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LINHAS DE TRANSMISSÃO


O ministro das Minas e Energia, José Jorge, declarou, no dia 18.06.2001, acreditar que em três anos o Brasil terá 30 novas usinas termelétricas e ainda poderá contar com antecipação do cronograma de construção de outras hidrelétricas. Ao todo, segundo o ministro, o Brasil vai dispor de mais cerca de 7 mil MW até o fim de 2003. Enquanto isso, sustentando as pretensões do governo, o presidente da Eletrobrás, Cláudio Ávila da Silva, disse que a empresa e suas controladas vão assumir a construção de novas linhas de transmissão que não forem arrematadas pela iniciativa privada nos leilões promovidos pela Aneel. Ele acrescentou que a Eletrobrás poderá recorrer a captações para financiar obras. (19.06.2001)

Os consórcios e empresas inscritas para o leilão da linha de transmissão Outro Preto 2 - Vitória, no dia 13.06.2001, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, desistiram de fazer seus lances. Estavam inscritos o consórvio InterExpansión, da Espanha, PEM Engenharia e o consórcio Cemig Earth Tech. A receita máxima anual era de R$ 29.858,700 mi. A linha de transmissão Ouro Preto 2 - Vitória, em 345 kV, circuito simples, com extensão de 370 km, teria origem na subestação de Ouro Preto 2, da Cemig , localizada em Minas Gerais e término na subestação de Vitória, de Furnas, localizada no Espírito Santo, uma unidade transformadora 525/345 kV com potência de 400 MVA na subestação de Ouro Preto 2 e demais instalações vinculadas. (13.06.2001)

A Copel foi a única empresa a oferecer proposta para arrematar a linha de transmissão Bateias - Jaguariaíva, em 230 kV, circuito simples, com extensão estimada de 137,1 km, com origem na subestação de Bateias e término na subestação de Jaguariaíva, localizada no Paraná. A empresa ofereceu a receita máxima de R$ 5.812,190 mi. O Consórcio InterExpansión, da Espanha, desistiu de participar do leilão do dia 13.06.2001, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. (13.06.2001)

A PEM Engenharia arrematou a linha de transmissão Itumbiara - Marimbondo, em 500 kV, de 212 km, leiloada no dia 13.06.2001, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, pela Aneel. A empresa pagará como receita máxima anual R$ 18.584 mi. Ela disputou o leilão com o consórcio InterExpansión e a Cemig. A linha de transmissão tem origem na subestação de Itumbiara e término na subestação de Marimbondo, ambas de Furnas localizadas em Minas Gerais. (13.06.2001)

No dia 13.06.2001, a Aneel leiloará as linhas Bateias (PR) - Jaguariaíva (PR), de 300 KV (baixa tensão) e 137 km de extensão; a linha Ouro Preto 2 (MG) - Vitória (ES), de 500 KV e 370 km de extensão; e Itumbiara (GO) - Marimbondo (MG), de 500 KV e 212 km. A primeira tem receita anual máxima fixada em R$ 5,81 mi pela Aneel, que também estabeleceu um teto de R$ 29,8 mi para a linha de Ouro Preto 2. Por sua vez, o consórcio que arrematar a linha de Itumbiara terá direito a uma receita de até R$ 20,6 mi. No dia 12.06.2001, encerra-se o prazo para o depósito das garantias. (11.06.2001)

Os seis grupos pré-qualificados para o leilão de linhas de transmissão da Aneel, previsto para o dia 13.06.2001, na Boverj, começam a fazer as contas finais para a disputa, que deve resultar em investimentos de até R$ 280 mi. Além do consórcio brasileiro Schahin/Alusa, que concorrerá às três linhas, e da PEM Participações, que disputará os lotes B, da linha Ouro Preto 2 (MG) - Vitória (ES), e C, da linha Itumbiara (MG) - Marimbondo (MG), foram pré-qualificados para a disputa os consórcios Inter Expansion (Cobra, Elecnor, Abengoa e Isolux), que também disputará os três lotes; e Earth Tech-Cemig, cuja participação está limitada ao lote B. Também estão qualificadas a Cemig, que isoladamente disputará o lote C; a Copel, que tentará o lote A; e a Escelsa, que manifestou interesse apenas pelo lote B. (11.06.2001)

As linhas de transmissão de alta tensão que levam energia à região da Grande Buenos Aires estão funcionando no limite de sua capacidade técnica. Isso porque os investimentos necessário não foram feitos. De acordo com dados da Camesa (Companhia administradora do mercado elétrico) entre 1992 e 2000 a demanda por eletricidade cresceu quase 50%, enquanto a capacidade de transmissão só aumentou 15%. Para solucionar o problema seriam necessários entre US$ 600 mi e US$ 700 mi. O governo argentino definiu em 2000 o Plano Federal de Transporte, que prevê a construção de mais interconexões com investimentos de US$ 50 mi provenientes dos fundos específicos do sistema elétrico. Especialistas estimam que no fim de 2004 poderiam estar prontas as conexões mais importantes, mas enquanto isso o sistema permanecerá operando no limite (11.06.2001)

O grupo espanhol Endesa confirmou ontem que investirá US$ 350 mi em uma linha de transmissão de energia elétrica ligando o Brasil e a Argentina. De acordo com a empresa, a conexão terá capacidade para transmitir até 1000 MW de eletricidade. A Endesa espera poder fornecer ao Brasil o equivalente a 500 MW de energia entre dezembro de 2001 e fevereiro de 2002, e outros 500 MW entre maio e julho do ano 2002. A empresa já possui uma linha de transmissão de 1.000 MW em funcionamento entre os dois países e constrói uma segunda, com a mesma capacidade, que deverá entrar em funcionamento até o final de 2001. (05.06.2001)

De acordo com o assessor técnico da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abratee), César de Barros Pinto, a opção do ONS, de sobrecarregar os transformadores das rotas que levam energia aos estados da região Sudeste, acarretará na redução do tempo de vida dos equipamentos, que geralmente segue uma média de 40 anos. Isso significa que as empresas terão que despender mais recursos e tempo para construir novas linhas de transmissão. (21.05.2001)

O ministro de Minas e Energia, José Jorge, disse que o governo irá oferecer vantagens às empresas que agilizarem a construção de linhas de transmissão com o objetivo de garantir maior fornecimento de energia a todo o país. Segundo Jorge, o governo pretende oferecer recursos adicioinais para empresas que concluírem as obras mais cedo. Os recursos, de acordo com o ministro, serão provenientes de empresas estatais ou do Comitê Gestor para a Crise de Energia, através de solicitação aos ministérios da Fazenda e do Planejamento. (15.05.2001)

Cinco grupos oficializaram seu interesse em disputar o leilão da futura linha de transmissão de energia elétrica, ligando Ouro Preto a Vitória, e que terá a extensão de 370 km, marcado para o 13.06.2001, na BVRJ. São eles: a Escelsa; a Pem Engenharia, e os consórcios Inter Expansion (formado pela Cobra, Elecnor, Abengoa e Isolux); o Erth Tech-Cemig, além do Schahin -Alusa. O investimento exigido para a construção desse novo elo de suprimento ao sistema elétrico capixaba foi estimado em R$ 147,58 mi. Essas empresas isoladas ou associadas em pool foram as que apresentaram, no dia 11.05.2001, a documentação exigida pela Aneel para participar do leilão, visando a construção e operação da linha. O resultado final da pré-qualificação será divulgado pela Aneel no dia 22.05.2001. O vencedor do leilão será o grupo que oferecer a menor tarifa para tornar disponível as instalações de transmissão destinadas a transportar energia. O prazo para início de operação comercial é até julho de 2003. (14.05.2001)

Cidades da Grande São Paulo, do Maranhão e do Ceará estão sob riscos de apagões por falência de sistema devido à utilização excessiva das linhas de transmissão para levar energia do Sul e do Norte ao Sudeste e ao Nordeste. Se ocorrerem, os apagões serão " coisa de minutos " e em pontos isolados, segundo Carlos Ribeiro, diretor de operações do ONS. As linhas que levam energia entre as regiões estão trabalhando com volume de transporte acima do limite de segurança. Mas foi a única alternativa encontrada pelo operador do sistema para viabilizar que a energia excedente produzida no Sul e no Norte chegue às demais regiões que estão com os reservatórios em níveis baixos. "Decidimos conviver com risco adicional " , afirmou Ribeiro. (11.05.2001)

A terceira linha de transmissão de energia produzida por Itaipu fica pronta em meados de maio de 2001. A informação é do presidente de Furnas, Luiz Carlos Santos. Durante dois meses, o linhão passará por um processo de energização e, a partir do final de julho de 2001, começará a trazer para o Sudeste 750 MW de energia produzida em Itaipu. Hoje, a hidrelétrica não produz essa energia por falta de capacidade de transporte. A energia será comercializada pela Eletrobrás, holding que controla Furnas. Luiz Carlos Santos disse ainda que, além da energia de Itaipu, a linha de transmissão vai ser o veículo para a importação de 400 MW de energia da Argentina, a partir de janeiro de 2002. " A capacidade total do linhão é de dois mil MW" , explicou. A falta da capacidade de transmissão é considerado por especialistas como o maior gargalo do setor elétrico nacional. (25.04.2001)

A Agência responsável pela privatização no Peru, a Copri, anunciou que deve leiloar em julho ou agosto de 2001 uma concessão para operar e construir a linha de transmissão entre Antamina e Carguaquero, de 400 Km e a entre Zorritos e Zarumilla, de 50 Km de extensão. O leilão só espera definição de regras pelo governo, como datas limites para a construção e operação da linha, assim como a superação de dificuldades técnicas. Essas linhas irão ligar todo o norte peruano e será ligada a outra, de 242 Km, concedida à estatal colombiana ISA em Fevereiro de 2001 e que deve começar a operar em Abril de 2003. Além disso, a maior linha irá até a fronteira com o Equador, onde há um plano de conexão das linhas de transmissão dos dois países. (19.04.2001)

O governo da Califórnia anunciou um acordo de compra das linhas de distribuição da segunda maior empresa de energia do estado, a Southern California Edison, por US$ 2,76 bi. O negócio dará à Edison dinheiro para reorganizar seus débitos e pagar as geradoras, algumas das quais não recebem desde novembro de 2000. Em contrapartida, a empresa deverá fornecer energia a baixo custo para o estado durante 10 anos e retirar o processo em que busca o aumento das tarifas de consumo.O plano original do governo era comprar partes das linhas de transmissão possuídas pelas tr6es empresas atuantes. Porém, não se concretizou, uma vez que a PG&E, a maior elétrica do estado, pediu concordata e saiu das negociações. A Edison e a PG&E afirmam ter perdido mais de US$ 13 bi desde junho devido ao aumento dos preços de energia que não podem ser repassados devido a lei de 1996. (10.04.2001)

A eventual crise energética, por causa do baixo nível do reservatórios, pode revelar outra vulnerabilidade do setor elétrico: a insuficiência do sistemas de transmissão. Apesar da Aneel ter aberto licitação para novas linhas, a fim de ampliar a rede básica, o sistema de transmissão ainda não está preparado para dar vazão a toda energia excedente que as regiões Sul e Norte poderiam mandar para as demais. Atualmente, essa deficiência é percebida especialmente no sistema que liga a região Sul à Sudeste. Enquanto o Sul tem excedentes, algumas áreas do Sudeste sofrem com a carência de energia. Por causa da insuficiência de linhas de transmissão, a energia contratada com a Argentina não está entrando no país em sua totalidade. O contrato prevê a importação de 1000 MW. A compra foi suspensa no final de 2000 e retomada em um terço, no dia 12.03.2001, devido a impossibilidade de trazer o volume contratado. As linhas de transmissão que ligam a região Sul à Sudeste têm capacidade para transportar somente 5,6 mil MW de energia. (14.03.2001)

A Inepar Indústria e Construções divulgou que venceu a licitação de Furnas para acoplar à terceira e última linha de transmissão da hidrelétrica de Itaipu um banco de capacitores série, tecnologia que vai viabilizar o aumento em 33% da capacidade de transmissão do sistema Itaipu. A instalação do equipamento, na subestação de Itaberá, Vale do Paraíba (SP), vai permitir que o terceiro linhão opere na sua capacidade máxima, levando a capacidade máxima de geração de Itaipu à região Sudeste. O banco será entregue à Furnas, já pronto para operar, no dia 15.05.2002. O contrato de prestação do serviço é de R$ 92 mi. (08.03.2001)

Com o objetivo de melhorar a eficiência do sistema elétrico na região de Montenegro, a AES Sul inaugurou sua nova subestação e linha de transmissão de 138 kV. A subestação ganhou um acréscimo de 25 MVA, produzindo melhor qualidade e confiabilidade ao sistema. A concessionária informa ainda que ampliou a potência de seu transformador de 69/23 kV - 25 MVA para 138/23 kV - 50 MVA, possibilitando um melhor atendimento na região, com um investimento total de cerca de R$ 3,7 mi. Segundo informações da empresa, a finalidade da nova subestação é absorver parte da carga que seria atendida pelas subestações existentes. A AES Sul explica que, com o crescimento do consumo na região de Montenegro, o subsistema não suportaria a carga solicitada, prejudicando o desempenho das outras subestações. (07.02.2001)

Em solenidade realizada em Porto Alegre, foram assinados os protocolos que ransferem à Eletrosul a responsabilidade pelo projeto de construção da Linha de Transmissão Itá-Caxias. A linha terá 500 torres além de uma subestação que acrescentará 700MW ao sistema operado pela CEEE.(31.01.2001)

A Aneel irá divulgar, dia 30.01.2001, os nomes das empresas habilitadas a participarem do leilão das linhas de transmissão Tucuruí - Vila do Conde (Pará), Interligação Norte - Nordeste (Pará ao Maranhão) e Interligação Sul - Sudeste (Paraná a São Paulo). O leilão será realizado no dia 14.02.2001, a partir das 10h, na BVRJ.(29.01.2001)

A companhia de transmissão boliviana, TDE, controlada pela Unión Fenosa, adiou a oferta privada para selecionar uma empresa para construir a linha de transmissão Cochabamba-Sucre, com 300 km, para março ou abril de 2001. (15.12.2000)

O edital da linha de transmissão de energia elétrica, ligando Ouro Preto a Vitória, será lançado até março de 2001, segundo a Aneel. (09.12.2000)

Estatal mexicana contrata linhas de US$ 93 mi A estatal mexicana CFE firmou um acordo com o consórcio Tuxpan P&D, no valor de US$ 93 mi, para a contrução de duas linhas de transmissão para as usinas Tuxpan II, III e IV. (09.11.2000)

As obras da linha de transmissão ligando a Venezuela ao Brasil estão andando rápido, depois de dois anos de interrupção. (04.11.2000)

A Endesa, através de sua controlada Cien, informou, dia 07.09.2000, que a segunda linha de interconexão entre o Brasil e a Argentina começará a funcionar em 01.05.2002. O acordo de interconexão inclui a compra, por parte da Cien, de 1.000 MW da Comercializadora de Energia do Mercosul (Cemsa). Estão previstos US$ 330 mi em investimentos. (11.09.2000)

A AES Sul vai investir R$ 65 mi em 2001. Os recursos serão empregados na construção de quatro subestações, reforma de linhas de transmissão e no programa de automatização de toda a rede. A companhia trabalha com a meta de automatizar todas as 48 subestações, dentre as quais incluem-se as por serem construídas, até 2003. (11.09.2000)

A Aneel lança, até outubro de 2000, edital de licitação de 1.100 Km de linhas de transmissão de energia. Uma das linhas vai interligar Curitiba a São Paulo e a outra fará a ligação de Tucuruí, no Pará, ao Maranhão. Segundo o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, outros 300 Km de linhas poderão ser licitados ainda em 2000, interligando Tucuruí à Vila do Conde, ambas no Pará. (07.09.2000)

A Aneel autorizou a Itiquira Energética a implantar a linha de transmissão Itiquira-Rondonópolis, com origem na subestação de Itiquira e término na de Rondonópolis, pertencentes à Eletronorte. A linha se localizará nos Municípios de Itiquira e Rondonópolis, em Mato Grosso. As obras devem ser encerradas até 30.04.2001. (06.09.2000)

Os municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Ayrão, todos no Amazonas, estão prestes a aposentar seus geradores de energia elétrica para serem interligados por um sistema subaquático à rede de distribuição da Manaus Energia e Ceam. Segundo Silas Rondeau Cavalcante Silva, presidente da Ceam, o projeto de interligação do sistema hidrotérmico de Manaus àquelas cidades já está concluído, faltando apenas sua execução. Segundo Silva, este sistema pode estender o fornecimento de energia a 70% da população do Estado, incluindo habitantes de povoados isolados. (04.08.2000)

O primeiro leilão de linhas de transmissão da Aneel, realizado dia 29.08.2000, reverteu a expectativa do mercado, que não acreditava no sucesso da licitação. Apesar das propostas terem sido muito próximas aos limites fixados pela Aneel, os concorrentes mostraram disposição em brigar pelas linhas. A linha Norte-Sul (com 1.278 Km) foi adquirida pelo consórcio Novatrans Energia-CG, formado pelas empresas Camargo Corrêa Equipamentos e Sistemas, Comércio Camargo Corrrêa e a argentina Civilia Engenharia Ltda (que pertence a Sideco, empresa do grupo Macri). O grupo ofereceu R$ 140,95 mi de faturamento anual - redução de 2,95% em relação ao teto de R$ 145,224 mi fixado pela Aneel. A interligação Norte-Sul (295 Km) ficou com o consórcio Expansão, constituído pelos grupos espanhóis Instalaciones Abengoa, Cobra Instalaciones y Servicios, Elecnor e Isolux Wat. O consórcio venceu com R$ 52 mi - 0,91% inferior ao teto. (01.09.2000)

A Aneel irá leiloar, até o final de 2000, 1.100 Km de linhas de transmissão, compreendendo um trecho da Sul-Sudeste, interligando Curitiba a São Paulo, e outra porção Norte-Nordeste, entre Tucurui (PA) e Presidente Dutra (MA). A afirmação foi feita pelo diretor-geral do órgão, José Mário Abdo. (31.08.2000)

Onze consórcios participam, dia 31.09.2000, dos leilões dos três linhões, num total de 2.900 Km de linhas, quatro subestações e a ampliação de outras 10 subestações, que representam um investimento de R$ 1,6 bi. A construção das linhas de transmissão terá prazo de 28 meses após a assinatura do contrato. As concessões serão de 30 anos. Os consórcios habilitados são: Interligação Norte-Sul II: Consórcio Interligação 500 ASS (Schahim Engenharia/Companhia Técnica de Energia Elétrica/José Cartellone Construciones Civiles/Schneider Electric Alta Tensão); Consórcio Inepar/Enelpower; Consórcio Novatrans Energia-GC (Civilia Engenharia/Construções/Comércio Camargo Corrêa/Camargo Corrêa Equipamentos e Sistemas). Expansão da Interligação Norte-Sul: Consórcio Interligação 500 ASS, Consórcio Inepar/Enelpower, Consórcio Novatrans Energia-GC e Consórcio Expansão, formado pela Alston Brasil, Instalaciones Abengoa Inabensa, Cobra Instalaciones y Servicios, Elecnor e Isolux Wat. Interligação Sudeste-Nordeste: Consórcio Interligação ASS, Consórcio Inepar/Enelpower, Consórcio Expansão e Consórcio Novatrans Energia-GC. (31.08.2000)

Um contrato assinado, dia 28.08.2000, com a Eletronet vai garantir à CEEE o direito de captar clientes para seu serviço de transmissão de dados, voz e imagem em todo o País. A estatal gaúcha poderá usar a rede de fibra ótica que a subsidiária do grupo AES está montando nos 22 mil Km de redes de transmissão de energia elétrica da Eletrosul, Furnas, Chesf e Eletronorte. Em troca, vai permitir o trânsito das comunicações dos clientes da Eletronet nos 5 mil Km de fibra ótica que quer implantar em sua rede de transmissão no Rio Grande do Sul até o final de 2002. O acordo não envolve valores financeiros enquanto as redes não estiverem instaladas. (29.08.2000)

