21.09.1999) Nesta semana será inaugurada, no Rio Negro (AM), a termelétrica construída por meio de uma parceria da Eletronorte comas empresas Wartsila NSD (finlandesa) e El Paso (americana), que terá capacidade de158 MW. No futuro, poderá ser movida a gás natural extraído de poços da Petrobras no Estado. (20.09.1999) A norte-americana Entergy pretende investir US$ 400 mi em Jundiaí (SP), na construção de uma usina termelétrica, com capacidade de 800 MW. A instalação depende da definição dos termos de referência pelo Conselho do Meio Ambiente (Consema), que estabelecerá diretrizes e critérios a serem incluídos no EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto do Meio Ambiente), em fase de andamento. A usina será abastecida pelo gasoduto Brasil-Bolívia, e seu prazo de construção é de dois anos. (20.09.1999) O governador do Rio, Anthony Garotinho, anunciou que a Enron vai construir uma usina termelétrica em Japeri - Zona Oeste do Estado. Segundo Garotinho, as obras devem começar em março/2000. A usina terá capacidade de 200 MW, e irá utilizar gás natural importado da Bolívia. O custo do empreendimento ficará entre US$ 150 mi e US$ 200 mi. (16.09.1999) O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto, disse que a Secretaria de Energia da sua pasta e a Petrobrás vão iniciar conversações com o Governo do Distrito Federal para examinar a possibilidade de participação de empresas privadas na construção de uma usina térmica de 240 MW em Brasília. A usina, segundo o ministro, é fundamental para viabilizar a construção de um ramal do gasoduto Bolívia-Brasil até o DF e Goiás, onde também está planejada uma termelétrica com a mesma capacidade de geração. (03.09.1999) A desvalorização cambial no início do ano e os recentes reajustes de preço do gás natural estão atrasando o cronograma de instalação da Usina Termelétrica de Pecém. A construção deveria ter iniciado em abril deste ano, mas por enquanto não existe um cronograma fechado, segundo o presidente da Nergisa, João Mamede Filho. O investimento previsto é de US$ 230 mi e a produção inicial será de 240 MW. De acordo com Mamede Filho, os dois principais contratos de operação da usina, que são o da Coelce e o da Petrobrás, ainda estão em aberto. (20.08.1999) A Petrobrás afirmou que existe oferta suficiente de gás natural boliviano para se chegar ao preço de US$ 2,30 por milhão de BTU, tornando viável a construção de usinas termelétricas. Segundo Reichstul, o novo valor normativo fixado pela Aneel, de R$ 57, é compatível com uma tarifa de gás desse valor. (11.08.1999) O Conselho de Política Ambiental concedeu à Cemig e à siderúrgica Mannesmann licença para a instalação de uma usina termelétrica, de 13 MW de potência, a ser montada na região metropolitana de Belo Horizonte. A termelétrica será instalada no terreno da usina do Barreiro e operará a partir da queima do gás proveniente do alto forno e do alcatrão vegetal oriundo da carbonização de lenhas. O projeto é orçado em R$ 12 milhões. (09.08.1999) A Aneel fixou em R$ 57,20 MW/h o valor normativo da energia gerada por termelétricas a gás natural que poderá ser repassado ao consumidor final. Com a resolução, os projetos de termelétricas a gás poderão ser melhor definidos. (06.08.1999)
