2006

Janeiro

A Coelce foi autorizada pela Aneel a instalar e a substituir os atuais medidores de consumo eletromecânicos por medidores eletrônicos externos em unidades consumidoras da área de concessão da empresa. A autorização em caráter provisório vai vigorar pelos próximos 24 meses. (06.01.2006)

A capacidade de suprimento de energia elétrica pela Coelce é de 1,6 mil MWh. O montante é superior ao consumo do Estado do Ceará (1,2 mil MWh), mesmo diante do aumento de 7,7% registrado de janeiro a novembro do ano passado na demanda pelo serviço. "A folga no fornecimento de energia elétrica varia de acordo com áreas específicas. Existem locais em que o excedente oscila, por exemplo, entre 20% e 40%. No Interior do Estado é possível crescer sem problemas. Mas em Fortaleza, não existe essa folga", explica o presidente da Coelce, Cristián Fierro. De acordo com ele, 2005 foi um ano atípico, por conta do elevado consumo de energia. Na sua avaliação, esse crescimento foi causado pelo aumento da demanda no Interior, por conta das novas ligações, e também pelo desenvolvimento da economia na área rural. (17.01.2006)

Segundo o presidente da Coelce, Cristián Fierro, 79% da energia elétrica fornecida pela empresa no Ceará é oriunda das hidrelétricas, 20% das térmicas e 1% gerada pelos ventos. Essa combinação, explica, é necessária para que se tenha segurança na oferta do serviço. "Trata-se de uma política adotada por todas as distribuidoras. Em períodos de pouca chuva, por exemplo, restringimos o uso da energia gerada pelas hidrelétricas, aumentando a utilização da energia das termelétricas", conta. De acordo com ele, atualmente, a energia mais barata ainda é a hidráulica, seguida da térmica. A eólica é a mais cara. (17.01.2006)

De acordo com a Aneel, mais de 29 distribuidoras que não conseguiriam repor as perdas do racionamento, no prazo estipulado pela "conta do apagão", vão assegurar a recomposição do prejuízo, se a resolução for aprovada. Entre as concessionárias que se enquadram nessa situação estão Eletropaulo, Light, Ampla, Celpe, CPFL, Elektro, Cemig, Celpe, Coelce, Celesc e Escelsa. Algumas ficarão com sobra de caixa, revertendo em queda na conta para o consumidor. A RTE está no 49º mês de cobrança. Os cálculos mais confiáveis estimam que os consumidores livres deixaram de pagar R$ 860 milhões da conta do apagão. Alguns agentes do setor trabalham com um número menor, perto de R$ 500 milhões. Para a Aneel, não se trata de cobrança retroativa, mas de uma dívida a ser resgatada. Os consumidores que já eram livres na época do racionamento continuarão isentos da cobrança porque assumiram, na ocasião, um alto risco e foram onerados com a caríssima energia do mercado atacadista. Mas os que eram cativos e só depois migraram para o mercado livre se beneficiaram das tarifas reguladas na época e agora não contribuem com a reposição das perdas, segundo a Aneel. O que deixou de ser pago poderá sofrer correção pela taxa Selic, segundo a minuta de resolução da Aneel. Uma audiência pública será realizada no fim de março para definir o assunto, que pode parar na Justiça. "Não tenho dúvidas de que existem argumentos sólidos para sustentar uma demanda judicial", diz Mário Menel, presidente da Abiape. (25.01.2006)

O banco Pactual elevou sua recomendação de underperform para outperform para as ações da Coelce, o que significa que os papéis deverão ter um desempenho superior à média do mercado. O banco prevê um potencial de valorização de aproximadamente 70% para as ações da distribuidora cearense. Os analistas sugerem aos investidores que aumentem sua exposição nas ações, que junto com os papéis da AES Tietê, são o dividend play do banco no setor de energia. Além disso, os analistas também acreditam que, caso a Endesa Brasil decida emitir ações, os papéis da empresa poderão ganhar maior liquidez e até uma melhor Governança Corporativa, com chances de inserção no Novo Mercado da Bovespa. O Pactual acredita que a Coelce poderá implementar, em 2006, uma política de payout de 95%, como conseqüência de aumento de tarifas, que será implementado conforme o autorizado pela Aneel. (24.01.2006)

A Aneel retomará em abril o processo de revisão das tarifas das distribuidoras de energia elétrica, após concluir o primeiro ciclo este mês. A primeira a ser avaliada será a Coelce, do grupo espanhol Endesa. Outras seis empresas deverão ser avaliadas este ano, incluindo quatro de São Paulo. As tarifas da Eletropaulo começarão a ser avaliadas em julho. (27.01.2006)

Fevereiro

A Energias do Brasil, holding do grupo EDP- Energias de Portugal no Brasil, que atua nas áreas de geração e distribuição, está se consolidando como um dos maiores players do mercado de energia elétrica brasileira. Para ser bem sucedida em sua presença no País, a companhia apostou na transparência e na governança corporativa. "Nosso objetivo era não só reduzir custos na captação de recursos, mas sobretudo reforçar o compromisso do grupo em manter uma parceria de longo prazo com o mercado brasileiro", diz Antônio José Sellare, vice presidente de finanças da Energias do Brasil. Com esses objetivos em mente, a companhia implementou um intenso processo de reestruturação societária de seus investimentos no Brasil, que incluía participações em empresas como Bandeirante, Escelsa, Enersul, Cerj e Coelce, com ações negociadas em bolsa, mas com pouca expressão. Segundo Victor Pereira, analista de energia elétrica do ES Research, do Banco Espírito Santo, a Energias do Brasil é um player com diversos potenciais como redução de despesas e ganhos de eficiência. "É uma empresa que tem muito espaço para alavancagem", afirma. (13.02.2006)

Em relatório divulgado na última sexta-feira (17), os analistas do Banco Pactual apontaram para o surgimento de uma oportunidade de compra de ações das distribuidoras de energia elétrica, após o fraco desempenho recente. Para o banco, uma análise incompleta do reajuste tarifário concedido à CTEEP fez com que as ações das distribuidoras tivessem performance bastante inferior a do Ibovespa na sexta-feira, criando uma oportunidade de entrada. Os analistas do Pactual demonstraram em seu relatório que uma análise simples do reajuste concedido à CTEEP poderia levar à percepção de que o Ebitda 'regulatório' das distribuidoras irá recuar cerca de 20%.Considerando as diferenças entre transmissoras e distribuidoras, no entanto, o Pactual acredita que o impacto do próximo ciclo de revisões tarifárias das segundas não deve ser maior do que 6%. Com isso, o Pactual aponta para a oportunidade de compra dos papéis de CPFL, Energias do Brasil, Cemig, Copel e Coelce. (20.02.2006)

Março

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