As mudanças nas regras do setor elétrico e o aumento da concorrência entre concessionárias está aumentando a demanda por subestações de energia no Brasil. A ABB, por exemplo, já digitalizou mais de 80 subestações, faturando cerca de R$ 15 mi somente em 1999. A Siemens, por outro lado, já atingiu algo em torno de R$ 22 mi e espera chegar no final de 2000 com um faturamento de R$ 24 mi somente com este tipo de atividade. A Alstom Brasil já fechou contratos para o fornecimento de seis subestações para Elektro, Celpe, EPTE e indústrias. O grupo está apostando tanto nesse mercado que até desenvolveu um novo produto, a subestação compacta, com redução de 30% da área ocupada. (29.08.2000)

Um Termo de Ajustamento de Conduta, com medidas de compensações ambientais, deverá por fim ao embargo na construção da linha de transmissão Itaberá-Tijuco Preto, construída por Furnas no Estado de São Paulo. As obras encontram-se paralisadas desde 1999 por decisão da Justiça, devido a uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal. A finalidade da linha, que abrange 17 municípios, é trazer energia do Circuito Itaipu, incluindo a que é comprada da Argentina, para a Região Metropolitana de São Paulo. O trecho em discussão é a última parte da obra, cujo traçado tem 29% em área de Mata Atlântica. (28.08.2000)

O governo da Venezuela paralisou a construção da linha elétrica que abasteceria o Brasil com a energia produzida na hidroelétrica de Guri, devido a pressões exercidas por índios da região. De acordo com acerto entre os governos venezuelano e brasileiro, a energia de Guri chegaria ao norte a Roraima até 2020. O defensor dos povos indígenas do departamento de Bolívar, Nicolás Beti, deve reunir-se com as autoridades da Corporação Venezuelana da Guayana (CVG), da estatal elétrica Edelca e da Guarda Nacional em busca de uma saída para a questão. (28.08.2000)

A Aneel divulgou os valores das garantias do leilão dos três linhões de transmissão de energia, que será realizado no dia 31.08.2000. Os consórcios pré-habilitados para o Grupo A (Interligação Norte-Sul II) terão que pagar uma garantia de R$ 5,7 mi. Para o Grupo B (Expansão da Interligação Norte-Sul), as empresas ou consórcios devem desembolsar R$ 2 mi. E os interessados em construir e explorar a Interligação Sudeste-Nordeste terão que pagar de R$ 5,2 mi. As garantias devem ser depositadas até o dia 30.08.2000. (25.08.2000)

O Sistema Eletrobrás prevê investir, até o final de 2000, R$ 101,2 mi nas obras do sistema de transmissão Presidente Dutra-Fortaleza II, e R$ 5,7 mi na linha de transmissão Fortaleza-Pici. Ambos empreendimentos localizam-se no Ceará. As informações são do diretor financeiro da Eletrobrás, Raimundo Barreto Bastos. (23.08.2000)

O programa Luz no Campo será lançado, dia 25.08.2000, no Estado de Goiás. Estão previstas as presenças do Presidente Fernando Henrique Cardoso, do ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, do presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, do governador de Goiás, Marconi Perillo e do presidente da Companhia Energética de Goiás, Clóvis de Oliveira. (23.08.2000)

A Aneel aprovou o projeto básico apresentado pela Elektro para implementação da linha de transmissão Ramal Caieiras, em 138 KV, localizada na linha de transmissão Mairiporã - Santa Inês e para o término na subestação Caieiras, localizada em Caieiras (SP). A empresa terá de acabar as obras até o dia 30.09.20000. (21.08.2000)

Até meados de setembro, a Celesc pretende inaugurar uma linha de transmissão de 42 Km ligando Blumenau, Jaraguá do Sul e Joinville. A obra deverá acabar com os riscos de um blecaute nestes três pólos industriais. (18.08.2000)

A Eletrobrás participará, em parceria com a iniciativa privada, dos projetos de implantação do segundo trecho da linha de transmissão Norte-Sul, da duplicação do trecho inicial da Norte-Sul e da instalação da linha Sudeste-Nordeste, cujas concessões serão licitadas pela Aneel dia 31.08.2000. O diretor financeiro da Eletrobrás, Raimundo Barretto Bastos, disse que a estatal participará como minoritária nos projetos, detendo no máximo 20% dos empreendimentos. (18.08.2000)

Em reunião realizada dia 15.08.2000, a Aneel autorizou a CEEE a realizar, dentre outros investimentos, construção da Linha de Transmissão Gravataí 2 - Porto Alegre 6 - C3, em 230 kV, com prazo para término em 30.05.2001 Todos empreendimentos são integrantes da Rede Básica do sistema elétrico interligado no Rio Grande do Sul. (18.08.2000)

Um projeto apresentado pela Bandeirante Energia à Secretaria de Energia do Estado de São Paulo prevê facilitar o acesso à eletrificação nas regiões rurais dos municípios atendidos pela concessionária no Vale do Paraíba. Apesar da Secretaria já ter se pronunciado favorável à idéia, sua concretização ainda esbarra na falta de entendimento entre o BNDES e a Nossa Caixa Nosso Banco. Segundo o chefe de gabinete da Secretaria de Energia do Estado São Paulo, Antônio Henrique Costa Gross, até o final de agosto haverá uma definição sobre o caso. Estima-se que 3,5 mil propriedades na região ainda não estejam eletrificadas. (14.08.2000)

A Petrobras e a Duke Energy discutem, na semana do dia 14.08.2000, a quem caberá a construção da linha de transmissão que exportará para o Brasil a energia produzida pela térmica de Porto Suárez, que a estatal e seus sócios vão construir na Bolívia. Segundo Luiz Cesar França, assessor da diretoria da Petrobras, a estatal vai comprar gás boliviano a US$ 0,90 por BTU. A energia será exportada para o Brasil e distribuída pela Enersul. França afirma que o mais provável é que grande parte da energia gerada na Bolívia fique em Corumbá. A linha de transmissão a partir dali será construída pela Enersul. (14.08.2000)

Durante audiência realizada pela Aneel, pôde-se ver as divergências do setor quanto às regras da Rede Básica de Transmissão de Energia. Os geradores se mostraram satisfeitos com a resolução, enquanto as distribuidoras não. Isto ocorre pois, a partir da nova resolução, as usinas poderão contratar um agente transmissor para construir uma interligação entre a usina e a Rede Básica, e não terão mais que esperar a Aneel realizar licitação para definir o transmissor. "Isto diminui o risco dos investidores, que não vão mais correr o risco de deixar seus empreendimentos dependendo de uma licitação", afirmou o superintendente de Regulação dos Sistemas de Transmissão, Antônio Péres. As empresas distribuidoras não estão apoiando a medida porque passarão a arcar sozinha por qualquer nova interligação à Rede, hoje rateado por todos os agentes. (11.08.2000)

A Aneel realiza, dia 10.08.2000, audiência pública para debater minuta de resolução que estabelece critérios para a composição da rede básica - conjunto das linhas de transmissão e instalações que operam em tensão igual ou superior a 230.000 volts. Com esta Audiência, que será presidida pelo diretor-geral da Agência, José Mário Miranda Abdo, pretende-se definir critérios permanentes para a inclusão de novas instalações na Rede Básica, permitindo a expansão da mesma. (10.09.2000)

A Hidrelétrica de Guri, localizada na Venezuela e com capacidade de geração de 12,5 mil MW, fornecerá 200 MW ao Brasil até 2020. A linha de transmissão em território brasileiro, que corresponde a 191 Km entre Boavista e Paracaimo, teve custo de R$ 60 mi e está pronta desde julho de 1999. A Venezuela deve investir R$ 120 mi em sua parte, cujo prazo de conclusão esgota-se em 2001. Quando o empreendimento estiver completo, "a energia do sul da Venezuela atenderá todo o norte do Brasil", afirmou o secretário-executivo da Camex, Roberto Gianetti. (08.08.2000)

O lançamento do programa de eletrificação Luz no Campo incrementará a economia das áreas rurais do Estado do Rio de Janeiro, aumentando a produção, gerando emprego e renda, elevando da qualidade de vida e diminuindo o fluxo migratório do campo para a capital. Esta é a expectativa do Governo do Estado, segundo o qual 30 mil propriedades passarão a ter energia elétrica até 2003. O Luz no Campo, lançado em julho, representa um investimento de R$ 100 mi. (07.08.2000)

A Aneel divulgou, dia 03.08.2000, a lista das empresas habilitadas a participar do leilão dos três "linhões" de transmissão de energia, que deverão ligar o Norte ao Sul do País, o Sudeste ao Nordeste e Brasília a Minas Gerais. Os consórcios habilitados são os seguintes: Consórcio Interligação 500 ASS (Schaim Engenharia/Cia Técnica de Engenharia Elétrica/Schneider Eletric Alta Tensão/José Cartellone Construcciones Civiles); Consórcio Inepar/Enelpower; Consórcio Expansão (Alston Brasil/Instalaciones Abengoa Inabensa/Cobra Instalaciones y Servicios/Elecnor y Sociedades Independientes/Isolux Wat y Sociedades Independientes); Consórcio Novatrans (Camargo Corrêa e Camargo Corrêa Equipamentos e Sistemas/Civilia Engenharia); e Consórcio Multiservice (Multiservice/Earth Tech Environment & Infrastructure Incorporation), que concorrerá somente ao leilão do grupo da interligação Norte-Sul. O leilão será realizado no dia 31.08.2000. Vencerá a licitação a empresa que oferecer o menor valor de tarifa de transmissão. A estimativa da Aneel é de que seja necessário investimento de R$ 1,6 bi. (04.08.2000)

A Eletronet, aquisição mais recente da AES no mundo, está instalando 22 mil Km de redes de fibra ótica de longa distância no Brasil. A maior parte será instalada até o final de 2000. A Eletronet usará torres de linhas de transmissão da Eletrobrás e de distribuição de concessionárias de eletricidade onde a AES é sócia - AES Sul, Eletropaulo, Light e Cemig. A três últimas implantarão 8.000 km adicionais de redes locais e regionais através de subsidiárias constituídas para este fim, respectivamente a Eletropaulo Telecom, a Light Telecom e a Empresa de Infovias da Cemig. Os investimentos totais, a serem concluídos antes do final de 2002, chegam a US$ 500 mi, sendo US$ 170 mi em capital próprio já integralizados. (31.08.2000)

Cinco consórcios entregaram, no dia 28.07.2000, os documentos de pré-qualificação para o leilão das linhas de transmissão do sistema interligado nacional. São eles: Interligação X (Schahin Engenharia/Alusa/Schneider Electric Alta Tensão/José Cartellone Construciones Civiles); Inepar Energia e a Enel Power; NovaTrans (Civilia Engenharia/Camargo Corrêa); Expansão (Alstom/Inabenza Abengoa/Cobras Instalaciones y Servicios/ Elecnor/Isolux Wat; e o grupo formado pela Multiservice Engenharia e pela Earth Tech Enviroment & Infrastructure Incorporation, que entregou documentação apenas para o Norte- Sul II. O projeto englobará 2,9 mil Km de rede, envolvendo a interligação Norte-Sul 2 (identificada por grupo A), expansão da Norte-Sul (grupo B) e interligação Sudeste- Nordeste (grupo C). O leilão está marcado para 31.08.2000. No dia 04.08.2000, a Aneel divulga os consórcios habilitados. De acordo com o edital, os ganhadores da licitação terão de investir R$ 1,6 bi. (31.08.2000)


A Enron pretende construir uma termelétrica de 150 MW em Porto Suarez, cidade boliviano próxima à fronteira com o mato Grosso do Sul. O intuito é exportar a energia produzida para o Brasil. Além da usina, o grupo irá construir 22 km de linhas de transmissão para levar a energia ao sistema interligado brasileiro. O investimento total supera US$ 100 mi. (26.07.2000)

Furnas informou, dia 25.07.2000, que pretende recuperar em até 12 dias a linha de transmissão que interliga diretamente a subestação de Cachoeira Paulista com a de Angra dos Reis. As torres que compõem a linha foram derrubadas por chuva e ventos fortes.
(26.07.2000)

O Brasil vai começar a importar 200 MW de energia elétrica da Venezuela até janeiro de 2001, ano em que é prevista a conclusão das linhas de transmissão de energia que vão interligar a Usina Hidrelétrica de Guri, na Venezuela, ao estado de Roraima. A informação foi dada pelo embaixador da Venezuela no Brasil, Milos Alcalay. As obras ainda não foram concluídas devido a conflitos indígenas na região. (26.07.2000)

A Companhia de Interconexão Energética (Cien), subsidiária da Endesa, pretende inaugurar a segunda usina conversora de Garabi (mil MW) até meados de 2002. O projeto, que também inclui uma linha de transmissão de 500 quilômetros, entre a hidrelétrica de Yacyretá e a subestação de Itá (SC), exigirá investimentos de US$ 350 mi, informa o gerente de projetos técnicos da Cien, Paulo Abalre. A primeira usina conversora entrou em operação no final de maio de 2000. (26.07.2000)

O lançamento oficial das obras da Usina de Biomassa de Piratini, dia 02.08.2000, marca um novo passo na diversificação da matriz energética do Rio Grande do Sul. Mais duas usinas de biomassa devem sair do papel ainda em 2000, em Capão do Leão e Dom Pedrito e outras três estão em processo de negociação, em Pelotas, Mostardas e Camaquã. A implantação destas seis usinas ampliará em 46 MW a oferta de energia elétrica no Estado. O projeto é liderado pela Companhia Geral de Distribuição de Energia (CGDE), braço do grupo português Caixa Geral de Depósitos, que entra com o aporte financeiro de 75% dos investimentos, que somam de R$ 120 mi. Os outros associados do empreendimento são a pernambucana Koblitz Ltda, com 10%, e a CEEE, com outros 10%. (25.07.2000)

Para poder comprar os 400 MW do lado paraguaio de Itaipu, o governo brasileiro terá que conseguir financiamento para a construção de 16 Km da linha de transmissão ligando a Usina Hidrelétrica Yacyretá, um empreendimento argentino-paraguaio, à cidade de Ayolas, interposto até Assunção. Isto ocorre pois a energia que seria vendida ao Brasil abastece a capital do Paraguai. Se a venda se concretizar, aquela cidade necessitará de uma nova fonte de energia, no caso a Usina Hidrelétrica Yacyretá. A decisão final sobre o assunto deve ser tomada no dia 01.08.2000, durante reunião entre técnicos brasileiros e paraguaios. Contudo, o presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, adiantou que os técnicos nacionais poderão oferecer o know how na construção de linha de transmissão. (25.07.2000)

A modernização do sistema interligado de transmissão de energia elétrica, formado por 60 mil Km de linhas de transmissão e 265 subestações, irá movimentar, até 2001, investimentos de U$ 41 mi de 15 empresas, de acordo com a Aneel. "Com a mudança das regras do setor elétrico, os sistemas obsoletos deverão ser recuperados para que as empresas não percam espaço no competitivo mercado de energia", garante João Alberto Gomes, gerente geral de Automação de Subestações da ABB, empresa que, desde 1993, modernizou e digitalizou mais de 80 linhas. Uma subestação convencional limita-se apenas a distribuir energia, quase não fornece dados para análise. Com a automatização, microprocessados são instalados na subestação e passará a coletar dados de disjuntores e transformadores. (21.07.2000)

O programa de eletrificação rural Luz no Campo irá atender, no estado do Mato Grosso, 145 assentamentos da reforma agrária, localizados em 59 municípios. As obras serão feitas pela Cemat até 2003. ( 20.07.2000)

A Aneel informou que, até o momento, existem 44 investidores interessados no leilão dos três linhões de transmissão de energia elétrica. O leilão está marcado para o dia 31.08.2000. As empresas qualificadas serão anunciada no dia 04.07.2000 pela Aneel. Entre os investidores interessados estão Copel, Iberdrola, Abengoa, Pirelli Cabos, Deusch Bank, Engevix, Inepar Energia, Furnas e Siemens. Quando entrarem em operação, os 2,9 mil Km de linhas vão aumentar em 2,5 mil MW a capacidade de transporte de energia no País. (18.07.2000)


Na semana passada, a Cemat conseguiu a aprovação para o pedido de empréstimo de R$ 73,5 mi em 24 parcelas com garantia de ações junto à Eletrobrás. Os recursos serão empregados em obras de ampliação do Sistema Nacional Interligado. As primeiras obras já foram contratadas e deverão incorporar à rede existente outros mil Km de linhas de transmissão, além de subestações e adequações no sistema. (Gazeta-DF - 18.07.2000)

O governo gaúcho pretende implantar, até 2003, cerca de 5 mil Km de fibras óticas para telecomunicações. O projeto Infovias RS será lançado no segundo semestre e vai resultar na criação de uma empresa específica para a operação, disse, dia 12.07.2000, a Secretária de Energia, Minas e Comunicações daquele Estado, Dilma Rousseff. As obras ficarão a cargo da CEEE, Sulgás e Departamento de Estradas de Rodagem (Daer). A CEEE já obteve licença da Anatel para operar serviços especializados em telecomunicação e abriu licitação para a instalação de 1,6 mil Km de fibras óticas junto à sua rede de transmissão de energia a um custo estimado em R$ 76 mi. A Sulgás participará do projeto Infovias com a colocação de fibras ao longo da malha de gasodutos que começa a construir no Estado. O Daer cuidará da implantação da rede em rodovias estaduais. (13.07.2000)

A Endesa fechará com a Eletrobrás, dia 12.07.2000, a construção de uma segunda linha de transmissão para importação de mais mil MW de energia elétrica da Argentina para o Brasil. O grupo espanhol já está fornecendo mil MW ao País através da primeira linha construída pelo consórcio Companhia de Interconexão Energética (Cien), sua controlada. A nova linha está orçada em US$ 300 mi e poderá ser construída com participação da Cerj, também controlada pela Endesa. (11.07.2000)

O governo da Venezuela deu um prazo de até seis meses para acabar a construção da parte venezuelana da interligação entre a Usina Hidrelétrica de Guri, localizada naquele país, à Boa Vista, em Roraima. Os 200 MW já deveriam estar sendo importados pelo Brasil, mas a construção do lado venezuelano está parado por causa de conflitos indígenas. (11.07.2000)

Segundo Mauro Arce, secretário de energia de São Paulo, uma nova empresa de fibras óticas aproveitará rede de energia, nos moldes da Eletronet, criada pela Eletrobrás. A malha utilizada será a rede já existente de 15 mil Km de linhas de transmissão de energia elétrica, onde mil Km já estão cabeados com fibras óticas. O governo estadual paulista conta com uma das maiores infra-estruturas de transmissão de energia do país, calcada na CTEEP, divisão de transmissão da Cesp, e a EPTE, da Eletropaulo. (07.07.2000)

A ABB construirá as linhas para a segunda fase do sistema de importação de energia argentina pelo Brasil. No dia 04.07.2000, o grupo fechou o contrato de US$ 250 mi com a Companhia de Interligação Elétrica (Cien), da Endesa, para a construção, fornecimento de equipamentos e a operação do novo sistema. A linha terá 500 Km de extensão, paralelas às já existentes, construídas na primeira fase. Serão transportados 1.000 MW. As obras começam em julho e a ligação deve entrar em operação comercial no início de 2002. (05.07.2000)

Quatro projetos de geração e transmissão de energia elétrica na Amazônia Legal, no valor total de R$ 729 mi, foram aprovados, dia 30.06.2000, pelo Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O Fundo de Financiamento do Norte (Finam) vai responder por 50% dos investimentos, o equivalente a R$ 364,5 mi. O maior financiamento, totalizando R$ 182,5 mi, será destinado ao projeto de geração e transmissão de energia da Empresa Produtora de Energia (EPE), do Mato Grosso. Além deste, o fundo vai financiar a construção dos 500 Km da linha de transmissão que vai ligar Porto Velho, em Rondônia, até Rio Branco no Acre. (03.07.2000)

A Aneel adiou, de 27.07.200 para 31.08.2000, o leilão de três grandes linhas de transmissão Norte-Sul, Norte-Sul 2 e Sudeste-Nordeste. Segundo o diretor-geral da Aneel, José Mario Abdo, a postergação ocorreu por pedidos de vinte empresas. "Vários agentes do mercado querem organizar seus consórcios e fazer um planejamento financeiro para participar do leilão", justificou. Há 38 empresas interessadas na disputa. (30.06.2000)

Foi assinado, dia 29.06.2000, o termo de compromisso para implantação do programa Luz no Campo no Rio Grande do Sul. No total, serão investidos R$ 160,8 mi para fornecer, até 2004, eletricidade a 75.225 de áreas rurais. A Eletrobrás investirá 75% dos recursos. Os outros 25% serão bancados pelas concessionárias de energia - AES-Sul, CEEE e RGE. (30.06.2000)