A Copel e a Eletrobrás, em parceria com outras companhias privadas nacionais e multinacionais do setor, irão investir US$ 1,2 bi na construção e ampliação de seis usinas termelétricas no Paraná. Serão cinco unidades e uma expansão, que terão capacidade instalada total de 1,7 mil MW, e o início das operações está previsto para o período de 2002 e 2004. A maior delas é a da Repar, com 500 MW de potência. (22.07.1999) A Companhia Geral de Distribuição de Energia (CGDE), empresa portuguesa, inaugurou o seu primeiro projeto no Brasil: a central termelétrica, a gás natural, que vai alimentar uma fábrica da Coca-Cola em Pernambuco. Os investimentos foram de R$ 7 mi. A CGDE prevê investimentos de R$ 500 mi na construção de mais 15 usinas termelétricas no País, em três anos. (18.07.1999) O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, assinará com o governo do Paraná termo de compromisso para construção de três usinas térmicas no Estado, com participação do capital privado, e ampliação da usina termelétrica de Figueira. As usinas terão capacidade instalada de 1.100 MW, e entrarão em operação até março de 2003. (19.07.1999) O governo desenvolveu um programa para a construção de 24 usinas termelétricas no País, que vão gerar 10.785 MW até 2004, a partir dos quais se espera suprir a demanda de crescimento de energia, estimada entre 4% e 5% ao ano, com a exploração do gás natural como fonte de energia. (19.07.1999) As três usinas que serão construídas em SP consumirão investimentos de R$ 3,3 bi. A usina de Paulínia terá capacidade de 1.300 mil MW, sendo construída com recursos da Gaspetro, OPP Petroquímica, Ultragás Participações, CPFL, Cesp, Interagem do Brasil e Shell do Brasil. A usina de Cubatão, de 900 MW, terá recursos da parceria da Petrobrás, Marubem e Sithe. Já a usina de Santa Branca (1.000 MW de potência) será construída pela Eletroger. (16.07.1999) A Cemig vai investir R$ 2 bi, nos próximos três anos, na construção das usinas Queimados, Porto Estrela e Irapé. (08.07.1999) As usinas que a Light irá construir em Macaé(RJ) e em Jacareí (SP) terão capacidade de 750 MW e custarão cerca de US$ 450 mi cada. A usina projetada para Macaé resulta da parceria entre Light (25%), Cerj (25%), Escelsa (25%), Grupo Cataguases Leopoldina (5%), Petrobrás (10%) e Eletrobrás (10%), e deve ficar pronta em 2001. (30.06.1999) Representantes da Florida Power & Light Energy e seus associados - Promon Engenharia, BB Amoco Global Power Corp., Panamerican Energy, Donaldson, Lufkin e Jenrette - estiveram reunidos com o governador de SC, Esperidião Amin, para tentar reativar o projeto para a construção de uma usina termelétrica a gás em Joinville, paralisado desde o começo do ano. Para tentar garantir a construção da usina, o consórcio pode assegurar o fornecimento de gás ao estado, a partir de reservas localizadas na Argentina. (23.06.1999) A Petrobrás, a Escelsa e a Companhia Vale do Rio Doce acertam os últimos detalhes de um projeto que investirá US$ 300 mi na instalação de uma usina termelétrica em Vitória, que terá capacidade de 500 MW e utilizará 2 milhões de metros cúbicos do gás da Bacia de Campos. A CVRD terá um terço da energia a ser gerada, e os outros dois terços serão distribuídos pela Escelsa. (24.06.1999) Está sendo construída, na cidade de Uruguaiana - fronteiriça entre Brasil e Argentina, uma central de geração de energia elétrica, que será administrada pela AES Corporation . A usina de Uruguaiana utilizará gás da Argentina, e o gasoduto que vai abastecê-la é uma joint venture entre o grupo argentino YPF e a Petrobrás. (21.06.1999)
A Saelpa deverá construir uma Usina Termelétrica para suprir suas necessidades de energia elétrica a partir do ano 2002. A unidade deverá ser instalada no município de Cabelo (litoral norte da Paraíba) e aproveitará o gás natural fornecido pelo gasoduto que liga Rio Grande do Norte a Pernambuco, cortando a Paraíba de Norte a Sul. (18.06.1999) A Copene, central de matérias-primas do Pólo Petroquímico de Camaçari (BA), desistiu da usina termelétrica que faria em parceria com a Relam, refinaria baiana da Petrobrás, pois não concordou em pagar os preços do gás natural pedidos pela Enron. (15.06.1999) Segundo o Ministéio de Minas e Energia o principal gargalo para a viabilização de novas usinas termelétricas - o preço do gás natural - foi