A Ilha Grande, no litoral Sul do Rio de Janeiro, terá programa de eletrificação com investimentos de R$ 3 mi em recursos divididos pelo governo estadual, Cerj e Eletronuclear. De acordo com a secretaria estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, as obras estão previstas para começar em julho. (30.06.2000)

A energia elétrica vinda da Argentina chegou oficialmente ao sistema brasileiro, depois de um mês de atraso. O consórcio Cien, controlado pela Endesa, começou a importar mil MW do Mercado Electrico Mayorista. Furnas fica com 70% do total importado e a Gerasul com os 30% restantes. Este é o primeiro bloco previsto de energia argentina. Uma segunda linha de transmissão será construída a partir de janeiro de 2001 para trazer outros mil MW a partir de 2002. O segundo bloco será comprado pela Copel. Segundo Madrigal, faltam apenas as licenças ambientais para a construção do segundo ramal. Para trazer a energia até o território nacional, o Cien construiu 500 km de linhas de transmissão. Para o segundo bloco serão outros 500 km de redes. (29.06.2000)

No dia 28.06.2000, o ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, assinou com o estado de Roraima a autorização para o Programa Luz no Campo. Serão repassados ao Estado um total de R$ 17 mi em empréstimos. (28.06.2000)

A Cemig venceu, dia 27.06.2000, a licitação para a construção e exploração da subestação Itajubá 3, em Itajubá (MG). A companhia apresentou a menor proposta de receita para tarifa de transmissão e concessão do serviço, no total de R$ 10,26 mi, valor 33% abaixo do estipulado pela Aneel - 15,280 mi. De acordo com a agência, a Cemig deverá investir R$ 75 mi na implantação da subestação e de dois trechos de linha de transmissão com aproximadamente 3 km de extensão cada, ligando a subestação à linha de transmissão Poços de Caldas-Cachoeira Paulista. (28.06.2000)

A Chesf deverá contar com aproximadamente R$ 600 mi do Orçamento Geral da União (OGU) em 2000. Para 2001, a expectativa da diretoria financeira da empresa é de contar com aproximadamente R$ 800 mi. A maior parte dos investimentos previstos é na construção de novas linhas de transmissão, que começam a ser licitadas pela Aneel ainda em 2000. (27.06.2000)

 A Chesf inaugura, dia 26.06.2000, a primeira parte do maior programa de investimentos em transmissão de energia elétrica já realizado no Nordeste. São linhas e subestações que aumentam a oferta de energia para os oito estados atendidos. As obras concluídas representaram investimentos de R$ 1,1 bi, oriundos de recursos do Orçamento Geral da União (OGU), com ajuda do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), captado através do Imposto de Renda de outras empresas do Sistema Eletrobrás. O programa vem sendo executado pela Chesf desde 1995. (26.06.2000)

No dia 26.06.2000, o presidente Fernando Henrique Cardoso vai inaugurar as novas linhas de transmissão da Chesf. O sistema é composto pela: linha Presidente Dutra-Teresina-Fortaleza, que interliga o Nordeste ao Norte, atende ao Estado do Ceará e aumenta a capacidade de transferência da energia gerada na usina de Tucuruí e nas usinas do Sul-Sudeste do País, através da interligação Norte-Sul; a linha Teotônio Vilela-Recife, que escoa a energia gerada pela usina hidrelétrica de Xingó e aumenta em 30% a oferta de energia elétrica para Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte. Foram investidos R$ 1,8 bi com recursos do Orçamento Geral da União, com ajuda do Fundo de
 Investimentos do Nordeste, captado através do Imposto de Renda de outras empresas do Sistema Eletrobrás. (21.06.2000)

No dia 19.06.2000, a Alstom inaugura, em Campinas (SP), sua primeira fábrica de manutenção de equipamentos de distribuição e transmissão de energia elétrica. Com isso, o grupo pretende entrar no campo de serviços terceirizados em energia. (19.06.2000)

A Celesc venceu a licitação para construir uma linha de transmissão de 525 kV com 252,5 Km entre Campos Novos e Blumenau (SC). A construção deverá levar 16 meses a partir de meados de julho e exigirá um investimento superior a R$ 100 mi. Além dos 20% de participação, a Celesc será remunerada pela prestação de operação e manutenção da linha. (15.06.2000)

Segundo o Administradora do Mercado Atacadista de Energia (Asmae), o equipamento necessário para medir com exatidão o fluxo de energia que passará pelas linhas de transmissão, condição para a implantação do MAE, ainda não foi instalado por mais de 90% das empresas de energia elétrica. A negociação em um mercado livre requer uma confiabilidade na "quantidade" de energia que será comprada ou vendida. Segundo o presidente da Asmae, Mitsumori Sodeyama, à principio as vendas serão feitas com base em estimativas. Mas também serão instalados medidores mais simples em caráter de emergência nos pontos mais críticos. Um dos principais obstáculos à cobertura integral do mapa de medição, que precisa ser feito por empresas de todo o país, seria a falta de recursos para a compra dos equipamentos. Segundo Sodeyama, seriam necessários cerca de R$ 190 mi para por em prática o Plano de Instalação da Medição, elaborado em conjunto pela Asmae e pelo ONS. Para o plano emergencial serão gastos R$ 40 mi, segundo Sodeyama. Um segundo problema que dificultou a colocação de medidores foi um problema de fronteira. Quando as antigas estatais foram desmembradas em várias outras empresas menores, ficou sem uma definição clara de seus limites geográficos: "Até onde as linhas são consideradas transmissão? Onde passam a ser distribuição?", dizem os analistas. (Valor - 13.06.2000)

A Aneel abrirá, dia 14.06.2000, as propostas financeiras recebidas para a licitação da Linha de Transmissão Campos Novos/Blumenau (SC). Seis proponentes estão habilitados: Empresa Transmissora de Energia Elétrica do Sul do Brasil (Eletrosul); consórcio Luminar (Luminar Comércio e Indústria e Luminar Montagens Elétricas); consórcio Schahin/Alusa/Celesc (empresas Schahin Engenharia, Alusa - Companhia Técnica de Engenharia e Centrais Elétricas de Santa Catarina); consórcio Inepar/Enelpower (Inepar Energia e Enelpower); consórcio Novatrans (Camargo Corrêa Equipamentos e Sistemas e Civilia Engenharia); e consórcio Bargoa/Cobra/ Elecnor/Red Eléctrica de España). (13.06.2000)

Como a Câmara Federal de Apelações deixou em suspenso a medida determinada por um juiz de Posadas (Argentina) de não renovar um negócio voltado à transmissão de energia elétrica, o caminho para a exportação de eletricidade argentina para o território brasileiro ficou desimpedido. Desde 12.06.2000, uma rede de alta tensão que atravessa o Norte de Corrientes está transportando 1000 MW para o Sul do Brasil. A obra custou US$ 350 mi e vai pôr em ação um negócio entre empresas privadas que operam no setor elétrico dessa região argentina, com vendas da ordem de US$ 100 mi até 2002 e que chegará a US$ 210 mi até 2022, quando se construirá outro trecho de linha similar. Províncias do Nordeste da Argentina resistiram à obra por acharem que, em razão de um problema técnico chamado "fator nodo", pagarão mais pela eletricidade que adquirirem do Sistema Argentino de Interconexão. (13.06.2000)

De acordo com projeto de lei sobre mudanças no setor de energia elétrica, que será votado dia 13.06.2000 no Congresso, a eletrificação rural e as fontes alternativa de energia ganharão mais recursos do governo. O texto permitia anteriormente que o dinheiro de um fundo constituído no setor, a Reserva Global de Reversão, fosse destinado a acelerar o processo de privatizações. Essa destinação será alterada para beneficiar tais projetos. (12.06.2000)

O Ministério de Minas e Energia, em conjunto com a Eletrobrás e o ONS, está investindo R$ 66 mi na instalação de aparelhos para tornar mais seguro o sistema elétrico do país e reduzir o risco de blecautes. O programa, chamado de Esquema de Controle de Segurança (ECS) e que deve estar em atividade até o fim de junho, utiliza computadores que monitoram o sistema no caso de um acidente danificar mais de uma linha de transmissão, por exemplo, ocorrência chamada tecnicamente de evento múltiplo. "O sistema está protegido contra eventos simples, como a queda de uma linha de transmissão. Mas no caso de caírem mais linhas não havia proteção", explica Luiz Pilotto, diretor de Pesquisa da Eletrobrás. (09.06.2000)

Nos dias 19 e 20.06.2000, será realizada conferência sobre o setor de Transmissão de Energia Elétrica. O evento irá abordar aspectos gerais desta atividade, atendo-se principalmente aos seus novos negócios, regras, financiamentos, compartilhamentos, contratos, garantias, preços e tarifas. Haverá um painel especial sobre as questões dos Custos Ambientais para a implementação de linhas de transmissão, que contará com a presença de Ricardo Tripoli, Secretário de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, e representantes de Furnas e Odebrecht. O evento também contará com um "Briefing" especial sobre Desenvolvimento de Contratos para acesso à Malha Básica e Acordos de Compartilhamento de Rede. As palestras serão realizadas em São Paulo, no Hotel Estanplaza. (08.06.2000)

No dia 07.06.2000, representantes da CEEE, AES Sul, AES Uruguaiana, RGE, Eletrosul, Gerasul e CGTEE reuniram-se com o Grupo Temático de Energia (GTE) do Conselho de Infra-Estrutura da Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul) e confirmaram a necessidade de um plano emergencial de obras, já em fase de elaboração por iniciativa da Secretaria de Estado das Minas, Energia e Comunicações, voltado para a ampliação da capacidade de transmissão de energia elétrica. Os empresários preocupam-se com o abastecimento elétrico no Rio Grande do Sul tendo em vista a expectativa de 6% do crescimento da indústria gaúcha para 2000. (08.06.2000)

Uma parceria entre a prefeitura de Nova Bandeirante (norte de Mato Grosso), Grupo Rede/Cemat e 207 produtores rurais está concluindo uma linha de transmissão de 21 Km, que será energizada até o final de junho. O investimento ficou em R$ 150 mil. (07.06.2000)

O secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do estado do Rio de Janeiro, Wagner Victer, solicitou à Aneel que a multa aplicada à Cerj seja investida a fundo perdido na implantação de projetos de eletrificação rural no Estado. O montante envolvido é de R$ 2,9mi. (07.06.2000)

Dentre as medidas para evitar crise de energia em 2001, está o plano para aumentar a energia recebida do Paraguai. O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, revelou terem sido abertas negociações com o governo paraguaio para aumentar em 400 MW a cota brasileira na energia gerada pela usina de Itaipu. A Itaipu Binacional pode gerar 12,6 mil MW, divididos em partes iguais aos dois países. Como 2001 pode se transformar num período crítico do lado brasileiro, o Brasil resolveu propor ao Paraguai que construa uma linha de transmissão entre a usina de Yaciretá (projeto binacional do Paraguai e da Argentina) e Assunção, com capacidade de transporte de 400 MW. Desse modo, o Paraguai deixaria de consumir a mesma quantidade de energia gerada por Itaipu, que, obviamente, seria comprada pelo Brasil. (07.06.2000)

Vinte duas empresas já compraram edital do primeiro leilão das linhas de transmissão de energia elétrica que liga as regiões Sudeste/Norte e Centro- Oeste/Nordeste do país, dentre as quais a Cemig, Furnas, Queiroz Galvão, Siemens, Inepar e Engevix . O leilão será realizado dia 27.07.2000. Vencerá quem oferecer a menor tarifa de transmissão. (02.06.2000)

O Programa Luz do Campo foi lançado oficialmente no Rio de Janeiro dia 01.06.2000. Seu objetivo é levar energia elétrica a 32 mil propriedades rurais em todo o Estado até o fim de 2003, o que exigirá um investimento de R$ 70 mi para instalação de aproximadamente 7 mil Km de rede. Até o fim de 2000 serão beneficiadas cerca de 13 mil propriedades, com a instalação de 2,6 mil Km de rede. A Cerj, responsável por 90% do montante, licitará, no dia 17.06.2000, a compra de R$ 36 mi em equipamentos. Do total a ser investido, 35% virão do Estado; 15% das concessionárias; e 50% do governo Federal. A Cerj pretende investir R$ 60 mi, a Light, R$ 4 mi, e a Cenf, controlada pela CFLCL, R$ 900 mil. (02.06.2000)

A National Grid, empresa inglesa que controla 50% da Intelig, desistiu de investir na construção de linhas de transmissão no Brasil com o objetivo de concentrar-se no setor de telecomunicações. Além da mudança de foco, Stephen Burnage, diretor de novos negócios da National Grid, atribuiu a retirada de suas empresa do setor ao excessivo risco dos projetos e à dificuldade de obtenção de financiamentos. Esta é a primeira baixa que vem a público no programa de licitação à iniciativa privada de concessões para construção de novas linhas de transmissão, aberto há cerca de seis meses pela Aneel. (31.05.2000)

O Rio Grande do Sul precisará de 20 obras na área de transmissão de energia para evitar a falta de eletricidade no próximo verão. O investimento deve ficar em torno de R$ 100 mi e será rateado entre as empresas do setor que atuam no estado. O detalhamento do projeto começou a ser realizado em reunião, dia 26.05.2000, na Secretaria de Energia, Minas e Comunicações do estado, com integrantes do Comitê de Coordenação do Planejamento da Expansão do Sistema Elétrico, ONS, Aneel e empresas da área. (29.05.2000)

A Cemat está investindo R$ 27,72 mi em obras de transmissão em 2000. Pelo menos sete municípios das regiões Sul, Norte e Médio-Norte da baixada cuiabana serão beneficiados diretamente com os novos empreendimentos. As obras consistem no prolongamento das linhas de transmissão, que fazem a interligação de cidades mato-grossenses com o Sistema Nacional Interligado, e na construção e reforma de subestações. (24.05.2000)

A Aneel divulgou, dia 22.05.2000, o edital do leilão das linhas de transmissão da interligação Norte-Sul II; interligação Sudeste-Nordeste e expansão da interligação Norte-Sul. O processo será realizado no dia 27.07.2000. A agência realizará reunião de esclarecimento sobre os procedimentos no dia 7.06.2000. O documentos de pré-qualificação deverão ser entregues até o dia 03.07.2000. No dia 14.07.2000, a Aneel divulgará os nomes dos grupos pré-qualificados. (22.05.2000)

A Chesf investirá, até 2002, R$ 1,8 bi na construção de mais de 5.400 km de linhas de extra-alta tensão, recapacitação e reforma de linhas antigas e implantação de mais de 8.400 MW de transformação, através de novas subestações e ampliação das existentes. (18.05.2000)

A Eteo (Empresa de Transmissão de Energia do Oeste), formada pela Multiservice e AMP do Brasil Conectores Elétricos Eletrônicos, assinou com a Aneel, dia 12.05.2000, contrato para a implantação da linha detransmissão Taquaruçu-Assis-Sumaré, localizada em São Paulo. O empreendimento está estimado em R$ 207,5 mi e deve entrar em operação em novembro de 2001. O prazo de concessão é de 30 anos, prorrogável por outros 30. (12.05.2000)

De acordo com o presidente do ONS, Mário Santos, a implantação de todas as linhas de transmissão licitadas pela Aneel que serão incorporadas à rede básica trarão um ganho de energia de 10%, o que eqüivale a uma usina de 3.000 MW. Além dos 2.900 Km que serão licitados com os três linhões, a Aneel licitará 1.100 Km no segundo semestre de 2000 e outros 2.000 Km em 2001. (12.05.2000)

Segundo o secretário de Energia do estado de São Paulo, Mauro Arce, o modelo para operação conjunta das duas empresas de transmissão de energia elétrica do estado - EPTE e CTEEP - será apresentado no final de maio. A proposta de reestruturação das duas empresas, a cargo de uma consultoria contratada especificamente para o serviço, está em fase final de desenvolvimento. Arce preferiu não traçar estimativas sobre quando a nova estrutura da companhia estará no mercado. "Depende muito da alternativa que escolhermos", explicou. Esse processo já era esperado pelo setor em geral, mas a sinalização de que os estudos estão na reta final aguça o ânimo do mercado sobre o uso das linhas de transmissão, para serviços de telecomunicações. Na prática, a presidência de ambas as companhias já foi unificada, com José Sidney Colombo Martini acumulando a direção da EPTE e CTEEP. (28.04.2000)

A Cerj inaugurou, dia 27.04.2000, o Complexo Inoã, um investimento de R$ 3,6 mi que engloba a construção da subestação Inoã e da linha de transmissão Arsenal/Inoã, de 9,6 km de extensão e 69 kV de tensão, além uma rede de distribuição com 18 km. A nova subestação terá capacidade inicial de 25 mil kVA de potência, podendo ser ampliada para 50 mil kVA. Ela será operada à distância, diretamente da nova Central de Operações da Cerj, em Niterói, que passará a regular os novos despachos de carga (distribuição e transmissão). (28.04.2000)

Uma sessão de esclarecimento realizada dia 26.04.2000 pela Aneel confirmou as primeiras expectativas do governo quanto à licitação das linhas de transmissão Norte-Sul II, expansão da Norte-Sul e interligação Sudeste-Nordeste. José João Garcia Couri, da Eletrobrás, informou que as três linhas de transmissão produzirão benefícios estruturais, pelo acréscimo de energia garantida, e conjunturais, com a flexibilização do atendimento. A Eletrobrás acredita que haverá transferência de 2,3 mil MW de eletricidade do Norte em direção ao Nordeste e de 2,5 mil MW do Norte para o Sul do País. (27.04.2000)

A Eletrobrás energizou sua segunda linha de transmissão de 500 KV de tensão ligando as regiões Norte e Nordeste. A nova linha permite aumento da oferta de energia vinda do Norte e, por ter tensão elevada, diminui os riscos oscilação do sistema. A linha se inicia em Tucuruí e termina em Fortaleza, da onde a energia pode ser distribuída pelas linhas da Chesf. (24.04.2000)

O presidente Fernando Henrique Cardoso vai autorizar a Empresa de Transmissão de Energia do Oeste (ETEO) a implantar, operar e manter, em 440 KV, as linhas de transmissão de energia elétrica Taquaruçu - Assis e Assis - Sumaré, no estado de São Paulo. As linhas têm extensão de 173,35 Km e 332 Km, respectivamente. A concessão terá vigência por 30 anos contados a partir da data de assinatura do contrato de concessão, que deverá ser firmado no final de maio. A ETEO venceu a outorga, por meio de licitação realizada pela Aneel, no dia 05.04.2000. (20.04.2000)

Seis grupos apresentaram documentos de habilitação e a proposta financeira para a licitação da linha de transmissão Campos Novos-Blumenau (SC). Segundo a assessoria de imprensa da Aneel, a análise do material entregue nesta tarde pelos interessados deve ter conclusão até o final de abril. Apresentaram propostas: Eletrosul; o consórcio Luminar (Luminar Comércio e Indústria/ Luminar Montagens Elétricas Ltda.); o grupo Schahin/Alusa/Celesc; o conglomerado Inepar/Enelpower; o consórcio NovaTrans (Camargo Corrêa Equipamentos/ Sistemas S/A/ Civilia Engenahria Ltda.); e o grupo Bargoa/Cobra/Elecnor/ Red Electrica . O vencedor da concorrência assumirá a implantação, operação e manutenção da linha, que possui extensão de de 252,5 Km. (12.04.2000)

O governo federal está oferecendo gratuitamente o direito à exploração de 2.623 km de fibras ópticas, no trecho entre Imperatriz (MA) e Emborcação (MG). Trata-se de um incentivo às empresas que se interessarem em desenvolver a transmissão de energia elétrica na mesma região. O objetivo da União é atrair mais grupos, principalmente estrangeiros, para o leilão de privatização da rede de transmissão de energia elétrica, no dia 20.07.2000. Como o mercado de energia não é tão rentável, a oportunidade de explorar fibra óptica pode ser um chamariz para grandes empresas internacionais, afirmou a Aneel. Com a concessão gratuita do subsolo, a União vai deixar de arrecadar pelo menos R$ 52 mi anuais. No entanto, Eduardo Ellery, diretor da Aneel, acredita que a União pode lucrar mais do que isso e a redução de tarifa que será cobrada dos consumidores. (13.04.2000)

A Aneel fixou em R$ 145,2 mi a receita anual para o grupo A da linha, que compreende 1.278 Km entre a subestação de Imperatriz (MA) e Samambaia (DF). O grupo B, que tem 295 Km entre os trechos de Samambaia e Itumbiara (GO), terá um teto de R$ 52,5 mi ao ano. O limite de receita para o grupo C, que compreende 1.050 Km nos trechos Serra da Mesa (GO) e Governador Mangabeira (BA), é R$ 132,6 mi ao ano. Os investimentos estimados no grupo A é de R$ 711,8 mi, de R$ 257,3 mi no grupo B, e no grupo C, R$ 650,1 mi, amortizados em 30 anos. (12.04.2000)

O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, afirmou que várias empresas estrangeiras já demonstraram interesse pelas linhas de transmissão Norte-Sul e Sudeste-Nordeste, que serão leiloadas em 20.07.2000. Constam da lista de Abdo a National Grid, Enel, Rede, EDP e Perez Companc. (13.04.2000)

Dia 12.04.2000O termina o prazo de entrega dos documentos para a licitação da linha de transmissão Campos Novos-Blumenau (SC). O vencedor da concorrência será responsável pela implantação, operação e manutenção da linha, de 252,5 Km de extensão. Serão atendidos os municípios de Campos Novos, Curitibanos, Taió, Rio do Oeste, Presidente Getúlio, Dona Emma, Ibirama, Benedito Novo, Timbó, Pomerode e Blumenau. (11.04.2000)

A Empresa de Transmissão de Energia do Oeste (ETEO) ganhou, dia 04.04.2000, a licitação das linhas de transmissão Assis-Sumaré e Taquaruçu-Assis (SP), as quais irá implantar, operar e manter num contrato de 30 anos. A rede será suprida por uma capacidade instalada de 440 KW. (05.04.2000)

O governo está abrindo processo de licitação para a construção e exploração, por 30 anos, das linhas de transmissão Norte-Sul II, expansão do trecho Norte-Sul I e a interligação do Sudeste-Nordeste, num total de 2,9 mil Km de extensão. O vencedor será escolhido em leilão, dia 20.07.2000. Os trechos fazem parte do Plano Decenal de Expansão do Setor Elétrico, até 2008. Os novos trechos são fundamentais para garantir a capacidade de transporte de energia no sistema interligado. (03.04.2000)

O presidente Fernando Henrique Cardoso estará na Venezuela nos dias 03. e 04.04.2000. A visita oficial ao presidente daquele País, Hugo Chávez, tratará das obras de interligação elétrica entre a Venezuela e Roraima. Segundo o Itamaraty, a construção já foi concluída no lado brasileiro, mas ainda tem de ser finalizada no país vizinho. (31.03.2000)

A Aneel apresentou na Justiça Federal, no dia 24.03.2000, recurso contra uma liminar obtida pelas empresas Alusa e Schahin. A liminar inviabilizava a revogação empetrada pela Aneel, no dia 24.02.2000, contra o processo de licitação para a linha de transmissão de Tucuruí-Vila do Conde, no Pará. De acordo com o diretor geral da Aneel, José Mário Abdo, a Agência está substituindo a decisão de revogação da licitação pela anulação do processo. Busca-se, assim, evitar que questionamentos judiciais possam comprometer o abastecimento de energia elétrica em vários municípios do Norte do País. Se a Justiça for favorável à anulação da licitação, a Aneel pretende fazer um leilão em bolsa de valores para escolher a empresa que irá operar a linha de transmissão Tucuruí-Vila do Conde. (28.03.2000)

A interligação com a Argentina, e a conseqüente importação de 1 mil MW, será iniciada em maio/2000. O anúncio foi feito, dia 23.03.2000, pelo presidente do ONS, Mário Santos. O executivo salientou que a compra da eletricidade argentina colocará o Brasil num novo patamar de integração eletroenergética no Cone Sul. A interligação tem extensão total de 490 Km, desde Rincón de Santa Maria, do lado argentino, até Itá, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, pela usina conversora de Garabi, na fronteira. Foram gastos US$ 250 mi nas obras do sistema. (24.03.2000)

A Light solicitará, dia 17.03.2000, a autorização da Anatel para a entrada em operação da Light Telecom. A empresa aguardava, apenas, a venda do lote de 9,23% de suas ações em poder da BNDESPar para obter essa permissão. A nova empresa atuará em transmissão de dados, voz e som através de cabos de fibra óptica para o mercado corporativo. (17.03.2000)

A Infovias, empresa de telecomunicações da Cemig, dará início às suas atividades entre maio e junho de 2000 e contará com investimentos de cerca de US$ 100 mi apenas neste ano. Na sua primeira fase de operação, a Infovias fará ligações entre 12 cidades mineiras, totalizando 3,4 mil Km de rede de fibras ópticas. Espera-se que a receita da subsidiária no primeiro ano de atuação chegue a R$ 80 mi. Numa segunda etapa, com início previsto para 2001, a rede da Infovias será interligada às redes de São Paulo e Rio de Janeiro. Está prevista ainda uma terceira fase, com volume de investimentos igual ao das outras etapas, na qual a rede será estendida a outras 50 cidades mineiras. Nesse ponto, a Infovias contará com 10 mil km de rede. (17.03.2000)

A Aneel adiou de 15.03.2000 para 12.04.2000 o recebimento dos documentos de habilitação e das propostas financeiras para a implantação, operação e manutenção da linha de transmissão Campos Novos-Blumenau (SC). A prorrogação está sendo realizada a pedido dos interessados na licitação. (13.03.2000)

O juiz José Godinho Filho, da 21a. Vara da Justiça Federal de Brasília, concedeu liminar ao pedido impetrado pelo consórcio Schahin-Alusa contra a Aneel. O órgão regulador havia anulado o resultado da licitação referente à linha de transmissão Tucuruí-Vila do Conde, no Pará, vencida pelo consórcio. (13.03.2000)

A EPTE e a Cesp Transmissão, estatais que têm administração conjunta, deverão se transformar em uma só empresa, por fusão ou incorporação. Nessa junção também surgirá uma companhia para transmissão de dados. O processo deve ser definido até meados de abril. Pela infra-estrutura a ser criada, deverá surgir uma das maiores empresas de transmissão de dados do País, pois contará com rede de transmissão de energia de 14 mil Km e outros mil KM de cabos de fibra óptica. A associação é estudada desde 1998. Em outubro de 1999, as empresas começaram a operar com uma única diretoria e se mudaram para a sede da Cesp. (08.03.2000)

O presidente da National Grid, James Roos, disse que a empresa, com forte atuação internacional no setor elétrico, não pretende, a princípio, participar dos leilões de privatização dos grandes ativos de geração elétrica do Brasil (Furnas, Chesf e Eletronorte). Segundo ele, a atuação da National Grid no setor elétrico no País deve se concentrar nas linhas de transmissão, área na qual a empresa se especializou. Roos disse que a companhia, derrotada recentemente na disputa pela concessão do direito de construção da linha de transmissão Taquaraçu-Assis-Sumaré, não foi bem-sucedida por ter cometido erro em detalhes técnicos, embora, segundo ele, tenha apresentado uma boa proposta no que diz respeito aos requisitos de qualidade. (01.02.2000)

O consórcio Schahin/Alusa entrará com uma ação na Justiça, no começo de março, contra a Aneel. O grupo considera que foi prejudicado pela decisão do órgão regulador, que cancelou o processo de licitação referente à linha de transmissão Tucuruí/Vila do Conde, no Pará. O Schahin/Alusa venceu a concorrência, mas o resultado não chegou a ser homologado pela agência. (28.02.2000)

O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, anunciou que será divulgado até o final de março/2000 o edital para o leilão das três linhas de transmissão do sistema interligado: Sudeste-Nordeste, Norte-Sul e Norte-Nordeste. Segundo Abdo, o leilão acontecerá em bolsa de valores. Um mesmo consórcio poderá comprar as três linhas e não haverá restrição a capital estrangeiro. De acordo com o diretor, as três obras devem consumir R$ 2,1 bi em investimentos. (18.02.2000)

As privatizações para construção e exploração de novas linhas de transmissão serão realizadas através de leilões em bolsas de valores. O anúncio foi feito, dia 17.02.200, pelo ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, em solenidade no ministério. O objetivo é agilizar o processo, o qual estava sendo realizado através de licitações, levando muito tempo para serem concluídas em função dos recursos impetrados pelos concorrentes. Segundo o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, até o final de 2000 serão repassados à iniciativa privada mais de 5 mil Km de linhas de transmissão (1.100 Km com licitações em andamento, 3.800 km das três linhas do Sistema Interligado e 300 km da linha Curitiba/São Paulo). O vencedor do leilão deverá ser o grupo que ofertar a menor tarifa. (18.02.2000)

Aberto em 21 de dezembro de 1999, o prazo para entrega de documentos de habilitação e proposta financeira da linha Campos Novos-Blumenau, em Santa Catarina, termina no dia 15 de março. O trecho possui extensão de 253 quilômetros. De acordo com o edital da linha, as empresas devem comprovar capacidade financeira, técnica e operacional para a prestação de serviços de transmissão de energia elétrica. Também devem apresentar elementos que comprovem a qualificação técnica das instalações que serão utilizadas na prestação do serviço. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o processo adotado pela Aneel é correto, mas lento. (16.02.2000)

O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, deve anunciar, dia 17.02.2000, uma mudança radical no modelo de licitação para a construção e exploração de linhas de transmissão. Ao contrário do mecanismo atual adotado pela Aneel, o qual se apega formalmente às limitações da Lei no. 8.666, que trata das concorrências públicas, Tourinho estará transferindo para o setor elétrico o mesmo sistema de leilões que vem apresentando resultados bastante positivos na área de petróleo. Nessa modalidade, as empresas ou consórcios interessados simplesmente serão pré-qualificadas e apresentarão as propostas em envelopes fechados, que serão abertos imediatamente. (16.02.2000)

A Aneel oficializou o resultado da concorrência para implantação, operação e manutenção das linhas de transmissão Taquaruçu-Assis-Sumaré. O grupo Multiservice/AMP, integrado pelas empresas Multiservice Engenharia Ltda. e AMP do Brasil Conectores Elétricos Eletrônicos Ltda., venceu a licitação. (15.02.2000)

A EPTE e a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) deverão se juntar em uma só empresa, em meados de 2000, que atuará em transmissão de dados. (11.02.2000)

A Aneel fará, dia 10.02.2000, a abertura das propostas financeiras da licitação para implantação e operação das linhas de transmissão de energia elétrica Taquaruçu-Assis e Assis-Sumaré (SP). Estão na disputa os consórcios Transbrás (Copel, PEM Engenharia e Soinco S.A.C.I.); Schahin/Alusa (Schahin Engenharia e Comércio e Companhia Técnica de Engenharia Elétrica); e Multiservice/AMP (Multiservice Engenharia Ltda e AMP do Brasil Conectores Elétricos Ltda). (09.02.2000)

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, prometeu negociar pessoalmente a construção de uma linha de transmissão de energia elétrica entre seu país e o estado de Roraima. A obra foi interrompida por pressão de grupos ambientalistas que alegam que a linha atravessa reservas indígenas na Venezuela. O empreendimento, orçado em US$ 187 mi, tem como objetivo levar a energia gerada no complexo hidrelétrico de Guri, em território venezuelano, até Boa Vista, capital de Roraima. O fornecimento previsto é de 200 MW durante 20 anos. Pelo cronograma original, o fornecimento deveria ter começado, com 50 MW, em janeiro de 1999. (09.02.2000)

A Aneel abriu licitação para a construção e exploração da subestação Itajubá 3, em Minas Gerais. O investimento é estimado em R$ 75 mi e a licitação está aberta para empresas nacionais e internacionais. Além da subestação, o vencedor da concorrência deverá construir duas linhas de 2 Km, interligando-a à linha de transmissão Poços de Caldas/Cachoeira Paulista. A Aneel estabeleceu que o valor mínimo da receita anual da subestação é de R$ 15,3 mi, o que significa um custo de R$ 28,30 por kW. (09.02.2000)

A Aneel negou os pedidos de recursos da empresa National Grid Brazil Transmission B.V. - NGBV e do consórcio Abengoa, mantendo-os inabilitados para disputar a licitação para implantação, operação e manutenção das linhas de transmissão de energia elétrica Taquaruçu-Assis e Assis-Sumaré (SP). Participarão da próxima fase - abertura da proposta financeira - os consórcios Transbrás (Copel, PEM Engenharia e Soinco S.A.C.I.); Schahin/Alusa (Schahin Engenharia e Comércio e Companhia Técnica de Engenharia Elétrica); e Multiservice/AMP (Multiservice Engenharia Ltda e AMP do Brasil Conectores Elétricos Ltda). (07.02.2000)

A Inepar Energia e a Enel, integrantes do consórcio Luz da Amazônia, recorrerão, até o dia 07.02.2000, do resultado da licitação da linha de transmissão Tucuruí-Vila do Conde. Segundo as empresas, o consórcio nacional Schahin/Alusa, que venceu a disputa, não atendeu potência mínima da linha exigida pelo edital. (02.02.2000)

O consórcio Luz da Amazônia, formado pela Inepar e pela italiana Enel, recorreu, dia 28.01.2000, contra a vitória do
consórcio Schahin/Alusa na licitação de concessão da linha de transmissão Tucuruí-Vila do Conde, no Pará. O argumento é que a empresa vencedora teria sido inabilitada duas vezes pela Comissão de Licitação e a proposta não atenderia tecnicamente ao edital. (31.01.2000)

O consórcio Schahin/Alusa, formado pela Schahin Engenharia e Comércio Ltda. e pela Companhia Técnica de Engenharia Elétrica Ltda., venceu a licitação para construção e exploração da linha de transmissão Tucuruí-Vila do Conde (PA), com 323 Km de extensão e 500 KW de tensão. O grupo levou a concessão ao apresentar receita anual de R$ 24,85 mi para a prestação de serviços, o equivalente a uma tarifa de R$ 3,84/MWh. Essa oferta fica 8% abaixo do teto de R$ 26.86mi estipulado pela Aneel. Esta foi a primeira licitação de linhas de transmissão realizada pela agência. (27.01.2000)

A Coelce assinou um contrato de compra e venda de eletricidade com a Chesf no valor de R$ 1,2 bi. Até 2005, a única geradora do Nordeste vai fornecer energia para a Coelce. No entanto os valores apresentados vão variar de acordo com o ano. Assim, de 2000 a 2002, a Chesf abastecerá a energética cearense normalmente, o que significa uma oferta entre 7,27 mil e 7,8 mil GWh. Entre 2003 e 2005, os valores vão cair 25% ao ano, o que fará com que a Coelce entre em 2006 sem fornecimento da geradora. As duas empresas também deverão assinar um Contrato de Conexão ao Sistema de Transmissão, cujo valor será de R$ 1,13 mi anual, com correção pelo índice do IGPM calculado pela FGV. (25.01.2000)

Depois de anunciar que irá disputar a linha de transmissão Campos Novos a Blumenau (SC), a Eletrobrás decidiu concorrer ao trecho de Curitiba (PR) até São Paulo. As duas malhas deverão demandar investimentos de R$ 250 mi do seu vencedor. A companhia pretende também ampliar seus negócios de transmissão no Mercosul, tornando-se responsável pela construção da linha que integra a estação conversora de freqüência de Rivera, no Uruguai, ao sistema elétrico brasileiro. Com investimentos de R$ 3 mi, irá construir os 2 Km que interliga a fronteira até à subestação da cidade gaúcha de Livramento. (24.01.2000)

A subestação de Bateias, na região de Curitiba, e a conexão da usina hidrelétrica de Salto Caxias a Cascavel, os dois principais projetos da Copel na área de transmissão, devem entrar em atividade em abril e dezembro do ano 2000, respectivamente. A Copel também se esforça para concluir, até o final deste ano, a usina de Salto Caxias, com capacidade instalada de 1.240 MW. No total, o segmento de transmissão ficará com R$ 67 mi dos R$ 275,5 mi previstos no programa de investimentos da companhia para 2000. (21.01.2000)

A CEEE investirá R$ 80 mi até 2002 para construir sua própria rede de transmissão de dados, que terá 3,5 milhões de quilômetros de cabos ópticos. A criação de uma subsidiária para cuidar dos novos serviços está nos planos da empresa. O projeto ainda não deslanchou porque está sendo discutida a formação de uma parceria nos moldes da Eletronet – empresa que explora os serviços de transferência de dados nas redes de transmissão de energia da Eletrobrás. (18.01.2000)

O governo não conseguiu vender, dia 13.01.2000, a concessão para construir e operar a linha de transmissão de energia elétrica que liga Tucuruí a Vila do Conde, no estado do Pará. No dia 12.01.2000, o consórcio Luz da Amazônia (Inepar Energia S.A. e a italiana Enel S.P.A), que está habilitado, entrou com recurso contra a decisão da Aneel, que também habilitou o outro único concorrente, o consórcio Schahin/Alusa (Schahin Engenharia e Comércio Ltda. e Companhia Técnica de Engenharia Elétrica). O consórcio Schahin tem agora 5 dias úteis para se manifestar sobre o recurso e somente depois a Aneel dará seu parecer final. Segundo a assessoria de imprensa da agência, o leilão acontecerá até o dia 31.01.2000. Esta seria a primeira de uma série de linhas que o governo espera vender este ano. (14.01.2000)

A Aneel abre, dia 13.01.2000, às 15 horas, os envelopes com as propostas financeiras dos dois consórcios habilitados no processo de licitação da linha de transmissão Tucuruí-Vila do Conde, no Pará. O projeto prevê uma linha com extensão de 323 km e está sendo disputado pelos consórcios Luz da Amazônia (Inepar Energia e Enel) e Schahin-Alusa (Schahin Engenharia e Companhia Técnica de Engenharia Elétrica). Dia 26.01.2000 a agência abre as propostas para construção da linha de transmissão Taquaruçu-Sumaré, em São Paulo, com 509 km. No dia 12.01.2000, a comissão de licitação da Aneel também recebeu as propostas para construção e exploração da hidrelétrica de Candonga (95 MW), projetada para o rio Doce, entre as cidades mineiras de Santa Cruz do Escalvo e Rio Doce. O leilão para escolha do licitante de Candonga foi marcado para o dia 28.01.2000. Quatro proponentes se apresentaram: consórcio Geoatlanta (Geoserv Serviços de Geotecnia e Construção, Elmo Engenharia e Construtora Atlanta), consórcio Candonga (EPP Energia Elétrica, Promoção e Participação e pela Vale do Rio Doce), Cesbe Engenharia e Empreendimentos e a Escelsa. (13.01.2000)

No dia 11.01.2000, a Aneel habilitou, três consórcios e inabilitou dois licitantes interessados na construção e exploração da linha de transmissão Taquaruçu-Assis-Sumaré, no estado de São Paulo. De acordo com a decisão da comissão de licitação, continuam na disputa os consórcios Transbras (Copel, PEM Engenharia e Soinco), Multiservice-AMP (Multiservice Engenharia e AMP do Brasil Conectores Elétricos) e Schahin-Alusa (Schahin Engenharia e Cia. Técnica de Engenharia Elétrica -Alusa). Ficaram de fora, por não atendimento das exigências técnicas do edital, a empresa britânica National Grid e o consórcio formado pela espanhola Bargoa e pela MTC Engenharia. A sessão pública de abertura das propostas financeiras foi marcada para o dia 26.01.2000. No Ministério de Minas e Energia, entretanto, auxiliares do ministro acreditam que o assunto deverá resvalar para a Justiça, pois existe uma forte possibilidade de tentativa de impugnação da decisão. (12.01.2000)

O fato da Eletrobrás concorrer com a iniciativa privada na linha de transmissão Campos Novos-Blumenau reflete uma nova orientação do governo, que não dará mais à estatal a concessão e operação de novas linhas. A Eletrobrás estava pleiteando a construção de trechos estratégicos para o sistema elétrico nacional, como a duplicação do Linhão Norte/Sul. No entanto, o presidente da holding, Firmino Sampaio, afirmou que a estatal só participará deste projeto se não houver interesse da iniciativa privada. (05.01.2000)

Por sugestão da Eletrobrás, o governo estuda a possibilidade de realizar as próximas privatizações para construção e exploração de linhas de transmissão através de leilões em bolsa de valores. Segundo o ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, o objetivo seria agilizar o processo, o qual é conduzido pela Aneel. Tourinho informou ainda que o governo pretende enviar ao Congresso um projeto de lei alterando a legislação. (05.01.2000)