equacionado pela Petrobrás, viabilizando dez novos projetos. Os Estados onde serão instaladas as usinas são SP, RJ, CE, BA, PE, e também a região SUL. A implantação das termelétricas da Reduc (RJ) e a de Cubatão (SP) também foram acordadas. (GM, 09.06.1999) O ministro das Minas e Energia se comprometeu a apoiar três investimentos de geração relevantes para Estado do Rio de Janeiro - as usinas de Caxias (parceria da Reduc/Petrobras com fabricantes de equipamentos), Cabiúnas (joint venture entre as distribuidoras de Rio e Espírito Santo) e Cachoeira Dourada, essa última em Goiás, mas destinada a servir o sistema de Furnas, que atende o Sudeste. No total, os três investimentos somam US$ 1,5 bilhão. O próprio governo do Rio de Janeiro admite, contudo, que há obstáculos resultantes da estrutura do setor, como a insuficiência de garantias de compra da energia para os investidores potenciais (04.06.99) O processo de instalação de dez termelétricas, em diversas regiões do País, começa amanhã, quando será formalizado o acordo para construção de uma usina em Pernambuco. Nos próximos dias, serão assinados contratos para a construção de uma termelétrica na Bahia e de outras três em São Paulo e, em junho, para a construção de uma termelétrica no Rio de Janeiro. As termelétricas serão construídas com empresas privadas, que poderão contar com a participação da Eletrobrás e da Petrobrás, as quais, se necessário, terão de 10% a 40% da participação. A Petrobrás vai entrar em três projetos, que prevêem fornecimento de energia para suas usinas de petróleo, e terá um prazo para se desfazer de sua parte na termelétrica. Segundo Rodolpho Tourinho, as dez termelétricas já estão viabilizadas, tanto do ponto-de-vista da demanda como em relação aos sócios, afirmando que as empresas serão formalizadas em 30 dias e que as usinas começarão a operar num prazo de dois anos. (26.05.1999)
O Grupo Ipiranga e o ítalo-argentino Tecgas NV - Techint vão construir em Porto Alegre uma termelétrica a gás (500MW). A usina será abastecida com gás da Argentina, transportado pelo gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre, a ser construído e operado pela Transportadora Sulbrasileira de Gás (TSB), da qual fazem parte os dois grupos, a Petrobras, YPF, CGC e a Nova Gás Internacional. (25.05.1999) O consórcio formado pela FPL Energy, General Electric International, Cia Termelétrica do Planalto Paulista, Petrobras, Cesp, OPP Petroquímica e Ultragaz Participações S/A anunciou a conclusão de acordos preliminares para o desenvolvimento da usina a gás natural de 650 MW, que ficará localizada junto à REPLAN, em Paulínia, São Paulo. A usina utilizará gás da Bolívia. (20.05.1999) A Petrobrás e a FiatAvio, divisão de aviação da italiana Fiat SpA, querem atrair novos parceiros para implantar a termelétrica que deverá ser construída em Ibirité, em Belo Horizonte. Com capacidade para gerar cerca de 720 MW, a usina foi projetada de forma modular, o que permite a entrada de outros sócios no empreendimento, orçado em US$ 450 mi. A usina deverá contar com três unidades geradoras, abastecidas por 1,7 milhão de metros cúbicos de gás natural, 200 mil metros cúbicos de gás de refinaria e 1.000 metros cúbicos de LCO - óleo originado no processo de tratamento do petróleo. Nesta primeira etapa do projeto deverão ser investidos cerca de US$ 100 mi. (18.05.1999) A Petrobras fez parcerias para investir em dois projetos de geração térmica em Pernambuco, que serão instalados no Complexo Industrial e Portuário de Suape. O primeiro é uma usina termelétrica de 240 MW, construída com a ABB, que custará R$ 150 mi e deverá começar a funcionar em 2001. O segundo é um terminal de regaseificação, com capacidade para processar 5 mi de metros cúbicos/dia, no qual investirá US$ 200 mi, junto com a Shell.