Por intermédio de sua subsidiária Eletrosul, a Eletrobrás vai participar da licitação da Aneel para construção e exploração da linha de transmissão Campos Novos-Blumenau, segundo informou o presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio. A linha possuirá 253 Km de extensão no estado de Santa Catarina. (05.01.2000)

A Aneel cancelou a sessão pública, marcada para o dia 28.12.1999, com o objetivo de abrir as propostas financeiras dos consórcios que disputam a licitação da construção e exploração da linha de transmissão Taquaruçu/Assis/Sumaré, no estado de São Paulo. A informação foi prestada pelo superintendente de Concessões e Autorizações de Transmissão e Distribuição da Aneel, Jandir Amorim Nascimento, o qual salientou que está sendo aberto prazo recursal de cinco dias úteis para que os licitantes possam apresentar argumentos às impugnações formuladas por concorrentes. Segundo Nascimento, o consórcio Bengoa (formado pela espanhola Bargoa e pela MTC Engenharia) impugnou classificação dos consórcios Schahin/Alusa, Multi-Service/AMP e a empresa National Grid. O Multi-Service, por sua vez, entrou com recurso contra o Bengoa, o Schahin/Alusa, a National Grid e o consórcio Transbras (formado pela paranaense Copel, pela PEM Engenharia e pela Soinco). (28.12.1999)

A Eletrobrás poderá operar a Interligação Norte-Sul, composta de linha de transmissão em 500 kV e das subestações de Colinas, Miracema e Gurupi, no estado do Tocantins. A licença de operação foi concedida pelo Ibama. A linha de transmissão tem 1.020 Km de extensão, atravessa os estados de Goiás, Maranhão e Tocantins, e interliga as subestações Imperatriz (MA) e Serra da Mesa (GO). O prazo de validade da licença foi prorrogado de um para quatro anos, a partir de sua publicação, no dia 24.12.1999. (27.12.1999)

A Alstom Brasil pretende participar das licitações para construção de linhas de transmissão que estão sendo preparadas pela Aneel. Este projeto faz parte da estratégia mais ampla do grupo que, depois de atingir a liderança quase absoluta no setor de equipamentos para transportes, centra forças no crescimento de sua divisão de transmissão e distribuição de energia. A proposta, segundo o presidente Philippe Joubert, é aumentar em dois ou três anos a participação atual de 9% no mercado local para 20% - nível similar àquele verificado no mercado mundial. Em termos de faturamento, isto implica um salto dos cerca US$ 100 mi com que a divisão deve encerrar 1999 para algo entre R$ 200 mi e R$ 250 mi, no ano 2000. (22.12.1999)

A Aneel lança, dia 21.12.1999, o Edital para licitação de concessão da linha de transmissão Campo Novos-Blumenau, em Santa Catarina. Os documentos de habilitação e a proposta financeira poderão ser entregues no dia 15.03.2000. Segundo José Mário Abdo, diretor-geral da Aneel, a linha, com 253 Km de extensão, deverá entrar em operação em 2001 e demandará investimentos estimados em R$ 2,1 bi. (20.12.1999)

A Aneel marcou para o dia 28.12.1999 sessão pública para abertura das propostas financeiras da licitação para construção e exploração das linhas de transmissão Taquaruçu - Assis e Assis - Sumaré, no estado de São Paulo. A comissão de licitação da Aneel também decidiu inabilitar o consórcio Abengoa - formado pelas empresas Bargoa S.A. e MTC Engenharia – por não cumprimento do edital no que diz respeito à qualificação técnica. Estão habilitados para a próxima fase os grupos: National Grid Brazil Transmission B.V.; Consórcio Transbras (Copel, PEM Engenharia e Soinco S.A.C.I - Sociedade de Engenharia Brasileira Ltda); Consórcio Multiservice - AMP (Multiservice Engenharia Ltda e AMP do Brasil Conectores Elétricos Eletrônicos Ltda); e Consórcio Schahin/Alusa (Schachin Engenharia e Comércio e Cia Técnica de Engenharia Elétrica). (17.12.1999)

Um grande programa de apoio financeiro para o setor elétrico, orçado em R$ 17 bi, dos quais R$ 12 bi virão dos cofres do BNDES, foi anunciado, dia 16.12.1999, pelo diretor financeiro da instituição, Fernando Perrone. Os recursos se destinarão a apoiar a instalação de 25 usinas hidrelétricas, 27 térmicas, 35 projetos de pequenas centrais hidrelétricas e 20 novas linhas de transmissão que estarão operando até 31.12.2003, reforçando com 25,2 mil MW a oferta do sistema elétrico nacional. Perrone prevê que 16 mil MW serão gerados por térmicas e 9 mil por hidrelétricas. (17.12.1999)

Dois recursos impedem a Aneel de abrir hoje as propostas financeiras da licitação para construção e exploração da linha de transmissão Tucuruí - Vida do Conde, no Pará, como previsto. Os consórcios participantes Schahin/Alusa e Luz da Amazônia estão contestando, junto ao órgão regulador, as habilitações concedidas para a disputa, o que impede a Aneel de abrir dia 15.12.1999 as propostas financeiras da licitação. A agência terá até o dia 22.12.1999 para analisar os documentos e marcar nova data para abertura das propostas. A data de leilão para construção e exploração da usina de Itumirim (GO), no Rio Corrente, entre Aporé e Serranópolis, deverá ser definida dia 16.12.1999. (15.12.1999)

Segundo o presidente da Administradora de Serviços do Mercado Atacadista de Energia Elétrica (Asmae), Mitsumori Sodeyama, um cronograma de leilões para venda do direito de uso das linhas de transmissão de energia elétrica deve estrear até 2005. (07.12.1999)

Furnas assinou, dia 02.12.1999, dois acordos de parcerias que podem gerar investimentos de US$ 11 bi até 2007. O acordo firmado com a argentina Pan American Energy, a boliviana ICE Ingenieros, a americana Cobee Energy Development e a japonesa Nissho Iwai prevê o início de estudos para a construção de uma linha de transmissão de 2,3 mil Km que trará eletricidade da Bolívia para o estado de São Paulo. A linha, com início de operação previsto para 2004, trará 2,8 mil MW, gerados em termelétricas operadas pelos parceiros no negócio naquele país. Os investimentos previstos são de US$ 1 bi para a construção da linha e mais US$ 2,5 bi para a implantação de usinas termelétricas na Bolívia. (03.12.1999)

Quatro consórcios e uma empresa isolada apresentaram propostas à Aneel, dia 03.12.1999, para construir e explorar as linhas de transmissão Taquaruçu/Assis, de 177 km de extensão, e Assis/Sumaré, de 332 km, ambas no estado de São Paulo e programadas para entrar em operação comercial em julho de 2001. Os quatro consórcios são integrados pelas seguintes empresas: Consórcio Transbras - Copel, do Paraná, PEM Engenharia e Sociedade de Engenharia Brasileira Ltda.; Consórcio Abengoa - Bargoa, da Espanha, e MTC Engenharia; Consórcio Multiservice/AMP - Multiservice Engenharia Ltda. e AMP do Brasil Conectores Elétricos e Eletrônicos Ltda.; Consórcio Schahin - Alusa, formado pela Schahin Engenharia e Comércio e pela Companhia Técnica de Engenharia Elétrica Ltda. A Aneel estima em R$ 207,5 mi o investimento nas duas linhas. (06.12.1999)

Além do gás natural, o Brasil também passará a comprar energia elétrica da Bolívia . Um acordo de cooperação para estudo da viabilidade da importação de energia termelétrica será assinado 02.12.1999 entre a estatal Furnas Centrais Elétricas e um consórcio de empresas liderado pela BP-Amoco. Caso os estudos comprovem a viabilidade da importação, a eletricidade boliviana chegará ao Sudeste brasileiro por um sistema de transmissão em corrente contínua de 2.300 km. (02.12.1999)

A Aneel só decidirá uma nova data para o leilão de construção e exploração da Usina de Itumirim, que estava marcado para 25.11.1999, após cinco dias do prazo de envio dos recursos contra o resultado da habilitação. Segundo a Aneel, a empresa vencedora deverá fazer investimentos da ordem de R$ 98 milhões, além de construir uma linha de transmissão de 115 Km que interligará a usina ao sistema Sul/Sudeste/Centro-Oeste, que demandará mais R$ 4,7 mi em recursos. A usina, que terá uma potência instalada de 50 MW, tem de entrar em operação em um prazo de 60 meses a partir da assinatura do contrato de concessão. (02.12.1999)

O governo gaúcho estuda o melhor modelo para dar aproveitamento à rede de transmissão elétrica da CEEE para serviços de telecomunicações. Segundo a secretária de Energia, Minas e Comunicações do Estado, Dilma Vana Roussef, a estimativa é de que os trabalhos sejam concluídos em meados de dezembro/1999. O controle acionário do negócio permanecerá nas mãos do Estado, mas uma participação minoritária poderá ser vendida a parceiros privados. (29.11.1999)

A Celesc prepara-se para ingressar no ramo de transmissão de dados, distribuição de sinais de TV a cabo e construção, operação e manutenção de usinas e sistemas para terceiros. De acordo com o presidente da estatal, Francisco Küstero, o governo estadual deverá encaminhar um projeto de lei à Assembléia Legislativa autorizando a mudança do estatuto da companhia. A alteração é necessária para o início das atividades nos novos negócios. A Celesc também poderá transformar em participação acionária o crédito de R$ 90 milhões que tem com a Companhia Catarinense de Água e Saneamento (Casan), outra estatal. (22.11.1999)

A Aneel considerou habilitados os cinco consórcios que entregaram, no dia 05.11.1999, os documentos de pré-qualificação para a licitação da usina hidrelétrica de Itumirim. A usina hidrelétrica de Itumirim terá uma potência instalada de 50 MW e o vencedor, segundo previsão da Aneel, deverá fazer investimentos da ordem de R$ 98 mi. Os grupos que disputam a licitação são: Logos/Leme, formado pelas empresas Logos Engenharia e Participações e Leme Engenharia; Escelsa; consórcio Geoserv Elmo e Atlanta, composto por Geoversev-Serviços de Geotecnia e Construções, Construtora Atlanta Ltda e Elmo Engenharia Ltda.; Usina Itumirim, formado pelas empresas Brascan Energética S.A., DM Construtora de Obras, VA Tech Elin GmbH, VA Tech Energ Ltda e C&M Engenharia; e Engevix Engenharia. O consórcio vitorioso também terá de construir uma linha de transmissão de 115 Km que interligará a usina ao sistema Sul/Sudeste/Centro-Oeste, que demandará mais R$ 4,7 mi em recursos. (18.11.1999)

A partir de julho de 2000, quando deverá entrar em operação a linha de transmissão Mantaro-Socabaya, todo o sistema elétrico do Peru estará interconectado e haverá um só sistema de distribuição no mercado doméstico. Segundo Jorge Chamor, ministro peruano de Energia e Minas, a partir da interconexão nacional, será possível exportar eletricidade ao Equador, seguindo acordos de integração que estão sendo colocados em marcha depois doAcordo de Paz entre os dois países. (16.11.1999)

O secretário de Energia do Ministério das Minas e Energia, Benedito Carraro, afirmou que o País precisa de 18%, em média, de incremento da oferta energia elétrica até 2002. Isso equivale a mais 3 mil MW em relação ao que o Brasil produz hoje. Carraro ressaltou que é fundamental que o Plano Plurianual atraia investidores para o País. O secretário disse ainda que em quatro anos o governo federal terá privatizado a área de transmissão do setor elétrico. Serão privatizados 5 mil quilômetros de linhas de transmissão por ano. (12.11.1999)

Técnicos do governo estudam qual o melhor modelo para otimizar o uso das linhas da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) em telecomunicações. A CTEEP tem 12 mil Km de linhas no interior do Estado. Fibras ópticas já foram instaladas em 1,1 mil deles. A instalação foi feita pela antiga Telesp. A empresa quer dar um melhor aproveitamento à sua rede. Sem recursos para investir, o governo poderá constituir uma empresa de serviços de telecomunicações e vender o controle para a iniciativa privada, a exemplo do que a LightPar fez com a Eletronet, informa uma fonte ligada ao processo. (10.11.1999)

Furnas decidiu expor-se à opinião pública depois permanecer, por quatro décadas, exclusivamente dedicada a sua
atividade fim: geração e transmissão da energia elétrica. Nessa busca de transparência, elegeu três públicos-alvo: o
pequeno consumidor, o investidor e os seus próprios profissionais. Serão aplicados R$ 7 mi, no ano 2000, em ações de comunicação nas áreas ambiental, de desenvolvimento sustentado e cultural. (10.11.1999)

Cinco consórcios entregaram à Aneel os documentos de pré-qualificação para a licitação da usina hidrelétrica de
Itumirim, que será construída no rio Corrente (GO). O resultado dos consórcios habilitados para participar do leilão será publicado dia 16.11.1999. Os grupos interessados são: Logos/Leme, formado pelas empresas Logos Engenharia e Participações e Leme Engenharia; Escelsa; consórcio Geoserv Elmo e Atlanta, composto por Geoversev-Serviços de Geotecnia e Construções, Construtora Atlanta Ltda e Elmo Engenharia Ltda.; Usina Itumirim, formado pelas empresas Brascan Energética S.A., DM Construtora de Obras, VA Tech Elin GmbH, VA Tech Energ Ltda e C&M Engenharia; e Engevix Engenharia. O leilão acontecerá no dia 25.11.1999 e o lance mínimo será de R$ 106 mil anuais, a contar do 6º ao 35º ano de concessão. A usina hidrelétrica de Itumirim terá uma potência instalada de 50 MW e o vencedor deverá fazer investimentos da ordem de R$ 98 mi. O consórcio vitorioso também terá de construir uma linha de transmissão de 115 quilômetros que interligará a usina ao sistema Sul/Sudeste/Centro-Oeste, que demandará mais R$ 4,7 mi em recursos. O grupo operará como produtor independente de energia. A usina tem de entrar em operação em um prazo de até 60 meses, a partir da assinatura do contrato de concessão. (05.11.1999)

O grupo Enersis investirá cerca de US$ 3 bi, nos próximos quatro anos, e participará das licitações da Celpe, da empresa de saneamento chilena Essel e de uma segunda linha de transmissão de energia entre Argentina e Brasil. (03.11.1999)

Três consórcios formalizaram propostas na primeira licitação de linhas de transmissão aberta pela Aneel, referente à construção e exploração dos 323 km que ligarão Tucuruí a Vila do Conde, no Pará. A italiana Enel apresentou-se junto com a Inepar Energia, enquanto a Copel se uniu à Pem Engenharia. A Schahin lançou-se em companhia da Alusa Engenharia e Comércio. Trata-se de um modelo inédito de licitação no setor elétrico. No julgamento das propostas será considerada a menor receita anual para a prestação do serviço, tendo sido estipulado como teto o valor de R$ 26,8 mi, o que representa R$ 3,84 por megawatt/hora. O contrato de concessão terá um prazo de 30 anos. (1º.11.1999)

As três agências reguladoras, Aneel, Anatel e ANP, divulgam nos próximos dias o regulamento de compartilhamento de infra-estrutura, que vai organizar o uso de postes, linhas de transmissão de energia, dutos e gasotudos, pelas operadoras de telecomunicações, concessionárias de energia e outras empresas interessadas no uso da fibra ótica. As três agências discutiram a elaboração do documento por quase um ano e durante o período de consulta pública foram recebidas 500 contribuições vindas de mais de 50 entidades diferentes. (25.10.1999)

O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, defendeu a realização de leilão em bolsa de valores para definir quem construirá as novas linhas de transmissão no País. O procedimento substituiria as licitações promovidas pela Aneel. Segundo Firmino, o critério para definir a melhor oferta não precisaria ser, necessariamente, o menor preço. Nos casos de urgência, por exemplo, venceria quem oferecesse o menor tempo para construção da obra. (22.10.1999)

As comunidades indígenas venezuelanas estão sabotando as obras de uma importante linha de transmissão de energia elétrica entre o Estado de Bolívar (Venezuela) e Boa Vista, capital de Roraima. Armados de paus, não permitem a continuação das obras no trecho de 80 quilômetros do parque nacional Gran Sabana. Em troca, exigem do governo a concessão de títulos de posse definitiva de terra. A estatal Electrificación del Caroni (Edelca), encarregada das obras em território venezuelano, calcula que os prejuízos já somam US$ 160 mil. (18.10.1999)

O Plano Plurianual do governo brasileiro prevê investimentos, públicos e privados, de US$ 87 bi na área energética entre 2000 e 2003. Considerando-se um aumento da demanda da ordem de 5% ao ano, a Eletrobrás calcula que sejam necessários aportes de US$ 23,4 bi na área de geração até 2008. Em cinco anos, os investimentos na transmissão teriam de alcançar US$ 5,6 bi, enquanto a expansão da distribuição absorveria cerca de US$ 4 bi até 2003. A meta de investimentos de 1998 não foi alcançada: estavam previstos aportes de US$ 8,1 bi, mas só foram investidos US$ 5,2 bi. Em 1999, os aportes também não deverão alcançar os US$ 4,2 bi inicialmente calculados. (18.10.1999)

A Aneel concedeu a primeira autorização a uma pequena central hidrelétrica que ficará isenta de pagar a tarifa da rede elétrica (transmissão e distribuição), o que irá baratear o custo da energia. A usina favorecida pela medida foi a PCH Alto Jaurú, a ser construída pela empresa Araputanga Centrais Elétricas S.A., no Mato Grosso. A usina deverá entrar em operação até dezembro de 2000 e demandará investimentos de cerca de R$ 32 mi. (15.10.1999)

A AES Corp pode construir uma linha de transmissão para enviar eletricidade da Argentina para a região sudeste do Brasil, em um projeto que pode custar US$ 1 bi. A AES disse que a construção da linha, que transportaria de 700 a 1500 MW, depende de o Brasil finalizar sua regularização do mercado de energia. A AES enviará seu projeto aos governos argentino e brasileiro, com a decisão sobre o projeto devendo demorar de seis meses a dois anos. A Endesa está construindo linhas de transmissão para enviar energia gerada na Argentina para o Brasil, em um valor estimado em US$ 2,5 bi, nos próximos 20 anos. (06.10.99)

A Celpe garantiu o direito de utilizar a malha de transporte de energia elétrica de qualquer empresa do país. Esta é tônica do contrato para uso do sistema de transmissão assinado ontem entre o presidente da Celpe, Paulo Cézar Tavares, e o diretor-presidente do ONS, Mário Santos.Para ter acesso ao sistema e aos serviços de transporte de qualquer empresa transmissora de energia do país, a Celpe pagará R$ 50 mi, mensalmente, ao ONS. Antes do contrato, apenas as proprietárias das malhas podiam se utilizar desta infra-estrutura para transportar a energia. A lógica do novo modelo é estabelecer a competição entre as empresas geradoras de energia e garantir ao consumidor - e às próprias distribuidoras - a possibilidade de livre escolha da empresa que vai lhe fornecer energia. A partir de 2003, a Celpe poderá comprar de qualquer empresa até 25% da energia elétrica que distribui. Hoje, a Chesf é fornecedora praticamente exclusiva da Celpe. Em 2006, a energia elétrica distribuída pela Celpe poderá ser adquirida em qualquer geradora. Para tal, a Celpe e outras distribuidoras deverão firmar novos contratos com o ONS. (05.10.99)

A Coelba está finalizando a estruturação societária de uma empresa que usará a rede de distribuição elétrica paratransmissão de dados por fibra óptica e estará em operação até o fim de 1999. A Coelba pretende ter o controle daTelevias, mas busca um parceiro operacional, e para isso negocia com a Telefônica uma participação na nova empresa.Não está descartada também a entrada de outro parceiro, como a Telemar holding. (05.10.1999)

O diretor geral da Aneel, José Mario Abdo, garantiu que a agência divulgará, até dia 1º.10.1999, a regulamentação de acesso às linhas de transmissão e distribuição. Abdo não adiantou quais serão as novas tarifas de acesso. Afirmou, no entanto, que os valores serão diferenciados para injeção e retirada de energia elétrica das linhas. Além disso, eles também sofrerão alterações de acordo com a subestação escolhida para conexão. (29.09.1999)

Ainda no encontro da Apine, o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, deve discursar sobre a regulamentação das condições de acesso às redes de transmissão. Muitos diretores de empresas têm manifestado um certo descontentamento com o que classificam como demora da agência em divulgar essas regras. Já a superintendente da Área de Projetos de Infra-Estrutura do BNDES, Ivone Hiromi Saraiva, deverá detalhar o programa de financiamento que o banco está abrindo para estimular projetos de energia elétrica em geral, incluindo as térmicas a gás, linhas de transmissão e PCHs. (28.09.1999)

Em abril de 2000, a linha de transmissão ligando o sistema energético da usina de Guri (Venezuela) à cidade de Boa Vista, Roraima, entra em operação. A Eletronorte já concluiu o trecho brasileiro de 191 Km de linha de transmissão de 230 mil volts e aguarda a conclusão de 490 Km de transmissão a cargo da estatal venezuelana Edelca. Em outubro próximo, os técnicos irão fechar o preço do MWh para o fornecimento de energia até o ano 2020. O contrato prevê a garantia de fornecimento de 200 MWh/dia - quatro vezes mais do que a cidade de Boa Vista consome hoje. Segundo o gerente regional de engenharia da Eletronorte, Makoto Nakahara, o valor deve ficar em torno de US$ 40, enquanto que hoje está em US$ 124. (14.09.1999)

O governo brasileiro tem a expectativa de que, até o final de 1999, seja concluída a construção da linha de transmissão com a Venezuela, que permitirá a compra de 200 MW de energia. Com o Uruguai existem dois projetos de interconexão: um em andamento, com potência de 50 MW, e outro em estudo, de 500 MW. (06.09.1999)

O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, informou que, até dezembro de 1999, será realizada a licitação para a construção da segunda linha de transmissão de energia elétrica Norte-Sul, o chamado segundo "Linhão". Tourinho disse que a iniciativa privada terá participação ativa nesse processo. (08.09.1999)

Está disponível o edital de licitação para construção e exploração das linhas de transmissão Taquaruçu/Assis e Assis/Sumaré, ambas no Estado de São Paulo. O julgamento das propostas será pela menor receita anual para a prestação de serviços públicos de transmissão de energia. O teto foi fixado em R$ 45,2 mi para os primeiros 15 anos de concessão a partir do investimento estimado. As obras estão programadas para entrar em operação comercial em setembro de 2001. A Aneel estima que serão necessários investimentos da ordem de R$ 207,5 mi. (03.09.1999)

O Nordeste deverá receber investimentos da ordem de R$ 65,9 bi entre 2000 e 2003. Para a área de infra-estrutura, o montante previsto é da ordem de R$ 13,9 bi, estando contempladas investimentos públicos e privados, como a Usina Termelétrica do Pecém, de R$ 160 mi. Outras obras a serem executadas são as linhas de transmissão de energia entre Fortaleza e Imperatriz (MA) - com 1,13 mil Km e 500 kv - , Paulo Afonso (BA) e Fortaleza - com 640 Km e 230 kv - e de Banabuiú a Natal (RN), com 995 quilômetros e 230 kv. (01.09.1999)

A Aneel abre hoje, 30.08.1999, a licitação para construção das linhas de transmissão Taquaruçu/Assis e Assis/Sumaré, ambas no estado de São Paulo. O edital estará disponível a partir do dia 03.09.1999. O recebimento dos documentos de habilitação e da proposta financeira está marcado para 1º.12.1999. O edital trará em anexo o contrato de prestação do serviço de transmissão a ser assinado com o ONS. O julgamento das propostas será pela menor receita anual para a prestação dos serviços. O teto foi fixado em R$ 45,2 mi para os primeiros 15 anos de concessão a partir do investimento estimado. As obras estão programadas para entrar em operação comercial em setembro/2001. A Aneel estima que serão necessários investimentos da ordem de R$ 207,5 mi. (30.08.1999)

O Diário Oficial publicou decreto incluindo no Programa Nacional de Desestatização empreendimentos de transmissão da Rede Básica dos Sistemas Elétricos Interligados. Os sistemas serão explorados de acordo com contrato de concessão a ser celebrado com as vencedoras das licitações. Estão incluídas no PND: a segunda linha de transmissão entre Tucuruí e Vila do Conde (500 kV), com 329 Km no Pará; duas linhas de transmissão de 440kV entre Taquaruçu e Assis (177 km) e Assis-Sumaré (332 Km); o segundo transformador da subestação Sumaré, em São Paulo; a linha de 500 kV entre Poços de Caldas e Cachoeira Paulista (10 km); a linha de transmissão 525 kV entre Campos Novos e Blumenau (253 km) e a linha de 500 kV entre Curitiba e São Paulo. Também serão licitadas a Interligação dos Sistemas Centro-Oeste e Nordeste através das Linhas de Transmissão 500 kV Serra da Mesa - Bom Jesus da Lapa - Governador Mangabeira, num total de 1.014 Km, e respectivas subestações, em Goiás e na Bahia; e a Interligação dos Sistemas Sudeste e Norte (segunda linha) através das Linhas de Transmissão 500 kV Itumbiara - Samambaia - Serra da Mesa - Gurupi - Miracema - Colinas - Imperatitriz, num total de 1.876 Km, e respectivas subestações, no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Tocantins e Maranhão. (24.08.1999)

O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, afirmou que deverá ocorrer em setembro a licitação pública para a construção da linha de transmissão de energia elétrica que liga a usina de Tucuruí a Vila do Conde, no Pará. A data, segundo ele, ainda será definida pela Aneel. Essa será a primeira linha de transmissão cuja construção e operação é licitada pela Aneel. O presidente da Eletrobrás acredita que a segunda será a Norte-Sul II. A entrada da iniciativa privada neste segmento deverá, segundo ele, reduzir o volume de investimentos da Eletrobrás. (17.08.1999)

A Chesf está investindo R$ 350 mi na construção de uma linha de transmissão de 500 kV da segunda interligação Norte/Nordeste, com 751 km de extensão. (17.08.1999)

A CVM autorizou a Light a fazer lançamento de debêntures simples no valor de R$ 150 mi. De acordo com o superintendente de Relações com o Mercado da Light, Paulo Renato Marques, as debêntures serão subscritas pelo BNDES, que já detém 32% do capital da Light e 9,23% do controle acionário. Os recursos serão destinados à modernização dos serviços da empresa e à expansão das linhas de transmissão. (13.08.1999)

A CPFL desistiu de investir recursos próprios na ampliação de seu backbone e negocia direito de passagem com a Embratel e a Telefônica. O presidente da CPFL, Ronald Degen, explicou que a intenção é negociar com a operadora de telefonia fixa a cessão de fibras apagadas da nova "superlinha" de transmissão de dados e voz que está sendo montada no Estado. A Telefônica não pagará pelo uso dos postes da CPFL, cedendo, em troca, um conjunto de fibras ópticas para a distribuidora. (06.08.1999)

A Aneel autorizou as empresas de energia elétrica componentes do sistema Eletrobrás a compartilhar sua infra-estrutura para atividades de telecomunicações. Eletronorte, Eletrosul, Chesf e Furnas receberam autorização para cessão do direito de uso, a título oneroso, da infra-estrutura do sistema de transmissão de energia elétrica e de fibras ópticas, de propriedade das concessionárias, a serem disponibilizadas para a prestação de serviços de telecomunicações. (05.08.1999)

Um decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso incluiu no PND a construção e exploração de 8 linhas de transmissão de energia elétrica. Os empreendimentos a serem concedidos à iniciativa privada são: 1) Linha de transmissão Tucuruí-Vila do Conde, no Estado do Pará (segunda linha); 2) Linha de transmissão Taquaruçu-Assis e Assis-Sumaré, em São Paulo; 3) Subestação Itajubá 3, no Estado de Minas Gerais; 4) Linha de transmissão Campos Novos-Blumenau, no Estado de Santa Catarina; 5) Curitiba- São Paulo, ligando os Estados do Paraná e São Paulo; 6) Interligação dos sistemas Centro-Oeste e Nordeste através das linhas de transmissão Serra da Mesa - Bom Jesus da Lapa - Governador Mangabeira, nos Estados de Goiás e Bahia; 7) Interligação dos Sistemas Sudeste e Norte (segunda linha), através das linhas de transmissão Itumbiara - Samambaia - Serra da Mesa - Gurupi - Miracema - Colinas - Imperatriz, no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e Maranhão; 8) Interligação dos Sistemas Norte e Nordeste (terceira linha), através das linhas de transmissão Tucuruí- Marabá - Imperatriz - Presidente Dutra, nos Estados do Pará e Maranhão. (05.08.1999)

A Eletrosul é a única empresa estatal federal que poderá participar das licitações públicas para a construção de linhas de transmissão de energia elétrica. Somente poderão disputar as empresas constituídas como empresas independentes com esta finalidade, logo Chesf e Eletronorte não poderão participar da privatização das linhas de transmissão. A Eletrosul é exceção porque já teve privatizada a parte de geração da empresa e atua agora especificamente na área de transmissão de energia elétrica. (04.08.1999)

O secretário de Energia do Estado de SP, Mauro Arce, informou que, futuramente, EPTE e a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista - criada a partir da cisão da Cesp - serão fundidas ou uma delas vai incorporar a outra. (04.08.1999)

A Chesf irá investir cerca de R$ 1,8 bi, nos próximos 5 anos, na expansão de linhas de transmissão. Uma linha com capacidade de 500.000 volts e 409 km de extensão está em processo de instalação a partir de Xingó, na divisa de Alagoas e Sergipe, até o município de Camaçari, na Bahia. O início da operação está previsto para o final de 2001. (29.08.1999)

Concorrência Aneel nº 06/99 - Objeto: serviço público de transmissão de energia elétrica mediante implantação, operação e manutenção da Linha de Transmissão Tucuruí/Vila do Conde, 500kV, 2º circuito, localizada no Pará. A Eletronorte está interessada em formar parcerias com empresas que venham a participar deste processo, dado o fato de ser possuidora da tecnologia para construção, operação e manutenção de linhas de 500 kV na Amazônia. (30.07.1999)

A Aneel está promovendo licitação pública para outorga de concessão de serviço de transmissão de energia, mediante construção, implantação, operação e manutenção das seguintes linhas de transmissão: LT Blumenau-Campos Novos (SC); LT Taquaraçú-Assis (SP); LT Assis-Sumaré (SP); e SE Sumaré (SP). As concessões terão prazo de 30 anos, contados a partir da assinatura dos contratos. (30.07.1999)

A Secretaria Estadual de Energia de São Paulo começa a trabalhar na unificação da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista - criada a partir da cisão da Cesp - e da EPTE - que surgiu a partir da cisão da Eletropaulo. Haverá uma diretoria única para as duas empresas, mas não se trata de uma fusão. (28.07.1999)

A Red Eléctrica de España formou um consórcio com a brasileira CS Participações para disputar a licitação com vistas à concessão à iniciativa privada do segundo circuito da linha Tucuruí - Vila do Conde, com 323 Km de extensão, no Pará. Trata-se da primeira privatização na área de transmissão do setor elétrico, cujo edital e contrato de concessão a ser adotado foram publicados dia 02.07. A entrega das propostas deverá ocorrer em 31.08. (29.07.1999)

O superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Jarbas José Valente, disse que o direito de passagem entre a Anatel, a Aneel e a ANP deve ficar pronta até o final de agosto. O direito de passagem é o compartilhamento de infra-estrutura entre prestadoras de serviços de telecomunicações de interesse coletivo e prestadores de serviços de transmissão e distribuição de energia e transporte de petróleo, derivados e gás natural. (22.07.1999)

A Asea Brown Boveri (ABB) estuda instalar, em Brasília, uma linha de transmissão experimental, que deverá ligar as subestações de CEB e de Furnas. O local ainda está sendo definido e determinará o valor do investimento. Segundo estimativas da empresa, este projeto poderá render cerca de US$ 50 milhões em 2000. (08.07.1999)

A Inepar Energia, a Sade Vigesa e a italiana Enel estão se preparando para disputar as licitações no setor de transmissão, que a Aneel lançou no dia 02.07. A Enel é uma estatal italiana que detém 100% das linhas de transmissão da Itália, 80% da geração e 70% da distribuição de energia do país. (06.07.1999)

Enquanto que as tarifas de transmissão das linhas estatais são fixadas pela resolução 142 da Aneel, as linhas privadas terão suas tarifas estabelecidas a partir de negociações com o órgão regulador. Os preços cobrados levarão em conta os custos do investimento total na infra-estrutura, estimados em R$ 2,7 bi, o que pode provocar, a médio prazo, aumento das tarifas. (05.07.1999)

A Aneel pretende lançar, até o final do ano, 18 editais de licitação para a iniciativa privada construir e operar hidrelétricas. O setor de transmissão terá mais de uma dezena de editais para a construção de 5 mil quilômetros de linhas. Todavia, o mercado avalia que o interesse no setor de transmissão será pequeno, por considerar as tarifas pouco atrativas. (05.07.1999)

Ainda em julho, a Aneel publicará os editais para licitação das linhas Assis-Sumaré (SP), Campos Novos-Blumenau (SC), e do sistema de energia de Itajubá (MG). De acordo com decisão do CND, de 22.06.1999, serão licitados cerca de 5 mil km de linhas de transmissão, com investimento estimado de R$ 2,1 bi. (02.07.1999)

A Aneel publica, hoje, no Diário Oficial, o edital e o contrato de concessão da linha de transmissão Tucuruí-Vila do Conde (PA), que tem 323 Km de extensão. Os investimentos estão estimados em R$ 120,840 mi. Para regulamentar a disputa, foi estipulado um teto de receita anual em R$ 26.862.451,00, equivalentes a R$ 3,84 por MWh. A taxa interna de retorno prevista é de 11% ao ano, além da alíquota de operação e manutenção de 3% sobre o volume investido. (02.07.1999)

A AGE da LightPar, ocorrida em 25.06.1999, aprovou a participação de 49% da empresa na Eletronet. Os 51% restantes ficarão com um parceiro estratégico que será escolhido através de um leilão na BVRJ. Chesf, Furnas, Eletrosul e Eletronorte se reúnem 29.06 para assinarem o contrato de cessão de direitos de transmissão à Lightpar. (25.06.1999)

A Aneel aprovou projetos básicos apresentados pela Escelsa e pela RGE. A Escelsa poderá construir um linha de transmissão no município de Cariacica (ES), que deve estar pronta até o dia 30.09.1999. A RGE está autorizada a implementar duas linhas de transmissão no Rio Grande do Sul, cujas obras devem estar prontas até 30.06.1999. (InvestNews/GM, 22.06.1999)

O Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Pernambuco desenvolveu um projeto, inédito no país, para a Chesf. Trata-se de um programa de gerenciamento dos riscos de incêndio para o sistema de transmissão de energia elétrica. (Jornal do Commercio, 18.06.1999)

Segundo o presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, há cinco empresas, entre estrangeiras e brasileiras, interessadas na licitação do primeiro trecho de linhas de transmissão (Tucuruí-Belém) - que terá 500 KV - entre elas a National Grid e a Schahin Cury. Os consórcios interessados terão que incluir um operador técnico especializado. As empresas estatais do setor elétrico poderão disputar as licitações, inclusive a Eletrobrás. A estimativa do mercado é de que boa parte das áreas a serem licitadas fique com a estatal. O lançamento dos primeiros editais de licitação só deve ocorrer a partir de julho. (GM, 18.06.1999)

O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, anunciou o reagrupamento, pela Aneel, das concessões de distribuição de energia e as respectivas instalações de transmissão da Celesc. Ele esclareceu que a resolução exclui da área de concessão da Celesc as regiões atendidas pelas cooperativas do Estado, resolvendo os conflitos na área coberta pela Celesc e por 14 cooperativas de eletrificação do Estado. De acordo com Abdo, os Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina concentram a maior parte das cooperativas no Brasil. (InvestNews/GM, 11.06.1999)

A Secretaria de Energia do Ministério de Minas e Energia está tentando, junto à Aneel, acelerar o lançamento de editais de linhas de transmissão e os de instalação de usinas hidrelétricas. Segundo o secretário de Energia, Benedito Carraro, deverão ser licitados 5 mil Km de linhas de transmissão. Estão em construção no País cerca de 3 mil Km de linhas, sendo que 20% desse total está sendo instalado pelo setor privado e o restante pela Eletrobrás. (GM, 10.06.1999)

A primeira rodada de licitações da Aneel para construção das primeiras linhas de transmissão privadas do País vai incluir os trechos de Serra da Mesa (GO)/Rio das éguas (BA), Curitiba (PR)/São Paulo (SP), Imperatriz (MA)/Presidente Dutra (MA), Assis (SP)/Sumaré (SP)e Itumbiara (GO)/Samambaia (DF).Além disso, também incluirá projetos de ampliações em subestações. A lista com os 21 projetos que deverão ser licitados pela Aneel foi encaminhada na semana passada à aprovação do presidente Fernando Henrique Cardoso para entrar na pauta da próxima reunião do Conselho Nacional de desestatização (CND), prevista para quinta-feira, dia 10 de junho.  A Eletrobrás requisitou à Aneel a construção de trechos considerados estratégicos para a ampliação do sistema elétrico, como a duplicação do Linhão Norte/Sul, que une os sistemas interligados Sul/Sudeste/Centro-Oeste e Norte/Nordeste, e o quarto circuito Itaipu/São Paulo, mas a agência ainda não respondeu à solicitação. (GM, 07.06.99)

O Conselho Administrativo da Ceb aprovou, em reunião realizada no último dia 21, a revisão da proposta orçamentária, referente ao exercício de 1999, cujo valor dos investimentos previstos anteriormente em R$ 72,528 mi, passou para R$ 79,01 mi. Na reunião também foi aprovada a criação de uma subsidiária integral da companhia, denominada CEB Participações (CEBPar), cujo objetivo é comprar e vender participações acionárias ou cotas de outras empresas energéticas, de telecomunicações e de transmissão de dados. (GM, 27.05.1999)

A diretoria da Cemig aprovou a estrutura acionária e o processo de licitação para a utilização da estrutura de transmissão e distribuição para serviços de telecomunicações. Será constituída uma empresa com o propósito de transmissão de dados, na qual a Cemig deve responder por 49% da estrutura acionária, a norte-americana AES por outros 49%, e o fundo de investimentos dos empregados da Cemig (Clic) por 1%. Os investimentos, nos próximos dois anos, estão estimados em R$ 380 mi, e serão bancados, inicialmente, pelos fornecedores através da modalidade de suplier credit. Segundo o superintendente de relações com o mercado da Cemig, Luiz Fernando Rolla, a expectativa é de que a Infovias tenha um faturamento em torno de R$ 70 mi por ano. Ele informou que, no máximo em três meses, será colocada em licitação o primeiro lote de redes. (InvestNews/GM, 28.05.1999)

O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, informou que há cinco empresas, entre estrangeiras e brasileiras, interessadas na licitação do primeiro trecho de linhas de transmissão (Tucuruí-Belém). Entre elas estão a National Grid e a Schain Cury. O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, acredita que esta primeira licitação ocorra no mês que vem, após passar pela aprovação do CND, que se reúne em 10 de junho. O edital exigirá qualificação técnica do participante para operar o sistema. Abdo disse, ainda, que um total de 5 mil Km de linhas deve ser vendido ainda neste ano. A construção desse total de linhas pedirá, segundo ele, investimentos de cerca de R$ 2 bi. (InvestNews/GM, 26.05.1999)

Será anunciado, na próxima semana, o programa de cogeração de eletricidade no setor sucroalcooleiro, que permitirá o uso do bagaço de cana na produção de eletricidade. O governo vai assegurar a compra da energia gerada e permitir o acesso das usinas às linhas de transmissão sem pagamento de tarifas. O programa será implantado inicialmente em São Paulo, e em seguida aplicado em outras regiões de plantação de cana do País. A cogeração permite, hoje, a produção de 1 mil MW de energia com o aproveitamento dos resíduos das usinas, mas para o ministro Rodolpho Tourinho o novo programa acrescentará mais 3 mil MW. (InvestNews/GM, 20.05.1999)

A Aneel vai lançar nas próximas semanas as primeiras licitações para construção de novas linhas de transmissão de energia elétrica. Entre os projetos que devem ser licitados estão a linha de transmissão que liga a usina hidrelétrica Serra da Mesa à Salvador e a conclusão da terceira linha que liga a Hidrelétrica de Itaipu até a usina nuclear de Angra dos Reis. O ministro Rodolpho Tourinho citou como projeto a ser concedido à Eletrobrás, sem licitação, a duplicação do Linhão Norte-Sul ligando os sistemas elétricos das regiões Norte e Nordeste com o sistema interligado Sul/Sudeste e Centro-Oeste. (GM,19.05.99)