Para contemplar Pernambuco, o MME decidiu dividir ao meio um projeto destinado à Bahia, de 480 MW, por considerar mais viável montar outra térmica do que transmitir a energia entre os estados. O cronograma prevê que até 2001 as usinas térmicas da Bahia e de Pernambuco, do projeto Termelétrica Nordeste, estejam gerando 280 MW e 240 MW, respectivamente. Mas, em 2007, elas estarão gerando juntas mais de 1,6 mil MW. As usinas serão ampliadas em três etapas, que podem ter a participação da Eletrobrás e da iniciativa privada. (14.05.1999) A CEG e a Vulcan Material Plástico assinaram um protocolo de intenções para o desenvolvimento de uma usina de co-geração de energia elétrica e térmica, com capacidade de 4 a 7 MW e de 4 a 5 toneladas/hora de vapor, a partir do gás natural. A usina deverá entrar em funcionamento em meados de 2000. (07.05.1999) A Gerasul espera iniciar, no dia 14.05, as obras de implantação da UHE de Cana Brava, em Goiás, que terá capacidade instalada de 450 MW. Parte da obra deverá ser financiada pelo Bndes e pelo BID. No ano de 1999, a companhia planeja investir cerca de R$ 400 mi no desenvolvimento de projetos de geração de energia elétrica, incluindo a implantação das térmicas de Jacuí e Campo Grande. Desse montante, cerca de R$ 100 mi deverão ser recursos próprios e o restante virá de financiamentos do Bndes, BID, Bird e outras agências de fomentos e bancos privados. (06.05.1999) O secretário de Energia do Estado do Rio, Wagner Victer, admite a participação da iniciativa privada na construção de termelétricas no Rio, adiantando que o governo iniciou estudos para oferecer diferenciação na cobrança do ICMS para as empresas interessadas. O programa estadual prevê a construção de duas novas usinas: em Duque de Caxias e em Rio das Ostras. (05.05.1999) Segundo o Ministério de Minas e Energia, os R$ 34 bi em investimento que o SEE necessita, até 2002, contribuirão para a implantação de 26 mil MW no setor de geração, sendo 12 mil MW gerados a partir de termelétricas. O governo está trabalhando para viabilizar a implantação de usinas térmicas movidas a gás natural e a estimativa é que o preço do metro cúbico fique em torno de R$ 0,15. (27.04.1999) A trading company japonesa Marubeni está interessada construir uma usina termelétrica de US$ 220 mi em Juiz de Fora. A empresa aguarda as negociações entre a prefeitura, a Petrobras e a Gasmig e depende de um aumento na cota de gás destinado a Minas pela Petrobras. Os japoneses querem pelo menos 1,2 mi de metros cúbicos de gás por dia, para iniciar o projeto, que terá capacidade de instalada de 250 MW. (23.04.1999) A Enersul está pedindo autorização à Aneel para implantar uma termoelétrica de até 450 MW, em Campo Grande (MS). As obras dessa usina, cujo orçamento previsto é de US$ 250 mi, deverão, segundo o presidente da Enersul, Francisco Gomide, ser iniciadas ainda em 1999. A Enersul já conseguiu junto à Aneel autorização para implantação de usina termoelétrica de até 150 MW. Segundo Gomide, o comportamento do mercado consumidor irá definir se essa termoelétrica será complementar aos 80 MW da usina de Campo Grande, ou se além desses 80 MW, será implantada outra usina de 450 MW. (16.04.1999) A nova termelétrica da Cosipa deve demorar ainda mais de dois anos para ser inaugurada. Planeja-se que ela terá capacidade de geração de 130 MW, suficiente para cobrir todas as suas cargas vitais. A Cosipa conta hoje com uma termelétrica própria, suficiente para gerar apenas entre 10% e 13% de suas necessidades de consumo. (16.04.1999) Rodolpho Tourinho poderá assinar, em 60 dias, contratos para iniciar a construção de oito usinas termelétricas (RJ, SP e NE), que vão acrescentar 4 mil MW ao sistema, devendo começar a operar entre 2001 e 2002. A Eletrobrás poderá ter participação minoritária nas usinas, além de assegurar a compra de energia desses projetos. Segundo Benedito Carraro, o MME, a Eletrobrás e a Petrobrás querem agilidade na assinatura desses contratos, cujo objetivo será viabilizar a questão do fornecimento do gás a preço competitivo. Carraro informou que a RioGás recebeu uma contraproposta da Eletrobrás em relação ao preço do gás. (16.04.1999) Em 20.04.1999, deverão ser aprovadas as novas regras para instalação de usinas termelétricas e usinas que utilizam fontes alternativas. Estas regras contemplarão unidades de geração a partir de diesel, biomassa e energia termosolar. Segundo José Guilherme do Nascimento, assessor da superintendência de gestão de potenciais hidráulicos da Aneel, o atraso na instalação dessas novas usinas se deve à questão do licenciamento ambiental. (15.04.1999) A British Gas vai investir US$ 200 mi no Brasil para a instalação de duas usinas termelétricas nos Estados