Para evitar novos blecautes e um colapso no fornecimento de energia, o governo vai acrescentar um terceiro nível de proteção ao sistema de transmissão, que estará funcionando dentro de um ano a um custo de, aproximadamente, US$ 7 mi. A proteção ao sistema de transmissão funciona hoje em dois níveis - um de verificação dos equipamentos da rede básica e outro de alívio de carga em casos de emergência. O terceiro será formado por controladores lógicos programáveis, capazes de agir diante de todas as situações previstas. A outra medida do governo, de mais longo prazo, será gerar eletricidade nos centros de maior carga, através da construção de usinas termelétricas. (Jornal do Brasil, 18.05.99)

Na audiência pública organizada pela Aneel, na última sexta-feira, evidenciaram-se duas situações divergentes que exigirão a mediação do órgão regulador. Os grandes consumidores de energia elétrica estão dispostos a recorrer às últimas instâncias judiciais, caso a resolução final da Aneel sobre as condições de acesso às redes de transmissão os proíba de efetuar diretamente as conexões. (GM, 17.05.99)

Será realizada hoje uma audiência pública na Aneel da qual emergirá uma resolução da agência estabelecendo as condições para contratação do acesso e uso dos sistemas de transmissão e distribuição de energia. O texto definitivo afetará diretamente os custos dos grandes consumidores de energia, e as receitas dos distribuidores, com forte impacto em seus balanços futuros. De um lado, os distribuidores irão defender que os atuais contratos de concessão lhes garantem o direito de repassar a energia consumida pelos grandes complexos industriais e por outro lado, os grandes consumidores querem ter o direito de acessar diretamente as linhas de transmissão e comprar energia direto das geradoras, acirrando a competição no mercado de energia do País. Segundo José Abdo, o acesso e o uso dos sistemas de transmissão e distribuição representa a efetiva introdução da competição no novo modelo elétrico, estimulando novos investimentos principalmente por parte dos produtores independentes. Para a Aneel, o maior benefício da nova resolução será o livre acesso aos sistemas de transmissão e distribuição, entre produtores e consumidores, independente da localização dentro do sistema interligado. (GM, 14.05.99)

O seguro contratado, recentemente, por Itaipu terá limite máximo de indenização de US$ 100 mi para danos causados em qualquer uma de suas 18 unidades geradoras. Apesar de ser um seguro amplo, a usina não contratou apólice para danos causados a sua linha de transmissão. Pelas coberturas contratadas pelo período de dois anos, a usina desembolsará US$ 1,77 mi, em dez parcelas mensais. Este valor representa uma queda de quase 90% em relação ao que a usina gastou com seguros em 1992. (GM, 13.05.99)

A entrada no negócio de infovias praticamente não acrescentará valor à Lightpar. A Eletrobrás refez toda a operação de modo que não restasse lucro para a Lightpar. Pelo novo modelo, caberá à LightPartransferir à Eletrobrás 100% do lucro que obtiver com os 49% de ações que terá na SPE. Na hora do repasse, a LightParterá o direito de ficar com 2% desse valor, ou seja, R$ 1 mi por ano, como uma taxa de gerenciamento. Além disso, a Eletrobrás cobrará da SPE pelo uso das redes de transmissão uma parcela fixa, calculada por quilômetro de extensão usado, que deve ficar em torno de R$ 50 mi por ano. (OESP, 14.05.99)

A modelagem de criação da Eletronet somente chegará ao mercado depois de passar por discussão junto à CVM. O gerente de Acompanhamento de Empresas da CVM, Fábio Fonseca, informou que a Eletrobrás comprometeu-se a apresentar todos os detalhes de como será o retorno financeiro do negócio para a Eletrobrás, da participação que caberá a LightPare de como será a entrada de um sócio estratégico privado na utilização das linhas de transmissão de energia elétrica para transporte de sinais. Fonseca explicou que o objetivo da análise da CVM é abrir espaço para que sejam feitas sugestões sobre a operação no caso de ser identificado risco de haver prejuízos aos minoritários da Eletrobrás. (GM, 13.05.99)

O fato relevante da Eletrobrás com as regras para a entrada do sócio estratégico da LightParna SPE que irá explorar o negócio de infovias deve sair entre os dias 14 e 16 de maio, segundo uma fonte da empresa. A maior expectativa está em torno da remuneração fixa que a Eletrobrás irá cobrar da LightParpelo uso de seus ativos de transmissão. (Diário do Grande ABC, 11.05.99)

Segundo o presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, a empresa não pretende concorrer com a Embratel no setor de transmissão de dados e voz por fibra ótica, mas quer tornar suas linhas de transmissão disponíveis para que empresas privadas passem a operá-las. Sampaio não descartou a possibilidade de ter a Embratel como sócia da Eletronet. (Jornal do Commercio-07.05.99)

A construção da linha de transmissão de 191 Km que vai interligar a cidade de Boa Vista (RR) à Usina Hidrelétrica de Guri, na Venezuela, está sendo concluída. As obras no Brasil ficam prontas em junho. Em 15.05, a Eletronorte inaugura, em Boa Vista, a subestação rebaixadora que vai transformar a voltagem de 230 mil volts - importada da Venezuela - para 69 mil volts. Em junho, inaugura duas outras subestações rebaixadoras de 69 mil volts para 13 mil volts. (GM-05.05.99)

O Bndes realiza, dia 4 de maio, licitação pública para a contratação de serviços especializados de consultoria para desestatização das unidades geradoras e sistemas de transmissão de propriedade da Eletronorte, da Ceron, e da Eletroacre. (Investnews/GM-03.05.99)

A Aneel definiu em R$ 4,96 por MWh a tarifa de transmissão de energia elétrica para todo o País. O valor será pago pelas empresas geradoras às companhias de transmissão. Por meio de resolução, a agência estabeleceu o valor de R$ 2,07 bi como receita anual do sistema nacional de transmissão de energia. O diretor-geral da Agência, José Mário Abdo, afirmou que a nova tarifa poderá acarretar em aumento de 1% no preço final pago pelo consumidor. A receita anual de transmissão para Furnas, por exemplo, foi estabelecida em R$ 470,375 mi, para a Chesf em R$ 302,469 mi, Eletronorte em R$ 203,266 mi, Copel em R$ 76,9 mi enquanto a transmissora oriunda da cisão da Cesp tem direito a receber R$ 320 mi/ano. A Aneel definiu ainda a extensão da rede básica brasileira (78 mil Km). (Investnews/GM-22.04.99)

Foi prorrogado de 29 de abril para 14 de maio a audiência pública que tem como objetivo colher subsídios para o aprimoramento de ato regulamentar que estabelece as condições gerais para a contratação do acesso e uso dos sistemas de transmissão e distribuição. A intenção é que mais agentes do setor tenham chance de apresentar sugestões. (InvestNews/GM-20.04.99)

A Aneel coloca em consulta pública, a partir de amanhã, uma proposta para estimular o investimento em projetos na Amazônia Legal, que reduzam a CCC dos sistemas isolados de energia. De acordo com o José Mário Abdo, a intenção é aumentar a oferta de energia hidrelétrica e substituir a geração de energia termelétrica com uso de óleo diesel, transferindo 90% do subsídio da CCC ao investidor que bancar uma obra de geração de energia na Amazônia. Podem ser construídas PCHs, termelétricas a gás e projetos de substituição de combustíveis e empreendimentos de transmissão. O montante a ser oferecido como incentivo atinge R$ 330 mi. (Investnews-19.04.99)

Mário Covas, confirmou ontem que o processo de privatização da Cesp pode sofrer atrasos, esclarecendo que o motivo seria a indefinição da Aneel na fixação da tarifa de transmissão e não causas políticas. Os grupos interessados ainda não conseguiram fechar contratos de venda futura de energia, já que não sabem quanto terão de pagar de pedágio pelo uso dos sistemas de transmissão. (OESP-20.04.99)

O 'Diário Oficial' da União publica, hoje, a proposta conjunta de regulamento elaborada pelas agências Aneel, Anatel e ANP, estabelecendo as diretrizes para o uso compartilhado da infra-estrutura de redes de transmissão e distribuição de energia elétrica, da prestação dos serviços de telecomunicações e da malha de dutos de petróleo, seus derivados e gás natural. (GM-19.04.99)

A Aneel definiu em R$ 320 mi a receita anual da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica, cabendo à Secretaria Estadual de Energia separar o componente de distribuição da atual tarifa cheia, que gira em torno de R$ 40,00 por MWh. Da receita de, aproximadamente, R$ 2 bi da Cesp, serão retirados os R$ 320 mi da transmissora. O restante será rateado pelas três geradoras de forma proporcional à energia garantida por cada uma. Segundo Mauro Arce, não haverá uma tarifa única de geração. (InvestNews/GM-16.04.99)

Empresas de telefonia e transmissão de dados estão interessadas em explorar a rede de fibra óptica do Tramoeste. A Eletronorte não está autorizada a dar maiores informações. O Tramoeste é servido por cabos pára-raios OPGW que levam 12 pares de fibra óptica. A Eletronorte, proprietária de um trecho de 800 quilômetros, vai usar dois pares, mantendo um terceiro de reserva. Os demais estão com a comercialização da cessão de uso em curso. (GM/PA-12.04.99)

O presidente do ONS, Mário Santos, entregou à Aneel o relatório final sobre o blecaute. O documento confirma que o desligamento da rede foi provocado pela queda de um raio, mas não é sabido se ocorreu em Bauru (SP), ou numa linha de transmissão da estatal. Rodolpho Tourinho, afirmou que o Governo federal determinou obras no sistema elétrico que devem estar concluídas em seis meses. (O Globo-09.04.99)

A CEEE planeja operar na área de transmissão de dados ainda em 99 utilizando sua rede própria de linhas de alta tensão. A empresa quer reverter o déficit do fluxo operacional de caixa de R$ 25 mi por mês, desde outubro de 1997, esperando atingir o equilíbrio em dois anos. A empresa apresenta passivo acumulado de R$ 2,3 bi frente um faturamento bruto de R$ 970 mi em 1998. (OESP-09.04.99)

A diretoria de Furnas decidiu proibir a participação de empresas estrangeiras na licitação para a compra de nove autotransformadores de duas subestações do sistema de transmissão de Angra dos Reis e da subestação de Samambaia, em Brasília. O negócio é avaliado em R$ 20 mi. Analistas do mercado calculam que esta exclusão pode onerar a encomenda em R$ 7 mi. (JB-08.04.99)

O preço mínimo das três empresas geradoras da Cesp, será definido entre os dias 20 e 25 de abril. O governo está aguardando o valor da tarifa de geração para poder estabelecer o preço mínimo das empresas. Segundo o secretário paulista de Energia, Mauro Arce, a expectativa é que a tarifa de geração seja definida pela Aneel em cerca de R$ 34 por MWh e a de transmissão fique em torno de R$ 6 o MWh. André Franco Montoro Filho, secretário de Economia e Planejamento de São Paulo, calcula que as três empresas somadas tenham um valor total entre R$ 6 bi e R$ 10 bi. (GM-07.04.99)

Segundo Paulo Roberto Ribeiro Pinto, deve ser decidido, até o final do mês, o destino de 20% da receita que a Lightpar tem direito por sua participação na Eletronet. Os outros 80% desta receita - tratados como despesas operacionais da Lightpar - serão repassados às concessionárias da Eletrobrás como remuneração pela cessão da infra-estrutura de transmissão de energia. Além desta, também será definida uma remuneração fixa. (Investnews/GM-06.04.99)

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a decisão do governo de adiar por um ano a transferência da operação de interligação do sistema elétrico brasileiro para o ONS não altera o programa de privatização das linhas de transmissão, que serão vendidas no ano que vem, junto com a transferência definitiva do controle do sistema elétrico para o ONS. (GM-05.04.99)

A Eletrobrás decidiu que a Chesf não poderá usar sua rede de transmissão, de 17 mil Km de extensão, para instalação de cabos de fibra óptica. Este direito será da Ligthpar. Em troca da cessão de uso, a Chesf receberá uma remuneração fixa. A direção da empresa não esperava esta decisão, e parte dos R$ 700 mi, previstos para investimentos em 1999, seria destinada para a instalação de infovias em suas linhas de transmissão. (GM-31.03.99)

Na avaliação do Banco Bozano, Simonsen, o valor das ações da Lightpar dependerá da determinação da Eletrobrás quanto à remuneração às concessionárias das linhas de transmissão. Não havendo remuneração, o lote de mil ações da Lightpar poderá se situar em R$ 14,50, levando em conta um valor econômico da empresa, na Eletronet, de US$ 80 mi. Se a remuneração for alta, o valor da Lightpar no negócio será mínimo e suas ações poderão virar pó. Segundo o fato relevante da Eletrobrás, 80% da receita da participação da Lightpar na Eletronet irão para as concessionárias a título de custo variável. Sobrariam 20% deste faturamento, cuja destinação não foi discriminada. (GM-31.03.99)

A Eletrobrás divulgou, em 29.03, fato relevante sobre a proposta de utilização das linhas de energia elétrica para a transmissão de dados. Foi confirmada a manutenção da Lightpar no negócio. As geradoras Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul deverão ceder à Lightpar, a título oneroso, o direito de uso da infra-estrutura de transmissão de energia e o direito de uso de fibras ópticas de cabo ou similares. Essas concessionárias deverão receber, como contrapartida da cessão, uma remuneração que será constituída de uma parte fixa e de uma variável. O sócio estratégico da SPE será escolhido em leilão na BVRJ e deverá ficar com 51% do total do capital social. Os detalhes do processo de escolha estarão nas regras para seleção dos sócios, a serem divulgadas, provavelmente, até o fim de abril. As previsões preliminares de investimento são de cerca de US$ 500 mi nos primeiros três anos, com receitas brutas de US$ 300 mi por ano. (GM-30.03.99)

O presidente do ONS, Mário Santos, disse que o Governo deverá retomar as obras na área de transmissão e geração de energia. Dos investimentos já anunciados, de US$ 7 bi, pelo menos 25% precisarão ser aplicados rapidamente para evitar novos problemas na rede. (O Globo-26.03.99)

A Aneel comunica a realização de audiência pública no dia 29.04.99, com objetivo de obter subsídios e informações adicionias para o aprimoramento do ato regulamentar a ser expedido, estabelecendo as condições gerais de contratação de acesso e uso dos sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica.

O MME está estudando o reajuste tarifário para o SEE. Na área de transmissão, a meta é elevar a tarifa para R$ 6 por MWh, 33% acima dos níveis atuais. Dirigentes de Furnas calculavam em R$ 12 o patamar adequado, no caso da empresa. (Jornal do Commercio-29.03.99)

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, Mauro Arce, confirmou que não haverá fusão entre a Epte e a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, que reunirá os ativos de transmissão da Cesp. O investimento previsto é de cerca de R$ 150 mi, já que ambas irão explorar a transmissão de dados. Arce informou que, a partir de agora, investimentos em transmissão serão feitos por meio de licitações. (Investnews/GM-26.03.99)

Um relatório sobre a Eletronorte mostra que os superávits da usina hidrelétrica de Tucuruí conseguem financiar o prejuízo dos subsistemas da estatal, tomando como base as projeções do fluxo de caixa das empresas. Entre 1999 e 2003, a usina deverá obter um crescimento de 104,95% no seu superávit, desde que os demais passivos da Eletronorte não sejam transferidos para ela antes da sua privatização. Para este ano, o superávit de Tucuruí está estimado em R$ 121 mi. Sem o auxílio financeiro da hidrelétrica, o déficit de R$ 201 mi previsto para o sistema de transmissão neste ano chega a R$ 414 mi em 2003 (um aumento de 105,9%). A venda isolada da hidrelétrica vai, portanto, afetar a saúde financeira do restante da Eletronorte. (Folha de SP-29.03.99)

Segundo uma fonte da empresa, a Eletrobrás divulgará até sexta-feira um fato relevante a fim de esclarecer o processo de exploração de transmissão de dados por meio de suas redes. Entretanto, já está garantida a utilização da Lightpar como veículo para a utilização das mesmas. A Eletrobrás cobrará da Lightpar, além de um aluguel pelo uso das redes, um percentual que vai incidir sobre a receita líquida, porém não haverá ganhos exorbitantes para os acionistas minoritários da Lightpar. (Oesp-25.03.99)

Após a cisão, os ativos da Cesp serão reduzidos dos atuais R$ 27,37 bi para R$ 19,93 bi. O aumento de capital nas incorporadoras ocorrerá com emissão de ações das mesmas, que serão subscritas pelos atuais detentores de papéis da Cesp, na proporção de uma ação de cada nova companhia para cada papel da empresa-mãe. Cada uma das novas sociedades vai solicitar na CVM seu registro como companhia aberta. A partir do dia 31.03, as ações da Cesp serão negociadas com direito também aos papéis da Transmissão, Tietê e Paranapanema. (InvestNews/GM24.03.99)

O data room da Cesp será aberto oficialmente na sexta-feira pelo secretário de Energia do Estado de São Paulo, Mauro Arce, e pelo presidente da estatal, Guilherme Cirne de Toledo. Os investidores terão acesso às informações a partir da próxima segunda-feira.A cisão da Cesp dará origem à Companhia de Geração de Energia Elétrica Paranapanema, com ativos de R$ 3,772 bi; à Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê, com ativos de R$ 1,933 bi; e à Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, com a ativos de R$ 1,734 bi. Para a Companhia de Transmissão será transferido o patrimônio da Cesp relacionado às operações de transmissão de energia, exceto a subestação e linha da Usina de Porto Primavera. A Tietê vai incorporar o patrimônio relacionado à geração abrangendo as usinas e eclusas da Bacia do Tietê (exceto a Três Irmãos), as usinas Armando Salles Oliveira, Caconde, Euclides da Cunha e =C1gua Vermelha, além das PCHs de Mogi Guaçu e Corumbataí. A Paranapanema será formada por ativos relacionados à geração abrangendo as usinas da Bacia do Rio Paranapanema. A Cesp remanescente, também conhecida como Grande Geração,  vai incorporar as usinas de Ilha Solteira, Jupiá, Porto Primavera, Três Irmãos, Paraibuna e Jaguari. (InvestNews/GM-24.03.99)

A Embratel faz parte do lobby a favor do adiamento da privatização do setor elétrico, principalmente das redes de transmissão da Eletrobrás. O motivo é que a companhia que adquirir mais adiante as redes de transmissão de energia, junto às quais estão as redes de fibra ótica, terá que alugar espaço para as empresas de telecomunicação. A Bonari, futura concorrente da Embratel, já solicitou à Eletrobrás o aluguel da sua rede de fibra ótica (Jornal do Brasil-24.03.99)

Segundo presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, dois modelos de configuração para a Infovias estão sendo avaliados . No primeiro, a empresa atuaria no mercado de forma independente da estatal, alugando suas redes de distribuição e transmissão para transportar sinais de dados, voz e imagem. No segundo, a Infovias seria transformada em subsidiária integral da Cemig. (GM/BH-23.03.99)

As ações da Lightpar estão sendo negociadas no mercado de balcão a até R$ 40,00 por lote de mil. Um estudo do Banco Bozano, Simonsen revela, porém, que o preço justo das ações da Lightpar seria hoje de R$ 15,60 por lote de mil (US$ 8,37). Segundo Rondon Pinto, chefe da área de Research, de um valor econômico de US$ 820 mi para a Eletronet como um todo, US$ 402 mi correspondem aos 49% da Lightpar, que terá de descontar US$ 315 mi para a Eletrobrás, para o pagamento do aluguel das linhas de transmissão de Chesf, Eletronorte e Furnas. Com esse desconto, a Lightpar fica reduzida a US$ 87 mi.(GM-23.03.99)

A valorização dos papéis da Ligthpar chamou a atenção do mercado para outras empresas de transmissão de energia - que também podem entrar no ramo da transmissão de dados. É o caso da Epte que teve ótima valorização. Como consequência, fundos setoriais de energia estão registrando as maiores rentabilidades do mês no segmento carteira livre. Além disso, outras ações tiveram boas valorizações devido ao recuo do dólar, que trouxe melhora na perspectiva sobre o endividamento destas empresas em moeda estrangeira. (GM-22.03.99)