do Paraná e do Rio de Janeiro. Além das termelétricas, os recursos serão usados na finalização das obras do gasoduto Brasil-Bolívia, onde a British detém 10% do negócio. Outra parcela dos recursos será usada para a ampliação do gasoduto Buenos Aires-Montevideo até a cidade de Porto Alegre. (14.04.1999) A Brithish Gas ficará com 70% de participação no grupo controlador da Comgás, A Cpfl terá 4% e a Shell, 26%. De acordo com a Brithis Gas, a Cpfl irá se "integrar futuramente" ao grupo, devido à necessidade deste ter um integrante com visão local. (14.04.99) A CMS Energy quer expandir sua participação no mercado brasileiro. Na área de geração de energia, a empresa estuda diversos projetos de termelétricas, a serem desenvolvidos com parceiros nacionais. As usinas térmicas em análise terão capacidade para gerar cerca de 1,5 mil MW. Considerando somente a participação da CMS nos projetos, o investimento deverá variar de US$ 200 mi a US$ 300 mi - num prazo de até três anos. A empresa quer, inicialmente, atingir o mesmo porte que alcançou na Argentina, o que exige investimentos superiores a US$ 1 bi. A empresa pretende, também, participar da privatização das geradoras brasileiras. (05.04.1999) O Governo pernambucano retoma nesta semana a discussão sobre a construção da usina termelétrica da Celpe. O assunto será tratado em reuniões com uma missão do International Finance Corporation, empresa de desenvolvimento de projetos do Bird. (09.03.1999) O presidente da CPFL, Ronald Degen, adiou a decisão de investimento em geração de energia a partir do gás natural da Bolívia. Segundo ele, o câmbio atual tornou inviável o preço da energia elétrica dessa fonte, chegando a US$ 60 o megawatt. Já os investimentos em distribuição de energia em 99,afirmou Degen, serão de R$ 140 milhões. Entre os investimentos adiados pela CPFL, estão os projetos de Piratininga, da Rhodia e uma usina térmica de 900megawatts. Outro motivo do adiamento dos investimentos é o aumento dos preços dos equipamentos importados. Degen também afirmou que não há, atualmente, financiamentos para a construção das usinas térmicas. O presidente acredita que, dessa forma, talvez se chegue a um preço de R$40,00 o megawatt/hora. (27.02.1999) Três mineradoras de Santa Catarina apresentaram projetos para a construção de usinas termelétricas ao governo federal e já estão gozando de recursos liberados (de US$ 80 mil a fundo perdido) ou em fase de liberação (US$ 500 mil) pelo governo americano. Os empresários do setor aguardam os resultados de viabilidade técnica e econômica que já foram contratados junto a organismos dos Estados Unidos. (22.02.1999) O gasoduto Bolívia-Brasil vai permitir à Celesc viabilizar projetos de geração a gás natural. A primeira usina termelétrica deverá surgir em Joinville, principal pólo industrial catarinense. O projeto da termelétrica de Joinville, orçada em R$ 300 mi, terá o porte de 550megawatts (MW) e capacidade de consumo de 1,8 mi de metros cúbico de gás por dia. (09.02.1999) A dificuldade das empresas do setor elétrico em conseguir financiamentos externos para executar projetos de construção de novas usinas pode comprometer os planos de expansão da oferta de energia no País. Das 11 usinas termelétricas que deveriam estar concluídas até o ano 2000, segundo divulgado no início deste ano, apenas duas - a de Cuiabá, da Enron, e de Uruguaiana, da AES Sul -, conseguiram sair do papel até agora. E, mesmo assim, sem contar com recursos externos, segundo fontes do mercado financeiro. (04.11.1998) A Coelba pretende construir uma usina térmica agás com capacidade de 240 megawatts. O projeto é a mais novainiciativa da Coelba em sua estratégia de alcançar 30% de geração própria. Hoje, 98% da energia consumida vêm da Chesf. Aindaem fase preliminar de estudos, a térmica distribuirá a produção de energia elétrica para Coelba e Cosern, do mesmo grupo e 100% dependente do fornecimento da Chesf. Segundo o vice-presidente e diretor de desenvolvimento corporativo da Coelba, André Teixeira, o projeto será instalado na Bahia ou Rio Grande do Norte. 'A escolha vai depender dos subsídios fiscais oferecidos pelos estados', disse Teixeira, lembrando que a termelétrica de Pecém recebeu fortes subsídios para se instalar no Ceará, com isenção do pagamento de ICMS. (07.10.1998) A Shell Brasil vai associar-se à norte-americana Enron na usina termelétrica movida a gás natural, de 480 (MW), que a empresa estáconstruindo em Cuiabá, no Mato Grosso. (05.10.98)
Esta home page é um projeto de pesquisa entre a Departamento
de Planejamento e Orçamentos (DFP) - da Diretoria Financeira
da Eletrobrás
e o Núcleo
de Computação do Instituto
de Economia da UFRJ.
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