Na noite do dia 21.03.99, com o objetivo de teste, Furnas colocou em operação a terceira linha de transmissão da energia gerada por Itaipu. Não ocorrendo problemas, será feita a ativação completa da linha. Se tiver início hoje, a transmissão começa com dois meses de atraso, já que, no dia 17 de janeiro, a explosão de um trasformador impediu que o sistema entrasse em funcionamento. O principal objetivo da terceira linha é dar mais segurança ao sistema, reduzindo a possibilidade de blecautes. A obra custou R$ 100 mi. (OESP-22.03.99)

A Chesf vai investir este ano R$ 700 mi na expansão do serviço de transmissão de energia elétrica, segundo o diretor econômico e financeiro da companhia, Luiz Godoy. O volume de investimentos para 1999 é 27% maior que o aplicado em 98, quando somou R$ 500 mi. A empresa tem concentrado, há dois anos, seus investimentos na área de transmissão. Em 99 deverão ser construídas mais 1.380 km de linhas de transmissão  de 500 kV, além de outros 500 km de linhas de 230 kV. Na maior parte dos investimentos, segundo Godoy, serão utilizados recursos próprios da empresa. A Eletrobrás deverá financiar parte dos custos. Para este ano, a Chesf não prevê nenhuma captação de recursos. A empresa, segundo o diretor econômico e financeiro, pretende controlar o orçamento e cuidar da cisão empresarial. Dentro dos preparativos para a privatização, a Chesf investiu, em 98, R$ 4 mi em automação de processos e R$ 3 mi em treinamento de pessoal. (GM/SP -19.03.99)

A Cesp vai comprar 49% das ações ordinárias da Epte, por R$ 133 mi, que serão pagos com títulos da CPA, provenientes da venda da Comgás. Está prevista para dia 25.03 uma AGE dos acionistas da Cesp para aprovar a aquisição. O Conselho administrativo já o fez. A empresa enviou os detalhes da proposta de aquisição à Bovespa. Foi fixado o valor de R$ 18,53 por lote de mil ações. O controle acionário da Epte ficará com a Cesp e com o Estado- que terá 13% das ações. Desta forma, as duas empresas de transmissão passarão a atuar em sinergia. Enquanto a Epte tem 800 Km de linhas de transmissão, a empresa criada a partir da cisão da Cesp terá 17 mil Km. Segundo o presidente da Cesp, Guilherme Toledo, há possibilidade de, futuramente, as duas empresas atuarem em transmissão de dados. (GM-19.03.99)

Ontem, as ações da EPTE, da Emae e da EBE  sofreram valorizações atípicas, liderando o ranking do Ibovespa. Essas empresas tiveram valorização de 78,95%, 34,6% e 18,15%, respectivamente. Especula-se que elas poderiam ingressar na utilização da rede da Eletrobrás para explorar serviço de transmissão de dados. Os papéis da LightPar continuam suspensos. (InvestNews/GM-18.03.99)

A Cesp fará, em 26.03, uma AGE para deliberação sobre a cisão da empresa e a criação de três subsidiárias, visando sua privatização. Os acionistas vão apreciar o protocolo de cisão parcial, com redução do capital da empresa-mãe e versão das parcelas de seu patrimônio cindido para as novas sociedades Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê e Companhia de Geração de Energia Elétrica Paranapanema. Pelo cronograma, a privatização vai começar pela Cesp - que vai incorporar as hidrelétricas de Porto Primavera, Jupiá, Ilha Solteira e Três Irmãos. Essas unidades têm capacidade de geração de 7,6 mil MW e o leilão deve acontecer na segunda quinzena de maio. No início de junho deverá ser vendida a companhia do Paranapanema (potencial de 2,2 mil MW)e, uma semana depois, a do Tietê(2,6 mil MW). A Transmissão de Energia Elétrica Paulista não será leiloada, devendo ser unida à Epte. (Investnews/GM-18.03.99)

O físico e professor da Coppe/UFRJ, Luís Pinguelli Rosa, acredita que houve realmente a queda de um raio, mas que esta se deu próximo à linha de transmissão e não sobre a subestação de Buru, que é muito bem protegida. Com a queda, o raio geraria um pulso elétrico de tal intensidade que teria levado a um efeito em cadeia, desarmando todo o sistema. (JB-17.03.99)

De acordo como escritório O'Melveny & Myers LLP, que presta serviços a grupos norte-americanos do setor de energia elétrica interessados em fazer negócios no Brasil, os investidores estrangeiros querem uma alteração das condições contratuais estabelecidas no setor para continuarem financiando a privatização e projetos de expansão da capacidade de geração e transmissão do país. Foram apontados como alternativas de mudanças a adoção de cláusula de proteção cambial, a redução das exigências de investimentos e a prorrogação dos prazos de concessão. (GM-18.03.99)

A Eletrobrás divulgou em comunicado conjunto com a Lightpar que o cálculo do faturamento bruto previsto para a Eletronet poderá atingir US$ 300 mi por ano. Foi revelado também que as empresas irão receber pelo negócio uma remuneração fixa e outra variável pela cessão de seus direitos e ativos. Não haverá aumento de capital na Lightpar pelo uso desses direitos. A Eletrobrás destacou ainda que o novo negócio, além de agregar valor às empresas de transmissão Chesf, Eletronorte, Eletrosul e Furnas, permitirá valorizar a parte da Eletrobrás no capital da Lightpar, viabilizando sua privatização futura. Ronaldo Henriques, gerente de relação com o mercado da Lightpar, não soube informar se os minoritários da Lightpar serão automaticamente acionistas da Eletronet. (GM-17.03.99)

A Cemig está investindo US$ 200 mi em projetos de telecomunicações, transmissão de dados e informações por fibra óptica e TV a cabo. A expectativa é que, até o fim de 99, entre em operação a primeira fase do projeto, que compreende a instalação de 2.000 Km de linhas ópticas. A concessionária pretende ser a provedora dos meios físicos, e não operar o sistema. Para atuar com TV a cabo, a Cemig já fechou uma parceria com a Brasil Telecom. (GM-16.03.99)

A Ligth Telecom, que é 100% da Ligth, está concluindo a instalação dos primeiros 228 Km de rede para os serviços de transmissão de dados, voz e imagens. Segundo o diretor da empresa, Floriano Ribeiro, até o fim de março a rede já pode estar em operação. Ele não revelou de quanto foram os recursos aplicados no projeto. O funcionamento comercial aguarda definições da Anatel e da Aneel. A Light atua no setor de telecomunicações há cerca de um ano. (GM-16.03.99)

No pregão de ontem, as ações da Ligthpar tiveram valorização de 122%. O motivo do otimismo foi a confirmação de que ela ficará com até 49% da nova empresa de transmissão de dados da Eletrobrás. Os outros 51%, ficarão com a da iniciativa privada. Segundo a Eletrobrás, as receitas brutas previstas para a nova empresa de transmissão serão em torno de em US$ 300 mi por ano. Por ser uma empresa de participações da Eletrobrás, ela vai receber os ativos das linhas de transmissão sem pagar nada por eles. A valorização dos papéis da Ligthpar acabou gerando distorções no IEE da Bovespa. Só ontem ele subiu 70,18% e no ano acumula 224,5%. (site do Bovespa e GM-16.03.99)

Os papéis da Lightpar, que haviam sido suspensos dos pregões das bolsas de valores, voltaram ao mercado ontem. A Ligthpar entregou às bolsas um histórico sobre a decisão de criação de uma joint-venture entre a empresa e a Eletrobrás que utilizaria os sistemas de transmissão de energia na transmissão de dados. A Lightpar teria participação de até 49% no negócio e o controle seria vendido à iniciativa privada. O edital desta venda (51% restantes) não foi citado no esclarecimento. A Ligthpar reafirmou que as previsões de investimento na SPE somam US$ 470 mi nos três primerios anos. (InvstNews/GM16.03.99)

O Bndes realizará, dia 4 de maio, licitação pública para a contratação de serviços especializados de consultoria para desestatização das unidades geradoras e sistemas de transmissão, de propriedade da Eletronorte, da Ceron e da Eletroacre. O edital de licitação estará disponível a partir do dia 16.03.99. (InvestNews/GM-15.03.99)

A Eletrobrás adiou para o início de abril o leilão de venda do controle da Eletronet, empresa provedora de dados que usará as linhas de transmissão do Sistema Eletrobrás. Paulo Roberto Félix, assistente da diretoria de planejamento e engenharia da Eletrobrás, o negócio foi adiado para que o processo possa se tornar mais transparente. Ele informou que o edital de venda dos 51% da Eletronet, que seria divulgado sexta passada, estará disponível para os investidores entre 25 e 26 de março. (GM-16.03.99)

A Aneel receberá, de 15.03 até o dia 05.04, propostas para aprimoramento do Edital Padrão e do Contrato de Concessão de Serviços Públicos de Transmissão de Energia Elétrica. A minuta do edital estabelece regras que permitirão a participação dos investidores públicos e privados na construção de linhas de transmissão e subestações ligadas à Rede Básica do Sistema Integrado e sua posterior operação e manutenção por 30 anos. Os documentos estarão disponíveis na página da Aneel na Internet, no endereço http//:www.aneel.gov.br. (InvestNews/GM12.03.99)

O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto, confirmou que o estado do Rio Grande do Sul está passando por grandes dificuldades no suprimento de energia elétrica. Na quinta-feira passada, a Aneel autorizou a empresa CEEE a construir uma linha de transmissão entre as cidades de Santo Ângelo e São Borja, como forma de buscar suprimentos alternativos para a região. Tourinho garantiu que não haverá racionamento no estado. (GM-15.03.99)

O diretor-financeiro e de relações com o mercado da Eletrobrás, Paulo Roberto Pinto, informou que deve sair nos próximos 15 dias o edital de venda de 51% da joint venture que será firmada entre a Lightpar e um sócio privado. A nova empresa terá o direito de uso das linhas de transmissão de energia de Furnas, Eletronorte e Chesf, com a finalidade de instalar cabos de fibra ótica para serem usados pelas empresas de telecomunicações. Os 49% restantes serão controlados pela Lightpar. (GM-15.03.99)

A criação de uma SPE pela Lightpar para viabilizar o serviço de telecomunicações com uso de ativos da Eletrobrás não justifica a alta exagerada das ações ordinárias da Lightpar, que chega a 1.025% no ano. A alta das ações da Lightpar ON levou a direção da Bovespa a suspender os negócios com o papel da empresa e exigir explicações sobre a SPE. A Lightpar já encaminhou à Bovespa a nota de esclarecimento exigida para que as negociações com ações da empresa fossem retomadas. Uma das justificativas apresentadas pela Lightpar à Bovespa, foi que, por ser uma empresa de participações da Eletrobrás, seria natural que esta a escolhesse como representante no segmento de transmissão de dados.(GM-12.03.99 e 15.03.99)

A transmissão de energia elétrica no Brasil carece de investimentos e a preferência estatal por projetos de geração de energia estão provocando um problema estrutural no setor. O ministro de Minas e Energia afirmou que o sistema de energia elétrica vive em um equilíbrio instável, enquanto que o diretor-geral da ONS reconheceu que mais investimentos em transmissão trariam maior confiabilidade ao sistema. A Eletrobrás, que deveria ter investido R$ 3,6 bi no ano passado em transmissão, geração e distribuição, investiu apenas R$ 2,8 bi em 1998 (redução de 22%) em função da política de contenção de gastos determinada pelo gorverno. Até 2001, o Ministério das Minas e Energia estima que serão necessários R$ 30 bi em investimentos para garantir uma maior tranquilidade no setor elétrico. (Folha de SP-15.03.99)

O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, disse que a atual situação do país deve atrapalhar projetos importantes de construção de termelétricas. A geração local de energia pelas termelétricas é a alternativa defendida pelo Governo para se diminuir a dependência do sistema interligado, que tem a desvantagem de desligar todas as linhas de transmissão conectadas quando uma ramificação é atingida. Entre as termelétricas em andamento que deverão ser atingidas pelo impacto da desvalorização do real estão as de Campo Grande, de Paulínia e de Piratininga. (Globo-15.03.99)

O ministério de Minas e Energia vai enviar, nos próximos dias, ao CND, solicitação para a inclusão das linhas de transmissão do sistema Eletrobrás no programa de privatização, inclusive do linhão Norte-Sul que será inaugurado pela estatal mês que vem. A venda, provavelmente, ocorrerá em 2000, logo após a privatização das geradoras oriundas da cisão de Furnas, Chesf e Eletronorte, que deve ocorrer no segundo semestre de 99. (GM-12.03.99)

Com a concretização das privatizações das linhas de transmissão e das controladoras Furnas, Chesf e Eletronorte, a Eletrobrás ficará restrita ao controle de algumas usinas hidrelétricas a serem vendidas até meados de 2000 e uma participação de 50% no capital societário de Itaipu. A estratégia da estatal para o futuro é se tornar sócia minoritária de novos projetos de geração e transmissão, visando garantir apoio financeiro e investimentos do setor privado na geração de energia.(GM-12.03.99)

A Chesf anunciou ontem que vai investir, em 1999, R$ 700 mi na instalação de linhas de transmissão de energia no Nordeste. Em Pernambuco serão aplicados R$ 66 mi. A verba é assegurada pela Eletrobrás.(Diário de Pernambuco-12.03.99)

A Eletrobrás quer ingressar na área de telecomunicações, responsabilizando-se pela transmissão de sinais através da sua rede de transmissão de energia , usando sua subsidiária Lightpar - associada a uma empresa privada em uma sociedade de propósito específico (SPE). A infovia será 49% da Ligthpar e 51% do agente privado. A operação poderá ser feita de duas formas: a Lightpar poderá chamar aumento de capital, no qual a parte da Eletrobrás será integralizada com os ativos de transmissão, ou alugar os bens da Eletrobrás. Na primeira alternativa, os minoritários seriam fortemente afetados, porque teriam de subscrever ações para manter inalterada sua participação na empresa. Na segunda opção, a empresa arca com os custos do aluguel e ainda não há estimativa para este valor. (GM-11.03.99 e 12.03.99 )

A venda das linhas de transmissão, tanto as que já estão em poder do governo quanto as futuras, pode não se tornar um negócio atraente para os investidores. Como as tarifas de geração foram fixadas em R$ 28 MWh e as de transmissão em R$ 5 MWh, surge a dúvida se haverá interessados em comprar empresas transmissoras. Como o governo não tem os R$ 12 bi necessários para o programa de investimentos para linhas de transmissão, a saída vai ser a privatização. (GM-11.03.99)

A Chesf investirá, neste ano, no Nordeste, cerca de R$ 600 mi em obras de linhas de transmissão de energia elétrica e subestações, permitindo aumentar sua rede para também transmitir dados digitalizados. Para Pernambuco serão destinados R$ 66 mi. (Folha de Pernambuco-05.03.99)

O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, anunciou a decisão de transferir ao setor privado, ainda este ano, o direito de construir e explorar a expansão da rede nacional de transmissão de energia elétrica. Os cinco primeiros troncos a serem licitados deverão representar investimentos de US$ 2,1 bi. Segundo ele, o governo chegou a abrir negociação com o BID para obter financiamento de US$ 1,3 bi para agregar as novas linhas de transmissão aos ativos da Eletrobrás, entretanto a empresa decidiu por não mais se endividar para fazer obras. (GM-24.02.99)

Técnicos de Furnas estão investigando as razões do desligamentoautomático de duas linhas de transmissão da usina de Itaipu, que afetouno sábado o fornecimento de energia elétrica em cidades de Minas Gerais,São Paulo, Rio Grande do Sul,Rio e no Distrito Federal. As linhas, que fornecem juntas 500 kW deenergia, foram desativadas pelo próprio sistema de proteçãoàs 12 horas e voltaram a funcionar 33 minutos mais tarde. (O Globo eOesp-20.02.99)

Está marcada para a próxima terça-feira, dia 23, a audiência pública daEletrobrás para divulgação do plano de negócios da novasociedade que a empresa pretende formar para atuar no mercado detelecomunicações. A Eletrobrás vai realizar um leilão informal, com aparticipação de técnicos da BVRJ, para contratar um ou mais parceirosque vão explorar os 5000 Km de fibra ótica que a empresa possui,instalados nas linhas de transmissão de energia. O patrimônio daEletrobrás nos sistemas de transmissão chega a quase US$ 1 bi, porquetodas as novas linhas da empresa já estão sendo construídas com fibraótica. A Eletrobrás terá 49% do capital da nova empresa, que seráprovedora de meios para as operadoras de telefonia. Porém, a empresaentrará no negócio somente com as linhas de transmissão e a fibra ótica,sem desembolsar recursos. Posteriormente, essa empresa poderá serprivatizada pelo CND. (JB-18.02.99)

A Eletrobrás quer ampliar sua participação na transmissão de energia elétrica, incluindo casos de projetos de novas linhas. Segundo o diretor de Planejamento da Eletrobrás, Benedito Carraro, a empresa tem prontos dois projetos no valor total de R$ 820 mi para linhas de transmissão nas Regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste e aguarda apenas o aval da Aneel. (GM-12.01.98)

As obras da primeira usina térmica do Brasil movida a gás natural começam em dezembro, em Uruguaiana (RS), estando sua inauguração prevista para o final do ano 2000. O empreendimento é de responsabilidade da AES Corporation e deverá gerar 600 MW. O custo é de R$ 350 mi, estando já incluídas no total, duas linhas de transmissão. Das onze usinas listadas pela Eletrobrás em seu Plano Decenal para entrar em funcionamento até o ano 2000, apenas duas estão sendo erguidas: essa e a deCuiabá, da Enron. Os atrasos nas outras podem ser explicados pela falta de financiamento externo, pela falta de um contrato garantindo que a energia que será gerada pelas usinas terá comprador por umlongo período de tempo, e pela desconfiança externa na economia do País.(GM-24.11.98)

Mais de 50% dos investimentos da Eletrobrás em 1999 serão destinados a linhas de transmissão. Depois de ter reduzido o orçamento do período de R$ 3,1 bi para R$ 2,5 bi em função do ajuste fiscal, deverá aplicar "entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,7 bilhão neste segmento", diz Benedito Carraro, diretor de planejamento.A Eletrobrás trabalha ainda a possibilidade de captar US$ 800 mi junto ao BID e outros US$ 500 mi junto ao Bird.(GM-19.11.98)

A Eletrobrás vai assinar mês que vem com a empresa inglesa National Grido primeiro contrato de parcerias com empresas privadas para construção delinhas de transmissão de energia elétrica. Dez projetos serão oferecidospara as parcerias, sendo um dos prioritários a construção de um segundolinhão Norte-Sul, para reforçar a interligação dos sistemas elétricosSul/Sudeste/Centro Oeste e Norte/Nordeste, orçada em US$ 720 milhões.(FSP-23.10.98)

A Eletrobrás está negociando parcerias com grandes grupos privadosnacionais e estrangeiros para a construção de novas linhas de transmissão ,setor que deve permanecer com a estatal após as privatizações na área degeração de energia. Já foi assinado o primeiro protocolo com a empresainglesa NationalGrid. As duas empresas estão estudando quais projetospoderão desenvolver em parceria. A National Grid é proprietária de todo osistema de transmissão na Inglaterra e está disposta a investir US$ 1bi no Brasil. Nos próximos 30 dias deverão ser escolhidos os projetosque poderão ser executados com a empresa britânica.Também estão em negociação outras parcerias para projetos de transmissãocom grandes grupos, como a belga Tractebel,que comprou a Gerasul, e aargentina Perez Companc. O presidente da Eletrobrás disse que a iniciativaprivada deverá ser majoritária nos projetos, ficando com mais de 51% dosempreendimentos, destacou que os projetos já contam com o apoio do Banco Mundial e que este já manIFE stou interesse em inanciar a construção da segunda linha de interligação Norte-Sul, um dos projetos em análise na parceria com a National Grid. As parcerias da Eletrobrás contarão, também, com recursos do Bndes, que prevê financiamentos da ordem de US$ 2 bi em 99, para o setor elétrico, contra US$ 1 bi este ano. ( O Globo-16.10.98)

 



Principais Fontes de Pesquisa: Correio Braziliense, Diário Catarinense, Diário do Grande ABC, Diário do Nordeste , Folha de Pernambuco, Folha de São Paulo, Gazeta Mercantil, InvestNews/GM, Jornal do Brasil, Jornal do Commercio, O Estado do Paraná, O Estado de São Paulo, O Globo, Zero Hora,Canal Energia.

Esta home page é um projeto de pesquisa entre a Departamento de Planejamento e Orçamentos (DFP) - da Diretoria Financeira da Eletrobrás e o Núcleo de Computação do Instituto de Economia da UFRJ.

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